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Capítulo 2

Author: Ana Clara
Ao ver Sara, Lucas entrou em pânico.

Ele rapidamente colocou o bebê de volta no berço e caminhou apressado até a porta.

— Sara, o que você está fazendo aqui?

As expressões dos outros também mudaram no momento em que a viram.

— A Sra. Antunes está aqui?

— Sra. Antunes, deixa a gente explicar! Nós soubemos que a Mariana teve o bebê e viemos visitá-la. Quanto ao comandante, nós o encontramos por acaso no caminho e o trouxemos junto.

— É isso mesmo. Por favor, não entenda errado.

Mesmo naquele momento, os melhores amigos de Lucas ainda mentiam para protegê-lo.

Ouvindo aqueles repetidos "Sra. Antunes", Sara sentiu um nojo tão grande que quase teve vontade de vomitar.

— E você, Lucas? Como vai explicar isso? — Ela ergueu lentamente os olhos e encarou Lucas.

— Sara, não fica nervosa. Foi exatamente como eles disseram. Nós só nos encontramos por acaso.

— Mesmo agora, você continua mentindo!

Seu coração parecia congelado há bastante tempo. Ela achava que já estava anestesiada, mas, naquele instante, a mentira dele a despedaçou por completo.

Subitamente, ela levantou a mão e deu um tapa no rosto do homem.

— Ontem você disse que ia liderar um treinamento na fronteira durante um mês. Então me explica, desde quando esse treinamento acontece numa maternidade? Comandante Lucas, você chegou bem rápido, hein?

— Eu... — O rosto de Lucas empalideceu. — Houve uma mudança de última hora. Me desculpa, Sara. Não fica brava, você está grávida...

— A culpa é minha! — Mariana, segurando o bebê, caiu de joelhos diante de Sara. — Sra. Sara, por favor, não bata mais no Lucas! Ele só ficou comigo porque teve pena de mim. Eu não peço muito. Sou apenas uma viúva. Só queria um homem que cuidasse de mim e um filho para preencher o vazio da minha vida. Eu não estou tentando roubar o seu marido!

— Cala a boca! Você já teve um filho com ele e ainda diz que não está tentando roubá-lo de mim?

Ela levantou a mão para estapeá-la, mas Lucas segurou seu pulso com firmeza.

— Sara, se quiser bater em alguém, bata em mim. Não bata na Mariana. Ela acabou de dar à luz, está muito fraca.

Vendo-o proteger outra mulher, Sara soltou uma risada de desprezo.

— Lucas, então aquela história de viagem de trabalho, de um mês inteiro fora de casa, era só para ficar aqui escondido com ela, não era? Como você pode ser tão descarado? — Ela se soltou da mão dele e ergueu a mão novamente.

Nesse instante, Mariana se levantou do chão, carregando o bebê, e correu para a frente de Lucas.

Tudo aconteceu rápido demais. Sara não teve tempo de recolher o golpe e sua mão acertou o bebê.

Chorando aos berros, a criança escapou dos braços de Mariana e caiu de uma altura considerável.

O quarto inteiro entrou em desespero.

— Meu filho! Meu filho! — Mariana correu chorando e abraçou o bebê. — Sra. Sara, por quê? Meu bebê tem só quatro dias de vida! Você também é mãe. Como pode ser tão cruel?

Os outros homens também se aproximaram para repreender Sara:

— Como você pôde fazer isso? O bebê é tão pequeno! Por mais brava que estivesse, não podia descontar numa criança!

— Depois de uma queda dessas, sabe-se lá o que pode ter acontecido. Comandante Lucas, precisamos chamar um médico imediatamente!

— Sara! — Lucas explodiu de fúria, virou-se para ela e rugiu. — Eu sei que a culpa pelo que aconteceu hoje é minha! Mas aquele é meu filho! Meu filho de sangue!

— É mesmo? — Ela o encarou enquanto lágrimas escorriam pelo seu rosto. — Então, e o bebê que está na minha barriga? Ele é o quê?

— Bebê? Por que você parou de chorar? Bebê! — De repente, Mariana soltou um grito desesperado, enquanto segurava o bebê. — Lucas, o bebê está morrendo!

— Médico! Rápido, chamem um médico! — Lucas entrou em pânico.

Parada à porta, Sara permaneceu imóvel, sem qualquer expressão.

— Deixe-os. Lucas, vou te dar uma última chance. Ou você fica comigo e com o nosso filho, ou fica com Mariana e com o filho dela. Só pode escolher um dos dois lados. Quem você escolhe?

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