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Fael trabalhava feito um condenado. De segunda a segunda, rodando a cidade inteira como motoboy. Havia meses em que sentia que a vida tinha virado uma mer.da completa. A ficante com quem saía há meses começou a namorar um cara cheio da grana e não teve nem a decência de avisar, simplesmente o bloqueou.
A moto dele quebrou sete vezes em três meses. Para fechar o combo, clonaram seu cartão. Endividado, pagando aluguel, moto e empréstimo, Fael mal tinha dinheiro para comer. O que o salvava eram as marmitas do trabalho durante o dia e um lanche à noite.
Naquela sexta-feira, chovia demais. Mesmo com capa, estava completamente desconfortável. Foi fazer uma entrega e percebeu que tinha esquecido a máquina de cartão. A vontade que deu foi de se jogar na chuva como uma criança mimada de cinco anos.
Era a última entrega da noite. A cliente não tinha como pagar no pix porque, segundo ela, o celular estava estragado. Setenta e cinco reais. Foi aí que Fael reparou melhor nela: usava um vestidinho verde, agarrado, de alças finas. Os sei.os grandes e empinados marcavam o tecido, chamando atenção sem qualquer pudor. Foi difícil manter o olhar acima do decote.
Ele explicou que não podia deixar o pedido sem receber. Precisaria voltar à lanchonete, pegar a máquina e retornar, perda de tempo absurda naquela chuva. Foi então que a mulher lembrou de um dinheiro. Entrou e voltou com duzentos reais, deixando Fael do lado de dentro do portão, algo que nenhum cliente costumava fazer.
Fael aviso que não tinha troco, mas que voltaria depois para entregar. Passou o número para dar segurança. Voltou à lanchonete e, ao encerrar o expediente, retornou à casa. Já passava da meia noite. Tocou o interfone.
A mulher apareceu debaixo do guarda-chuva usando um pijama de cetim vermelho, brilhante, com rendinhas. O tecido marcava tudo: a calcinha, os se,ios, a bu,nda farta. Quando Fael tentou entregar o troco pela fresta, a chuva apertou de vez. Ele estava sem capacete, apenas de capa e bota.
Sorridente, ela o convidou para entrar e esperar a chuva passar. Fael estranhou. Achou tudo sem noção, mesmo ela sendo bonita demais. Disse que esperaria no portão, mas ela insistiu e soltou, com naturalidade:
— Meu marido está em casa. Pode entrar, tudo bem.
Fael perguntou como ela tinha visto a foto se o celular supostamente não funcionava. Já desconfiado, sentindo que qualquer coisa ruim podia acontecer naquela fase da vida, viu a mulher sorrir enquanto passava a mão pelo próprio decote.
— Ai… me pegou.
Fael nunca tinha visto nada parecido. Riu, disse que ficaria de boa e foi embora. Nem sentiu a chuva, de tanto te.são que ficou imaginando aquela bu.nda grande.
No dia seguinte, a mulher que ele passou a chamar mentalmente de “a maluca” , mandou uma foto de visualização única: a calcinha de renda rosa transparente, deixando tudo à mostra. Na legenda, apenas uma palavra: “covarde”.
Fael não estava ficando com ninguém. Sem dinheiro, exausto, o corpo pedindo descarga. Respondeu apenas:
“Quando?”
Marcaram para aquela mesma noite. Ele levou roupa, perfume e tomou banho no trabalho antes da última entrega. Dez minutos depois de encerrar, foi até lá. Buzinou. Ela apareceu de roupão, cabelo cacheado solto, cheirosa, sorrindo. Disse que quase foi buscá-lo no trabalho.
Fael entrou ainda desconfiado e perguntou o motivo da pressa. Ela respondeu que era te.são. Beijou-o no quintal, metendo a língua sem qualquer pudor, apertando-o com firmeza. A boca dela era carnuda, com gosto de hortelã. Tudo o que ele conseguia pensar era nela ajoelhada diante dele.
Entraram de mãos dadas. O marido estava em pé na sala, servindo um copo de uísque. Cumprimentou Fael com um aperto de mão e disse para ele ficar à vontade, como se não estivesse ali. Fael largou a mochila, sentou-se. Ela lhe entregou uma cerveja e sentou em seu colo, usando apenas calcinha e sutiã.
O olhar dela era devasso, faminto, possessivo. Beijou seu pescoço e comentou que ele já estava duro só de encostar. Disse que queria sentir o efeito quando ele estivesse dentro dela.
Ainda desconfortável, Fael decidiu seguir em frente. Beijou-a, passou a mão pelas coxas. Ao tocar nos sei.os, ela puxou um para fora do sutiã. Ele não pensou duas vezes e caiu de boca, sugando, sentindo as unhas dela por baixo da camiseta.
O corpo dele reagiu quando ela sussurrou que queria colocá-lo na boca. Abriu a calça dele enquanto o beijava. Ele tirou o sutiã dela. De relance, viu o marido se tocar por baixo do short, mas o te.são era grande demais para se importar com qualquer outra coisa naquele momento.
A gata foi se derretendo até o chão, ajoelhou no meio das pernas de Fael, foi tirando a calça dele rindo, Fael viu os chifrinhos dela naquela hora e pensou consigo que mulher linda deliciosa e maluca. Tirou a camiseta e o meninão dele já estava com a cabeça de fora da cueca, só espiando.
Ele piscou e a cueca já estava no joelho. Começou a bater uma pun.heta de leve. A gata veio com aqueles lábios que estão na moda, bocão carnudo, com batom vermelho. Olhando para Fael, encheu a boca e chupou até o talo. Fael até se assustou; a língua dela parecia uma peça de máquina.
Ela começou a mamá-lo passando a língua como um espiral, um bagulho doido que Fael nunca tinha sentido. Com uma mão, ele segurou o cabelo dela e com a outra agarrou uma almofada. Mesmo sentado, ficou na ponta do pé. Foi o melhor boqu.ete da vida dele, disso não teve dúvidas.
Ela babou Fael todo, chupou as bolas com tanto gosto que pareciam frutas ou doces. Sem dar umazinha há tempos, ele já queria go.zar, sentiu o pa.u quase tremendo, as veias pulsando. Tirou ela de perto. A gata foi subindo no colo dele, sentada de frente, olhou para trás com aquela cara de devassa e perguntou ao corno.
— Quer ver o pa.u dele entrando na minha bu.ceta, amor?
Brenon respirou profundamente.— Eu também quero parar. Depois da virgem.Nadira sorriu e deu um beliscão nele.— Você para de graça. Posso operar e ficar virgem, que não seja por isso.— Acabou.— Sem novinhas.Ele finalmente riu e respondeu, dando um puxão no cabelo dela:— Sem novinhas.— Tá bom, ciumenta. Mas, se rolar, tem que ser junto, nós dois e alguém.Ela levantou da banqueta e se aproximou no meio das pernas dele, abraçando seu pescoço.— Eu sou ciumenta mesmo. Você é meuuuuu.Brenon apertou a cintura dela e falou com malícia:— E você é minha. Vou fazer seu jantar, mimar minha devassa, cachorra, safada.Ela começou a rir e encheu outra taça de vinho. Naquela noite, conversaram até quase amanhecer, falaram sobre tudo, mudaram os planos de trabalho, especialmente com o restaurante.Sobre a solidão que Nadira sentia, o excesso de trabalho dele, planos de envelhecer.Sobre a falta que algumas coisas que nunca tiveram começaram a fazer.E, inevitavelmente, falaram sobre filhos.
Nadira passou o dia inteiro olhando para o celular mais vezes do que gostaria de admitir, ficou se sentindo bastante ansiosa, desgostosa e confusa. Sem saber exatamente pelo o que esperar.Não porque estivesse esperando mensagem de Fael. Pelo menos era isso que repetia para si mesma. Também não porque quisesse procurar Brenon e pedir desculpas primeiro. Era orgulho, mágoa, confusão. Uma mistura de sentimentos que ela não estava acostumada a carregar, principalmente quando se tratava do casamento.Em mais de dez anos juntos, eles já tinham discutido, claro que tinham.Já haviam brigado por dinheiro quando eram mais novos, por família, trabalho, viagens, atrasos, compromissos esquecidos. Já tinham passado dias mais frios, dormido irritados e acordado ainda emburrados.Mas nunca daquele jeito. Nunca com aquela sensação horrível de que alguma coisa muito preciosa tinha sido colocada em risco por uma brincadeira que deveria aproximá-los.No final da tarde, Nadira cancelou os últimos pacien
Nadira estava ouvindo música em inglês, romântica, s3xualmente sugestiva. Ela se aproximou, pegou uma das velas que estavam decorando o quarto e foi subindo nas costas de Brenon.Ele disse que adorava as mãos dela o massageando.De repente, ela começou a pingar a cera da vela sem dó nem piedade, queimando sua pele, e disse:— Isso está bem longe de ser uma massagem, meu bem. Você quer parar ou aguenta?Ele começou a reclamar de dor, mas estava totalmente envolvido, excitado. Afinal, por mais que os dois gostassem de inovar, aquilo não era algo comum de se fazer. E ele estava adorando a nova brincadeira.Brenon tentou virar o corpo quando a cera quente tocou sua pele novamente. O contraste da dor leve com o calor da pele arrepiada fez ele soltar um suspiro longo. Nadira observava cada reação com atenção, com aquele sorriso maldoso que ele conhecia tão bem. O mandou ficar quieto.Ela passou os dedos devagar pelas costas dele, espalhando a cera que ainda estava morna.— Tá vendo… — ela f
Nadira voltou a trabalhar sentindo um friozinho na barriga e mandou uma mensagem de áudio para o marido contando que o rapaz havia enviado uma mensagem dizendo que tinha esquecido os documentos, a carteira, no apartamento. E ela foi até lá, encontrou e ele passou para buscar.Brenon ficou um pouco desconfiado, mas não demonstrou. Perguntou se tinha dado tudo certo, e ela disse que sim. Ele perguntou se ela não tinha aproveitado para tirar uma casquinha do novinho, e ela disse que não. E que realmente só entregou a carteira, e ele foi embora.Ela disse que tinha uma surpresa para o marido à noite. Brenon ficou ansioso, pensando besteira, e voltou a vê-la um pouco mais animadinha do que normalmente nos últimos tempos.Fael não perdeu tempo. Ele marcou muito bem o nome do restaurante que viu na embalagem e começou a fazer pesquisas. Encontrou o perfil do restaurante, o perfil de Brenon e o de Nadira. Viu que eles pareciam um casal feliz, harmonioso, bem de vida, bem resolvido, apaixonado
Os dois foram entrando rindo, conversando sobre trabalho. Ele disse que estava trabalhando como entregador em uma padaria, porque tinha acabado de sair de outro emprego e estava recebendo seguro, então estava trabalhando por conta, se virando.Ela ficou curiosa, intrigada, e perguntou se era gostoso. Começou a puxar assuntos, evitando falar da própria vida, porque era nítido que eles vinham de realidades completamente diferentes e a diferença de idade era um agravante.Espontaneamente, a conversa foi fluindo. Ela entrou, começou a preparar a mesa, separou os pratos. Ele ficou sentado conversando e contou um pouco da vida dele. Disse que sempre foi de família humilde, que os pais se divorciaram e que ele passou a sustentar a casa. Comentou que o pai dele era meio vagabundão e não gostava de trabalhar, mas que a mãe era muito esforçada, que ele gostava muito dela, amava muito a mãe, respeitava e tinha com ela um carinho e uma parceria imensa.Ele ficou falando sobre a vida dele e quase
Os dois acabaram nem tra.nsando, foram dormir trocando carícias e longos beijos.Nadira foi dormir com um pensamento distante, e seu marido não imaginou que aquilo era apenas o começo do que tinha tudo muito certo para dar muito errado.No dia seguinte, Breno acordou mais cedo, querendo fazer alguma coisa especial para comemorar o que tinham feito. Ele preparou o café da manhã: fez ovos mexidos com queijo brie, bacon bovino, uma salada de frutas e suco natural. Levou o café da manhã na cama.Nadira estava dormindo em sono profundo. Acordou com beijos e carícias, começou a rir e disse:— Ué, o que aconteceu? É algum dia especial?Ele começou a rir, foi se preparando para servi-la e disse que, ao lado dela, todos os dias eram especiais, não somente aquele.Ela começou a comer, tirou uma foto do café da manhã e postou em suas redes sociais, o que era algo rotineiro: expor o dia a dia deles, como se davam bem e como costumavam mimar um ao outro.Na terça-feira, Nadira ficou sozinha e Bren







