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Capítulo 6

ผู้เขียน: Crystal K
Minha submissão calma parecia incomodar Cedric mais do que qualquer protesto violento.

Eu tinha acabado de guardar o último livro de feitiços antigos no meu baú quando a porta do meu esconderijo foi arrombada por uma onda de magia negra.

Cedric estava parado na entrada, com os olhos carmesim injetados de sangue, ardendo com uma fúria desesperada.

— Que jogo você está fazendo? — ele rosnou, com a voz baixa e perigosa.

Seu olhar percorreu meu corpo, examinando-me da cabeça aos pés, como se tentasse encontrar uma única rachadura na minha fachada.

— Estou apenas cumprindo meu dever como guardiã, meu lorde — respondi calmamente, fazendo até uma leve reverência.

— Dever? — ele rosnou. — Projetar um símbolo melhor para minha noiva do que o que você fez para mim? Supervisionar sua criação e chamar isso de dever? Alaina, você realmente acha que não consigo ver que está tentando me provocar?

— Não estou tentando provocá-lo — sustentei seu olhar, em um tom inocente. — Apenas desejo oferecer minha contribuição final — e mais perfeita — ao clã Thorne.

— Final? — ele se agarrou à palavra.

Um brilho cruel passou por seus olhos quando ele agarrou meu pulso.

— Para onde você acha que vai? Alaina, esqueceu quem você é?!

Não respondi. Apenas o encarei em silêncio.

Meu silêncio era, aos olhos dele, o sinal mais claro de traição.

— Para onde você acha que pode fugir? — ele rugiu, seu hálito quente no meu rosto. — Você é minha, Alaina! Minha marca está no seu sangue há cem anos! Você não pode ir a lugar nenhum sem a minha permissão!

— É mesmo? — falei por fim, sem estar mais disposta a suportar.

Minha pergunta incendiou sua fúria.

Ele me lançou contra a parede de pedra, sua mão apertando minha garganta como um ferro em brasa.

ESTALO.

A outra mão atingiu meu rosto.

A força foi tanta que senti gosto de sangue.

— Você ousa me questionar? — ele rugiu, a voz um rosnado gutural.

Ele puxou do casaco uma insígnia antiga e pesada, entalhada em osso humano, e a bateu contra a parede ao lado da minha cabeça.

O sigilo do "Primeiro Voto de Sangue" da família guardiã.

— Seus ancestrais imploraram aos meus pelo dom da vida longa — ele sibilou, a voz puro veneno. Eles juraram um voto de sangue. Sua vida, sua lealdade, tudo em você… pertence ao clã Thorne! Pertence a mim!

Olhei para o sigilo, meu sangue gelando.

— Você está usando o juramento dos meus ancestrais contra mim? — perguntei com a voz rouca.

— Se for a única forma de fazê-la obedecer! — ele pegou o sigilo, seus olhos voltando a ficar frios. — Alaina, não se esqueça: a vida quase imortal da sua família é um presente dos meus ancestrais. Se você ousar quebrar seu juramento ou desafiar seu lorde…

Ele se inclinou até meu ouvido, sussurrando a ameaça mais vil.

— Eu invocarei o preço do Voto. Você perderá sua vida longa. Seu corpo envelhecerá e se decomporá rapidamente, virando pó. A longevidade de toda a sua família será arruinada. Você ousa apostar o destino da sua família?

Eu apenas olhei para ele. O homem por quem um dia eu estive disposta a morrer, agora recorrendo a ameaças tão vis para me manter ao seu lado.

Meus olhos não carregavam medo algum, apenas uma piedade profunda e sem fundo.

Ele não sabia. Tudo em que ele confiava já era um contrato expirado.

Em breve, ele aprenderia. Nenhum pacto é eterno.

Meu silêncio foi a vitória dele.

Ele me soltou, sua sensação de controle restaurada.

— Ótimo — ele ajustou a gola, como se não tivesse sido ele quem acabara de perder o controle. — Depois de amanhã. A cerimônia do "Voto Eterno". Você estará lá.

Ele fez uma pausa, então desferiu o golpe final, cruel.

— E você apresentará pessoalmente o cálice que criou com tanta "dedicação" para Elsie. Você se ajoelhará. E mostrará a todos os clãs presentes como é a lealdade absoluta de uma guardiã.

Olhei para ele e respondi, com a voz vazia:

— Eu entendo.

Ele achou que tinha vencido. Satisfeito, virou-se para sair.

— Lembre-se do seu lugar, Alaina. Você é minha propriedade. Não minha inimiga.

Ele e seus servos de sangue desapareceram na noite.

Fiquei sozinha no quarto destruído, tocando suavemente minha bochecha inchada.

A lua vermelha projetava sombras longas no chão.

Ele não fazia ideia de que sua ordem insana era a peça final do meu plano.

O que poderia ser um desfecho mais perfeito do que deixá-lo, completa e definitivamente, em sua maior celebração, diante de todos?
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