LOGINIan começou a dançar todo constrangido. No início, o pessoal ainda fazia algazarra e piadas, mas depois muitos acabaram cobrindo os olhos. Eles não eram pessoas maldosas. A zoação era só zoação, e depois de um tempo simplesmente perdeu a graça.— Está bom, está bom, Sr. Ian, pode parar de dançar. Tenha piedade da gente! — Júlio acenou com a mão, pedindo que ele parasse.Do começo ao fim, Alexandre praticamente nem olhou. Fumava calmamente, brincando entediado com uma peça de dominó.— Sr. Alexandre, sobre aquele projeto que comentamos antes... — Alguém se aproximou e perguntou em voz baixa.— Deixa eu me casar primeiro. — Respondeu Alexandre.— Claro, claro! Parabéns, Sr. Alexandre! — O homem ficou radiante, aquilo era praticamente uma confirmação.— Lembre-se de vir ao meu casamento.— Com certeza, com certeza! — Ao ouvir o convite para o casamento, ele ficou ainda mais animado.Renata deu um empurrão discreto em Ian. Ele até pensou em se vestir primeiro, mas realmente não era o momen
— Até para jogar é preciso ter inteligência. E você, tem?Ian ficou em silêncio.— Claro que tem, só não é muita.Depois dos comentários sarcásticos, Alexandre pegou a enxada novamente e a colocou de volta no lugar.— O que foi? Eu só entrei para cochilar um pouco e vocês já intimidaram o meu pessoal desse jeito? — Renata Silva saiu da casa bocejando. Ao ver o estado de Ian, aproximou-se sem pressa.— Nós tratamos com consideração esse homem que você trouxe. O próprio presidente Alexandre jogou várias rodadas com ele. — Disse Mateus, num tom brincalhão, mas piscando várias vezes para a irmã.— Isso não é intimidar? — Renata sorriu. — Quem em sã consciência ousaria jogar cartas com o presidente Alexandre? Isso é pedir para apanhar!— Foi ele mesmo que quis jogar! — Júlio comentou.— Ah, então não dá para culpar ninguém. A culpa é dele por não ter juízo! — Disse Renata.A frase arrancou risadas de todos. Em seguida, ela foi até Ian e o ajudou a se levantar.— Está frio, por que você não
Mais uma rodada, e Ian perdeu de novo. Os outros começaram a provocar:— Tira! Tira!O rosto de Ian ficou vermelho. Ele abaixou a cabeça e olhou para a cueca que ainda usava, instintivamente apertando-a com a mão. Ao olhar para os outros, todos estavam completamente vestidos, especialmente Alexandre, sentado à sua frente, que não tinha perdido uma única vez.Isso não fazia sentido!— Vocês... vocês com certeza estão trapaceando! — Ian gritou, fora de si.Assim que essas palavras saíram, o ambiente esfriou de repente.— Ian, foi você quem insistiu em jogar com a gente. Nós não te obrigamos, obrigamos? — Júlio franziu a testa.Ian apertou os lábios, sem conseguir responder.— Você perdeu o tempo todo. Quando chegou ao ponto de ter que tirar a cueca, eu te aconselhei a parar. Você ouviu?Ian continuou sem dizer uma palavra.— Perde e ainda joga a culpa nos outros. Que tipo de lixo você é? — Júlio deu uma risada de desprezo.— Eu...— Um homem feito, mas o que você fala não vale nada. Não
— Ah, é verdade. Ouvi minha mãe dizer que você vai se casar com o Alexandre.— Você não vai me parabenizar?— Haha! — Ian caiu na gargalhada. — A festa que eu vou hoje à noite é justamente a do Alexandre. Ele ainda vai levar a esposa junto. Aposto que você, a tal "Senhora Alencar", nem sabe onde vai ser o local do evento, não é?— Realmente não sei. — Lívia assentiu.— Claro que não sabe, você é uma impostora! — Ian estalou a língua e balançou a cabeça. — Lívia, você sempre se achou demais. Tirando eu, ninguém jamais vai te amar, muito menos se casar com você!— Quem está se achando demais é você. Vou te dizer uma coisa: mesmo que a Era Dourada enlouquecesse e realmente te entregasse o projeto da rua comercial, ainda assim você estragaria tudo!— Você sempre me desrespeitou!— E o que você tem para eu te respeitar?— Lívia, espere só para ver!— Está bem, eu espero.Quando Lívia estava prestes a ir embora, Viviane saiu correndo e chamou Ian.— Querido, o nosso filho acabou de chutar. E
— Você está com medo de que o centro educacional não feche rápido o suficiente? — Celso soltou um resmungo frio.Lívia não deu atenção a ele e continuou:— Depois, quando toda a atenção do público estivesse voltada para o caso, eu divulgaria as imagens das câmeras de segurança, para que todos vissem como a instituição lidou com a emergência, vissem o quão forte é a capacidade médica do centro. Depois disso, focaria todo o marketing na assistência médica.Celso não respondeu.— Quando os filhos escolhem um centro educacional para seus pais idosos, a intenção é que eles possam aproveitar a velhice. Mas o que realmente mais os preocupa é se, caso os idosos adoeçam, eles receberão atendimento médico imediato. — Ao dizer isso, Lívia bateu levemente as mãos. — Mas como o senhor mesmo disse, as instalações médicas do centro são excelentes, os médicos são experientes e competentes, e aquele senhor idoso saiu do perigo após o atendimento. Se um dia meu pai quiser frequentar um centro para idoso
— Sogro, o chá esfriou. Vá trocar por uma chaleira quente, por favor. — Disse Lívia, olhando para Nelson.— Está bem, está bem, eu já vou. — Nelson ficou meio atordoado ao ser chamado de "sogro" daquele jeito e respondeu apressado.Ele saiu às pressas com a chaleira, mas assim que colocou o pé para fora, a cabeça clareou. A nora tinha feito aquilo de propósito para tirá-lo dali.— Por favor, sente-se. — Lívia convidou Celso a se sentar, enquanto ela mesma se acomodou no sofá em frente.— Nelson disse que você é muito competente e até pensa em te entregar o comando do Grupo Ouro & Valor no futuro. Mas eu, sinceramente, não vejo essa competência toda. — Disse Celso, ainda com desprezo no tom.— Talvez o senhor precise de óculos.— Está dizendo que eu não tenho bom olho?— O senhor olha bem e ainda assim não acha que eu seja nem um pouco familiar? Lívia viu Celso voltar a examiná-la, mas era evidente que ele realmente não a reconhecia.— Meu nome é Lívia Lins.— Haha, seu nome é tão famo






