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CAPÍTULO 7

ผู้เขียน: Tania Costa
Sofia ficou atordoada com o golpe. Até a expressão de vítima congelou no rosto. A dor ardente era tão intensa que ela mal conseguia acreditar.

Ela… ela teve coragem de bater nela de verdade?!

Hugo também ficou em choque por um instante. Em seguida, a raiva explodiu por completo.

— Yara, você enlouqueceu? Eu me enganei sobre você. Só hoje percebi que você é tão ciumenta, tão maldosa! Olha pra você agora. Qual a diferença entre você e uma barraqueira de rua?

— Ah.

— E daí?

Yara girou o pulso com indiferença. O olhar gelado, como lâminas, cravou-se nos dois.

— Da próxima vez, não me provoquem. Se provocarem, eu bato nos dois juntos!

A frieza daquele olhar, somada à dor que queimava no rosto, fez Sofia se encolher sem perceber.

Valente com os fracos, covarde com os fortes.

Yara soltou um riso de desprezo. Sem olhar mais para aquele casal repulsivo, pegou o notebook de dentro da lixeira e saiu sem hesitar.

— Yara! Para aí!

O rosto de Hugo estava vermelho de raiva. Ele gritou, ameaçando:

— Se você sair por essa porta, nunca mais volte! E o lançamento da IA emocional também não vai ter mais nada a ver com você!

A ameaça caiu no vazio.

Yara não diminuiu o passo. Saiu sem nem olhar para trás.

Hugo arremessou com força a caixa de joias que estava na mão contra o chão.

Ele queria se reconciliar com ela. Como é que tinha acabado assim de novo?

Forçando-se a sair do departamento, Yara se apoiou na parede, tremendo. A dor aguda na cintura quase não a deixava ficar de pé.

— Yara.

Sara correu até ela e a segurou, os olhos cheios de preocupação.

— Eu te levo ao hospital.

— Obrigada.

Com a cintura machucada, Yara voltou para a Península das Nuvens e teve que ficar deitada na cama.

No corredor, à sombra.

Diogo se curvou e relatou com voz pesada:

— Senhor, já apurei. A senhora foi humilhada pela Sofia na FS. Hugo foi cego e ainda a defendeu. A lesão na cintura da senhora foi causada pelo empurrão de Hugo.

— Procurando a morte.

Uma intenção assassina se espalhou de repente pela escuridão.

O homem alto parado nas sombras parecia um juiz do inferno que tivesse saído das profundezas.

— Já que ele não sabe controlar as próprias mãos, quebrem as duas.

Diogo puxou o ar com força. O Sr. Victor e Hugo sempre foram rivais, mas nunca tinham ido tão longe. Dessa vez, ele tinha realmente cruzado a linha.

No quarto, o incenso foi aceso outra vez.

A cintura de Yara doía tanto que ela não conseguia dormir. Mas, depois que o aroma se espalhou, ela acabou adormecendo profundamente.

No escuro, o colchão ao lado dela afundou de leve.

Uma mão longa, de dedos bem definidos, levantou com cuidado a barra da roupa dela.

A pele branca apareceu centímetro por centímetro.

A respiração do homem ficou mais pesada. Os dedos suspensos no ar tremiam de leve.

Por fim, ele fechou os olhos e aplicou o unguento com delicadeza na área roxa da cintura dela, a força tão suave quanto se estivesse tocando um tesouro raro.

A voz baixa se espalhou na escuridão.

— Foi ele que não soube te valorizar. Eu não vou mais te devolver para ele.

FS, sala de reuniões.

O olhar de Hugo pousou, pesado, no assento vazio no canto inferior esquerdo. Ali deveria estar Yara.

Antes, por mais que brigassem, nunca passava de três dias. Mas desta vez… já fazia uma semana.

Tudo bem. Amanhã, com certeza, ela voltaria.

Ele não acreditava que ela fosse capaz de abandonar o projeto de IA emocional "Voz Interior", no qual tinha despejado anos de esforço.

E acreditava ainda menos… que ela fosse capaz de deixá-lo.

Hugo desviou o olhar. O semblante retomou a calma controlada de sempre.

— Amanhã, o lançamento tem que ser perfeito. A parceria com o Grupo Nocturno só pode dar certo. Não existe a opção de falhar!

Só fechando com o Nocturno a FS conseguiria romper o gargalo e subir mais um degrau. Só assim ele teria capital suficiente para encarar aquele primo que sempre esteve um passo acima dele.

Os dois nasceram no topo. Então por que ele tinha que passar a vida inteira à sombra de Victor?

Mesmo depois de tantos anos no exterior, Victor voltou e continuava sendo o herdeiro mais forte da Família Ferraz.

Hugo não aceitava isso!

A cooperação com o Nocturno era o resultado de três anos de contenção e sacrifício. Desta vez, ele precisava vencer!

— Hugo, pode ficar tranquilo. — Sofia se inclinou para perto, os olhos suaves, a voz firme. — Está tudo arranjado. Eu garanto que a parceria com o Grupo Nocturno vai cair direto no nosso colo.

Yara olhou para a tela do celular, onde piscava uma ligação internacional. Os dedos hesitaram por um instante antes de deslizar para atender.

— Chefe, no dia 18 vai acontecer o fórum do setor em Cidade N. A senhora teria disponibilidade para comparecer? O Nocturno pretende escolher, ali, a empresa parceira final. Como a senhora é a nova chefe de P&D, a decisão está nas suas mãos. Considerando que a senhora já está em Cidade N, a matriz espera que a senhora vá pessoalmente supervisionar a escolha.

Fórum do setor…

O lançamento da IA emocional "Voz Interior" da FS também seria ali.

No passado, ela tinha lapidado esse projeto até o limite para, naquele dia, ajudar Hugo a garantir a parceria com o Nocturno.

E agora… a decisão estava nas mãos dela.

Que ironia.

Yara sorriu de canto, fria e debochada:

— Tudo bem. Eu vou.

Dia 18, em frente ao centro de convenções do fórum.

Yara caminhava com passos calmos em direção aos elevadores.

No instante em que os dedos tocaram o botão, uma mão surgiu por trás. Uma toalha branca foi pressionada com força contra o nariz e a boca dela. Ela nem teve tempo de gritar antes de ser arrastada brutalmente para a escada de emergência, mergulhada na penumbra.

Ao mesmo tempo.

No salão principal do fórum.

Hugo vestia um terno sob medida. Pela décima quinta vez, olhou o relógio. O lançamento estava prestes a começar, e o lugar de Yara continuava vazio.

As sobrancelhas bem desenhadas se fecharam cada vez mais. A voz saiu baixa, carregando irritação.

— A Yara ainda não chegou?

Se ela não aparecesse, perderiam até o último tempo de preparação antes de subir ao palco.

Sofia suspirou de leve, num tom compreensivo e resignado.

— O evento começa em poucos minutos… talvez ela esteja querendo chegar em cima da hora. Acha que assim fica mais indispensável… ai, o jeito da Yara às vezes é tão…

Ela não terminou a frase, mas a palavra "mimada" ficou implícita em cada sílaba.

O rosto de Hugo escureceu ainda mais. A impaciência se misturou com repulsa.

A voz dele saiu gelada:

— Deixem todos os processos prontos. No segundo em que ela aparecer, troquem a roupa dela e mandem direto para o palco. Nem um segundo de atraso.

— …Certo. — Sofia respondeu dócil, mas nos olhos passou um lampejo de crueldade satisfeita.

Ela abaixou a cabeça rápido e digitou no celular: "Conseguiu?"

A resposta veio na hora: "Relaxa, meu bem. Ela já está comigo. Garanto que não sobe."

O canto da boca de Sofia se levantou num sorriso de vitória iminente. O tempo tinha acabado. Yara estava destinada a faltar!

A glória no palco, o título de criadora da Voz Interior, tudo seria dela!

"Yara, com o que você acha que pode competir comigo?"

A partir de agora, tudo o que era de Yara… carreira, prestígio, homem, seria dela!

— Sr. Hugo, Sra. Sofia, está na hora! A Yara ainda não chegou. O que fazemos? — Um funcionário veio correndo, suado, ofegante.

O rosto de Hugo ficou tão escuro que parecia pingar tinta. Ele nunca imaginou que Yara pudesse ser tão imprudente a ponto de jogar fora até o trabalho de três anos.

Absurdo!

— Ai, a Yara realmente… Uma coisa dessas, como ela pode não ter noção? — Sofia bateu o pé, fingindo aflição.

Em seguida, como se tivesse tomado uma decisão gigantesca, virou-se para Hugo com a expressão de quem estava pronta para se sacrificar:

— Hugo, não dá mais pra esperar. Só resta ativar o plano B. Eu subo no lugar da Yara.

O olhar dela brilhava, cheio de devoção.

— Mesmo sem a Yara aqui, por você, eu vou dar tudo de mim. Garanto que o lançamento seja um sucesso total. Não vou deixar a chance de parceria com o Nocturno escapar.

A irritação no peito de Hugo só aumentou, mas ele não tinha outra escolha.

Ele apertou a ponte do nariz, cansado.

— …Obrigado pelo esforço.

Sofia engoliu a euforia, ajeitou o vestido caro feito sob medida para aquele dia e apertou os cartões com o discurso que já sabia de cor. Caminhou, tomada de excitação, em direção ao palco.

Os holofotes se acenderam.

Sofia sorriu doce, apresentou o fluxo, explicou a ideia central e os pontos técnicos da Voz Interior com fluidez.

Quando terminou, o salão caiu num silêncio total.

Dois minutos inteiros.

Então, um aplauso estrondoso explodiu como um trovão.

— Incrível! Sofia, você é uma gênia!

— Meu Deus! A IA emocional realmente foi realizada? Isso é um avanço de era! A Voz Interior vai explodir o mercado global de IA!

— Acabou… Com a Voz Interior da FS, nossas chances com o Nocturno são praticamente zero.

— Fazer o quê? Quem manda não ter um presidente capaz de ter uma funcionária tão brilhante quanto a Sofia?

A glória que deveria ter sido de Yara, naquele momento, virou o brilho absoluto de Sofia.

No centro dos holofotes, ela se embriagava com a adoração de todos.

Hugo olhava para Sofia, radiante no palco. O lançamento tinha sido um sucesso. Ele deveria estar feliz.

Mas, no fundo do peito, um peso afundava, acompanhado de uma inquietação sufocante.

Como Yara poderia simplesmente abandonar o resultado de três anos de suor e sacrifício?

Será que ela realmente…
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