MasukDaniela tinha marcado de se encontrar com Catarina naquele dia.Catarina disse que queria apresentar um jovem modelo para ela.Ele tinha uma aparência excelente, mas, antes, tinha sido enganado por uma agência de modelos pouco confiável.Depois de assinar contrato, como se recusou a aceitar algumas exigências absurdas da empresa, acabou sendo deixado de lado por dois anos.Uma pessoa que Catarina fazia questão de recomendar naturalmente despertava a curiosidade de Daniela.Além disso, recentemente ela realmente estava procurando um novo rosto para representar a imagem de alguns produtos da empresa. Marcar um encontro para conhecer o rapaz também era uma boa oportunidade.O encontro foi marcado na casa de Catarina.Catarina explicou que, embora o rapaz tivesse sido ignorado pela empresa durante dois anos, ele já tinha conquistado certa fama quando ainda trabalhava como modelo. Principalmente por causa da aparência marcante, o ideal era que eles se encontrassem de forma discreta.Depoi
Paulo estava no primeiro turno naquele dia e foi ele quem acompanhou a ronda dos médicos.— A sua recuperação depois da cirurgia está indo bem. Pelo seu estado atual, amanhã já podemos considerar a sua alta para que continue o repouso em casa.Eduardo respondeu:— Então marca minha alta para amanhã. Ficar no hospital é muito entediante e também não é nada prático.Paulo ajeitou os óculos no rosto.— Tudo bem. Depois da ronda de amanhã de manhã, você já pode resolver os procedimentos da alta.— Certo.Depois que Paulo e os outros profissionais saíram, Daniela se sentou ao lado da cama.— Se você vai receber alta amanhã, não acha melhor contratar antes alguém especializado em reabilitação para ir até sua casa cuidar de você?— Não precisa. Eu consigo sozinho.— Antes, com o Benjamin por perto, ele ainda conseguia cuidar das coisas da empresa e da sua casa. Agora que ele não está, eu não me sinto tranquila deixando você morar sozinho. Mesmo que a Viviane consiga passar lá durante o dia, e
Eduardo baixou os olhos, com uma expressão um pouco sem jeito.— Você não gostou?Daniela pegou o buquê de rosas brancas e aproximou do rosto para sentir o perfume.— Eu gostei bastante.O aroma das flores era agradável, e cada pétala branca ainda carregava pequenas gotas de água.Ela sorriu para Eduardo, com a voz mais suave:— Eu gostei mesmo. Mas muitos hospitais não permitem flores frescas nos quartos. Você conseguiu uma autorização especial por ser um quarto VIP?— Eu estou em um quarto VIP. Além disso, fui eu mesmo que encomendei as flores. Como sou o paciente, o hospital permite.Daniela olhou para ele.— Tudo bem. Mas você ainda não respondeu minha pergunta. Por que decidiu me dar flores de repente?Eduardo pigarreou.— Eu achei que você tinha ficado chateada agora há pouco. Eu não sou muito bom com palavras e nem sabia exatamente o que eu tinha dito que deixou você assim. Também fiquei com medo de tentar explicar demais e acabar piorando tudo.Daniela apertou os lábios com for
— Talvez o Paulo estivesse preocupado com você. Ou talvez estivesse com medo dos riscos.Sarah ergueu as sobrancelhas.— Você está defendendo o Paulo?Daniela respondeu com calma:— Só estou dizendo o que eu penso. Não estou tomando o lado de ninguém.Sarah pegou o copo e tomou um gole.— Tudo bem. De qualquer forma, nós já terminamos, então isso não importa mais. Encontrar ele hoje foi apenas uma coincidência. Se eu soubesse que o Paulo estava aqui, não teria vindo tão animada visitar o Eduardo.Nesse momento, o garçom chegou com os pratos.Sarah tinha pedido costela assada, frango assado com ervas e uma mousse de maracujá.— Eu não vou conseguir comer tudo sozinha. Vamos dividir.— Não precisa. Come primeiro. Eu espero.Sarah colocou um pedaço de costela assada no prato de Daniela.— Come comigo. Também seria estranho ficar esperando enquanto eu como sozinha. Experimenta.Como Sarah insistiu tanto, Daniela não conseguiu continuar recusando.Seus pratos ainda não tinham chegado.Enqua
Daniela não esperava que, justamente por ter escolhido um restaurante qualquer perto do hospital, acabaria encontrando Sarah novamente.Era exatamente o horário de maior movimento do jantar, e o restaurante já estava lotado.Daniela estava prestes a procurar outro lugar quando Sarah, que estava sentada perto da janela, se levantou de repente e chamou:— Daniela!Daniela parou e virou o rosto.Sarah acenou para ela.— Aqui ainda tem lugar.Daniela hesitou por alguns segundos, mas acabou indo até a mesa.Sarah a recebeu com entusiasmo.— Esse horário costuma ser bem cheio. Se você não se importar, pode sentar comigo.Daniela olhou ao redor.O restaurante estava lotado, o que pelo menos indicava que a comida provavelmente era boa.Além disso, o peixe grelhado, as sopas e as saladas do lugar eram opções mais leves. Eram boas escolhas tanto para ela quanto para Eduardo, que ainda estava se recuperando da cirurgia.— Então obrigada.— Não precisa agradecer. Senta.Daniela assentiu e se sent
Ao lado da porta do motorista do Cayenne branco, Paulo mantinha uma das mãos apoiada no carro.Sarah estava encostada na porta do veículo, enquanto ele permanecia parado diante dela.Ela prendia a respiração, como alguém pego em flagrante fazendo algo errado. Toda a confiança e espontaneidade que costumava demonstrar no dia a dia desapareciam completamente quando estava diante de Paulo.Para qualquer pessoa que visse aquela cena de fora, a proximidade entre os dois parecia íntima demais.Mas, para Sarah, aquela situação era extremamente desconfortável.Eles tinham terminado havia cinco anos, e Sarah já estava de volta a Cidade dos Ventos há dois.Mesmo assim, aquela era a primeira vez que os dois ficavam frente a frente novamente.Na verdade, Sarah admitia que, durante esses dois anos, tinha evitado Paulo de propósito.Mas Cidade dos Ventos não era tão grande assim.Depois de passar dois anos fugindo dele, no fim, os dois ainda acabaram se encontrando.Paulo observava Sarah em silênci
Catarina não acreditou. Por isso, decidiu acompanhar Daniela até a Villa do Lago.O Porsche Panamera branco de Daniela continuava estacionado no mesmo lugar de ontem.Dentro do carro, Catarina, sentada no banco do passageiro, apontou para a mansão à frente.— Esse estilo arquitetônico... nem dá para
— Papai, eu tenho medo... não quero tomar injeção... — choramingou Diego.Enquanto falava, ele levantou o queixo para olhar para Eduardo, revelando um rostinho bonito.A respiração de Daniela travou.Os olhos dela ficaram presos no rosto do menino.Ele era praticamente a cópia de Eduardo.E tinha ch
Era uma noite de verão. No quarto principal, mergulhado na penumbra, o colchão da cama grande afundava sob o peso de dois corpos.A cortina leve deixava passar a luz branca da lua.As respirações se misturavam no ar, e as sombras se moviam silenciosamente.Eduardo havia bebido. Seus movimentos não
Nos três dias em que Eduardo não voltou para casa, Daniela também não ficou parada.Ela começou a separar tudo o que lhe pertencia. Tudo o que era seu foi cuidadosamente embalado, e ela chamou uma empresa de mudanças para levar as caixas embora.Viviane, ao ver aquela movimentação, percebeu que des







