MasukCarolina não sabia há quanto tempo estava ali, olhando para aquilo.Ela examinou cada uma daquelas fotos com extremo cuidado. Todas eram reais. Não havia qualquer sinal de montagem.A mulher era Suelen.Então, todos aqueles dias em que Nicolas dizia estar a trabalho… Na verdade ele tinha ido se encontrar com Suelen?Carolina não quis acreditar.Ela se sentou na cama e ligou para Nicolas.O celular tocou várias vezes, mas ninguém atendeu.Até que a ligação caiu sozinha, Nicolas não tinha atendido.Ela imediatamente fez a segunda chamada.— Nicolas, atende… Atende…Carolina ligou uma vez atrás da outra.Ela esqueceu o fuso horário, esqueceu que no País F já passava de uma da manhã.A mente dela começou a disparar: Nicolas não atendia porque estava com Suelen?Ela nem sabia mais quantas vezes tinha discado. Quando o desespero quase alcançou o limite, finalmente a chamada foi atendida.— Amor?A voz dele veio do outro lado, rouca, carregando aquele tom preguiçoso de quem tinha sido arranca
Nicolas levou um susto, voltou a si e se virou, seguindo em passos apressados na direção do quarto.Na noite em que Suelen tinha cortado os próprios pulsos, ela havia atingido uma artéria importante. Quando chegou ao hospital, já estava em estado de choque. Nicolas teve medo de que ela morresse ali mesmo. Pior ainda, teve medo de que, se ela morresse, aquelas coisas acabassem vindo à tona. Por isso, gastou uma fortuna para obrigar os médicos a arrancarem Suelen das mãos da morte.Durante aqueles três dias, Suelen saiu do risco de vida, mas o médico avisou que a vontade dela de continuar vivendo era muito fraca. Ninguém podia afirmar se ela voltaria a acordar.Nicolas precisava que ela despertasse. Ela ainda não tinha entregado o que ele queria. Como podia morrer desse jeito?Ainda bem que, agora, Suelen finalmente tinha aberto os olhos.…No dia do exame da vigésima semana de gestação, Samanta acompanhou Carolina até o Hospital Elite Saúde. O pré-natal correu perfeitamente bem.Quando
Nicolas já estava ficando irritado. Ele olhou as horas: cinco minutos tinham se passado.— Vai lá ver o que está acontecendo.Matheo assentiu e foi até a porta do quarto.A porta estava apenas encostada. Matheo chamou para dentro:— Suelen?Ninguém respondeu.Matheo virou o rosto para Nicolas.Nicolas franziu a testa:— Entra de uma vez e vê o que aconteceu.— Suelen, com licença. — Matheo falou, empurrando a porta. Mas o quarto estava vazio.A porta do banheiro estava escancarada. Dali vinha o barulho de água corrente, e o ar trazia um leve cheiro metálico de sangue…Os olhos de Matheo tremeram, e ele correu direto para o banheiro.— Suelen!Nicolas tinha acabado de acender um cigarro quando escutou o grito de Matheo vindo do quarto.— Sr. Nicolas, a Suelen cortou os pulsos!O cigarro escorregou dos dedos dele e caiu no chão. Nicolas entrou no quarto a passos largos.Passava das cinco da manhã. No horizonte, o céu começava a clarear. Matheo abriu a porta de entrada do prédio.Nicolas
Nicolas parou por um instante, e nos olhos dele subiu uma raiva gelada:— Letícia, você está realmente pedindo para morrer.— Eu, de qualquer jeito, já não tenho mais nada. Eu não tenho mais medo de nada!Nicolas rangeu os dentes, e a ira deixou as veias da testa dele saltadas:— O que exatamente você quer para entregar essas coisas?Suelen fixou o olhar nele:— Eu quero você. Eu quero ficar com você.— Continua sonhando.— Nicolas, eu estou falando sério! Se você aceitar ficar comigo, eu entrego tudo, cada uma daquelas coisas para você!— Você acha que eu sou idiota? — Nicolas apertou o queixo dela com a mão. — Para ser minha mulher, você acha mesmo que está à altura?Suelen encarou ele, com as lágrimas escorrendo em silêncio.— Todos esses anos, eu não tive outro homem. Eu não peço status nenhum. Mesmo que eu seja só a sua amante pelo resto da vida, eu aceito. Você mandou me tirar do país para ficar bem com a Carolina, eu engoli. Você decidiu não abrir mais a empresa que tinha promet
Nicolas soltou uma risada fria:— Você nem faz mais questão de fingir, faz?— Nicolas, você não precisa ser tão cruel comigo, precisa? — Suelen falou, e as lágrimas começaram a cair. — Naquela época, se eu não tivesse gostado de você, eu não teria sido espancada por Carolina. Ela mandou gente me bater até eu ficar em estado grave, me fez perder o útero, me condenou a nunca poder ser mãe…— Letícia, dois bilhões para comprar o seu útero já foram mais do que suficientes.Ao ouvir aquilo, Suelen começou a chorar ainda mais desesperada.— Só porque eu sou filha da empregada, o meu útero vale bem os tais dois bilhões, é isso?Suelen agarrou o tecido da própria blusa na altura do peito:— Por quê? Por que fui eu que tive que perder o útero, perder o direito de ser mãe, enquanto quem começou tudo continua vivendo solta e leve, sem pagar nada? Nicolas, eu sei que eu nasci de baixo, mas eu também sou gente. Por que eu tinha que nascer para ser o saco de pancada de Carolina?Nicolas acendeu um c
Carolina olhou para ela de lado:— Agora você até escuta o que ele fala, né.— Quando é para o seu bem, eu, claro, escuto mesmo!Carolina sorriu e não respondeu.Nessa fase, não era só ela que via a mudança de Nicolas. Todo mundo ao redor também tinha percebido.Carolina passou a mão pela própria barriga e sentiu o coração ficar doce.…Na capital do País F, eram cinco horas da manhã, no horário local.O Maybach preto parou em frente a um prédio residencial. Pelo retrovisor, Matheo olhou para o homem no banco de trás.— Sr. Nicolas, a Suelen mora nesse prédio.No banco traseiro, os traços duros de Nicolas ficaram mergulhados na penumbra. Não dava para enxergar direito a expressão dele, mas Matheo sentia a pressão pesada que ele exalava.Se não fosse porque Suelen tinha insistido em provocar, Nicolas não teria feito aquela viagem de jeito nenhum.— Liga para ela e manda descer.— Sim, senhor.Matheo pegou o celular na hora e procurou o número de Suelen.Assim que ele ligou, ela atendeu







