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CAPÍTULO 2

ผู้เขียน: Tania Costa
Yara voltou apenas para pegar as malas.

Mal pisou dentro da casa, uma gargalhada estridente já perfurou os ouvidos dela.

O homem que normalmente quase não sorria estava sentado ao lado de Sofia, contando piadas para fazê-la rir.

— Atchim! — Sofia espirrou, toda delicada.

— Está com frio? — Hugo ficou tenso na hora, tirou o paletó caro e, com um gesto cuidadoso, colocou sobre os ombros dela.

Sofia levantou o rosto no mesmo instante. Os dois se encararam, tão perto que quase encostaram a ponta do nariz.

O ar pareceu congelar por um segundo.

Uma ambiguidade espessa, cúmplice, se espalhou em silêncio.

Yara ficou parada no hall de entrada e puxou o canto da boca, sem som.

Ela tinha sido mesmo cega. Tinha confundido a atenção e o cuidado excessivos de Hugo com Sofia como simples responsabilidade depois da morte do irmão.

Na verdade… os dois já estavam enrolados fazia tempo.

— Yara?

Sofia ergueu os olhos e, ao vê-la, ficou como um coelho assustado. O rosto se encheu de culpa e pânico.

— V… você não entenda mal, o Hugo só está preocupado comigo, com medo de eu pegar frio…

Preocupado?

Yara riu por dentro.

Num ambiente com o aquecedor ligado ao máximo, um espirro já deixava ele nesse estado. Mas, na noite anterior, quando ela tinha ficado na neve vestindo só uma roupa fina, quase perdendo a sensibilidade, ele nem tinha dado as caras.

Tanto faz. Nada disso importava mais.

Ela não teve vontade de olhar para aquele casal enjoativo. Atravessou a sala em silêncio e subiu direto.

Três anos de vida juntos tinham deixado muita coisa, mas Yara só encheu uma mala.

Tudo o que Hugo tinha lhe dado ao longo dos anos, o colar de diamantes do aniversário de casamento, a bolsa de edição limitada do aniversário, as rosas eternas do Dia dos Namorados, até as cartas e os presentes de quando ele a cortejava, ela jogou tudo no lixo.

Se o homem já estava sujo, para que levar essas coisas e se enojar sozinha?

Yara colocou a certidão de casamento no compartimento da mala, fechou o zíper e, quando ia se levantar, uma onda forte de tontura a atingiu de repente.

Ela cambaleou e só conseguiu se manter em pé segurando firme na alça da mala.

No fim, tinha mesmo ficado doente.

Por causa da nevasca da noite anterior, o corpo dela não tinha aguentado.

Antes de ir para a casa de Victor, teria que passar no hospital.

Yara reprimiu a tontura e o mal-estar, puxou a mala e foi em direção à saída.

Quando chegou à porta, a figura alta de Hugo bloqueava a passagem.

Ele olhou para a mala na mão dela, o rosto se fechou na hora, o tom veio carregado de reprovação.

— Depois de uma noite lá fora para se acalmar, achei que você tivesse pensado melhor.

Olha só que piada.

Como se toda a injustiça e a humilhação que ela tinha sofrido pudessem ser engolidas em uma noite de "calma" e, depois disso, ela tivesse que voltar abanando o rabo, como um cachorro domado, para continuar sendo a esposa dócil e compreensiva.

— Pensei, sim. — Yara sorriu gelado. — Homem sujo não é diferente de linguiça que caiu no esgoto. O lugar é o lixo. Felicidades pra você e pra sua cunhada.

— Yara!

Hugo a cortou em voz alta, o rosto de pedra.

— Eu já disse, fiz a Sofia engravidar por responsabilidade, por essa família. Entre mim e ela não existe nada do que você está imaginando.

— A criança foi por fertilização.

Ele explicou, o rosto sério, como se isso tornasse tudo aceitável.

— Ha. — Yara ironizou. — Então, quando esse bebê nascer, vai te chamar de tio… ou de pai?

— …Você precisa mesmo ser tão venenosa? Eu já te expliquei. O que mais você quer que eu faça?

— Explicar? A sua explicação faz a criança desaparecer? Faz o tempo voltar? Por que, só porque você explicou, eu tenho que te perdoar?

Yara o empurrou e puxou a mala para fora.

— A partir do momento em que você decidiu ter um filho com a esposa do seu próprio irmão, nós dois acabamos.

— Acabamos?

Hugo a puxou de volta com força. O braço envolveu a cintura dela e a prendeu contra o próprio corpo.

— Quer descontar, brigar comigo, fazer escândalo, tudo bem. Mas "acabar", essa palavra você nem ousa dizer. Yara, grava bem. Você vai ser minha esposa por toda a vida!

Esposa?

Yara soltou um riso de escárnio, como se tivesse ouvido a piada mais absurda.

— E por acaso a gente tem certidão?

Hugo ficou um segundo sem reação. Só então se lembrou de que nunca tinham registrado o casamento.

Mas, logo em seguida, pareceu entender outra coisa. Ele riu baixo.

— Então é isso. Você quer que eu te compense com a certidão.

— Tudo bem. Dá pra fazer.

— A Sofia está grávida. Do lado da minha mãe, não vai mais ter oposição. Eu te levo agora mesmo pra regularizar.

Ele segurou a mão de Yara e avisou num tom suave:

— Mas, Yara, depois de pegar a certidão, sossega. Vive direito. Cuida da casa. Cuida da Sofia.

Yara sentiu o estômago revirar como nunca antes.

A esse ponto, ele ainda achava que resolver tudo com um papel? Ainda queria que ela continuasse cuidando da Sofia, cuidando do filho deles?

A voz dela saiu fria como gelo quebrado.

— Hugo, você ainda está dormindo de olho aberto? Eu vou te dizer uma coisa. Eu já registrei com outra pessoa.

— Hugo!

Ao mesmo tempo, Sofia se apoiou no batente da porta, segurando a barriga com o rosto contorcido de dor.

— Minha barriga dói… você pode me levar ao hospital?

A atenção de Hugo foi toda para ela. Ele soltou Yara na hora e foi até Sofia em passos largos, segurando-a.

O rosto dele estava tenso, a voz macia ao tranquilizá-la.

— Não tenha medo. Eu te levo ao hospital agora.

— Yara, sobre a certidão, a gente conversa quando eu voltar.

Sofia se apoiou nele, frágil.

— Acho que não tenho mais força… Hugo…

Hugo não hesitou. Pegou-a nos braços e saiu a passos apressados e firmes, descendo em direção ao andar de baixo.

Sofia se aninhou no peito dele e, por cima do ombro largo, lançou um olhar direto para Yara, que tinha ficado parada.

No olhar vitorioso, havia uma provocação mal disfarçada.

Yara sorriu. Sofia, agora, nem fazia mais questão de fingir.

Vendo os dois desaparecerem no elevador, Yara engoliu a dor que subia no peito, puxou a mala com firmeza e saiu da casa da Família Ferraz.

Hospital.

Depois de terminar todos os exames, a febre de Yara estava alta. O corpo parecia cada vez mais pesado, a consciência lutando à beira da inconsciência.

— Senhora Yara, no seu caso, o soro precisa ter um componente sedativo. Você pode acabar dormindo fácil. É preciso ter um familiar ao lado pra acompanhar. Onde está sua família?

Família?

Yara puxou os lábios ressecados num gesto fraco e, sem pensar, destravou o celular.

A tela acendeu. O que apareceu foi uma postagem de Sofia, de poucos minutos antes.

Na foto: num leito de hospital, Sofia se aninhava no ombro de um homem, o rosto cheio de tranquilidade e felicidade.

Legenda:

[Eu disse que era só um pouquinho de desconforto, mas alguém fez um drama e me deixou internada, ainda cancelou a reunião com cem pessoas da empresa só pra ficar grudado em mim.

Ai, ser tão mimada também dá trabalho~]

Mesmo sendo só o perfil borrado, Yara reconheceu o homem na hora.

Era Hugo.

Os dedos dela ficaram gelados. O celular quase escorregou da mão. O corpo começou a tremer sem controle.

Ela ficou olhando aquela foto por um longo, longo tempo.

Até os dedos pararem de tremer e o último resquício de calor se apagar no fundo dos olhos.

— Senhora… por favor. Me ajuda a chamar uma cuidadora.
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