เข้าสู่ระบบQuando Hugo foi empurrado para fora do salão, Célia e Sofia chegaram logo atrás.Célia olhou para Hugo, com o rosto pálido, como se a alma tivesse sido arrancada do corpo. Entre dor e fúria, ela começou a xingar a porta do casamento, que estava fechada:— Aquela Yara, essa vagabunda sem vergonha! Como ela se atreve?! Ela sabe que você e o Victor são inimigos mortais, e ainda assim casa com ele. Isso é enfiar uma faca direto no seu peito! Ela é podre. Podre até os ossos!Por dentro, Sofia estava em êxtase, a ponto de querer soltar fogos de artifício para comemorar.No rosto, porém, mudou para uma expressão de preocupação e ansiedade. Aproximou-se com delicadeza e segurou o outro braço de Hugo, o que não estava machucado.— Hugo, tenta se acalmar. As coisas já chegaram a esse ponto... a hora marcada da cerimônia de reconhecimento está quase passando. Tem tantos convidados esperando. Se perder o horário, o bebê vai virar motivo de piada no futuro.— Vamos voltar primeiro e fazer o que pre
Victor estreitou levemente os olhos, e a aura ao redor dele ficou perigosa e gelada na mesma hora.Hugo caminhou até a frente dela e tentou agarrar o braço dela, a voz saindo distorcida pela agitação extrema:— Isso passou dos limites, Yara! Você exagerou demais! Vem comigo agora!Yara deu um passo rápido para trás, evitando o toque dele, o olhar frio.— Exagero? Hugo, até agora você ainda acha que eu estou brincando com você?— Se não está brincando, então o que é isso? Casamento não é brincadeira. E o Victor muito menos é uma ferramenta para você me provocar. Acorda.Hugo rugiu, com o peito doendo:— Você é minha esposa. Nós já tivemos um casamento!— Legalmente, nós não temos relação nenhuma.Yara lembrou, com uma calma cruel:— E, desde aquela noite de neve, quando você deixou sua mãe me colocar para fora de casa, eu e você já tínhamos acabado.— Eu só... só fiz aquilo por conveniência. Eu te amo. Você devia entender o meu lado.Hugo se enrolou nas próprias palavras, tentando expli
Mas, no segundo seguinte, ele sacudiu a cabeça com força, tentando expulsar aquele pensamento absurdo.Não. Impossível. Aquela era Júlia!Hoje era o casamento de Victor e Júlia!Ele devia estar louco. Como podia achar que aquela era Yara?— Hugo! A hora marcada já vai chegar, o que você ainda está fazendo parado na porta?Célia saiu do salão de festas, apressando com impaciência:— Ainda bem que ela nem apareceu. Como se alguém quisesse que uma mulher que não pode ter filhos fosse a mãe do meu neto? Dá azar!Hugo franziu o cenho e insistiu, teimoso:— Espera mais um pouco. Ela vai vir.Ele conhecia Yara. Ela tinha o coração mole. Não seria tão cruel de verdade...Sofia estava com o bebê nos braços. Ao ver Hugo daquele jeito, completamente fora de si, o olhar dela escureceu.Ela estendeu a mão em silêncio e beliscou com força a coxa macia da criança.O choro explodiu, rasgando o ar.Célia, na hora, tomou o bebê nos braços, aflita:— Ai, ai, ai! Meu bebê da vovó, por que está chorando ta
Yara arqueou a sobrancelha e atendeu.Do outro lado, a voz de Sofia veio imediatamente, propositalmente mais alta, transbordando exibição e satisfação.— Yara, você viu as notícias? Hoje, no hotel mais exclusivo da Cidade N, o Hotel Apex, está acontecendo a cerimônia de reconhecimento do meu filho.— O Hugo já disse que vai ser a coisa mais grandiosa e luxuosa. Toda a elite da Cidade N vai estar lá.— A partir de hoje, todo mundo vai saber que o meu filho é o primogênito legítimo do Hugo, o herdeiro do futuro da Família Ferraz. Eu e o Hugo somos uma família. Ninguém vai nos separar. Vamos ser sempre os mais próximos.Diante da provocação, Yara olhou para o reflexo no espelho. O vestido de noiva, a luz, o brilho. Tudo parecia uma ironia perfeita.— Sofia, você tem certeza de que quer me provocar justo agora? — Os lábios se moveram devagar. A voz saiu fria. — O Hugo está morrendo de vontade que eu apareça nessa cerimônia. Me diz… se eu for agora, você não acha que o espetáculo vai ficar
Assim que a última frase caiu, o celular de Hugo vibrou várias vezes seguidas.Mensagens do grupo dos amigos.— Hugo, Hugo! Notícia bombástica! A Júlia Costa, a mulher que o Victor sempre guardou no coração, voltou do exterior!— Eu sabia! Naquela época o Victor quase se destruiu por causa dela. Depois que ela foi embora, ele ficou como se tivesse aversão a mulher. Quem chegava perto se dava mal. Agora, de repente, casamento? Se a noiva não for ela, eu corto a cabeça fora.— Parabéns, Hugo. Seu primo passou esses anos sem nenhuma fraqueza, te segurando e tomando cada vez mais o poder da Família Ferraz. Agora o ponto fraco dele voltou. Não sei que confusão isso ainda vai dar. Aproveita enquanto ele está vulnerável e parte pra cima.Hugo ficou encarando cada palavra na tela.A tensão dentro dele, esticada ao limite, se soltou de uma vez, como um elástico arrebentando.Então era a Júlia…Claro. Como ele tinha esquecido isso?Um homem frio como Victor. Fora a Júlia, quem mais conseguiria f
— Você… como teve coragem… de mexer justo no meu braço machucado? — A voz dele tremia.Yara deu dois passos para trás, abrindo distância. O tom saiu gelado:— Você não acredita que eu vou me casar com o Victor? Então vai lá e pergunta a ele.O braço ainda latejava, a dor era aguda. O sangue escorria pelos dedos.Hugo olhou para a mulher à sua frente, como se estivesse vendo uma estranha. A cabeça virou um caos. A voz saiu ferida, cheia de revolta:— Yara, como você virou isso? Eu só pedi pra Sofia ter um filho pra mim. Por que você precisa fazer esse escândalo sem fim? Até quando você vai continuar com isso?A forma como ele falava, surdo, preso à própria versão, só fez Yara se sentir ainda mais irritada.Ela virou o rosto na direção de Victor. Ele já tinha encerrado a ligação.Perfeito.Que fosse ele mesmo a deixar tudo claro. De uma vez por todas.Nesse momento, o telefone de Hugo tocou de forma urgente.Ele desligou sem nem olhar. O toque voltou, insistente.Irritado, atendeu.— O q







