Masuk— Dona Daniela, não tenha medo. Desde que o Sr. Eduardo colabore conosco, garantimos que a senhora não vai sofrer.No enorme armazém, um grupo de sequestradores usando máscaras cercava Daniela como fantasmas.Os rostos escondidos sob as máscaras pretas não permitiam distinguir as feições, mas os olhos eram todos iguais: ferozes, violentos e carregados de uma ganância sem nenhum disfarce.Daniela estava amarrada a uma cadeira de madeira. A barriga de sete meses, com o casal de gêmeos, parecia especialmente grande e subia e descia conforme sua respiração acelerada.Os bebês dentro dela pareciam sentir sua inquietação. Normalmente eram muito quietos, mas, naquele momento, chutavam sem parar.Um suor fino surgiu em sua testa.Ainda assim, ela sabia que, quanto mais perigoso fosse o momento, menos poderia entrar em pânico.Se aquelas pessoas estavam atrás de Eduardo, então, ao sequestrarem ela, com certeza avisariam Eduardo.Ela precisava manter a calma. Também acreditava que Eduardo enc
Uma rajada de vento frio passou, e algumas folhas amareladas caíram devagar.A porta de madeira da pequena casa rangeu.A porta foi empurrada, abrindo uma fresta, e a poeira flutuou no ar.O ambiente estava tomado por um cheiro antigo de mofo.Daniela deu um passo para dentro. Por onde passava, deixava pegadas leves.A pequena casa ficava encoberta pela copa densa da árvore, e o interior estava mergulhado na penumbra.Seus passos eram lentos. Ela pisava na escada de madeira, degrau por degrau, subindo até o segundo andar.A cada degrau, as lembranças em sua mente ficavam um pouco mais nítidas.As lágrimas que tinham parado dentro do táxi voltaram a cair em silêncio.Ela lembrou.Aquela pequena casa havia sido construída por Eduardo especialmente para ela.Aquela árvore de galhos densos também tinha sido comprada por Eduardo por um preço altíssimo. Em cinco anos, a árvore havia crescido muito, e os galhos e folhas tinham ficado ainda mais densos, cobrindo por completo a pequena casa p
Mais de dez minutos depois, Eduardo e Benjamin chegaram ao apartamento de Daniela.Yasmin tinha chegado antes deles.Catarina já chorava sem parar.Giovanna estava com o rosto cheio de culpa. Ao ver Eduardo, tomou a iniciativa de assumir a responsabilidade:— Sr. Eduardo, desculpe. A culpa é minha. Ontem à noite, bebi um pouco, e hoje acabei acordando tarde.A voz de Eduardo saiu fria:— Dizer isso agora não adianta. A que horas exatamente Daniela desapareceu?Giovanna respondeu:— Eu acordei às oito e vinte e cinco. Naquele momento, Daniela já não estava mais lá.Catarina enxugava as lágrimas, cheia de culpa.— Giovanna me acordou, e só então descobri que Daniela tinha desaparecido. A culpa é minha. Se eu não tivesse puxado ela para beber comigo, nós não teríamos dormido demais...O rosto de Eduardo estava sombrio.— E as câmeras da casa?Yasmin entregou o tablet a Eduardo.— Já verificamos. Às sete e cinco, Daniela saiu do quarto, de pijama, e caminhou em direção à porta. Não trocou
Quando Catarina entrou no quarto carregando uma pilha de livros, Giovanna fez um gesto pedindo silêncio.As duas reduziram os movimentos, saíram do quarto e fecharam a porta.Catarina foi até a sala, colocou o celular sobre a mesa, pôs as mãos na cintura e soltou um suspiro.— Todo esse transtorno por causa de uma certidão de divórcio. Ela realmente quer esse divórcio.Giovanna foi até a geladeira, pegou duas garrafas de água, voltou e entregou uma para ela.— Então não vamos insistir mais. O certo é apoiar.Catarina pegou a água, bebeu um grande gole e sentou no sofá.— Eu até entendo ela querer se divorciar sem ter recuperado todas as lembranças, mas, desta vez, também não consigo entender Eduardo. Será que ele, de repente, resolveu bancar o apaixonado altruísta?Giovanna quase cuspiu a água.— Preocupe menos essa cabeça. As coisas sempre melhoram aos poucos. Hoje em dia, divórcio também é comum. Na vida real, tem muita gente que se divorcia e depois casa de novo. Com filhos no meio,
O Maybach preto saiu do condomínio e freou bruscamente à beira da estrada.Dentro do carro, Eduardo apertava o volante com as duas mãos, as veias no dorso delas saltando.Depois de manter aquela postura por alguns segundos, de repente soltou o volante.Seu corpo inteiro pareceu perder as forças de uma vez, e a nuca caiu pesadamente contra o encosto do banco.Ele fechou os olhos com força, e o pomo de Adão deslizou com dificuldade.Dentro da cabine fechada, sua respiração pesada soava especialmente nítida.Eduardo não sabia quanto tempo tinha passado até que as emoções turbulentas dentro dele finalmente começassem a se acalmar.O vidro do carro desceu, e a luz do poste caiu sobre seu rosto de traços marcantes.Ele procurou nos bolsos por alguns instantes, mas não encontrou cigarros.Só pôde apertar o ponto entre as sobrancelhas com os dedos, irritado.Ele fumava muito pouco nos últimos anos.Antes do casamento, para disputar poder, havia enfrentado lutas abertas e disputas ocultas. A n
Naquela noite, Daniela, Giovanna e Catarina levaram as duas crianças à pousada.Quando Patrícia soube que elas partiriam no dia seguinte para Cidade dos Ventos, ainda por cima para resolver o divórcio, ergueu a taça e gritou:— Este é o melhor presente de aniversário que eu poderia receber!Daniela riu, levantou o copo de suco à sua frente e brindou com Patrícia, usando suco no lugar de vinho.Patrícia virou a taça de vinho de uma vez e chamou todos para comer e beber.Depois, sentou ao lado de Daniela, aproximou a boca do ouvido dela e baixou a voz:— Você pensou bem mesmo?Daniela curvou os lábios. Seus olhos belos estavam tranquilos.— Sim. Já pensei nisso há muito tempo.— Então está bem. Se você já tomou sua decisão, eu apoio!Patrícia ergueu a taça de novo e brindou com ela.— Você bebe só um pouco. Grávida não deve tomar suco demais à noite. Eu viro tudo!Assim que terminou de falar, bebeu tudo de uma vez outra vez.Daniela sorriu.— Você também não deveria beber tanto. Ressaca
Se fosse antes, Daniela já teria corrido até ele para exigir explicações.Mas agora não.Ela tinha visto com os próprios olhos, na Villa do Lago, como Eduardo mimava Agatha e Diego.Sabia que Eduardo havia mudado.Mesmo que tivessem outro filho, nada entre eles voltaria a ser como antes.Ela não que
Agatha vestia um elegante traje profissional de alta-costura. Sua figura era esguia, e os longos cabelos castanhos ondulados caíam sobre os ombros. Caminhava com passos firmes e tranquilos, levemente inclinada enquanto dava instruções à assistente que vinha logo atrás.Ela realmente tinha agora o
— Papai, você ouviu o que eu disse? — Diego balançou a mão de Eduardo. — Eu quero bolo de chocolate!Eduardo desviou o olhar de Daniela e baixou a cabeça para encarar o menino.A voz saiu grave:— Você acabou de melhorar da febre. Ainda não pode comer.Diego ficou um pouco desapontado. Fez bico, mas
Catarina não acreditou. Por isso, decidiu acompanhar Daniela até a Villa do Lago.O Porsche Panamera branco de Daniela continuava estacionado no mesmo lugar de ontem.Dentro do carro, Catarina, sentada no banco do passageiro, apontou para a mansão à frente.— Esse estilo arquitetônico... nem dá para







