Mag-log inNicolas ficou encarando-a e, depois de alguns segundos, entrou no closet.— Você está chateada?Carolina levantou o rosto para olhá-lo.— Não. Eu só estou com calor e quero tomar um banho.Nicolas encostou a palma da mão no rosto dela e depois nas mãos dela.— Parece mesmo que você está quente. Está sentindo alguma coisa?— Não. — Carolina balançou a cabeça. — Eu ando assim direto. O médico disse que algumas grávidas, no início da gestação, realmente ficam com a temperatura corporal mais alta.— Então você está carregando um “aquecedorzinho particular”.Carolina não entendeu de imediato.— Ele puxou isso de mim. — Nicolas arqueou a sobrancelha. — Quero dizer, o bebê tem um corpo forte. Isso é ótimo.Carolina empurrou o peito dele.— Ele é quente, você também é. Eu, grávida dele, só posso aguentar. Mas você, fica longe de mim.Nicolas soltou uma risada baixa:— Como é que é? Agora você só quer o bebê e não quer mais saber de mim?— Nicolas, você é muito irritante. — O mau humor sem moti
Carolina dormiu profundamente até o anoitecer e, quando despertou, o quarto já estava envolto em penumbra.O abajur ao lado da cama permanecia aceso e, ao virar a cabeça, ela viu a silhueta alta de um homem na varanda.Carolina se levantou, desceu da cama e caminhou até a porta de vidro para enxergar melhor.A lua iluminava tudo com uma luz branca quase fria. A sombra dele se projetava no chão. Entre os dedos, ele segurava um cigarro, e a brasa na ponta acendia e se apagava na escuridão da noite.Nicolas fumava, sim, mas nunca foi um fumante habitual. Desde que se casara com ela, Carolina quase não sentia mais cheiro de cigarro nele.Justamente naquele dia, ele estava sozinho, fumando no escuro. Ficava evidente que havia muitos pensamentos pesados na sua mente.Carolina apertou levemente os lábios e levantou a mão para bater de leve no vidro.O som foi baixo, mas no silêncio da noite soou particularmente nítido.O corpo do homem se sobressaltou levemente. Ele virou o rosto em direção a
Ao ouvir aquilo, os olhares dos mais velhos finalmente ficaram um pouco mais tranquilos.— Carolina, se você não está conseguindo comer, então não se force. — Samanta disse. — Mais tarde, se sentir fome e quiser alguma coisa, me avise. Eu mando a cozinha preparar na hora.— Obrigada. — Carolina sorriu de leve para Samanta.Nicolas passou o braço pela cintura dela e a conduziu para fora.Enquanto Samanta observava as costas dos dois, tão perfeitamente combinados, soltou um suspiro discreto de alívio:— Esse casal finalmente se acertou.— Justo agora, numa fase tão decisiva… Esse bebê chega como um presente do destino. — Taís comentou, emocionada. — Graças a Deus.…Na suíte principal do segundo andar da Villa Serena.Nicolas carregou Carolina escada acima nos braços e a colocou cuidadosamente sobre a cama.Carolina se deitou, olhou para ele e disse:— Vai cuidar das suas coisas. Não precisa ficar me vigiando o tempo todo.— Eu só vou sair depois que você dormir.Carolina virou-se de lad
— Eu entendi. — Matheo ficou em silêncio por um instante e depois perguntou. — E quanto à Carolina, o que eu falo pra ela?— Se a Carolina perguntar, você diz que a Suelen se mudou definitivamente para o exterior e que eu não tenho mais contato com ela.— Entendi.Depois que desligou, Nicolas apertou a região entre as sobrancelhas. Ele só esperava que Suelen tivesse, pelo menos, um mínimo de bom senso.…Carolina passou a noite internada e, no dia seguinte, já se sentia bem melhor.Na manhã seguinte, Nicolas levou-a de volta para casa.Assim que chegaram, foram primeiro ao Solar dos Pires para dar a notícia aos mais velhos.Maximus e Taís ficaram radiantes e prepararam presentes generosos para Carolina.Carolina, a princípio, não quis aceitar, mas os dois insistiram que eram presentes para o bisneto, e que ela deveria recebê-los para que o bebê viesse ao mundo protegido e saudável.Carolina não sabia se realmente existia esse tipo de tradição, mas, diante da insistência dos mais velhos
Carolina não estava nada bem. Ela se deitou e, poucos minutos depois, acabou pegando no sono.Depois que ela adormeceu, Nicolas se levantou e saiu para o corredor do hospital.Diana ainda tinha a cena de antes muito viva na cabeça. Por isso, quando precisou encarar Nicolas outra vez, ficou inevitavelmente constrangida.Nicolas, porém, parecia completamente à vontade:— Você pode voltar pra empresa. Eu fico aqui com ela.Diana assentiu:— Tá bom.— Espera. — Nicolas chamou antes que ela se afastasse.— Nicolas, você precisa de mais alguma coisa?— Quero que você providencie um tipo de caderno de anotações pra mim nesses próximos dias.Diana franziu levemente a testa:— Um caderno? Que tipo de anotação?— Você acompanha a Carolina há anos. De certa forma, conhece bem os hábitos dela, não conhece?Na mesma hora, Diana entendeu o que ele queria dizer.— Algumas coisas da rotina dela eu conheço bem, principalmente a alimentação. E normalmente sou eu quem escolhe os looks dela pra eventos e
O amor que Carolina tinha carregado por dezoito anos finalmente tinha encontrado resposta naquele homem. As lágrimas dela vinham misturadas com emoção demais para caber no peito.Pelo menos, naquele instante, ela achou que estava feliz.…Yago tinha acabado de sair da mesa de cirurgia quando ele soube que Carolina estava internada. Ele correu para o quarto quase sem conseguir recuperar o fôlego.Diana estava de plantão na porta. Quando o viu se aproximar, ela cumprimentou com educação:— Yago.Yago inclinou a cabeça com aquele jeito todo cavalheiro:— E a Carolina?— A Carolina está lá dentro, mas…Diana ainda não tinha terminado a frase quando Yago já empurrou a porta do quarto. O passo que ele ia dar para dentro travou no meio do caminho.Lá dentro, Carolina estava de costas para a porta, envolvida nos braços largos de Nicolas.Nicolas estava beijando a mulher com uma intensidade possessiva, e, num certo momento, ele abriu os olhos. O olhar dele deslizou direto para a porta.Os olhar
Dentro da casa sobre rodas de luxo, Valentina terminou de tomar um banho rápido e trocou para roupas limpas e confortáveis. Ela abriu a porta do pequeno banheiro e saiu, exatamente no momento em que Lucas subia para o veículo. — As crianças já dormiram? — Ela perguntou. — Sim. — Lucas confirmo
— Eu… — Carolina fez uma pausa antes de responder. — Vou viajar por aí, conhecer alguns lugares. Não tenho nenhum plano específico. — Viajar é bom para distrair a cabeça, mas você não pode ficar vagando para sempre. Mesmo que o Rowan agora esteja com a família Pires, você ainda é a mãe dele. Será
Na verdade, aquilo até que tinha sido bom. Carolina passou todos esses anos imersa em cálculos e disputas. Se não fosse por Rowan, talvez ela já tivesse desistido há muito tempo. — É bom você sair para espairecer. — Valentina disse. — Mas mantenha contato. E, por favor, não vá para lugares perig
— Lucas, você não acha que, só porque está sendo um pouco mais gentil comigo, eu vou ser tão idiota a ponto de voltar a ser a babá gratuita sua e da Cecília, né? — Valentina soltou uma risada fria antes de continuar. — Pra ser sincera, só de lembrar que passei cinco anos cuidando do filho de vocês d







