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Eu me vendi para o chefe mafioso
Eu me vendi para o chefe mafioso
مؤلف: Liz Nunes

Capítulo 1 Contrato

مؤلف: Liz Nunes
last update تاريخ النشر: 2026-01-10 11:15:28

O ambiente do restaurante era abafado pelo luxo discreto. Dmitri Volkov estava sentado diante de Amélia Harrison. Ele não havia tocado no vinho, apenas observava a mulher à sua frente através do cristal da taça.

— Estou ciente sobre sua situação, srta Harrison, começou Dmitri, com um leve sotaque, a voz rouca e direta.

— Sei que não tem o suficiente para garantir os custos médicos de sua filha.

Amélia sentiu um calafrio. Ela não perguntou como ele sabia sobre sua vida, homens assim simplesmente possuíam as respostas que interessam.

— Por que estou aqui, Sr. Volkov?

Perguntou, mantendo a voz firme.

Dmitri inclinou-se para a frente, os ombros largos dominando o espaço da mesa.

— Um contrato — disse ele, a expressão séria.

— Quero que seja minha esposa, Moya milaya... (Minha querida...) . Em termos legais e públicos, você será a Sra. Volkov. Eu ofereço a você uma vida de conforto absoluto, luxo e, acima de tudo, proteção total para você e sua filha. Ela terá o melhor.

Amélia piscou, o coração batendo contra as costelas. Olhou para o homem imponente à sua frente, tentando processar a proposta. Nada é de graça. Nunca. E oferecer tanto, custaria caro.

— E em troca? — ela sussurrou. — O que você espera de uma esposa por contrato?

— Perfeição e lealdade — Dmitri respondeu de imediato.

— Preciso de uma mulher que saiba se portar, que seja minha parceira em eventos sociais e que mantenha a fachada da nossa vida doméstica impecável. Você não fará perguntas desnecessárias, obediência total.

Ele fez uma pausa, observando-a.

— Preciso de uma aliada. Alguém que não se quebre sob a pressão do meu mundo.

- Minha filha...

- Vou garantir a segurança das duas 24 horas por dia, ninguém vai tocar em vocês.

Amélia olhou para ele, a segurança de sua filha era o que mais importava e o tratamento.

— Temos um acordo, então?

Amélia sentiu o peso do olhar dele, uma pressão física que a empurrava contra o encosto da cadeira. Observava como um gato observa um rato que tenta, bravamente, morder suas garras antes do fim inevitável.

- Não é como se tivesse escolha...

— A irritação fica bem em você. Dá um toque de cor às suas bochechas, ele disse, a voz baixa e vibrante.

— Nós dois sabemos que, neste tabuleiro, você ficou sem casas para onde fugir, Moya volchitsa (Minha loba).

Amélia engoliu em seco, ele sabia que ela não tinha opção.

— Está bem.

Disse, a voz subitamente baixa e derrotada.

— Eu aceito. Pelo bem da minha filha, eu serei a sua... esposa. Como faremos?

— Agora — Dmitri respondeu friamente.

Imediatamente, Yuri Huchova, mais do que um assistente, era o braço direito de Dmitri, amigo de longa data, o mais confiável de todos os homens ao redor do chefe. Yuri se aproximou, retirando uma pasta de couro da parte interna do paletó. Amélia sentiu o sangue fugir do rosto.

— Agora? — ela gaguejou.

— Mas... e as cláusulas...

— Você já aceitou.

- Sim... mas isso é muito apressado! Como... vamos justificar esse casamento?

- Não preciso me justificar.

Dmitri lembrou, inclinando-se para a frente, a voz suave, mas implacável.

— E eu não gosto de perder tempo. Enquanto jantamos, você pode ler. Se algo não a agradar, podemos redigir uma emenda agora mesmo.

— Você não quer que eu fuja mesmo?!ela sussurrou, com uma resignação amarga.

— Sou um homem de negócios, muito eficiente.

Ele corrigiu, com um sorriso satisfeito, que fez o estômago dela revirar.

Ela suspirou, derrotada, e olhou para ele com um olhar vazio. É isso. A que ponto uma pessoa chega por dinheiro.

— O que eu devo fazer então, sr. Volkov? — perguntou ela, o tom de voz beirando o de uma empregada esperando ordens.

— Devo assinar com sangue ou apenas esperar que o senhor me diga como devo respirar?

Dmitri sorriu, mas desta vez o olhar dele suavizou levemente.

- Me dê sua mão.

A contra gosto ela estendeu a mão para o russo. Com movimentos lentos, ele a segurou com uma firmeza que beirava a delicadeza, um toque de gentileza fria que era característico de quem domina, mas decide não esmagar. Ele deslizou um anel pelo dedo dela. O encaixe foi perfeito. Amélia olhou para a própria mão. Lindo.

O anel era uma obra-prima feito em ouro branco, a peça exibia um aro trabalhado com ramos cravejados com pequenos diamantes que brilhavam como orvalho sob o luar. No centro, repousava uma pedra central de corte redondo de uma pureza hipnotizante, sustentada por uma estrutura meticulosa que lembrava a geometria perfeita de um floco de neve. Os detalhes ao redor da pedra conferiam à joia um ar de relíquia imperial, fria e deslumbrante. Um sonho.

Inesperadamente, seus olhos arderam e uma lágrima solitária escapou, rolando por sua face.

Dmitri soltou a mão dela e estreitou os olhos, a expressão endurecendo instantaneamente.

— O que foi?

Perguntou, o tom subitamente seco.

— Não gostou?

Amélia respirou fundo, secando a lágrima com as costas da mão livre e recuperando o seu escudo de sarcasmo para esconder o quanto aquele gesto a havia abalado.

— É lindo, Dmitri. Realmente.

Respondeu, com um sorriso amargo.

— Não sei como agradecer à sua secretária, pelo excelente bom gosto dela.

O maxilar de Dmitri travou. Uma veia pulsou levemente em sua têmpora, e ele se inclinou para a frente, emanando uma aura perigosa que fez os garçons ao longe estancarem.

— Eu mesmo escolhi esse anel. Se você vai ser minha esposa, terá que aprender que eu não terceirizo o que considero importante.

Amélia ficou atônita. O silêncio que se seguiu foi absoluto. Ela olhou para o brilho gélido do anel em seu dedo e depois para os olhos azuis acinzentados de Dmitri, percebendo que, sob aquela frieza calculada, havia uma intensidade que ela ainda não conseguia decifrar.

— Agora, você vai comer. Quanto à Lizzy... A partir de hoje, ela é uma Volkov. Vocês duas.

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