FAZER LOGINElena nunca quis perder para a esposa do seu amante. Em nada. Embora, na verdade, Elena já tivesse perdido desde o momento em que a esposa de Jayden era Aria, e não ela. Era frustrante.
— Por que eu tenho que comparar você com ela, querida? — perguntou Jayden, confuso. — Só responde, Jay! — As palavras de Elena soavam cada vez mais exigentes, cobrando uma resposta que a satisfizesse. — Claro que é você. Você é a melhor, Elena. A Aria não chega nem aos seus pés — disse Jayden, unindo seus lábios novamente para se beijarem e se devorarem. Enquanto o clímax se aproximava, continuavam balbuciando incoerências. Mas, antes que pudessem consumar o desejo, a voz de uma mulher interrompeu tudo. — O que você está fazendo, Jayden?!!! Jayden e Elena se viraram ao mesmo tempo para ver Aria de pé em frente à porta. Ela estava com os punhos cerrados e as lágrimas que rolavam por suas bochechas eram o sinal de uma fúria incontrolável. Como o homem em quem tanto confiava, o seu marido, podia estar fazendo amor com outra mulher em sua própria casa, na sua própria cama? Que nojo. — Porra! — praguejou Jayden, interrompendo a união com Elena. Embora estivesse prestes a gozar, não conseguiu continuar. Seu tesão evaporou ao ver a esposa ali. "Que saco", pensou. O homem pegou uma toalha para se cobrir e se aproximou da mulher com quem estava casado há quase um ano. *Tapa!* Uma bofetada estalou em cheio na bochecha esquerda de Jayden. — Seu desgraçado! Você tem noção do que está fazendo?! — xingou Aria, arfando enquanto tentava conter a raiva que sufocava seu peito. Jayden deu uma risadinha debochada enquanto acariciava a bochecha, que queimava pelo golpe. Para Aria, aquele gesto foi um deboche descarado, o que fez suas emoções saírem ainda mais do controle. Jayden a encarou com uma frieza cortante. Era a primeira vez que Aria via Jayden olhá-la daquela forma. Se olhares matassem, ela já estaria banhada em sangue. Acaso ele estava com raiva? Não. Ele não tinha direito nenhum de estar. A única com direito à fúria era Aria, porque ela era a traída. — Como você tem coragem de trazer outra mulher para a nossa casa e trepar com ela?! Você perdeu a cabeça?! Eu sou a sua esposa, Jayden! — gritou Aria, desabafando toda a sua dor. Sim, Aria admitia que ultimamente estava difícil satisfazer os desejos biológicos de Jayden devido à gravidez; os médicos a haviam alertado de que relações íntimas eram arriscadas. Mas isso era motivo para ele levar outra para a cama deles? Claro que não. — É só um status, Aria! — Jayden também aumentou o tom de voz. — O que você quer dizer com isso? — sussurrou ela. Estava confusa, custando a processar o veneno naquelas palavras. — Você ainda não entendeu? Eu nunca aceitei esse casamento. Eu odeio estar casado com você, para você saber! — O grito de Jayden fez os ouvidos de Aria zumbirem. Aria olhou para a mulher que continuava sentada na cama. Elena sorria para ela com superioridade. Não havia nem sinal de arrependimento ou culpa em seu rosto; agia como se o que acabou de acontecer fosse a coisa mais normal do mundo. Meu Deus! O que estava acontecendo de verdade? O que era aquilo que ela não sabia? — Então o que significaram todas as suas atenções durante todo esse tempo, hein? — disse Aria, empurrando o corpo de Jayden, mas não conseguiu movê-lo nem um milímetro. — Eu só cumpria com as minhas obrigações de marido, mas já me me cansei desse teatro — disse Jayden com um sorriso torto. Aria ficou paralisada; seu corpo começou a tremer. De repente, sentiu uma cãibra aguda na barriga que a obrigou a se segurar com força. Meu Deus, doía demais. — Agora eu quero ficar com a Elena, a mulher que eu sempre amei — continuou Jayden, apontando para a amante, que sorria triunfante. A mulher que ele sempre amou? Então ele já tinha namorada antes de se casar com ela? "Senhor! Por que isso está acontecendo comigo?", gritou Aria para si mesma. — Ahhh!!! Aria não aguentou mais a dor na barriga até que seu pequeno corpo colapsou. A última coisa que viu antes de desmaiar foram aqueles dois seres sem alma encarando-a fixamente, sem a menor intenção de ajudá-la. Aria jazia indefesa, enquanto o sangue começava a jorrar entre suas pernas. "Espero não morrer agora. Pelo menos não antes de cobrar o que fizeram comigo", sussurrou para si mesma antes que a escuridão a engolisse por completo.Grávida.Elena nunca imaginou que estar grávida seria algo tão glorioso. Sentir que um pequeno anjinho habitava agora em seu ventre era uma bênção verdadeiramente impagável. Além disso, aquele feto era o fruto de seu amor com Jayden. Embora sua barriga ainda estivesse reta, Elena já a acariciava e de vez em quando conversava com o futuro filho.— Quando você nascer, para onde quer que a gente vá passear? — murmurou Elena pensativa. — Mamãe e papai vão te levar para onde você quiser. Prometemos — tornou a dizer.As folhas que caíam, iluminadas pelo sol da tarde, ofereciam uma vista extremamente relaxante. Elena contemplava o jardim de casa a partir do segundo andar.— Olha, meu amor. Você vai brincar aí embaixo com a mamãe — disse de novo, imaginando a emoção de correr ao ar livre junto com o bebê. Seria tão divertido.— Elena? — chamou alguém logo depois que se ouviu o barulho da porta se abrindo.Elena virou-se e deu de cara com o marido, que caminhava em sua direção com um copo de l
— Você está esperando visita? — perguntou Aria, sem se soltar do abraço de Hans. Ela ergueu o olhar e ele se inclinou um pouco; os rostos dos dois ficaram tão próximos que podiam sentir o roçar de suas respirações.— Não. Que eu saiba, não convidei ninguém. Além do mais, as únicas pessoas que sabem a senha do meu apartamento somos você, meus pais e a Viona — respondeu Hans, visivelmente confuso.Ambos se separaram e saíram do quarto, intrigados para saber quem havia chegado.— Oi, meu amor! — cumprimentou a mulher, lutando com uma grande quantidade de bagagem pesada. Parecia até que estava se mudando; trazia consigo três malas enormes e duas bolsas igualmente grandes.— Mãe, Viona... mas o que está acontecendo? Por que vocês vieram sem avisar? — perguntou Hans, ajudando a mãe a colocar as malas para dentro da sala.— Sinto muito por não ter te ligado antes. — Shila tentou normalizar a respiração, um tanto ofegante, antes de continuar: — De agora em diante, a Viona e eu vamos morar aqu
Hans não era muito bom em esconder seus sentimentos. Ele já havia se resignado com o fato de que Aria ficaria brava com suas palavras. Pelo menos, ele tinha dito o que sentia.Aria abaixou a cabeça.— Sinto muito por ter te deixado desconfortável — sussurrou suavemente. Mas, ao contrário do que Hans esperava, Aria na verdade estava se sentindo culpada.Ele sorriu com doçura.— Não me incomoda que você venha, querida. Na verdade, me deixa muito feliz. É como um simulacro de casamento — disse Hans com uma risadinha leve.— Mas não posso deixar que você faça coisas que sei que vão te deixar exausta. Então, por favor, não continue fazendo tudo isso, meu amor — implorou Hans, pegando-a pela mão.Hans sabia perfeitamente que Aria fazia tudo aquilo para provar que era digna de ser a nora ideal para a família dele. No entanto, ele não podia permitir; ela acabaria adoecendo de tanto cansaço.O trabalho, cuidar das crianças e depois ainda ter que cuidar dele... Embora o apartamento de Hans não
— Sim, estamos planejando o casamento, mas não para um futuro próximo — defendeu-se Aria, encolhendo levemente os ombros.A decepção refletiu-se claramente nos rostros de Anne e Tara. Tinham ficado muito animadas momentos antes, pensando que Aria se casaria logo com Hans.— Então, a que se deve a sua pergunta? — quis saber Anne.— Só quero agradar aos pais do Hans, mãe. Quero ser uma nora de quem eles possam se orgulhar — disse Aria. Ela ainda não se atrevia a contar a verdade sobre o seu acordo com Shila. Temia que, se Anne ficasse sabendo, algo ruim pudesse acontecer.Anne sorriu com orgulho para a filha.— Você já é uma filha de quem seus pais têm muito orgulho, Aria.Aria também sorriu, agradecida. Aparentemente, ela tinha feito com que seus pais se orgulhassem dela. Isso significava que havia triunfado como filha.— Quando se trata da nora ideal, cada um tem seus próprios critérios — disse Anne após refletir um momento.Não apenas Aria escutava com atenção, mas Tara também acompa
Hoje, Aria e Hans tinham planejado voltar juntos para Alatha. Enquanto estava na cozinha preparando a mamadeira de Juan, Aria deu de cara com Viona, que parecia ter acabado de acordar.Aria lembrou de repente que, desde que tinha chegado à casa de Hans, não tinha tido a oportunidade de cumprimentar Viona formalmente porque a situação não tinha sido propícia. Além disso, Aria tinha estado muito absorta em seus próprios problemas. Nem sequer lhe havia dado os pêsames.— Bom dia, Viona — cumprimentou Aria com amabilidade. Podia notar claramente a mudança em Viona desde a última vez que se viram. Aria sentia uma pena sincera pela moça; devia ter sido incrivelmente difícil para ela assimilar a morte do pai. Especialmente após saber que Viona só o tinha a ele e não contava com outros parentes próximos. A família de Hans era seu único refúgio agora.Viona tentou devolver o sorriso, embora parecesse custar-lhe um esforço enorme.— Bom dia. Vai preparar o leite para o seu filho? — perguntou Vi
— Chega, mãe! — esbravejou Jayden, começando a perder a paciência. — A Elena vai engravidar, e o herdeiro do Jayden vai ser um filho nosso — sentenciou com firmeza.Jane soltou um leve suspiro. — Espero que sim — respondeu ela antes de se retirar, deixando o filho e a nora a sós.— Uf! — Jayden soltou um pesado suspiro. Não só sentia o corpo prestes a rachar ao meio, como a cabeça parecia cada vez mais pesada. Por acaso não podia se concentrar no trabalho por um único dia sem que outros problemas o distraíssem? Parecia uma missão impossível.— Jayden? — chamou-o Elena com a voz num fio.— Mmh... — Jayden apenas limpou a garganta. Manteve os olhos fechados, tentando espantar o estresse.— Se eu não conseguir engravidar... você realmente tiraria a guarda do Juan da Aria? — perguntou Elena. A voz tremia; apavorava-a a simples ideia de Jayden responder afirmativamente. Elena não tinha a menor intenção de criar o filho de outra mulher, por mais que fosse o próprio sangue do marido.Afinal







