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Capítulo 7

last update publish date: 2026-10-01 19:21:20
Natalie

Na manhã seguinte, acordei com o cheiro de café vindo da cozinha. Sentei devagar na cama e uma dor incômoda latejou no tornozelo assim que coloquei os pés no chão.

Encontrei Elisa na cozinha preparando o café e, assim que me viu entrar, ela apontou para uma cadeira à mesa.

— Senta e come alguma coisa. Eu tenho uma notícia sobre o trabalho que te falei — disse Elisa, servindo duas xícaras.

— A vaga para garçonete na boate foi preenchida? — perguntei, sentando-me e esperando que ela
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  • Destino traçado: Entre o Amor e o Perigo   Capítulo 8

    NatalieUma semana depois... Parei diante dos mesmos portões, segurando a lista que Claire havia me entregado. Respirei fundo antes de apertar o interfone, tentando controlar a ansiedade.O estalo do portão destravando ecoou na rua silenciosa. Caminhei até a entrada e, antes que pudesse bater, a porta se abriu.— Bom dia, Natalie. Entre — disse uma senhora de cabelos grisalhos, sorrindo de leve. — Sou a Norma. — Bom dia, Norma — respondi, entrando no hall.— A senhorita Claire teve que ir cedo para a faculdade, e me pediu para te orientar no que for preciso — explicou Norma, fechando a porta atrás de mim.— Tudo bem. Onde está a senhora Vivian? — perguntei, seguindo-a até a cozinha. — No quarto de hóspedes, no fim do corredor à esquerda —disse ela, estendendo a bandeja para mim. — Esse é o café da manhã dela. Qualquer coisa, estarei por aqui.Segui até o quarto com cuidado. Quando parei diante da porta, respirei fundo e bati duas vezes na madeira.— Pode entrar — respondeu uma voz

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    Natalie Na manhã seguinte, acordei com o cheiro de café vindo da cozinha. Sentei devagar na cama e uma dor incômoda latejou no tornozelo assim que coloquei os pés no chão. Encontrei Elisa na cozinha preparando o café e, assim que me viu entrar, ela apontou para uma cadeira à mesa. — Senta e come alguma coisa. Eu tenho uma notícia sobre o trabalho que te falei — disse Elisa, servindo duas xícaras. — A vaga para garçonete na boate foi preenchida? — perguntei, sentando-me e esperando que ela continuasse. — Foi, mas uma colega da faculdade está procurando alguém para cuidar da mãe nas próximas semanas — ela explicou, sentando-se à minha frente. — A mulher sofreu um acidente e vai precisar de ajuda. — E você acha que ela vai me contratar? — perguntei. — Ela quer te conhecer primeiro. Mandei mensagem e ela disse que pode te receber hoje pela manhã — respondeu ela, terminando o café. — Se você topar, vamos agora. Aceitei com um aceno. Saímos do apartamento e, cerca de vinte minut

  • Destino traçado: Entre o Amor e o Perigo   Capítulo 6

    Natalie De madrugada, quando o turno de Elisa finalmente terminou, saímos juntas da Velaris. O movimento na boate já começava a diminuir, e eu sentia meu corpo pesado depois de tudo o que aconteceu naquele dia. Entramos no carro assim que Elisa destravou as portas. — Você está com uma cara péssima — comentou Elisa, ligando o carro. — Obrigada pelo elogio — respondi, deixando escapar um sorriso cansado. — Estou falando sério. Você precisa descansar. — Eu sei. Só quero chegar logo ao seu apartamento. Seguimos em silêncio por algumas ruas enquanto eu apoiava a cabeça na janela, observando as luzes da cidade passarem. Foi quando percebi pelo retrovisor as luzes vermelhas e azuis de uma viatura surgindo logo atrás de nós. O breve toque da sirene fez Elisa diminuir a velocidade e encostar no acostamento. Um dos policiais se aproximou pelo lado do motorista enquanto o outro permaneceu alguns passos atrás, vigiando. — Boa noite — cumprimentou o policial se aproximando da janel

  • Destino traçado: Entre o Amor e o Perigo   Capítulo 5

    Natalie —É aqui— disse o senhor, parando em frente a um prédio escuro. Pela janela, observei que algumas luzes externas estavam apagadas, e não havia movimento na entrada.— Obrigada senhor — respondi, abrindo o bolso lateral da mochila e tirando uma nota amassada do pouco dinheiro que eu consegui juntar com os serviços domésticos que fiz. — É tudo o que eu tenho para pagar a carona.Ele olhou para a nota em minha mão e balançou a cabeça.— Não precisa pagar, menina. Guarde para quando precisar. — Ele sorriu de leve e fez um gesto para que eu guardasse o dinheiro.Sorri de volta, guardei o dinheiro e abri a porta, descendo do carro com a mochila nos ombros. Esperei até o veículo desaparecer no fim da rua antes de me virar para a entrada. Respirei fundo e empurrei a porta.Do lado de dentro, estava quase silencioso. Algumas pessoas circulavam pelo lugar, limpando as mesas e carregando caixas que pareciam estar cheias de bebidas.Fiquei parada, observando tudo ao redor. Eu nunca havia

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    NatalieO barulho da porta se abrindo me fez travar. Escondida no mato, a poucos metros da casa, eu tentava respirar sem fazer barulho. Por uma pequena abertura entre as folhas, vi minha mãe sair com o celular na mão. Ela atravessou o quintal e, antes de seguir para o galpão, parou por alguns segundos e olhou naquela direção.Marcus deve ter pedido para que ela verificasse alguma coisa antes de voltar do hospital. Quando ela se aproximou do galpão, abaixei-me e esperei até vê-la entrar.Apertei a alça da mochila e segui pelo pequeno caminho de terra que levava para fora da nossa propriedade, afastando os galhos que encontrava pela frente. A cada passo, sentia meu tornozelo doer, mas continuei mesmo assim.Ouvi veículos passando ao longe e segui naquela direção, tentando me orientar pelo som.Quando finalmente cheguei ao asfalto, olhei para os dois lados. Não havia placas indicando qual direção seguir, e eu nunca tinha ido além daquela região. O mais longe que costumava ir eram as ca

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    Natalie Minha mãe ficou alguns segundos em silêncio, me encarando como se estivesse tentando decidir o que fazer. Então veio até mim, seguroumeu braço e me puxou para fora.— Anda — ordenou, me arrastando e fazendo-me tropeçar. — Mãe, calma. Me deixa explicar... — tentei acompanhar seus passos, mas ela não diminuiu o ritmo.— Cala a boca. —respondeu seca, apertando ainda mais meu braço.Ela me levou para dentro de casa, fechou a porta atrás de nós e me empurrou em direção ao corredor. Bati as costas contra a parede e perdi o ar com o impacto. Mal tive tempo de recuperar o fôlego antes que ela me desse um tapa no rosto.— Você perdeu a cabeça? — gritou, com a voz carregada de raiva. — Depois de tudo que ele fez, é assim que você retribui? — Eu só me defendi. — respondi, sentindo a voz falhar enquanto minhas mãos ainda tremiam.— Você é uma filha ingrata! Ela veio para cima de mim antes que eu pudesse recuar. Puxou meu cabelo e começou a me bater com socos e chutes. Tentei me pr

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