FAZER LOGINUm Encontro Inesperado
Então, Elis desvia o olhar e tenta continuar descendo as escadas, mas Baris bloqueia o caminho, impedindo ela de passar. - É impressão minha ou você está me evitando? - Baris perguntou tentando contato visual com Elis. - Eu não tenho motivo para te evitar, só estou com pressa, você pode me deixar passar? - As palavras de Elis, mostra o quanto ela está na defensiva. - Ok, passe. - Baris se afastou para dar passagem a Elis, mesmo contra sua vontade. Baris não entendeu a mudança repentina dela e ficou irritado com o comportamento de Elis. 💭Eu vou mudar este jogo mocinha, me aguarde.💭. - Baris prometeu em pensamento. Elis chegou no laboratório com o coração acelerado a ponto de sair pela boca. 💭 O que ele pensa que está fazendo? Ele acha que eu sou uma das idiotas que ele brinca!? - Elis se pergunta em pensamentos. - Com certeza ele está acostumado com mulheres que ficam aos pés dele, mas comigo será muito diferente.💭 - Elis prometeu a si mesma. A semana passou, todas as vezes que Baris e Elis passavam um pelo outro, se fuzilavam com os olhos. A semana terminou e eles não tiveram mais nenhum contato. Elis estava de folga no domingo, ela precisava comprar um presente para uma colega que é enfermeira e que irá casar. Então, ela decidiu ir com Mara e Kelly ao shopping, suas amigas iriam junto para ajudar Elis escolher o presente. - Não gosto de vim à esse shopping, tem muita gente metida. - Kelly resmungou emburrada, cruzando os braços. - Kkkk, você só gosta dos shoppings do povão. - Mara zombou do comentário de Kelly. - Só vim aqui porque o objeto que eu assinei na lista, só vou encontrar neste shopping. - Elis se defendeu por sua escolha. Minutos depois, Mara e Kelly conversavam distraídas, Elis andava olhando no celular a foto do presente e se esbarrou em alguém, que à segurou pela cintura. Elis no impulso colocou as mãos no peito da pessoa, mas quando ela levantou o rosto deu de cara com Baris. Elis congelou, suas amigas não entenderam nada até que Baris falou. - Que coincidência encontrar você aqui! - Baris exclamou com um sorriso no rosto. Elis ficou muito nervosa, ela não conseguiu acreditar que logo ele, ela tinha que encontrar naquele shopping. - É... Eu...Vim... Comprar um presente para uma amiga. - Elis tentou responder, mas começou a gaguejar. Mara e Kelly ficaram olhando para os dois, que não desviavam os olhos um do outro. - De onde vocês se conhecem? - Mara perguntou tirando Baris e Elis da bolha que só existiam os dois. - Somos colegas, trabalhamos no mesmo Hospital. - Baris respondeu sem olhar para Mara. - Não é mesmo Elis?- Baris perguntou sem desviar seus olhos dos olhos de Elis. Elis ao ouvir, Baris pronunciando seu nome, ela arregalou os olhos, por não conseguir entender como ele sabia o nome dela. Eles nunca foram apresentados formalmente para Baris saber o nome dela. - É... Sim... Então... Elas são minhas amigas, Mara e Kelly. - Elis respondeu sem conseguir desviar seus olhos dos olhos de Baris. - E este é Dr.... - Elis não terminou a frase, pois Baris interrompe Elis. - Baris, só Baris. - Baris corrigiu Elis. - É um prazer conhecer você. - Mara e Kelly o cumprimentou ao mesmo tempo. -O prazer foi meu. - Baris respondeu olhando para Mara e Kelly. Baris voltou à encarar Elis, então ela percebeu que ainda estava praticamente colada nele e se afastou com muita vergonha. - Nós estamos com pressa. - Elis falou e saiu puxando as amigas. Baris virou para a direção que elas seguiram, ele ficou as observando. As três amigas caminhavam rápido e em silêncio, quando estavam em uma distância, a qual não podia mais ser vistas por Baris, Mara parou. - Me diga, que esse não é o médico que você falou no final da semana passada!!? - Mara perguntou parando na frente de Elis. - É ele sim. - Elis respondeu ainda em choque. - Amiga, sinto muito, mas você está ferrada, é impossível não se apaixonar, ele é muito gato. - Kelly falou rindo da situação da amiga. - Você não está apaixonada por ele, não é mesmo? - Mara questionou Elis. Elis se sentou em um banco no meio do shopping, apoiou os cotovelos nas pernas e colocou as mãos no rosto. - Eu realmente não sei, estou muito confusa... - Elis caiu em um silêncio por alguns segundos, antes de continuar. - Eu só não entendi uma coisa. - Elis olhou para as amigas e continuou. - Como ele sabe meu nome? Eu nunca disse a ele meu nome! - Elis se perguntou intrigada. - Vamos comprar logo o presente, mas quando chegarmos em casa, conversaremos sobre este assunto. - Mara advertiu Elis e continuou. - E você, senhorita Elis vai me contar direito essa história de estar confusa. - Mara resolveu dar um ponto final na conversa. Duas horas depois, as três amigas terminaram a compra e voltaram para casa. Elis contou para Mara e Kelly, o que aconteceu na escada do Hospital. A semana se iniciou e Baris e Elis foram trabalhar. Ela com receio de encontrar Baris de novo. Encontra partida, Baris estava ansioso para ter um novo encontro com Elis. A rotina dos dois começou, em um momento, durante o plantão, quando Elis estava em um apartamento de um paciente, fazendo seu trabalho. No mesmo apartamento, Baris entrou para examinar o paciente e os dois ficaram surpresos. Eles só se cumprimentaram, assim que acabaram, Baris aproveitou para falar com ela, assim que saiu do apartamento. - E então conseguiu comprar o que queria? - Baris perguntou tentando iniciar uma conversa. - Sim, eu preciso ir. - Elis diz tentando se desviar dele. Baris agiu rápido, para não chamar a atenção dos outros funcionários, que estavam no andar, ele discretamente tomou a frente dela. - Eu tinha dúvidas de que você estava me evitando, mas agora tenho certeza. - Baris ponderou por alguns segundos. - Qual é o problema? Você tem medo de mim, é isso!? - Baris fez as perguntas na esperança de quebrar o gelo de Elis - Não tenho medo de você, só acho desnecessário esse tipo de aproximação. - Elis se justificou desviando seu olhar. - Por que não podemos ser amigos? - A pergunta de Baris surpreendeu Elis. - Amigos? - Elis perguntou com um sorriso irônico nos lábios e continuou. - Eu acho que você já deve ter amigos o suficiente, eu não preciso estar dentro deste grupo. - Elis respondeu na defensiva. - Não entendi? - Baris perguntou tentando contato visual com Elis. - Por que você está na defensiva comigo, eu te ofendi nas poucas vezes que nos falamos? - Baris insistiu tentando obter uma resposta lógica. - Não, mas nossas classes não se misturam, você é um médico e eu uma técnica, então seus amigos são os outros médicos e os meus amigos são profissionais do mesmo nível que eu. - Elis respondeu já irritada com a insistência dele. - Eu discordo de você, não acho que para ser amigo de alguém, temos que ter a mesma formação. - Baris respirou fundo e continuou. - Por ser médico não sou digno de ser seu amigo? É isso que você está querendo dizer!? - Baris pressionou Elis com suas perguntas. - Eu preciso ir. - Elis não respondeu às perguntas de Baris e foi embora. Elis voltou para o laboratório com o coração acelerado e confusa com aquela conversa. Não demorou muito e o dia terminou, Elis foi para casa, tomou um banho, jantou e tentou ver algo na TV, mas não conseguiu parar de pensar na conversa com Baris. 💭 O que ele pretende com esta história de amizade? Provavelmente é o artifício que ele usa para iludir as garotas bobas que acreditam nele, mas comigo isso não vai funcionar.💭 - Elis depois de pensar muito adormeceu.Perdão Dra Tereza se esforçou para falar com Elis de forma humilde, pois todas as vezes em que elas se falavam, Dra Tereza foi muito arrogante e preconceituosa. - Oi. - Dra Tereza pausou por alguns segundos e continuou. - Eu sei que foi você. - Dra Tereza, hesitou um pouco, mas continuou. - Que conseguiu reunir a família de novo. - Ela respirou fundo, sentindo como se as palavras estivessem presas em sua garganta. - Sei que pedir perdão não vai sarar as feridas que te causei. - Dra Tereza ponderou por alguns segundos e continuou. - Durante o tempo em que fiquei afastada de todos. - Dra Tereza respirou fundo e tentou engolir seu choro. - Eu refletir muito, na verdade... - Dra Tereza hesitou por uns segundos e continuou. - Eu deixei que meu preconceito me cegasse. - Dra Tereza forçou um sorriso para a neta, que observava a conversa sem entender do que a mãe e a avó estavam falando. - Eu me incomodei tanto com sua cor de pele. - Dra Tereza deu de ombro e sorriu triste. - Eu não conse
Novamente casados Dois anos e quatro meses depois, Baris e Elis estavam mais apaixonados e livres das maldades da mãe de Baris. Dra Tereza já havia cumprido com sua pena de dois anos em prisão domiciliar. A vida de todos tomou seus rumos, Verônica iniciou um relacionamento com um médico e estava se preparando para se casar. Mara também estava noiva de um fisioterapeuta e Kelly começou a namorar João, o irmão de Elis. Sr Cleiton resolveu assumir a namorada, que a alguns anos não tinha coragem de apresentar aos filhos. Lale continuou morando na Turquia e resolveu adotar uma criança, visto que seu marido é estéril e não podia ter filhos. Lucas e Patrícia estavam muito felizes com o quarto mês de gestação dos gêmeos. Dr Kemal continuava morando na fazenda, divorciado da esposa. Baris e Elis sempre visitavam ele e levavam Dilara para ficar com o avô. Em um final de semana, Baris e Elis estavam deitados no sofá da sala vendo um filme. Enquanto isso, a pequena Di
Acerto de Contas Depois do jantar, o casal colocou Dilara para dormir. Assim que a criança adormeceu, eles foram para o quarto do casal. Baris deitou ao lado de Elis com a cabeça apoiada na mão e ficou olhando para ela com cara de bobo.- Por que está me olhando assim? - Elis perguntou rindo da expressão de bobo do marido.- De uma coisa minha mãe sempre teve razão. - Baris se aproximou mais de Elis. - Você me enfeitiçou. - Antes de continuar, Baris soltou um suspiro apaixonado. - Porque eu me apaixono por você a cada dia. - Baris puxou Elis para um abraço. - Minha diabinha com cheiro de uva. - Baris beijou a ponta do nariz de Elis com um olhar apaixonado.- Eu também amo você a cada dia. - Elis falou completamente derretida nos braços do marido. - Meus olhos cor do céu. - Elis se declarou beijando o marido ternamente. Baris intensificou o beijo, eles se amaram intensamente e acabaram dormindo abraçados. Os dias se passavam, mas Baris não conseguia para
O desabafo de Débora Um dia, Baris estava no consultório atendendo um paciente. Assim que o mesmo saiu, Débora bateu na porta e entrou, ela foi ao Hospital falar com Baris. Baris já morava sozinho há dez anos, neste período, Debora estava com ele há quase nove anos. Depois de tudo o que aconteceu, a imagem de Debora ficou distorcida aos olhos de Baris. Debora precisava esclarecer aquela situação e limpar sua imagem. Aos olhos de Débora, Baris e Elis foram os melhores patrões que ela teve em toda a sua vida de doméstica. No início da sua carreira de doméstica, aos dezoito anos foi traumatizante. Débora trabalhou por três anos, com uma família, que o filho mais velho do casal, tentou por várias vezes abusar dela. Mas Débora não se importava, pois sua vida no interior da Bahia era muito mais difícil. Em sua casa no interior, seu padrasto abusou dela por dez anos. No momento em que sua mãe descobriu os abusos, se separou do marido. A mãe de Débora enviou ela
A Grande Decepção. A mulher entrou, e ao se aproximar, Elis teve a certeza que não a conhecia. Durante o período em que conviveu com Debora, Elis não presenciou nada que denunciasse ela, como uma má pessoa. Elis não entendia o porquê, Debora quase matou Baris. Baris e Elis não eram patrões ruins, mas sempre trataram Débora muito bem. - Sim, o que você quer falar comigo? - Ao dar um passo em direção a mulher, Elis perguntou.- É sobre Débora. - Ao falar, a mulher pressionou a bolsa ao lado do seu corpo, em sinal de nervosismo. - Senhora, ela está pagando sozinha, por algo que foi obrigada a fazer. - A mulher falou com pesar no olhar.- Do que você está falando? - Elis perguntou tensa e um pouco desconfiada.- A mãe do seu marido. - A mulher hesitou um pouco, mas continuou. - Ela obrigou Débora colocar a substância na comida dele. - A mulher falou em um fôlego só.- O que você está dizendo? - Depois de uma breve pausa, Elis fez outra pergunta. - Que loucura é
Recomeço Baris as levou para o apartamento de Elis, lá ele ajudou Elis no banho de Dilara e também administrou a medicação na filha. Elis amamentou Dilara e a colocou para dormir. Depois eles jantaram e Baris ajudou Elis a organizar a cozinha.- Lis, até quando vamos ficar assim? - Baris perguntou e se aproximou de Elis.- Você viu que não dá certo! - Elis respondeu e continuou guardando as louças.- Lis, todo o casal tem problema. - Baris tentou persuadir Elis.- Os nossos problemas, não foram simples ou problemas normais como dos outros casais. - Elis retrucou e fechou os armários.- Então, vamos desistir? - Baris perguntou com um pesar no olhar.- Você se afastou primeiro. - Antes de continuar, Elis se encostou no armário e cruzou os braços. - Você me deixou sozinha com a outra bebê. - Elis alegou a falta de apoio dele.- Mas eu nunca quis me separar. - Ao falar, Baris deu um passo em direção a ela. - Você saiu de casa e até assinou aquele acordo







