แชร์

7 - Intervenção

ผู้เขียน: Mara Lafontane
last update วันที่เผยแพร่: 2024-10-04 09:05:27

Roman Ostrov - 18 anos

 O som abafado da prisão já havia se tornado um ruído familiar, quase um companheiro silencioso. O eco constante de vozes distantes, o ranger das camas de metal enferrujado e o silêncio pesado que preenchia as lacunas entre as paredes de concreto... tudo isso fazia parte do cenário que me envolvia. A cela, pequena e opressora, era o meu território agora. Ou, pelo menos, era assim que precisava pensar para manter a sanidade. Mas a cada dia que passava, a espera se tornava uma tortura lenta, o tique-taque invisível da minha paciência sendo corroído a cada segundo.

 Sabia que estava ali por um motivo maior — uma missão. Um alvo. Um teste. Mas mesmo com esse conhecimento, a incerteza e o tédio me consumiam como um fogo que queimava silenciosamente por dentro.

 Foi numa tarde cinzenta e claustrofóbica que a ligação chegou. Como um som dissonante no caos rotineiro da prisão, o guarda veio me chamar. Eu sabia, antes mesmo de pegar o telefone, que algo importante estava para acontecer. O olhar de curiosidade contida do guarda e a forma como seus passos ecoavam no corredor reforçavam essa certeza. Quando levei o telefone ao ouvido, a voz de Nikolai, fria e calculada, soou como um golpe no silêncio.

 — Roman — sua voz fluía como veneno. — O alvo ainda não foi preso.

 As palavras ecoaram na minha mente, rebatendo contra as paredes da cela imaginária que habitava dentro de mim. O alvo não estava aqui. O que significava que eu teria que esperar. Novamente. Uma mistura de frustração e alívio atravessou meu peito. A frustração, porque a missão estava incompleta e meu desejo de ação fervilhava. O alívio, porque cada momento adicional me permitia estudar o terreno, avaliar os jogadores, e me preparar melhor para o que estava por vir.

 — Aguarde — Nikolai continuou, sua voz impregnada com uma calma quase irritante. — A espera faz parte do teste. Sua paciência será recompensada. Mas lembre-se, Roman, a missão não é apenas eliminar o alvo. Sua sobrevivência aí dentro também é parte do que precisamos ver.

 Houve uma pausa, um momento em que quase pude imaginar o sorriso predatório surgindo em seu rosto, como o de um lobo que observa a presa lutando para se manter à tona.

 — Acha que consegue esperar? — a provocação em sua voz era clara, uma lâmina afiada que cortava o silêncio do outro lado da linha.

 Minhas mãos apertaram o telefone com força, os músculos dos meus braços tensos. Eu sabia que ele estava testando não apenas minha paciência, mas também minha determinação.

 — Sim, eu espero — respondi, minha voz firme, inabalável.

 — Ótimo — ele murmurou, satisfeito. — Continue sendo discreto. Ninguém pode saber quem você realmente é.

 Antes que eu pudesse responder, a linha ficou muda. Fiquei ali, parado, o telefone ainda colado ao meu ouvido, enquanto o barulho incessante da prisão retornava como um zumbido distante. Para Nikolai, tudo era um jogo. Cada movimento, cada decisão, uma peça no tabuleiro. Não havia espaço para fraquezas.

 Voltei para minha cela, com a mente alerta. A prisão não era apenas um lugar de confinamento; era um campo de batalha. E se eu quisesse sair dali com a aprovação da Bratva, teria que fazer muito mais do que eliminar o alvo. Eu precisaria sobreviver às ameaças invisíveis que cercavam cada canto daquele lugar.

 A noite caiu como um manto de sombras sobre a prisão, trazendo consigo uma tensão palpável. O ar estava denso, carregado de algo mais do que o usual cheiro de concreto úmido e corpos cansados. O velho que dividia a cela comigo — um homem de aparência frágil, com cabelos brancos e olhos cansados — permanecia sentado em seu canto, como sempre. Ele era um enigma, quieto e introspectivo, mas os olhares desconfiados que outros prisioneiros lhe lançavam eram suficientes para me fazer entender que algo estava para acontecer. Rumores percorriam os corredores. Sussurros de que ele tinha ligações com a Bratva. E, em um lugar como aquele, isso era tudo o que bastava para torná-lo um alvo.

 Naquela noite, a tensão explodiu.

 Eu estava deitado na cama de metal, o colchão fino e desconfortável mal amortecendo o peso do meu corpo. Observava o velho no canto, seus olhos perdidos no chão, quando ouvi os passos ecoando pelo corredor. Era um som ritmado, pesado, como uma tempestade iminente. Um grupo de três homens apareceu na porta da cela. Eles eram brutamontes — grandes, brutais, o tipo de prisioneiro que todos evitavam. A malícia em seus olhos era evidente, assim como o ódio que exalavam.

 — Então é verdade... — um deles murmurou, seus olhos fixos no velho. — Um Bratva aqui, no meio de nós. Achou que podia se esconder, velho?

 O velho não se moveu. Seu corpo permaneceu imóvel, mas seus punhos se apertaram levemente. Era como se estivesse preparado para o que estava por vir, como se tivesse visto aquilo antes, inúmeras vezes. Mas os brutamontes não enxergavam o que eu via. Para eles, ele era apenas um homem frágil, com cabelo branco e uma postura curvada. Presa fácil.

 — Você e sua máfia russa acham que ainda mandam aqui, não é? — provocou outro dos homens, sua risada cortante e áspera. — Este lugar não pertence mais a vocês.

 Com um gesto brusco, o primeiro deles abriu a grade da cela, o metal rangendo como um aviso sinistro. Eu me levantei lentamente, minha mente já traçando os próximos movimentos. Sabia que, se eles atacassem, eu teria que intervir. Se o velho fosse, de fato, um Bratva, eu teria que protegê-lo. A irmandade exigia lealdade.

 O primeiro homem avançou, tentando agarrar o velho pelo colarinho. Mas, para surpresa dele, o velho se moveu com a agilidade de um homem muito mais jovem. Ele desviou do golpe, empurrando o agressor com uma força inesperada. O homem tropeçou, desequilibrado. Os outros dois hesitaram por um momento, atônitos com a reação.

 Mas isso não durou muito.

 Os três se lançaram sobre o velho, suas intenções claras. Ele se defendia com habilidade, seus movimentos precisos, mas eles eram muitos, e ele estava em desvantagem numérica. Um soco acertou o rosto do velho, e vi o sangue escorrer de seu lábio. Foi nesse momento que decidi agir.

 Com a rapidez de um predador, saltei sobre o segundo agressor. Meu cotovelo encontrou a lateral de seu rosto, e ele desabou no chão com um grunhido de dor. O terceiro tentou agarrar-me pelas costas, mas eu já havia sacado a faca que mantinha escondida. Com um movimento ágil, cravei a lâmina em sua costela, sentindo o calor do sangue se espalhar pela minha mão.

 O primeiro agressor, furioso, avançou novamente, mas ele era lento e desajeitado pela raiva. Desviei de seu golpe e o acertei com um soco certeiro na garganta, cortando sua respiração. Ele caiu de joelhos, as mãos agarrando-se desesperadamente ao pescoço. Antes que pudesse se recuperar, o acertei de novo, desta vez no coração. Ele desabou, sem vida.

 O último tentou fugir, mas o velho, com uma força que desmentia sua idade, o alcançou. Um soco brutal na mandíbula o derrubou no chão, e, sem hesitar, cravei a faca em sua garganta. O sangue jorrou, e a vida se esvaiu de seus olhos em segundos.

 A cela ficou em silêncio, o ar pesado com o cheiro de ferro e morte.

อ่านหนังสือเล่มนี้ต่อได้ฟรี
สแกนรหัสเพื่อดาวน์โหลดแอป

บทล่าสุด

  • Esposa da Bratva    93 - Epílogo

    Roman Ostrov O som do riso de Donatella ecoava pelo salão da mansão. Eu a observei do meu lugar à mesa, enquanto ela tentava convencer Dmitry a ficar quieto o suficiente para ajeitar sua gravata. Nosso filho era a mistura perfeita de nós dois: os olhos ferozes dela, meu olhar determinado, e uma inteligência surpreendente para alguém de apenas cinco anos. — Mamãe, tá apertado! — Dmitry reclamou, fazendo uma careta, mas Donatella sorriu, inclinando-se para beijar sua testa. — Hoje é um dia importante, meu pequeno. Seu pai precisa de você impecável. — Ela respondeu, com a firmeza e doçura que só ela possuía. Me levantei e caminhei até eles, não conseguindo esconder o orgulho que sentia. Peguei Dmitry no colo, ignorando suas tentativas de se soltar, e olhei diretamente em seus olhos. — Seu nome carrega uma grande história, filho. Dmitry Romanov-Ostrov. Nunca se esqueça de quem foi o homem que o inspirou. Ele assentiu com seriedade, como se entendesse o peso das minhas palavras,

  • Esposa da Bratva    92 - Sacrifício Final

    Roman Ostrov A viagem até o hospital foi uma das mais longas da minha vida, embora os segundos parecessem escorrer como areia entre os dedos. Eu carregava Donatella em meus braços, sentindo o peso do seu corpo frágil contra o meu. Ela respirava com dificuldade, e cada suspiro parecia me arrancar um pedaço da alma. Ao chegarmos, o médico me recebeu com um olhar grave. — Senhor Ostrov, sua esposa precisa de um transplante de coração com urgência. — Ele disse, sem rodeios. — Estamos fazendo o possível, mas o tempo não está ao nosso lado. Minhas mãos se apertaram em punhos. Estava pronto para fazer qualquer coisa, mover céus e terras, mas nunca imaginei o preço que seria cobrado. Sergei apareceu pouco depois, seu rosto marcado pelo luto. Ele havia perdido sua filha, Alessandra não sobreviveu. — Roman, quero propor uma aliança. A mesma que te fiz, meses atrás! O coração de Alessandra, em troca de que a outra gêmea, Angélica, se case com o herdeiro da Bratva. Eu sempre abomin

  • Esposa da Bratva    91 - Um Enterro, Dois Corpos

    Donatella Romanova O enterro de Mickail Romanov era algo que eu nunca pensei que aconteceria. Não porque ele não merecesse estar em um caixão, mas porque o conselho da Bratva, com toda sua hipocrisia, decidiu que ele deveria ter um enterro digno de um homem com prestígio social. Para mim, era apenas mais uma farsa, um teatro para manter as aparências. A cerimônia estava cheia. Homens de ternos pretos e mulheres em roupas escuras sussurravam entre si, fingindo tristeza. Eu estava ali porque Roman insistiu que minha presença era necessária, um símbolo de força. Mas, para mim, cada palavra do padre era um lembrete das cicatrizes que Mickail havia deixado. Meus pés começaram a me guiar para longe do grupo. A segurança de Roman tentou me acompanhar, mas consegui me desvencilhar com uma desculpa. Precisava de ar, ou pelo menos era isso que eu dizia a mim mesma. A verdade era que minha mente estava em um turbilhão de lembranças e emoções, e eu precisava de um momento para colocar os pens

  • Esposa da Bratva    90 - Alessa Ostrov

    Roman Ostrov — Quero uma conversa privada! — Rodolfo me analisa, e eu faço o mesmo com ele. Depois de um breve momento de tensão, concordei e segui para o meu escritório, um dos meus homens fez menção de me acompanhar mas com o gesto meu voltou atrás. — Você sequestrou a minha mulher. — Minha voz saiu firme, mas controlada. — Me diga, senhor Takeda, por que eu deveria ser cordial com você? Ele não recuou. Em vez disso, manteve o olhar fixo no meu, sua expressão séria e cheia de intenções. — Posso provar que jamais faria mal a ela, Roman. — Ele começou, sua voz baixa, mas carregada de significado. — Mas precisava chamar a sua atenção. Era a única forma. Me sentei na cadeira atrás da mesa, analisando cada movimento seu. Algo me dizia que ele não tinha vindo para uma simples negociação. Eu gesticulei para que continuasse. — Prossiga. — Ordenei. Rodolfo colocou a mão no bolso interno do casaco, e meu corpo ficou imediatamente alerta. Minhas mãos estavam prontas para alcançar a a

  • Esposa da Bratva    89 - Relações Amistosas

    Roman Ostrov Donatella estava recostada na cabeceira da cama, sua expressão serena, mas eu podia sentir a tensão que ainda pairava entre nós. Sua mão estava sobre a minha, e mesmo depois de tudo, aquele pequeno gesto me dava uma sensação de paz que eu não sentia há dias. Mas havia perguntas não respondidas entre nós. Havia sombras que precisavam ser dissipadas. Respirei fundo, segurando sua mão com mais firmeza. — Donatella, precisamos conversar sobre o dia em que você fugiu. — Minha voz era baixa, mas séria. Os olhos dela buscaram os meus, e por um momento, vi o brilho da hesitação. Mas, como sempre, Donatella era mais forte do que qualquer coisa que pudesse tentar quebrá-la. — Roman, eu... — Ela começou, mas sua voz vacilou. Engoliu em seco e recomeçou. — Victoria apareceu naquele dia. Ela me mostrou algo... um vídeo. Meus músculos se tensionaram. Victoria. Claro que ela estava por trás disso. Minha mandíbula apertou, mas mantive meu olhar fixo em Donatella, esperando q

  • Esposa da Bratva    88 - Pequena Guerreira

    Donatella RomanovaMeu corpo parecia pesar toneladas enquanto Bóris me guiava para fora da sede da Bratva. Minhas mãos ainda tremiam, os ecos dos tiros disparados contra Mickail vibrando na minha mente. Eu sentia o olhar pesado dos conselheiros, mas ninguém disse nada. Eles sabiam que não havia mais argumentos ou ameaças. O monstro tinha caído, e eu tinha feito justiça com minhas próprias mãos.— A reunião foi cancelada. — Bóris disse, sua voz baixa e firme. Ele me segurou pelo braço, ajudando-me a andar. — Vamos para casa.Assenti sem discutir. Estava fraca, e cada passo parecia um desafio. O carro nos esperava do lado de fora, os olhos vigilantes dos guardas me acompanhando.No caminho para casa, meu corpo cedeu ao cansaço. Encostei a cabeça no vidro frio da janela, tentando organizar os pensamentos. Roman estava morto. Essa era a única certeza que eu tinha. E, no entanto, algo dentro de mim não queria aceitar. Não podia aceitar.Quando chegamos à mansão, Bóris me ajudou a entrar.—

บทอื่นๆ
สำรวจและอ่านนวนิยายดีๆ ได้ฟรี
เข้าถึงนวนิยายดีๆ จำนวนมากได้ฟรีบนแอป GoodNovel ดาวน์โหลดหนังสือที่คุณชอบและอ่านได้ทุกที่ทุกเวลา
อ่านหนังสือฟรีบนแอป
สแกนรหัสเพื่ออ่านบนแอป
DMCA.com Protection Status