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Capítulo 35

Penulis: Carla
last update Tanggal publikasi: 2026-09-15 13:48:26

MIKAEL

VINTE E DOIS ANOS ANTES

O meu pai apareceu à porta pouco depois da meia-noite, coberto de sangue que não pertencia todo a ele.

Eu tinha nove anos e acreditava que já aprendera a reconhecer o medo. Ele me levava nos cais desde os seis anos, via as pessoas a transportarem caixas que não podia abrir e vira homens desaparecerem por fazerem perguntas erradas.

Nada disso me preparou para a expressão de Árni Árnason naquela noite.

— Fecha a porta — ordenou.

Obedeci.

Ele deu dois p
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  • Grávida do mafioso: um erro irresistível    Capítulo 35

    MIKAEL VINTE E DOIS ANOS ANTES O meu pai apareceu à porta pouco depois da meia-noite, coberto de sangue que não pertencia todo a ele. Eu tinha nove anos e acreditava que já aprendera a reconhecer o medo. Ele me levava nos cais desde os seis anos, via as pessoas a transportarem caixas que não podia abrir e vira homens desaparecerem por fazerem perguntas erradas. Nada disso me preparou para a expressão de Árni Árnason naquela noite. — Fecha a porta — ordenou. Obedeci. Ele deu dois passos e caiu contra a mesa da cozinha. A mão direita pressionava o lado do corpo, mas o sangue atravessava-lhe os dedos e escorria para o chão. — Temos de ir ao hospital. — Não. — Foste baleado. — E os homens que fizeram isto estarão à espera nos hospitais. Passei-lhe um braço pela cintura e ajudei-o a chegar à cadeira. Quando afastei o casaco, encontrei um ferimento abaixo das costelas e outro junto ao ombro. — Quem te seguiu? — Não sei. — Então como sabes que não terminaram?

  • Grávida do mafioso: um erro irresistível    Capítulo 34

    EMMA A enfermeira tinha acabado de mudar a ligadura no meu ombro quando me deixaram sair do quarto. Não por liberdade. A palavra seria ridícula naquela casa. Um guarda caminhava dois passos atrás de mim enquanto eu seguia em direção à pequena sala no fim do corredor, onde me tinham dito que podia comer alguma coisa. Já não estava algemada. Daniel devia considerar aquilo uma espécie de progresso. Eu considerava apenas uma forma diferente de prisão. Estava quase a chegar às escadas quando ouvi passos. Parei. Bianca Romano apareceu no corredor. Sozinha. Olhou para o guarda atrás de mim. — Podes deixar-nos um momento. O homem nem se mexeu. Quase tive vontade de sorrir. Bianca voltou-se para ele. — Eu disse que podes ir.

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    DANIEL Bianca chegou à mansão acompanhada por quatro homens e sem o pai. Era uma escolha calculada. Trazia segurança suficiente para recordar que pertencia aos Romano, mas não tanta que a visita pudesse ser interpretada como uma invasão. Recebi-a no salão principal. Usava um fato claro, sapatos escuros e nenhuma joia além do anel que a minha família lhe entregara quando o compromisso fora formalizado. Não precisava de exibir riqueza. Todas as pessoas naquela casa sabiam o que o apelido dela comprava. Elias desceu as escadas atrás de mim. — Esperava encontrar uma data — disse Bianca, depois de me cumprimentar. — Em vez disso, encontrei doze homens armados no portão e o anúncio suspenso através de uma mensagem. — Surgiu uma falha de segurança. — A falha tem o nome de Emma Collins? Olhei para Elias. — Não fui eu — disse ele. Bianca retirou as luvas com calma. — O meu pai não mantém uma aliança durante anos sem saber onde o futuro genro desaparece. O nome chegou até

  • Grávida do mafioso: um erro irresistível    Capítulo 32

    EMMA Daniel regressou ao quarto quando já não conseguia distinguir a manhã da noite. As luzes permaneciam sempre acesas e a janela inexistente retirava qualquer noção do tempo. O guarda deixara uma bandeja com comida junto à cama, mas eu não lhe tocara. Daniel entrou sozinho. O braço onde eu lhe acertara continuava ligado. Trocara de camisa, embora uma pequena mancha escura começasse a surgir sob o tecido junto ao ombro. Não senti culpa. Se tivesse outra arma, voltaria a disparar para manter Liam e Noah longe dele. — Os teus homens encontrou-os? — perguntei. Daniel fechou a porta. — Não. — Estás a mentir? — Se os tivesse encontrado, não precisaria de vir perguntar-te onde estão. Ele colocou uma pasta sobre a mesa e sentou-se diante de mim. — Nenhum homem ligado a Marco participa na busca. A frase confirmou que ouvira tudo o que eu dissera antes de destruir o telemóvel. — Isso devia tranquilizar-me? — Devia mostrar-te que não ignoro a possibilidade de el

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    DANIELA mensagem do Mikael desapareceu do monitor, mas não levou consigo as duas chaves.Zero três.M-sete.Mantive Adrian em linha enquanto o técnico isolava os registos de acesso. O homem trabalhava depressa, consciente de que qualquer movimento errado podia apagar o único rasto deixado pela intrusão.— Quero a chave zero três suspensa sem que o utilizador receba um aviso — ordenei.— O sistema antigo não permite suspensões silenciosas — explicou. — Posso duplicar as autorizações para um ambiente controlado. Quem a utilizar continuará a acreditar que tem acesso.— Faz isso.— E a M-sete?— O mesmo.Adrian aproximou-se da câmara na Islândia.— Se Marco verificar os próprios privilégios, vai perceber a duplicação.— Então dá-lhe trabalho suficiente para não verificar.— Continuas a não querer que eu regresse?— Preciso de alguém fora da casa que não dependa das informações desta casa.Ele aceitou a resposta, embora não gostasse dela.— E os meninos?Abri novamente a fotografia de Lia

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    DANIELO pacote continha cento e dezassete ficheiros.Fotografias, documentos escolares, registos médicos e duas certidões de nascimento emitidas sob identidades islandesas. Os nomes utilizados durante a fuga tinham sido substituídos várias vezes, mas Mikael conservara as iniciais verdadeiras.Liam.Noah.Reconheci os dois rapazes antes de abrir qualquer documento.Noah era a criança que eu puxara para fora da estrada em Reykjavík. Liam era o rapaz que permanecera na praça, atento aos meus homens e aos automóveis como se tivesse sido ensinado a identificar ameaças.Tinham a mesma data de nascimento.Seis anos.Adrian surgiu no ecrã do gabinete a partir da Islândia.— O que sobreviveu à purga?— O suficiente.Enviei-lhe as certidões.Permaneceu em silêncio enquanto lia.— Nasceram pouco menos de oito meses depois do seu encontro com a Emma.— Eu sei contar.— Não existe pai registado.Abri uma fotografia tirada num hospital. Emma estava deitada numa cama, mais magra e pálida, com dois

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