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Capítulo 4 – O Chefe Implacável

Penulis: Mr. Rams
last update Tanggal publikasi: 2026-10-02 09:32:59

Jake Johnson

Não conseguia acreditar que a mulher que me tirava o sono — deixando-me inquieto e incapaz de dormir descansada durante quase um mês — não quisesse estar comigo.

Ela queria simplesmente esquecer o que tinha acontecido. Seria mesmo assim tão fácil? E, no entanto, ela procurara-me desesperadamente.

Era raro interessar-me por uma mulher. Os meus pais há muito que me pressionavam para encontrar uma esposa, mas eu recusava categoricamente, especialmente quando tentavam marcar encontros arranjados para mim.

O motivo era que sofria de oligospermia. Ninguém sabia disso, exceto os meus pais. É uma condição em que a contagem de espermatozoides é inferior ao normal, aumentando o risco de infertilidade masculina.

Temia ser julgado se as mulheres descobrissem que eu poderia ser infértil; esse medo foi também o que me transformou em alguém que rejeitava a ideia de se envolver com mulheres.

Então, há um mês, o meu amigo Kevin convidou-me para jantar com a irmã mais nova dele.

Ao início, não aceitei, mas o Kevin insistiu para que desse atenção à irmã dele, a Belle, uma vez que ela tinha acabado de regressar dos Estados Unidos. Não pude dizer que não, principalmente porque o Kevin garantiu que seria apenas um "encontro de amigos".

Nessa noite, o Kevin e eu tomamos algumas bebidas num bar enquanto esperávamos pela Belle. No entanto, comecei a sentir tonturas, pelo que o Kevin arranjou-me um quarto no hotel ao lado do bar; disse-me para descansar e avisou que a Belle iria até ao quarto mais tarde. Não conseguia compreender por que razão sentia um calor tão intenso naquela noite; quando uma mulher entrou no quarto, confundiu-a com Belle, perdeu todo o controlo e acabou por dormir com ela.

Para sua total surpresa, acordou ao lado de uma mulher bonita e de olhar triste. Nunca soube o nome ou o número dela, pois ela foi-se embora imediatamente.

Ainda assim, não encontrou paz depois daquela noite; era poderoso, implacável e alguém com quem ninguém ousava envolver-se, mas não conseguia esquecê-la. Quando viu a fotografia de uma mulher numa pasta de currículos — alguém que tinha uma semelhança impressionante com ela —, ficou chocado e ordenou imediatamente ao responsável de RH que a contratasse.

Mas agora, as coisas não estavam a correr como ele esperava. Será que ele não fazia o género dela? Uma mulher rejeitá-lo-ia realmente? Atrizes, modelos e mulheres de todas as esferas da vida davam-lhe abertamente em cima.

Era exatamente por isso que nunca contratava assistentes mulheres; muitas tinham tentado seduzi-lo no passado.

Lembrou-se do sangue nos lençóis. Ela era virgem. Só isso já lhe dizia que era uma mulher decente; tinha a certeza de que, se ela já tivesse tido algum relacionamento, não se teria entregado tão facilmente.

No entanto, ela tinha-se entregado a *ele*. Bem, talvez fosse porque ela estava bêbeda. Se soubesse que Giselle estava embriagada naquela noite, teria obrigado a não lhe tocar.

Também não conseguia explicar porque sentira um calor avassalador e ardente naquela noite — uma sensação que só o sexo poderia aliviar.

Ele pensou na Bela. *Eu não queria esta situação; se a mulher daquela noite acabasse por ser a envolvida, seria um grande problema — ela poderia obrigar-me a casar com ela ou usar as consequências contra mim. *

*Embora soubesse que ela não poderia engravidar devido à minha condição. * Olhei para a parede de vidro espelhado; só eu as conseguia ver. Giselle e Jenna estavam a conversar. Não conseguia tirar os olhos de Giselle.

*Admito que me sinto muito atraído por ela, mas se ela prefere mesmo uma relação de chefe e funcionária, vou deixar as coisas como estão por enquanto. *

Jenna bateu à porta. "Senhor, acabei de orientar a Giselle."

Assenti. Lembrei-me então de que ela tinha solicitado licença porque um irmão havia falecido. "Também explicou o trabalho que ela vai assumir?" – perguntei seriamente.

"Sim, senhor. A minha licença de um mês começa amanhã", disse ela.

"Certo."

Olhei novamente para a parede de vidro. Giselle estava ocupada a analisar alguns ficheiros. Respirei fundo e voltei a minha atenção para o trabalho.

Franzi o sobrolho quando o telefone tocou; as pessoas raramente ligavam, a não ser que fosse algo importante ou um problema grave.

"Senhor Johnson, foi detetado um vírus nos ficheiros", disse o responsável do departamento de TI, nervoso.

"O que está a fazer? Porque não está a resolver isso? Pago um salário elevado para garantir que o sistema está seguro! Como é que um vírus entrou aí?" – perguntei, irritado. "Desculpe, senhor, o vírus que entrou no sistema é difícil de remover, por isso pode demorar algum tempo..."

"Então não consegue mesmo consertar? Pois está despedido!" gritei. Gritei novamente: "Jenna!"

Jenna entrou rapidamente, seguida por Giselle, que parecia confusa.

"Senhor?"

"O Joel está despedido! Contratem um novo responsável de TI agora mesmo! E chamem o FBI ou quem quer que nos possa ajudar, porque alguém invadiu o sistema", ordenei.

"Certo, senhor", respondeu Jenna, saindo imediatamente do quarto.

Levantei o olhar e vi Giselle parada à minha frente. "Porquê?"

"Posso indicar-lhe um especialista em informática. Acho que não precisamos do FBI agora, senhor", disse ela.

Franzi a testa. "Há..."

"Ela tem vinte anos de experiência? Veio de uma universidade de prestígio? Se sim, traga essa pessoa aqui agora mesmo."

Giselle coçou a cabeça. — Não, senhor; ela acabou de se formar, mas sei que é boa — pode confiar em mim.

Olhei para ela e soltei um profundo suspiro. "Quem? O seu namorado?"

"E-Eu não tenho namorado, senhor. A pessoa de quem falo é uma mulher", respondeu rapidamente.

"Ótimo."

Passou uma hora, e Giselle voltou com uma mulher que parecia uma *nerd* por causa dos óculos de lentes grossas. Vestia uma saia comprida, uma blusa de mangas compridas e um casaco por cima de tudo.

"Senhor Johnson, esta é a Vicky", disse Giselle, apontando para a mulher.

Ela pigarreou, endireitou a postura e falou num tom totalmente monótono: "O meu nome é Vicky Suarez, tenho vinte anos, vivo em..."

"Espere aí", interrompi. "Preciso de uma especialista em TI neste momento. Não estou interessado no seu historial. Jenna, leve a Vicky ao departamento de TI imediatamente."

"Já vou, senhor", respondeu Jenna. Ela saiu com a Vicky.

A Giselle e eu ficámos a sós. Mordeu o lábio — embora fosse melhor se *eu* fosse quem o estivesse a morder.

"Vou voltar para a minha secretária", disse ela apressadamente.

Mas detive-a rapidamente. Levantei-me e fechei a porta. Vi quando engoliu em seco e pareceu nervosa, o que me deu vontade de rir.

Será que tenho cara de tarado?

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