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Eduardo baixou os olhos, com uma expressão um pouco sem jeito.— Você não gostou?Daniela pegou o buquê de rosas brancas e aproximou do rosto para sentir o perfume.— Eu gostei bastante.O aroma das flores era agradável, e cada pétala branca ainda carregava pequenas gotas de água.Ela sorriu para Eduardo, com a voz mais suave:— Eu gostei mesmo. Mas muitos hospitais não permitem flores frescas nos quartos. Você conseguiu uma autorização especial por ser um quarto VIP?— Eu estou em um quarto VIP. Além disso, fui eu mesmo que encomendei as flores. Como sou o paciente, o hospital permite.Daniela olhou para ele.— Tudo bem. Mas você ainda não respondeu minha pergunta. Por que decidiu me dar flores de repente?Eduardo pigarreou.— Eu achei que você tinha ficado chateada agora há pouco. Eu não sou muito bom com palavras e nem sabia exatamente o que eu tinha dito que deixou você assim. Também fiquei com medo de tentar explicar demais e acabar piorando tudo.Daniela apertou os lábios com for
— Talvez o Paulo estivesse preocupado com você. Ou talvez estivesse com medo dos riscos.Sarah ergueu as sobrancelhas.— Você está defendendo o Paulo?Daniela respondeu com calma:— Só estou dizendo o que eu penso. Não estou tomando o lado de ninguém.Sarah pegou o copo e tomou um gole.— Tudo bem. De qualquer forma, nós já terminamos, então isso não importa mais. Encontrar ele hoje foi apenas uma coincidência. Se eu soubesse que o Paulo estava aqui, não teria vindo tão animada visitar o Eduardo.Nesse momento, o garçom chegou com os pratos.Sarah tinha pedido costela assada, frango assado com ervas e uma mousse de maracujá.— Eu não vou conseguir comer tudo sozinha. Vamos dividir.— Não precisa. Come primeiro. Eu espero.Sarah colocou um pedaço de costela assada no prato de Daniela.— Come comigo. Também seria estranho ficar esperando enquanto eu como sozinha. Experimenta.Como Sarah insistiu tanto, Daniela não conseguiu continuar recusando.Seus pratos ainda não tinham chegado.Enqua
Daniela não esperava que, justamente por ter escolhido um restaurante qualquer perto do hospital, acabaria encontrando Sarah novamente.Era exatamente o horário de maior movimento do jantar, e o restaurante já estava lotado.Daniela estava prestes a procurar outro lugar quando Sarah, que estava sentada perto da janela, se levantou de repente e chamou:— Daniela!Daniela parou e virou o rosto.Sarah acenou para ela.— Aqui ainda tem lugar.Daniela hesitou por alguns segundos, mas acabou indo até a mesa.Sarah a recebeu com entusiasmo.— Esse horário costuma ser bem cheio. Se você não se importar, pode sentar comigo.Daniela olhou ao redor.O restaurante estava lotado, o que pelo menos indicava que a comida provavelmente era boa.Além disso, o peixe grelhado, as sopas e as saladas do lugar eram opções mais leves. Eram boas escolhas tanto para ela quanto para Eduardo, que ainda estava se recuperando da cirurgia.— Então obrigada.— Não precisa agradecer. Senta.Daniela assentiu e se sent
Ao lado da porta do motorista do Cayenne branco, Paulo mantinha uma das mãos apoiada no carro.Sarah estava encostada na porta do veículo, enquanto ele permanecia parado diante dela.Ela prendia a respiração, como alguém pego em flagrante fazendo algo errado. Toda a confiança e espontaneidade que costumava demonstrar no dia a dia desapareciam completamente quando estava diante de Paulo.Para qualquer pessoa que visse aquela cena de fora, a proximidade entre os dois parecia íntima demais.Mas, para Sarah, aquela situação era extremamente desconfortável.Eles tinham terminado havia cinco anos, e Sarah já estava de volta a Cidade dos Ventos há dois.Mesmo assim, aquela era a primeira vez que os dois ficavam frente a frente novamente.Na verdade, Sarah admitia que, durante esses dois anos, tinha evitado Paulo de propósito.Mas Cidade dos Ventos não era tão grande assim.Depois de passar dois anos fugindo dele, no fim, os dois ainda acabaram se encontrando.Paulo observava Sarah em silênci
Quando Daniela voltou ao quarto, Paulo tinha acabado de chegar para ver Eduardo.Ao ver Daniela, Paulo a cumprimentou com educação:— Daniela.Daniela se aproximou, olhou rapidamente para Eduardo na cama e perguntou:— Ele está bem?Paulo respondeu:— A recuperação depois da cirurgia está indo bem. Terminei meu turno e passei aqui antes de ir embora para ver como ele estava.Daniela assentiu.De repente, a porta do quarto se abriu.Sarah entrou apressada.— Eduardo, ouvi dizer que você conseguiu fraturar o osso de novo...Só então percebeu quem estava ali.— O Paulo também está aqui?Sarah parou imediatamente.No segundo seguinte, se virou e começou a sair.— Acabei de lembrar que tenho uma coisa para resolver. Venho outro dia. Tchau.As três pessoas no quarto ficaram sem reação diante daquela atitude.Daniela olhou para Eduardo, confusa.— O que aconteceu com ela?Eduardo olhou para Paulo e depois respondeu:— Talvez ela só dê um jeito de fugir toda vez que o Paulo aparece.Daniela te
Daniela olhou para Samuel com tranquilidade.— Eu sei. Eu só fiquei para cuidar dele porque queria ficar em paz comigo mesma.Samuel ficou surpreso.Daniela tinha falado aquilo com tanta naturalidade que, de repente, o aviso que ele pretendia dar parecia até desnecessário.Ele apenas sorriu, sem saber o que dizer.— Eu não falei aquilo como alguém que ainda tem sentimentos por você. Falei como alguém da sua família. Mesmo que você realmente queira recomeçar com ele, não aceite qualquer coisa só porque ele está machucado. Eu sou homem. Existem coisas que eu entendo melhor do que você.Daniela ergueu uma sobrancelha.— Entende melhor o quê? Como ser um homem sem caráter?Samuel ficou sem resposta.Baltazar pigarreou alto.— Não coloca todos os homens na mesma categoria assim que abre a boca. Eu ainda estou aqui.Daniela caiu na risada.— Estou brincando. Olha vocês dois, ficaram tão tensos.Baltazar ficou sério.— Brincadeiras à parte, o que o Samuel falou também faz sentido. Você já é a
Agatha vestia um elegante traje profissional de alta-costura. Sua figura era esguia, e os longos cabelos castanhos ondulados caíam sobre os ombros. Caminhava com passos firmes e tranquilos, levemente inclinada enquanto dava instruções à assistente que vinha logo atrás.Ela realmente tinha agora o
— Papai, você ouviu o que eu disse? — Diego balançou a mão de Eduardo. — Eu quero bolo de chocolate!Eduardo desviou o olhar de Daniela e baixou a cabeça para encarar o menino.A voz saiu grave:— Você acabou de melhorar da febre. Ainda não pode comer.Diego ficou um pouco desapontado. Fez bico, mas
Catarina não acreditou. Por isso, decidiu acompanhar Daniela até a Villa do Lago.O Porsche Panamera branco de Daniela continuava estacionado no mesmo lugar de ontem.Dentro do carro, Catarina, sentada no banco do passageiro, apontou para a mansão à frente.— Esse estilo arquitetônico... nem dá para
— Papai, eu tenho medo... não quero tomar injeção... — choramingou Diego.Enquanto falava, ele levantou o queixo para olhar para Eduardo, revelando um rostinho bonito.A respiração de Daniela travou.Os olhos dela ficaram presos no rosto do menino.Ele era praticamente a cópia de Eduardo.E tinha ch







