LOGINTen years ago, Sebastian Wolfe was murdered in cold blood and the crime was buried by Victor Kane, one of the most powerful men in New York city. His daughter Celine Wolfe survived in dark secrets and spends years searching for the truth. When a clue leads her to billionaire Adrian Kane, the heir to the Kane empire, she seeks revenge and infiltrates his world under a false identity, determined to destroy him just like his father did to hers.
View MoreMaitê Bell
Morar em Baltimore. Nunca imaginei como seria fazer isso sozinha. Quer dizer, a cidade tem seu charme, mas me deixou com a sensação de estar em um mundo diferente desde que tive que encará-la de outra forma, principalmente depois de São Paulo. Minha vida virou de cabeça para baixo por causa da mudança repentina dos meus pais para o Brasil, e agora sou só eu aqui. Dona Estela, minha vózinha, adoeceu e eu sabia que não tínhamos muita opção nesse quesito, não podíamos deixá-la sozinha no Brasil e trazer ela para Baltimore? Por Deus... fora de questão. Nós estávamos bem, não me entenda errado, mas a minha família nunca foi rica e a saúde pública fora do Brasil era inexistente, ainda mais... quando se tratava dos EUA. Eu amo a minha vózinha, claro. Gosto dela demais, mas, caramba, ninguém se prepara para uma mudança assim. Só não pirei de verdade porque eu tinha Stayce. Ela é a minha amiga mais leal, daquelas que te faz rir no meio do caos e nunca solta a sua mão.
Depois de algumas semanas no apê novo, menor e em um bairro não exatamente amigável, eu estava decidida a me virar sozinha, mas cá entre nós? Eu estava fracassando nesse trabalho. Ao menos até consegui um emprego no buffet da família da Stayce, um baita alívio. O trabalho ajudava a pagar as contas e ainda me permitia juntar algo para enviar ao Brasil, para a família. Mas claro que, no fundo, meu sonho de faculdade seguia firme — só não sabia ainda como o realizaria em meio a todo esse caos.
Mas agora era fim de tarde e estávamos no sofá do pequeno apartamento quando Stayce, como sempre, começou com a ideia de eu me mudar para a casa dela.
— Sério, Maitê, não precisa ficar aqui sozinha. Meus pais te adoram! — insistiu, me lançando aquele olhar que sabia que eu cederia.
— Fico agradecida, Stayce, de verdade. Mas não quero ser um peso. Vou ficar bem — respondi, tentando soar mais confiante do que estava.
Ela suspirou, claramente prestes a insistir, quando o celular vibrou de novo. Ela revirou os olhos e olhou para a tela.
— De novo, Stayce? — comentei, sem esconder a irritação.
Ela riu meio sem graça.
— É o... você sabe, o Dylan. Ele só quer saber onde estou.
— Tá, mas isso não cansa? Ele te manda mensagem a cada minuto, parece até que tá te monitorando.
— Ah, ele só é preocupado demais — ela murmurou, encolhendo os ombros.
Não consegui segurar o comentário.
— Preocupado demais ou controlador demais? Amiga... até “preocupação” deveria ter limite.
Ela parou e ficou pensativa, e eu quase me arrependi de ter falado. Mas a verdade é que nunca fui com a cara dele. Por um momento, pensei que ela ia responder algo mais sério. Mas não. Ela soltou uma risadinha forçada e balançou a cabeça.
— Que nada, Maitê, ele só se preocupa comigo... Acho fofo, na verdade.
Engoli o comentário que subia na garganta. A última coisa que eu queria era irritá-la. Além disso, ela realmente parecia acreditar nisso. E quem era eu para querer “salvar” alguém que não quer ser salvo?
— Bom, só sei que se eu fosse você, não ia achar tanta graça. Mas tudo bem, cada um sabe de si, né?
Ela deu de ombros, sem realmente responder. Ficamos em silêncio por um tempo, eu olhando para o teto, pensando na bagunça que tinha se tornado a minha vida e Stay, claro, ignorando o quão problemático esse relacionamento dela era.
— Então, vai mesmo começar a faculdade ano que vem? — ela perguntou, mudando de assunto antes que eu tivesse coragem de falar alguma coisa, e eu suspirei.
Eu senti o peso dessa decisão. O sonho de estudar arquitetura estava ali, mas era quase impossível agora com a situação financeira da minha família. Eu queria ajudar minha avó, queria guardar dinheiro, queria fazer tudo ao mesmo tempo, mas sentia que não estava conseguindo nada. Me sentia estagnada.
— Eu quero. Mas... — hesitei, tentando disfarçar a frustração. — Ainda falta muito. Quero guardar o máximo de dinheiro que conseguir, talvez eu consiga entrar no segundo semestre. Vamos ver.
Stayce me olhou, com aquele jeito meigo dela, tentando encontrar uma palavra certa para me consolar, mas que não soasse como piedade. No fundo, eu sabia que ela queria me ajudar de todas as formas possíveis.
— Você vai conseguir, Maitê. Não importa o quanto demore, você sempre consegue o que quer. Nunca vi alguém mais teimosa!
Eu sorri e joguei uma almofada nela, rindo.
— Quem é teimosa aqui é você, tentando me convencer a morar na sua casa!
Ela riu alto e me devolveu a almofada, o que transformou o meu pequeno apartamento em um campo de guerra de travesseiros. Por alguns minutos, o peso das responsabilidades desapareceu e era só eu e minha amiga, como nos velhos tempos. Mas, claro, o celular dela vibrou de novo.
Ela o pegou, olhando para a tela, e a expressão no rosto dela mudou. Ela parecia desconfortável.
— Deixa eu adivinhar — falei, jogando mais uma almofada. — Seu namorado está com ciúmes de um travesseiro agora?
Ela olhou para mim, sem graça, e eu fiquei séria. Estava na hora de ser honesta.
— Stayce, você sabe que se algum dia precisar, eu estou aqui pra você, né? Tipo... de verdade. Sem brincadeira agora.
Ela hesitou, e por um momento eu achei que ela fosse dizer algo importante. Mas, em vez disso, ela sorriu e fez um aceno com a mão.
— Eu sei, Maitê. Obrigada. Mas, sério, eu tô bem.
Aquela era a resposta que eu esperava, mas não a que eu queria. Às vezes, sentia que ela escondia muito de mim. Algo sobre aquele relacionamento parecia... errado. E eu só queria que ela visse o que eu via.
Me levantei, tentando disfarçar o desconforto e a frustração.
— Bom, já que você tá bem, acho melhor a gente ir dormir, né? Amanhã tem o meu primeiro evento do buffet oficialmente, até agora só trabalhei nos bastidores, e eu não quero parecer um zumbi.
Ela riu, assentindo, e eu me senti um pouco melhor. No fundo, apesar das inseguranças, dos medos e da saudade de casa, ter Stayce por perto era uma dádiva. Talvez a vida estivesse me preparando para ser mais forte do que eu imaginava.
For several seconds, nobody breathed.Nobody moved. The photograph remained illuminated on Adrian's phone screen.A recent photograph.Not ten years old.Not altered.Not a blurry security image.Recent.Real.Alive.Celine stared at the face she had spent a decade mourning.The face she had memorized from fading photographs.The face she'd searched for in crowds.Dreamed about.Cried over.Buried.Her father.Sebastian Wolfe.Alive."NO."The word escaped before she realized she'd spoken. Her voice sounded hollow.Broken."NO."Adrian didn't answer.Because he looked just as shocked.Around them, the archive remained silent beneath the crimson red emergency lights.The guards exchanged uneasy glances.Nobody knew what to say.What could they say?The dead weren't supposed to come back.Yet there he was.Standing beside a black SUV.Wearing a dark coat.Older.Thinner.But unmistakably Sebastian Wolfe.Celine snatched the phone from Adrian's hand.Her fingers trembled.She zoomed in.
None spoke.The image on the tablet seemed to have left all of them dumbfounded.The silver lighter gleamed beneath the security camera's grainy footage.A small object.An ordinary object.Yet Celine felt as though she had been dealt a hard blow.IMPOSSIBLE.The lighter had disappeared ten years ago.The police claimed it was lost during evidence transfer.She had spent years tracking rumors, bribing former officers, digging through archives.Nothing.No trace.No answers.And now it was here.Inside Adrian Kane's estate.Her father's lighter.The security guard shifted nervously."Sir?"Adrian remained still.His eyes were no longer on the tablet.They were on Celine.Watching.Studying.Waiting.Celine immediately forced her face blank.Too late.She already knew it.He had seen everything.Every ounce of recognition.Every flicker of shock.Every crack in her armor.A mistake.A massive mistake.The guard cleared his throat."We're currently searching the grounds."Adrian finally
Seconds passed as the silence stretched between them. Celine stood frozen beneath Adrian Kane's cold gaze, every muscle in her body stiffened with tension.The tablet remained in his hand.The security guard shifted uneasily near the door. None spoke nor moved.The storm lashed against the windows like a living thing. Then Adrian looked back down at the screen.His expression revealed nothing.He was too calm for the situation.And somehow that terrified her more than ever.The guard cleared his throat."Sir?"Adrian remained focused on the footage.Seconds ticked by.Celine's heartbeat hammered against her ribs so violently she was certain everyone in the room could hear it.The footage would show everything.Her entering the hallway.Her lingering outside the study.The lock picking.Her slipping inside.There was no excuse she could give.No lie convincing enough.No escape route.She had been caught.The only question now was what Adrian planned to do about it.Finally, he handed t
For a moment, Celine forgot how to breathe.The black file felt heavier than normal.Her eyes remained locked on the gold imprints stamped across the first page.SEBASTIAN WOLFE.Her father's name.Ten years.Ten years of searching, digging, surviving, and somehow she had found the first real piece of him hidden inside Adrian Kane's private study.The storm rattled the windows.Thunder growled somewhere beyond the mansion walls. Celine swallowed hard and opened the file. The first photograph nearly made her drop it.Her father.Not the polished businessman from magazine covers. Not the confident man she had remembered.This Sebastian Wolfe looked exhausted.His suit hung loosely from his frame. Dark circles shadowed his eyes.The date in the corner made her stomach churn.Three days before his death."What the fuck..."She turned the page.Financial records.Bank transfers.Corporate statements.Handwritten notes.Her pulse raced uncontrollably.Some of the documents looked familiar. T






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