FAZER LOGINGeorginaQuando abri os olhos, a cama estava vazia.Porra, Paolo. Não me diga que você é do tipo que transa e vai embora, pensei, ainda sonolenta.Eu sabia que alguns homens faziam aquilo. Tinham o que queriam e depois simplesmente desapareciam, como se a noite anterior não tivesse significado nada. Não que eu esperasse encontrar Paolo me observando enquanto dormia, mas, considerando tudo o que havia acontecido entre nós, teria sido bom acordar e encontrá-lo ali.Levantei, tomei um banho e vesti um roupão. Estava faminta, então decidi procurar alguma coisa para comer.Quando cheguei à entrada da cozinha, encontrei Paolo colocando algumas coisas sobre o balcão.— Bom dia — cumprimentou, tranquilamente.Droga. Eu não era uma pessoa tímida. Nunca tinha sido. Então por que, de repente, me sentia tão constrangida diante do meu próprio marido?— Bom dia — respondi, um pouco mais baixo do que pretendia.— Está com fome?— Sim.Aproximei-me e me sentei à bancada. Paolo me deu um beijo no alto
GeorginaEle queria tentar?Eu queria tentar?E se nos apaixonarmos…O problema é que eu já estava apaixonada.— Vamos recomeçar Georgina? — perguntou ele novamente.— E as mulheres que você saiu? Eu não quero um marido que tenha amantes.— Eu não tenho amantes e não saio com nenhuma mulher.Sorri.— Você está a todo esse tempo sem transar? — perguntei.— Estou a muito mais
PaoloQuando chegamos ao apartamento de Giulia, a recepção não foi exatamente calorosa.Minha cunhada estava na sala e, pela expressão em seu rosto, já sabia que eu não havia aparecido para uma visita amigável. Danilo entrou atrás de mim, fechando a porta, enquanto Georgina foi direto para o sofá.— Você sabia que ela estava aqui e trabalhando naquela padaria? — perguntei a Giulia.Ela ergueu as sobrancelhas.— Padaria?Minha mandíbula se contraiu.— Ela é minha esposa!— Curioso
PaoloNão. Ela não poderia simplesmente ser livre.O pensamento surgiu quase imediatamente, e eu sabia que havia algo de egoísta nele. Georgina tinha todo o direito de ir embora, principalmente depois de tudo o que eu fizera para tornar nossa vida juntos insuportável. Eu não podia exigir que continuasse ao meu lado apenas porque, de repente, havia percebido o quanto sua ausência me incomodava.Ainda assim, a ideia de vê-la livre para se casar com outro homem me causava uma irritação que eu não conseguia explicar direito.Voltei para casa com a cabeça latejando e o corpo implorando por algumas horas de descanso. Fazia quase três dias que eu não dormia direito. Primeiro, a preocupa&cced
GeorginaQuando a porta do apartamento se abriu, encontrei Giulia andando de um lado para o outro na sala.Ela parou assim que me viu.— Onde você estava? Liguei a manhã inteira, e você não atendeu! Fiquei preocupada!Antes que eu pudesse responder, Paolo entrou atrás de mim.— Você sabia que sua irmã estava trabalhando em uma padaria, carregando bandejas e se expondo a qualquer pessoa que passasse por lá? Claro que sabia. É coisa de família fugir e mentir para todo mundo?Giulia virou-se para ele com uma expressão que eu conhecia muito bem.Minha irm
GeorginaO dia seguinte chegou sem nenhuma notícia de Paolo.Giulia, por outro lado, mandou mensagens para saber se eu estava bem, se precisava de alguma coisa e se gostaria de ir para a casa dela.Respondi que estava tudo bem, embora não tivesse certeza de que aquela fosse a palavra mais adequada para descrever minha situação.Eu estava segura, tinha um teto sobre a cabeça e estava prestes a procurar um emprego. Não era exatamente uma tragédia.Só precisava aprender a lidar com o fato de que Paolo nunca havia me prometido nada.Ele não me enganara com declarações de amor, não jurara que serí







