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CAPÍTULO 5

ผู้เขียน: Tania Costa
— Yara!

O rosto de Hugo ficou lívido de raiva. Sem pensar em mais nada, ele saiu a passos largos atrás dela.

Assim que saiu do reservado, Yara ligou para Diogo.

— Seu Diogo, aconteceu um imprevisto. O almoço foi cancelado. Vou direto ver o local do casamento. Me passa o contato do responsável.

— Senhora, por aqui, por favor.

Yara ergueu os olhos e viu Diogo sorrindo dentro do elevador.

Ele já estava esperando ali.

Yara sorriu de leve e entrou no elevador.

Quando as portas começaram a se fechar, Hugo saiu correndo do reservado e viu Yara e Diogo juntos.

Ele franziu a testa, confuso.

— O que o Diogo está fazendo aqui?

O garçom ao lado respondeu com respeito:

— Sr. Hugo, o Seu Diogo veio para escolher o local do casamento. O Senhor do Inferno vai se casar no fim do mês. O senhor não sabia?

Victor tinha crescido no exterior. Seis anos atrás, ao voltar ao país, passou por cima de tudo e tomou o controle do mercado de Cidade N. O impacto ecoou por um mês inteiro.

Desde então, no círculo empresarial, todos o temiam como um demônio e o chamavam, com respeito, de Senhor do Inferno.

— O meu primo vai se casar?

A surpresa não passou despercebida no rosto de Hugo. Ao longo dos anos, o avô tinha apresentado a Victor inúmeras jovens de famílias influentes, e ele nunca tinha se mexido. E agora, de repente, tinha marcado casamento?

Que tipo de mulher seria essa?

Ao mesmo tempo em que pensava nisso, Hugo apertou o botão do elevador ao lado. Precisava tirar Yara dali o quanto antes, antes que ela entrasse no território de Victor e acabasse provocando-o.

Aquele primo era, no sentido mais literal, um louco. E com mulheres, definitivamente, não tinha mão leve.

No último andar, as portas do elevador se abriram em silêncio.

Diogo fez um gesto para indicar o caminho.

— Senhora, por aqui. O Céu de Cristal, o local de casamento no ponto mais alto da Cidade N, fica logo à frente.

Yara seguiu Diogo para dentro daquele cenário de sonho.

Ao mesmo tempo, as portas do elevador ao lado se abriram.

Hugo saiu em passos largos. O olhar afiado varreu o corredor vazio. Não viu Yara. O coração dele afundou na hora. Os olhos se voltaram, pesados, para a entrada do local Céu de Cristal.

Ela entrou?

Era exatamente o que ele mais temia.

Victor tinha um temperamento sombrio e métodos brutais. Qualquer um que o afrontasse costumava ter um fim terrível.

O peito de Hugo se encheu de urgência. Ele correu em direção ao Céu de Cristal.

— Sr. Hugo, por favor, aguarde. — A recepcionista estendeu o braço para barrar a entrada. — Há convidados importantes lá dentro. Sem agendamento, não é permitido entrar.

— Sai da frente!

Hugo empurrou a porta…

— Hugo!

Sofia agarrou o braço dele, o rosto cheio de ansiedade.

— Se acalma. O Victor já tem rancor de você. Uma coisa desse tamanho, como escolher o local do casamento, se você entrar, vai irritá-lo com certeza.

Hugo franziu o cenho.

— A Yara está lá dentro.

— Olha o elevador. Já desceu para o primeiro andar. A Yara deve ter ido embora. — Sofia apontou para o painel do elevador que Yara tinha acabado de usar.

Hugo viu o número 1 aceso. A tensão nos ombros dele cedeu de uma vez. Ele soltou um suspiro longo.

Sofia percebeu o alívio evidente no rosto dele. Um ciúme quase enlouquecido subiu no peito dela. Mesmo depois de Yara ter ido tão longe e sido tão inconveniente, Hugo ainda se importava tanto assim com ela.

— Hugo, eu nem devia dizer isso, mas não aguento mais ver você sendo feito de bobo pela Yara desse jeito.

— Pensa bem. Esse projeto de IA emocional, a Yara colocou três anos inteiros de esforço. Agora que está prestes a dar certo, quando lançar, ela vai ganhar fama e dinheiro, virar um nome novo da indústria. Como ela iria largar tudo justo agora, de verdade?

Sofia falou com convicção.

— Ela está só fazendo birra. Estragou a assinatura de propósito para te assustar, para te forçar a ir atrás dela, a implorar. E, de quebra, te pressionar a fazer você se livrar do nosso filho. Se você não for atrás, quando o lançamento começar, ela é quem vai entrar em pânico.

A inquietação no peito de Hugo foi se acalmando, e a razão voltou.

Sofia tinha razão. O projeto de IA emocional era a única forma de Yara provar o próprio valor para a Família Ferraz. Ela não podia largar a FS, muito menos largá-lo.

Os ombros tensos foram relaxando aos poucos. O rosto de Hugo voltou àquela expressão fria e confiante de quem acredita controlar tudo.

Já que ela queria provocar, brincar de se afastar para ser perseguida… então ele esperaria até o dia do lançamento, para ver como ela iria encerrar essa farsa.

Num quarto às escuras.

Sofia discou um número, a expressão fria.

— Onde você está? Volta pra Cidade N agora.

Do outro lado da linha, a voz de um homem veio em tom debochado, com riso leve.

— O quê, meu bem, sentiu saudade? Também, já está na fase final da gravidez, a gente pode voltar a se divertir. Aproveita e testa o kit novo que eu comprei. Numa grávida deve ser ainda mais estimulante, eu garanto que você…

— Cala a boca! — Sofia cortou, gelada. — Se você não quer que o Hugo descubra que o filho é seu e acabe com você de vez, para com essas ideias agora.

— Se não é pra transar, pra que você quer que eu volte pra Cidade N?

— Daqui a alguns dias é o lançamento do aplicativo de IA emocional. Quero que você sequestre a Yara e garanta que, naquele dia, ela não apareça.

Se Yara faltasse ao evento, não só deixaria Hugo furioso e empurraria o relacionamento deles para um ponto sem volta… como também permitiria que ela assumisse o palco e se colocasse como a responsável pelo desenvolvimento do projeto de IA emocional.

Três anos de trabalho exaustivo de Yara. Toda a glória, todo o prestígio e o dinheiro passariam a ser dela!

Então, ela teria base e força suficientes para se aproximar do Grupo Nocturno!

O Grupo Nocturno era o líder incontestável da indústria de IA. O robô biomimético que estavam desenvolvendo era algo de outra era. Se conseguisse fechar uma parceria com o Nocturno e participar desse projeto, a FS daria um salto gigantesco no setor de IA, e ela se tornaria a maior heroína da Família Ferraz.

Depois de escolher o local do casamento, Yara voltou de carro para a Península das Nuvens.

Mal desceu do veículo, recebeu uma ligação internacional.

— Srta. Yara, acabei de receber a notícia. A senhora vai deixar a FS?!

Do outro lado, a voz de um homem com forte sotaque britânico estava tomada de empolgação.

— Desculpe, me exaltei, mas essa notícia é simplesmente fantástica. Eu esperei por este momento por três anos inteiros!

— A proposta que o Grupo Nocturno fez há três anos ainda está de pé, e com o dobro das condições. A posição de chefe do Centro Global de Pesquisa em IA continua reservada para a senhora.

— Yara, venha para nós. O mundo é o seu palco, não um grupo pequeno como a FS, limitado ao desenvolvimento de um simples aplicativo de IA emocional. Venha para o Nocturno e transforme em realidade a ideia que você teve três anos atrás. Desenvolva robôs de IA biomiméticos de verdade. Você vai inaugurar, com as próprias mãos, uma nova era da inteligência artificial!

Três anos antes, Yara já tinha proposto o conceito e o modelo de dados para robôs biomiméticos. Só o Grupo Nocturno tinha a base técnica e as reservas tecnológicas para sustentar um projeto desse porte.

Naquele tempo, ela tinha desistido desse sonho por causa de Hugo.

Agora…

A luz que tinha se apagado nos olhos de Yara voltou a se acender, firme e brilhante.

— Eu aceito. No começo do próximo mês, vou para o exterior assumir o cargo.

Tinha acabado de se casar e já iria trabalhar fora do país. Depois de pensar bastante, Yara decidiu avisar Victor.

Ela procurou Diogo.

— Seu Diogo, mais ou menos quando o Victor volta? Tenho algo para falar com ele.

Diogo já tinha visto o anel no dedo de Yara e ouvido que ela tinha encontrado Hugo no hotel. E o Sr. Victor tinha dito que a senhora gostava de rosa, mas o estilo do casamento que ela escolheu era todo em tons de azul, claramente uma escolha feita sem envolvimento.

Há pouco, ao telefone, ela estava rindo e conversando animada… todos os sinais apontavam para uma possível reconciliação com Hugo.

Agora, mal desligou, já vinha com o rosto sério procurando o senhor para conversar. Isso não parecia conversa, parecia desistência do casamento.

O olhar de Diogo, sem querer, deslizou para um canto mergulhado em sombras. Em seguida, o rosto dele se compôs numa expressão de extrema seriedade.
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