ログインHye-ran não conseguia soltar o telefone.Da-on leu a mensagem outra vez.“Sua mãe está viva.”Abaixo, havia uma localização.Um hospital particular, afastado do centro.— Quem é sua mãe? — Da-on perguntou.Hye-ran demorou a responder.— Kang Yeon-hwa.Keaton ficou imóvel.— A fundadora da Kang Biotech?— Ela morreu há trinta anos — disse Da-eun.— Foi o que disseram — respondeu Hye-ran.Da-on fechou os olhos por um instante.— Mais uma pessoa oficialmente morta.— Yeon-hwa criou o primeiro laboratório — disse Hye-ran. — Antes do Instituto Sora. Antes de Jae-min. Antes de tudo.— Ela criou Sora-01?Hye-ran assentiu.— Ela acreditava que poderia construir uma linhagem sem doenças, sem fraquezas, sem perda. Dizia que a família precisava controlar o futuro antes que o futuro controlasse a família.— E você?— Eu era a filha que deveria continuar o trabalho.Seo-yeon segurou o braço de Hye-ran.— Você nunca falou dela.— Porque eu tinha medo de me tornar igual a ela.— Mas assinou os docum
O disparo atingiu o servidor central.Faíscas explodiram atrás do painel, mas a contagem continuou.00:48.O salão mergulhou em gritos.Os seguranças levantaram as armas. A Inspetora Han ordenou que todos se abaixassem. Keaton puxou Da-on para trás de uma coluna, enquanto Seo-yeon protegia Lina com o próprio corpo.Ji-won permaneceu no centro do tribunal, segurando a arma.— O servidor principal não está aqui — disse Seung-ho.— Eu sei.Ji-won atirou novamente.O telão piscou.00:41.— Você não pode destruir o arquivo — Seung-ho afirmou.— Não vim destruí-lo.Ji-won olhou para Da-on.— Vim impedir que você o apague.Da-on entendeu primeiro.— O contador não é de destruição.— Não — respondeu Hyun-woo, escondido atrás dos equipamentos. — É de transferência.Keaton franziu a testa.— Para onde?— Para todos os servidores da terceira família.Seung-ho sorriu.— Finalmente perceberam.— Se concluírem a transferência — disse Hyun-woo —, o arquivo poderá ser reescrito em milhares de lugares
A ordem judicial chegou ao Café Dajeong às três da manhã.Dois agentes permaneceram do lado de fora, enquanto a Inspetora Han lia o documento sob a luz fraca da fachada.— Kang Da-on deve comparecer à audiência às oito horas — disse ela. — Se não comparecer, será considerada foragida.— E o juiz? — Keaton perguntou.Han levantou os olhos.— O juiz designado é Kang Seung-ho.— Seung-ho está morto — disse Da-eun.— Oficialmente.Da-on observou o papel.A assinatura no fim da ordem era feita com tinta azul. A mesma assinatura que aparecera em documentos antigos da família Kang.— Não vamos ao tribunal — disse Keaton.Da-on virou-se para ele.— Vamos.— Da-on—— Se eu não aparecer, eles poderão dizer que fugi. Se eu aparecer, terão que me acusar diante de testemunhas.— A audiência pode ser uma armadilha.— Claro que é. Mas agora a armadilha está transmitindo ao vivo.A Inspetora Han ficou em silêncio por um momento.— Não posso garantir sua segurança dentro do tribunal.— Pode garantir q
O rosto de Da-on apareceu em todas as telas da cidade.Nas fachadas dos prédios. Nos painéis de publicidade. Nos monitores da estação central. Nas televisões ligadas dentro das lojas.A imagem mostrava Da-on diante da mesa sete, com Lina nos braços e Keaton ao seu lado.Abaixo da fotografia, uma frase:“KANG DA-ON: A HERDEIRA QUE DESTRUIU A FAMÍLIA.”Da-on encarou a tela do café.— Eu não gosto desse título.Keaton ficou ao lado dela.— Posso processar quem publicou.— Primeiro descubra quem publicou.Hyun-woo respondeu pelo telefone:— A transmissão foi inserida em todos os sistemas de mídia da cidade. O responsável usou uma rede privada, mas deixou um código de assinatura.— Qual? — perguntou Keaton.— O símbolo da terceira família.A sala ficou em silêncio.Hye-ran fechou os olhos.— Não.— Quem é a terceira família? — Da-eun perguntou.Mi-sook respondeu:— A família que comprou o projeto depois que a Kang Group tentou encerrá-lo.— Quem?— Empresas, hospitais, fundos de investimen
O silêncio dentro do Café Dajeong durou apenas alguns segundos.Depois, todas as lâmpadas se acenderam ao mesmo tempo.A tela sobre a mesa sete exibiu uma imagem captada por uma câmera externa: uma estrada estreita, coberta pela chuva. Um caminhão preto avançava em direção ao café.No compartimento traseiro, havia uma cápsula de vidro.Dentro dela, a criança original permanecia imóvel.Sora-01.— Ela está vindo para cá — disse Seo-yeon.— Por quê? — Da-eun perguntou.— Porque o café é o ponto de reconhecimento.Keaton se aproximou da tela.— Quem está dirigindo?A imagem ampliou o interior da cabine.Mi-sook estava ao volante.Ao lado dela, Ji-won permanecia algemado.Da-on sentiu o estômago se contrair.— Como ele saiu da custódia?— Talvez não tenha saído — disse a Inspetora Han.O telefone dela tocou.Han atendeu.— Inspetora Han.A voz de um policial veio do outro lado, entrecortada:— Perdemos o comboio. O veículo que transportava Ji-won foi interceptado. Dois agentes estão ferid
O Café Dajeong estava cercado por viaturas quando Da-on chegou.As luzes da fachada permaneciam apagadas, mas uma faixa vermelha escapava pelas frestas da porta. O letreiro balançava com o vento, produzindo um rangido irritante.— Pelo menos ele continua de pé — Keaton comentou.Da-on desceu do carro.— Não diga isso como se fosse um elogio à sua administração.— Estou tentando encontrar um ponto positivo.— Encontre um depois que eu verificar a máquina de espresso.Noah segurava a mão de Da-eun. Lina estava nos braços de Keaton, envolta em um cobertor. Hye-ran e Seo-yeon vinham logo atrás, acompanhadas pelos policiais.Jae-hyun, Hyeon e Ji-won haviam sido levados para o hospital sob custódia.A Inspetora Han bloqueou a entrada.— Ninguém entra sozinho.Da-on olhou para a porta.— É o meu café.— Justamente por isso, você fica atrás de mim.— Se encontrar alguma coisa quebrada, vou descontar do salário da polícia.— Você não paga o salário da polícia.— Posso começar.Keaton tocou seu