ANMELDENTatiane olhou para Henrique.Em que momento havia dito que compraria roupas para ele?Percebendo sua expressão, Henrique virou o rosto em sua direção, como se soubesse exatamente o que ela estava pensando.Com um leve sorriso, disse:— Fique tranquila. Você não vai precisar pagar.Tatiane ficou sem resposta.Henrique segurou sua mão e entrou com ela no shopping.As lojas masculinas ficavam no segundo andar, onde se concentravam algumas das grifes de luxo mais exclusivas do mundo.Os dois entraram em uma boutique italiana de alta-costura. Grande parte das roupas de Henrique era feita sob medida por aquela marca.Assim que os viram, os funcionários se aproximaram para recebê-los com toda a atenção.Henrique disse a Tatiane:— Escolha o que achar melhor.Ela lhe lançou um olhar e, sem responder, caminhou até os expositores.Passou a examinar as peças nos cabides, separando uma combinação após a outra.Henrique se acomodou no sofá, enquanto os funcionários serviam chá e alguns petiscos.El
Tatiane tomou a iniciativa de tocar no assunto.— Aproveitando, preciso conversar com você sobre uma coisa. Pretendo voltar ao Brasil amanhã. Surgiu um projeto na empresa que exige minha presença.Henrique ficou em silêncio por alguns instantes antes de responder:— Está bem. Volte primeiro. Vou pedir que reservem sua passagem.Tatiane o observou com atenção, surpresa por ele ter concordado tão facilmente.Ao notar sua reação, Henrique sorriu de leve.— Que olhar é esse? Está com medo de que eu mude de ideia?— Você mesmo sabe que sua credibilidade comigo está bem baixa.Depois de dizer aquilo, Tatiane se virou.— Já está na hora de...Antes que terminasse, Henrique segurou seu pulso.Com um leve puxão, fez com que ela caísse sobre a cama, diretamente em seus braços.Tatiane ergueu a cabeça de imediato e encarou o homem atrás dela.A ponta do nariz dele quase tocava sua testa, e sua respiração quente roçava o rosto dela.— Então, o que preciso fazer para recuperar minha credibilidade c
Então ele realmente vivia atolado de trabalho.Henrique voltou ao apartamento pouco depois das oito.Tatiane estava na sala, assistindo à televisão. Assim que ele entrou, ergueu os olhos e ficou observando-o em silêncio.Henrique se aproximou, sentou-se ao lado dela no sofá e passou um braço por sua cintura.Com um sorriso discreto, perguntou:— Por que está me olhando assim?Tatiane respondeu com frieza:— E o que você esperava que eu estivesse fazendo?Henrique sorriu e a puxou um pouco mais para perto.— Fico mais tranquilo quando você está ao meu lado. Não quero que nada saia do controle antes do nosso casamento.Tatiane franziu levemente a testa. Quando falou, sua voz saiu séria e firme.— Henrique, eu não quero mais discutir com você. Você fez de tudo para me trazer até aqui, e eu vim. Mas também quero que respeite minha liberdade. Não vou viver à sua mercê.O sorriso desapareceu do rosto dele.— Eu sei que você tem sua própria vida e suas próprias coisas para resolver. Também nã
Tatiane estava prestes a bater à porta quando ela se abriu por dentro.Sua mão parou no ar.Ao erguer os olhos, deu de cara com Henrique. A frieza que endurecia seus traços se dissipou assim que ele a viu.— Por que ainda não dormiu?Tatiane baixou a mão.— Preciso conversar com você.— Tenho uma coisa para resolver agora. A gente conversa quando eu voltar. Vá descansar.Henrique segurou-a pelos ombros, inclinou-se e beijou sua testa. Em seguida, soltou-a e se afastou a passos largos.Tatiane permaneceu parada no corredor por alguns segundos antes de voltar para o quarto.Na manhã seguinte, quando despertou, o outro lado da cama continuava vazio.Henrique não havia voltado durante a noite.Tatiane se levantou, tomou banho, arrumou-se e desceu para o café da manhã. Depois, começou a organizar a bagagem.Ao abrir a bolsa para conferir o passaporte e os documentos, descobriu que tinham desaparecido.Ela nem precisou pensar para saber quem os havia levado.Pegou o celular e ligou para Henr
Por alguns segundos, um constrangimento incomum pairou entre os três.Tatiane lançou um olhar de lado para o homem ao seu lado. Não era todo dia que Henrique se via numa situação daquelas.Mas aquele era David. Pouquíssimas pessoas teriam coragem de provocá-lo em público daquele jeito.— Sr. Henrique.Um estrangeiro de meia-idade se aproximou com uma taça na mão.Henrique retomou a postura de sempre sem demonstrar qualquer incômodo. Virou-se para o recém-chegado com um sorriso cortês e avançou um passo para cumprimentá-lo.— Sr. Foster.Era ele quem oferecia a festa naquela noite.David também se aproximou para apertar sua mão. Depois dos cumprimentos, o Sr. Fox voltou a atenção para Tatiane.Henrique fez a apresentação.— Esta é minha esposa, Evelynn.Tatiane sorriu com cordialidade e apertou a mão dele.O Sr. Fox tornou a olhar para Henrique.— Sua esposa é realmente linda.Henrique agradeceu com um sorriso, e os dois ainda trocaram algumas palavras.Como precisava receber os outros
Henrique a aguardava do lado de fora.Assim que Tatiane apareceu, o olhar dele se fixou nela, intenso e sem qualquer esforço para disfarçar a admiração.Quando seus olhos se encontraram, Tatiane desviou o rosto.Henrique se aproximou com um sorriso discreto.— Você está linda.Ela não reagiu ao elogio.Henrique tirou do bolso do paletó uma pequena caixa de joias. Ao abri-la, revelou um anel cravejado de diamantes. Em seguida, tomou a mão de Tatiane e o colocou em seu dedo anelar direito.No anelar esquerdo dele, já havia um modelo semelhante.— Como sabia que você ainda estava irritada, coloquei o meu sozinho.Tatiane ergueu os olhos para ele.— Pelo menos você tem consciência disso.Henrique riu.— Você é mesmo difícil de agradar.Ela o ignorou.— Vamos.Ele entrelaçou os dedos nos dela e a conduziu para fora do apartamento.Os dois desceram de elevador.Um Rolls-Royce já os aguardava diante do prédio.Henrique ajudou Tatiane a entrar no carro, enquanto um dos funcionários ajeitava co







