FAZER LOGINA Primeira Conversa
Baris observa as sobrancelhas, os olhos, o nariz e os lábios da garota que cheira a uva. Depois de se perder nos traços do rosto de Elis, Baris quebrou o silêncio . - Bom dia. - Baris devolveu o cumprimento e desceu os olhos para os lábios de Elis. - Por que uva? - Baris perguntou, mas visto que Elis permaneceu só olhando para ele, sem responder. - Não vai me responder? - Baris faz outra pergunta. Então, Elis saiu do transe ainda confusa pela pergunta e respondeu gaguejando. - Eu... É... Bem... Eu gosto do cheiro e o sabor é bom. - Elis colocou a mão no bolso do jaleco e tirou a caixinha de chiclete. - Você aceita um? - Elis criou coragem e ofereceu um chiclete para Baris. - Obrigado. - Baris agradeceu e se aproximou. - Não lembro de ter mascado chiclete de uva antes. - Baris colocou o chiclete na boca e saboreou olhando para os lábios de Elis. Eles continuaram se olhando, então as portas do elevador se abriram e Elis se despediu e saiu. Baris sorriu e seguiu para seu consultório, mas a lembrança da cena no elevador não saiu da mente dele. 💭 Realmente o sabor é bom, então sua boca está sempre com este sabor? - Baris se perguntou em pensamento. - Interessante, quem sabe um dia eu provo este sabor diretamente dos seus lábios !? 💭 - Baris ri do que estava pensando e volta a atender seus pacientes. A semana passou e as poucas vezes que eles se encontraram nos corredores do Hospital, foi rapidamente. O final de semana chegou e Elis combinou um programa com as amigas. Elas decidem ir à praia, apesar do dia estar muito bonito, Elis está muito impaciente. - O que aconteceu? Por que você está tão agitada hoje? - Mara percebeu a agitação da amiga e perguntou. Elis, que estava sentada de pernas cruzadas, não respondeu, só deu de ombro e continuou movimentando uma das pernas. - Aconteceu alguma coisa que você não quer me contar? - Mara insistiu para obter uma resposta. - Sei lá! Não é nada. - Elis não encontrou as palavras certas e respondeu o que veio à cabeça. - Se decida, é sei lá ou não é nada? - Mara não recuou em obter uma resposta. - Na verdade.... - Elis ponderou por alguns segundos. - Tem um médico lá no Hospital quê! ... - Mara interrompe Elis - Não me diga que ele está lhe assediando!!! - Mara exclamou espantada. - Ele te desrespeitou? - Mara perguntou sentindo seu estômago revirar. - Não, ele não fez nada disso. -Elis pausou por alguns segundos. - Ele parece até ser uma pessoa legal e tem um sorriso lindo. - A última frase saiu da boca de Elis acompanhada de um sorriso tímido. - É sério isso? - Mara perguntou avaliando a expressão no rosto de Elis. - Você se apaixonou por um médico, você ficou louca? - Mara perguntou incrédula. - Meu Deus Mara, eu não falei que me apaixonei, eu só acho os olhos e o sorriso dele bonito. - Elis respirou fundo e continuou. - Essa semana, ele me perguntou, por que eu gostava de chiclete de uva, então eu deu um chiclete a ele, foi só isso e mais nada. - Elis concluiu dando de ombro. Kelly, que até o momento, só ouvia a conversa das amigas, resolveu dar sua opinião sobre o assunto - Bem, você já acha o sorriso e os olhos dele bonito e até deu um chiclete a ele, para você já está apaixonada, não tem muita distância, não. - Kelly deu um choque de realidade em Elis. Diante das palavras de Kelly, Elis ficou pensativa se questionando. 💭 Se realmente isso for verdade, como seria? Um médico nunca se envolve seriamente com uma técnica.💭 - Elis continuou pensando. - 💭 É melhor eu ignorar ele, de agora em diante, será melhor para me. 💭 - Elis pensou em como reagi no próximo encontro com Baris. Baris estava em um passeio de Iate com seus amigos, mas o dia não estava tão interessante para ele. Lucas percebeu o quanto o amigo estava distante, então foi até ele para saber o que estava acontecendo. - Qual o seu problema hoje? Você parece que não está à vontade, aconteceu alguma coisa? - Lucas perguntou com uma mão no ombro de Baris. - Não, estou bem. - Baris respondeu sem interesse de continuar com a conversa. - Eu te conheço, você não está bem, qual é o problema? - Lucas insistiu. - Eu estou bem, é sério, não é nada demais. - Baris preferiu ficar em silêncio. - Verônica comentou que você está distante nestes últimos dias, dispensou até ela uma noite desta. - Lucas estudou o rosto de Baris por um tempo, antes de continuar. - Não sei por que vocês não se assumem!? - Lucas perguntou. - Porque não tem nada para assumir, somos só amigos. - Baris respondeu secamente. - Para você é só amizade, mas ela sempre gostou de você. - Lucas tentou trazer o amigo para a realidade. - Eu nunca prometi nada, sempre foi ela que teve iniciativa para tudo que aconteceu entre nós. - Baris caiu em um silêncio por alguns segundos, antes de continuar. - Eu vou dar um mergulho, depois nos falamos. - Baris encerrou a conversa e se jogou no mar. - Ok. - Lucas concordou. O final de semana chegou ao fim, Baris ficou na expectativa de encontrar Elis no dia seguinte. Em quanto isso, Elis está decidida incorporar Elza a rainha do gelo, ignorando Baris completamente. Amanheceu e os dois foram para o hospital e começaram suas atividades. Um médico veterano, convidou Baris para acompanhar ele em um procedimento. Ao acabar o procedimento, o médico acionou o laboratório para levar o material extraído de um abscesso do paciente. Elis se dirigiu ao ambulatório e ao chegar, ela percebeu a presença de Baris e colocou seu plano em ação. Ela entrou na sala e ignorou totalmente Baris. Elis olhando e conversando só com o outro médico sobre como seria a análise do material. Baris ficou irritado por ser ignorado, mas não conseguiu desviar os olhos dela. 💭 O que foi isso? Ela se comportou como se eu não estivesse ali. Quem ela pensa que é, para me ignorar desse jeito!? 💭 - Baris voltou ao seu consultório, se fazendo várias perguntas em pensamentos. Elis saiu da sala com o coração acelerado, voltou para o laboratório se sentindo vitoriosa, visto que seu plano deu certo. O dia seguiu e Elis foi ao andar para fazer uma coleta. Ao passar em frente ao apartamento de um paciente, que estava com a porta aberta, despretensiosamente ela olhou e vê Baris de cabeça baixa mexendo no celular e pensou. 💭 Meu lindo olhos azuis, pena que a distância de você é mais saudável para me. 💭 - Ela suspirou e seguiu seu caminho. O dia terminou e eles não se viram mais e os dois seguiram para suas casas. No dia seguinte, Elis estava de folga e Baris trabalhando em outra instituição. Eles não conseguiam parar de pensar um no outro. Chegou o próximo plantão e os dois foram trabalhar. Baris decidiu que iria criar uma oportunidade para falar com ela. Definitivamente, Elis estava decidida a evitar Baris. Elis decidiu não pegar o elevador, imaginando que poderia encontrar Baris e desceu as escadas. Mas quando ia descendo, ela deu de cara com Baris, que vinha subindo e os dois ficaram paralisados se olhando sem conseguir reagir.Perdão Dra Tereza se esforçou para falar com Elis de forma humilde, pois todas as vezes em que elas se falavam, Dra Tereza foi muito arrogante e preconceituosa. - Oi. - Dra Tereza pausou por alguns segundos e continuou. - Eu sei que foi você. - Dra Tereza, hesitou um pouco, mas continuou. - Que conseguiu reunir a família de novo. - Ela respirou fundo, sentindo como se as palavras estivessem presas em sua garganta. - Sei que pedir perdão não vai sarar as feridas que te causei. - Dra Tereza ponderou por alguns segundos e continuou. - Durante o tempo em que fiquei afastada de todos. - Dra Tereza respirou fundo e tentou engolir seu choro. - Eu refletir muito, na verdade... - Dra Tereza hesitou por uns segundos e continuou. - Eu deixei que meu preconceito me cegasse. - Dra Tereza forçou um sorriso para a neta, que observava a conversa sem entender do que a mãe e a avó estavam falando. - Eu me incomodei tanto com sua cor de pele. - Dra Tereza deu de ombro e sorriu triste. - Eu não conse
Novamente casados Dois anos e quatro meses depois, Baris e Elis estavam mais apaixonados e livres das maldades da mãe de Baris. Dra Tereza já havia cumprido com sua pena de dois anos em prisão domiciliar. A vida de todos tomou seus rumos, Verônica iniciou um relacionamento com um médico e estava se preparando para se casar. Mara também estava noiva de um fisioterapeuta e Kelly começou a namorar João, o irmão de Elis. Sr Cleiton resolveu assumir a namorada, que a alguns anos não tinha coragem de apresentar aos filhos. Lale continuou morando na Turquia e resolveu adotar uma criança, visto que seu marido é estéril e não podia ter filhos. Lucas e Patrícia estavam muito felizes com o quarto mês de gestação dos gêmeos. Dr Kemal continuava morando na fazenda, divorciado da esposa. Baris e Elis sempre visitavam ele e levavam Dilara para ficar com o avô. Em um final de semana, Baris e Elis estavam deitados no sofá da sala vendo um filme. Enquanto isso, a pequena Di
Acerto de Contas Depois do jantar, o casal colocou Dilara para dormir. Assim que a criança adormeceu, eles foram para o quarto do casal. Baris deitou ao lado de Elis com a cabeça apoiada na mão e ficou olhando para ela com cara de bobo.- Por que está me olhando assim? - Elis perguntou rindo da expressão de bobo do marido.- De uma coisa minha mãe sempre teve razão. - Baris se aproximou mais de Elis. - Você me enfeitiçou. - Antes de continuar, Baris soltou um suspiro apaixonado. - Porque eu me apaixono por você a cada dia. - Baris puxou Elis para um abraço. - Minha diabinha com cheiro de uva. - Baris beijou a ponta do nariz de Elis com um olhar apaixonado.- Eu também amo você a cada dia. - Elis falou completamente derretida nos braços do marido. - Meus olhos cor do céu. - Elis se declarou beijando o marido ternamente. Baris intensificou o beijo, eles se amaram intensamente e acabaram dormindo abraçados. Os dias se passavam, mas Baris não conseguia para
O desabafo de Débora Um dia, Baris estava no consultório atendendo um paciente. Assim que o mesmo saiu, Débora bateu na porta e entrou, ela foi ao Hospital falar com Baris. Baris já morava sozinho há dez anos, neste período, Debora estava com ele há quase nove anos. Depois de tudo o que aconteceu, a imagem de Debora ficou distorcida aos olhos de Baris. Debora precisava esclarecer aquela situação e limpar sua imagem. Aos olhos de Débora, Baris e Elis foram os melhores patrões que ela teve em toda a sua vida de doméstica. No início da sua carreira de doméstica, aos dezoito anos foi traumatizante. Débora trabalhou por três anos, com uma família, que o filho mais velho do casal, tentou por várias vezes abusar dela. Mas Débora não se importava, pois sua vida no interior da Bahia era muito mais difícil. Em sua casa no interior, seu padrasto abusou dela por dez anos. No momento em que sua mãe descobriu os abusos, se separou do marido. A mãe de Débora enviou ela
A Grande Decepção. A mulher entrou, e ao se aproximar, Elis teve a certeza que não a conhecia. Durante o período em que conviveu com Debora, Elis não presenciou nada que denunciasse ela, como uma má pessoa. Elis não entendia o porquê, Debora quase matou Baris. Baris e Elis não eram patrões ruins, mas sempre trataram Débora muito bem. - Sim, o que você quer falar comigo? - Ao dar um passo em direção a mulher, Elis perguntou.- É sobre Débora. - Ao falar, a mulher pressionou a bolsa ao lado do seu corpo, em sinal de nervosismo. - Senhora, ela está pagando sozinha, por algo que foi obrigada a fazer. - A mulher falou com pesar no olhar.- Do que você está falando? - Elis perguntou tensa e um pouco desconfiada.- A mãe do seu marido. - A mulher hesitou um pouco, mas continuou. - Ela obrigou Débora colocar a substância na comida dele. - A mulher falou em um fôlego só.- O que você está dizendo? - Depois de uma breve pausa, Elis fez outra pergunta. - Que loucura é
Recomeço Baris as levou para o apartamento de Elis, lá ele ajudou Elis no banho de Dilara e também administrou a medicação na filha. Elis amamentou Dilara e a colocou para dormir. Depois eles jantaram e Baris ajudou Elis a organizar a cozinha.- Lis, até quando vamos ficar assim? - Baris perguntou e se aproximou de Elis.- Você viu que não dá certo! - Elis respondeu e continuou guardando as louças.- Lis, todo o casal tem problema. - Baris tentou persuadir Elis.- Os nossos problemas, não foram simples ou problemas normais como dos outros casais. - Elis retrucou e fechou os armários.- Então, vamos desistir? - Baris perguntou com um pesar no olhar.- Você se afastou primeiro. - Antes de continuar, Elis se encostou no armário e cruzou os braços. - Você me deixou sozinha com a outra bebê. - Elis alegou a falta de apoio dele.- Mas eu nunca quis me separar. - Ao falar, Baris deu um passo em direção a ela. - Você saiu de casa e até assinou aquele acordo







