登入Depois de entrar no carro, Bia mostrou ao pai os três cartões de fim de ano que havia recebido. Dentro de cada um, havia uma quantia separada especialmente para ela.Henrique disse, com a voz suave:— Deixa a mamãe guardar para você.Bia entregou tudo imediatamente à mãe.Tatiane guardou os cartões com cuidado dentro da mochilinha da filha.Quando chegaram ao Residencial Aurora, a mansão inteira, por dentro e por fora, já estava pronta para o Réveillon.A entrada estava iluminada, com arranjos brancos e dourados, flores naturais, fitas discretas e pequenas luzes espalhadas pelo jardim. Dentro da casa, o clima era ainda mais festivo.Na sala, havia presentes por toda parte: bichinhos de pelúcia feitos sob encomenda, caixas lindamente embaladas, cartões personalizados e até a escritura de uma mansão.Tudo havia sido preparado com um cuidado quase infantil, encantador. E quase tudo ali era para Bia.Ao ver tantos presentes, Bia correu feliz e se jogou nos braços de um enorme bichinho de p
Nos últimos dias, Felipe havia investigado toda a história por trás do casamento de Tatiane com Henrique.Pelo pai, soubera que Tati tivera uma doença grave no segundo ano do ensino médio, algo que mudara completamente sua aparência e seu corpo.Naquela época, Leandro cuidara dela com todo o cuidado. No fim, Tati escolhera ir para NovaCapital e se tornara assistente de Henrique. Talvez, naquele momento, fosse apenas a ilusão ingênua de uma garota apaixonada. Ela havia se deixado atrair, de forma profunda, pela aparência, pela presença e por tudo o que Henrique representava.— Naquela época, você realmente não a reconheceu? Nem por um segundo?Henrique pousou lentamente a xícara sobre a mesa.— Isso aconteceu há cinco anos. Já passou. Não faz sentido voltar a esse assunto agora. E eu também não quero ficar discutindo coisas que não podem mais ser mudadas.Felipe o encarou com o olhar sombrio e a expressão séria.— Você fala assim porque foi quem saiu ganhando. Para você, é fácil virar a
Naquele dia, Henrique chegou trazendo vários presentes de fim de ano.Por causa de Bia, Marcos e Mônica disfarçaram o melhor que puderam a frieza que costumavam demonstrar diante dele.Henrique foi até Bia, agachou-se à sua frente e disse:— Então você almoça com a mamãe. Mais tarde, o papai volta para buscar vocês.Bia até queria que o pai ficasse para almoçar com eles, mas Henrique explicou que, ao meio-dia, tinha combinado de almoçar com o tio Fê. Por isso, ela não insistiu.— Tá bom. Então almoça direitinho com o tio Fê e vem buscar eu e a mamãe cedo para a gente voltar para casa, tá?Ao ouvir aquilo, Marcos fechou um pouco a expressão.— Papai sabe.Henrique se levantou, olhou para Tatiane e disse:— Vou tentar chegar o mais cedo possível.Tatiane não respondeu.Henrique foi embora.Depois do almoço, Tatiane ficou na sala fazendo companhia a Bia. Queria conversar com a filha sobre algumas coisas.Mas Bia, de repente, se aconchegou no colo da mãe e disse, toda sorridente:— Hoje à
Enquanto falava, ela entregou uma caixa a Cristiano e outra a Roberto.Cristiano olhou para aquela quantidade de coisas e comentou:— Do jeito que você comprou, parece até que foi renovar o estoque de uma loja. E para você? Trouxe alguma coisa?— Claro. Eu jamais me deixaria de fora.Tatiane sorriu, ergueu um pouco o queixo e mostrou o colar de pérolas que havia comprado, avaliado em quinhentos mil.— Gostaram?— Muito bonito. Tem tudo a ver com você.Roberto a elogiou com um tom gentil e sincero.Tatiane guardou o colar e voltou a tirar uma coisa atrás da outra da mala, até quase cobrir o sofá inteiro de presentes.Naquela noite, Roberto jantou na casa da família Oliveira.Antes de ele ir embora, Marcos ainda lhe entregou uma lembrança de fim de ano.— Não faz cerimônia. Aceita. Não é nada demais, é só para começar o ano com sorte.Roberto recebeu o presente com as duas mãos.— Obrigado, senhor Marcos.Depois do jantar, Roberto se preparou para sair. Naquela noite, precisava voltar pa
Tatiane e Noemi voltaram para Nova Aurora levando Ceci com elas.Antes do embarque, ainda passaram pelo free shop do aeroporto e compraram várias coisas. Afinal, era época de Réveillon, e ninguém aparecia de mãos vazias nas festas de fim de ano.Quando chegaram a Nova Aurora, já passava das três da tarde.A cidade inteira estava em clima de virada. As ruas brilhavam com luzes douradas e prateadas, fachadas decoradas, arranjos brancos nas entradas dos prédios e uma animação leve, típica dos últimos dias do ano.Tatiane acompanhou Noemi e Ceci primeiro até Enseada Azul.Ela havia trazido alguns presentes de fim de ano para Leandro e Belmira.Ao recebê-los, Belmira agradeceu com carinho:— Tati, você é muito querida. Não precisava, mas eu adorei.Tatiane sorriu de leve.— Fico feliz que a senhora tenha gostado.Por causa do ferimento, Leandro havia decidido passar o Réveillon em Nova Aurora naquele ano, para evitar o desgaste da viagem. Noemi, claro, apoiou a decisão com todo o entusiasmo
— Já que é tão difícil para você se afastar dela, Henrique, por que continua fingindo?O rosto do homem ficou ainda mais sombrio. A tensão ao redor dele pareceu baixar pouco a pouco, pesada, sufocante.Karine olhou para Tatiane com um brilho escuro nos olhos. No canto dos lábios, surgiu uma curva quase imperceptível, cheia de provocação.Tatiane realmente achava que, por ter dado à luz Bia, podia fazer o que quisesse diante de Henrique?Nunca ninguém ousara questioná-lo daquele jeito. Um homem orgulhoso como Henrique jamais toleraria ser humilhado assim.Tatiane só faria com que ele a detestasse ainda mais.De repente, Henrique soltou o pulso dela.Tatiane recolheu a mão e segurou o próprio pulso. Então ouviu uma risada baixa e fria escapar dele.— Tatiane, você ainda não tem direito nenhum de me dar lição de moral.Depois disso, o homem se virou e foi embora.Ao passar por Tatiane, deixou atrás de si apenas uma presença fria e sufocante, que pareceu roçar a pele dela.Vendo aquilo, Ka







