LOGINEnzo Bianchi Nos reunimos com o nosso corpo de advogados especialistas e encontramos várias brechas jurídicas que usaremos implacavelmente contra o Tomazo para anular suas decisões e reverter a situação das terras dos Salazar, além de estruturarmos uma estratégia letal para desmascarar esse canalha. — Está pronto? — meu irmão entra de supetão em minha sala, parecendo eletrizado e animado com os nossos planos. — Temos que ir agora. Quero ver o rosto daquele calhorda e ouvir o que ele tem a dizer depois de todas as atrocidades que cometeu. — Estou mais do que pronto, vamos nessa — pego o meu paletó sobre a cadeira e seguimos decididos rumo a esse encontro tão aguardado. Marcamos o encontro em um local neutro, totalmente fora do domínio direto de ambos os lados — ou ao menos era o que ele imaginava —, escolhendo um restaurante requintado que oferecia ambientes reservados, discretos e ideais para conversas que exigiam descrição. — Não vou negar que estou com o estômago revirado e ba
Marcela Salazar Eu estava na cozinha conversando com a minha irmã e ajudando a Lina com os preparativos do jantar quando ouvimos o som insistente da campainha ecoando pela casa. Assim que a Lina abriu a porta, vi a Sra. Constanza Bianchi entrar com o seu olhar altivo, ignorando completamente as regras básicas de educação e as tentativas educadas da governanta de que iria anunciá-la. Eu já conhecia de perto o estilo autoritário e arrogante da matriarca dos Bianchi, de modo que aquela invasão desrespeitosa não me surpreendeu nem um pouco. — Que mulherzinha mais prepotente e sem noção! — Pilar sussurra indignada bem próxima a mim, enquanto a figura elegante da mulher cruza a sala e ruma diretamente para a varanda. — Ela sempre agiu com esse ar de rainha intocável, achando que está acima de tudo e de todos. Só mudava a postura quando estava diante do marido ou do Sr. Lorenzo — comento em voz baixa. Pensando que, com a presença daquela mulher ali naquele refúgio, e sendo eu e minha
Carmela Bianchi Depois que os meus irmãos pegaram o helicóptero rumo a Florença, deixei o Leonardo sob os cuidados da irmã e da enfermeira que o Lorenzo havia contratado. Caminhei até em casa sentindo a necessidade urgente de me sentar com o meu pai e esclarecer o que ficou pendente entre nós. Desde a revelação bombástica sobre a minha verdadeira paternidade, ainda não tínhamos tido uma conversa honesta, e eu sabia que havia muita mágoa e questões familiares acumulada para serem esclarecidas. Eu queria deixar bem claro, sem margem para dúvidas, que ele nunca deixaria de ser o meu pai de verdade, independentemente do que qualquer laudo de DNA viesse a comprovar. — Oi, pai... posso me juntar ao senhor? — sussurro, aproximando-me devagar enquanto ele está sentado na varanda, entretido com a leitura de um romance policial. — A casa toda está tão silenciosa hoje... — comento, respirando fundo o ar puro que vinha do mar. — É exatamente isso o que eu mais amo neste lugar, minha filha:
Lorenzo Bianchi O som abafado das ondas quebrando na areia parece desaparecer, soterrado pelas batidas descompassadas do meu coração e pelos gemidos roucos que escapam dos nossos lábios. Cada investida dela de cima para baixo é um tormento delicioso, uma mistura insana de urgência e entrega que me faz perder o raciocínio. Seguro a sua cintura com força animalesca, cravando os dedos em sua pele macia para ditar o nosso próprio ritmo, transformando a brincadeira de praia em um ato de pura posse. — Isso... continua me olhando, minha morena... Mostra o quanto você é minha — rosno entre dentes, com o suor brilhando em minha testa enquanto o prazer atinge níveis insuportáveis. Diana joga a cabeça para trás, com os cabelos longos balançando ao vento, e morde o lábio inferior com força para conter um grito mais alto que ameaça escapar de sua garganta. — Eu sou sua, Eros... inteiramente sua... — ela ofega, acelerando as cavalgadas em um frenesi úmido e quente que aperta o meu membro de m
Enzo Bianchi Minha conversa com a Marcela na varanda deixou um rastro de eletricidade latente e serviu como um verdadeiro alívio para a minha alma. Apesar da minha resistência em me envolver em um relacionamento sério, não posso mais negar que ela exerce um controle sobre a minha mente e o meu corpo como nenhuma outra jamais conseguiu. Sei que o caminho não será fácil, pois o trauma dela é profundo, mas aos poucos vou ensiná-la a desvendar o meu mundo de regras e consentimento. Quero que ela compreenda de vez que, em uma dinâmica saudável de dominação, o submisso tem muito mais poder e segurança do que jamais imagina. — Olá, pai! Eu e o Lorenzo estamos voltando a Florença, já que temos muitas pendências urgentes para resolver na Valmont — comento, aproximando-me dele na varanda de frente ao mar. — O Lorenzo me contou que está se desligando em definitivo da diretoria e que vai indicar a Beatriz para assumir o comando do setor financeiro da Valmont... — meu pai relata, reflexivo.
Rafael Tomazo Eu não sou o tipo de homem que aceita que passem a perna em mim. Ninguém ousa brincar com Rafael Tomazo sem pagar um preço alto por isso, e essa tal de Diana Cross vai descobrir da pior maneira que escolheu a pessoa errada para desafiar. — Tiago, conseguiu rastrear todas as informações que te pedi sobre a Diana Cross? — ligo diretamente para o meu assessor de confiança, muito irritado. — Senhor, farei o possível para terminar até o final da tarde e trazer o dossiê completo... — ele gagueja do outro lado, totalmente constrangido por saber que eu não tolero atrasos ou desculpas. — Eu não tenho tempo para esperar até a tarde, seu incompetente do caralho! Você esqueceu por acaso que eu tenho uma viagem urgente marcada para a Espanha? — esbravejo, perdendo a paciência e sentindo a veia da testa pulsar de raiva. — Sim, Sr. Tomazo... Vou resolver isso imediatamente e entregarei o relatório antes mesmo de o senhor embarcar — ele responde apressado antes de eu encerrar a cha







