Se connecterOs outros no recinto também não puderam evitar e começaram a cochichar entre si.— Mas que tipo de pessoa é essa? E ainda se diz professora?— A Beatriz passou completamente dos limites. Não me espanta que tenha se divorciado.— Daqui para frente, é melhor todos nós mantermos distância. Qual é a diferença entre uma mulher dessas e uma víbora peçonhenta?......Com o semblante rígido, Miguel tomou a palavra:— Beatriz, eu relatarei este incidente aos líderes da escola. A instituição educacional da nossa base militar não tem espaço para abrigar uma figura do seu nível.Cristina lançou-lhe um olhar de ódio, enquanto um brilho de satisfação vingativa cintilava em seus olhos.Incapaz de lidar com o repúdio geral que se abateu sobre ela, Beatriz não suportou a realidade e desmaiou.Só que, desta vez, não houve ninguém sequer com vontade de ampará-la.Quando ela recobrou os sentidos, o eco de suas atitudes já havia se espalhado por toda a base militar.A diretoria da escola não apenas a demit
Um lampejo de pânico e desespero cruzou o rosto dela.— Miguel, o que o senhor quer dizer com isso?Os companheiros de esquadrão que os acompanharam também se encostaram nas paredes.O quarto antes silencioso do ambulatório rapidamente ficou lotado.Todos os olhares convergiam para Miguel, até o médico e a enfermeira que faziam o curativo prenderam a respiração involuntariamente.Cristina soltou um riso sarcástico, quebrando o silêncio denso:— Beatriz, na semana passada eu mandei o nosso Natan avisar ao Sr. Brito de que o pai da Professora Lima havia falecido e que ele precisava viajar às pressas para o funeral.— Ele nos contou que você prometeu que repassaria o recado para o Sr. Brito, e que o mandou ir para casa jantar. Isso aconteceu ou não?Um silêncio mortal pairou no ar.Beatriz perdeu a cor do rosto, mordeu os lábios e decidiu negar a história até a morte:— Cristina, eu juro que não sei de nada disso. Vitor, você precisa acreditar em mim.Ninguém retrucou. Ela, então, direcio
O pequeno Natan Barbosa, de sete anos, havia sido tirado da cama aos puxões e estava prestes a chorar, mas, ao ver a mãe tão furiosa, engoliu o choro pelo susto.Ele passou a mão na cabeça e respondeu:— Eu dei o recado.— Primeiro eu fui ao escritório do Sr. Vitor, mas me disseram que ele tinha ido ao hospital visitar a Professora Dias, então eu fui até o hospital.Miguel franziu a testa:— Natan, e você conseguiu encontrar o Sr. Vitor?Natan balançou a cabeça em negativa:— Eu só encontrei a Professora Dias.— A Professora Dias disse que o Sr. Vitor tinha ido comprar comida e me perguntou o que eu queria com ele, então eu contei.O coração de Vitor deu um solavanco, e seu semblante ficou tão sombrio que a tensão parecia palpável:— E depois?Natan tomou um sobressalto, escondeu-se atrás de Cristina e gaguejou:— E... e depois a Professora Dias mandou eu voltar para casa para jantar, dizendo que ela mesma te daria o recado.O rosto de Miguel escureceu, e ele perguntou entre dentes:—
Cristina soltou um riso sarcástico:— Ela por acaso não tem família? Tinha que ser justamente você, um homem casado, a cuidar dela?O rosto de Vitor assumiu uma expressão desconfortável.— E, além disso, quando a Professora Lima viajou para a terra natal dela, por que você não a acompanhou?!Ao dizer isso, o peito de Cristina subia e descia devido à fúria, e ela falou com ressentimento.Vitor franziu o cenho instintivamente, sem entender o motivo de Cristina estar tão irritada:— A Lorena avisou de última hora que precisava voltar, e eu estava ocupado com algumas coisas, então não pude ir.— Eu já havia prometido a ela que, assim que terminasse os meus afazeres, iria acompanhá-la.O semblante de Cristina suavizou um pouco:— E com o que você esteve tão ocupado naqueles dias? Chegou a dar uma explicação à Professora Lima?Vitor assentiu:— A Beatriz ficou doente e foi internada, então passei alguns dias cuidando dela.— Eu também contei tudo isso para a Lorena.— Seu...!Cristina levant
— Vocês acham que a Lorena ouviu o que nós dissemos?Os homens olharam instintivamente para Alex, que havia permanecido em silêncio o tempo todo.Ao perceber os olhares dos companheiros, o rosto de Alex ficou vermelho:— É impossível. O pedido de divórcio dela foi aprovado há dias, não tem nada a ver comigo!Álvaro abaixou a cabeça, com a voz bem suave:— Mas, de qualquer forma, ela é a verdadeira companheira de jornada do Vitor, e sempre foi tão boa para nós.— Aquelas coisas que dissemos ao meio-dia... nunca deveriam ter sido ditas.Naquele mesmo momento, Vitor também batia à porta da casa de Miguel, segurando o pedido de divórcio.O som de batidas ecoou alto à porta.As batidas repetiram-se apressadas.A luz do quintal se acendeu, e a esposa de Miguel, Cristina Sousa, saiu para abrir a porta.— Sr. Brito? Entre, por favor. O que o traz aqui para falar com o nosso Miguel?Vendo a aflição no rosto de Vitor, Cristina abriu rapidamente o portão para deixá-lo entrar.Vitor não teve tempo
Vitor, que amparava Beatriz logo atrás, não ouviu direito.— O que você disse?O colega abriu a boca, mas não teve coragem de ler novamente.Depois de muito tempo, finalmente gaguejou:— Vitor, tem um pedido de divórcio que a Lorena deixou para você em cima da mesa...Dessa vez, ele escutou perfeitamente.A mão de Vitor que sustentava Beatriz desabou no mesmo instante. Sem apoio, ela perdeu o equilíbrio e torceu o tornozelo.— Ai, Vitor!Sua voz soou doce e frágil, mas o homem não se virou.Vitor empurrou as pessoas espremidas na sala e agarrou pelo colarinho o homem que havia falado.— O que você disse? Repita!O rosto dele escureceu, e a aura intimidadora de alguém que já esteve no campo de batalha se espalhou pelo ambiente.Os colegas ao redor congelaram. Ninguém ousou dizer uma palavra.O colega engoliu em seco e falou com dificuldade:— A... a Lorena deixou uma carta para você. Está ali na mesa.Vitor o empurrou e pegou o papel na mesa com as mãos trêmulas.A primeira linha contin







