เข้าสู่ระบบLívia Serafim se apaixonou por Heitor aos vinte anos. Aos vinte e dois, decidiu passar a vida com ele. Depois do casamento, passaram-se cinco anos sem filhos. Sob a pressão da família Lopes, ele nunca mudou o semblante. Apenas a envolvia nos braços e dizia que a amava. Naquela época, todos diziam que Lívia era a própria vida de Heitor. E ela acreditava nisso sem a menor dúvida. Até que veio à tona a notícia do filho fora do casamento. Naquele dia, o homem que mandava no Grupo Lopes, frio e implacável, ajoelhou-se sob a chuva o dia inteiro. Ele disse: — Aquela noite foi um acidente. Minha mãe queria um neto e me dopou. Eu confundi a Bárbara com você. Lívia, eu só amei você na vida. Por favor, não me abandone. Lívia acreditou naquele amor desesperado e aceitou a proposta da família Lopes de ficar com a criança, afastando a mãe biológica. Mas depois que Bárbara passou a morar na casa da família, grávida, tudo começou a sair do lugar. Bastava ela dizer que a criança sentia falta do pai, e Heitor largava uma reunião internacional para ir vê-la. Quando ela foi diagnosticada com tendência à depressão, ele abandonou Lívia no aeroporto e saiu com Bárbara para espairecer. E houve até a vez em que, quando já estavam a um passo de ir pra cama, Bárbara apareceu à porta dizendo que tinha medo do escuro. Heitor deixou Lívia para trás e passou a noite inteira com ela. Lívia percebeu que algo tinha mudado. Pela primeira vez, entregou a ele um pedido de divórcio. No mesmo dia, Heitor apareceu com a aliança ainda no dedo e cortou os pulsos no banheiro. Um executivo bilionário. No bilhete de despedida, havia apenas uma frase: "Se não puder envelhecer ao lado da Lívia, prefiro morrer." Na segunda vez, antes mesmo de ela terminar de falar, ele desligou o telefone de Bárbara. Levou ela por todos os lugares onde tinham se apaixonado e disse que não conseguia viver sem ela. Uma vez, duas vezes, três vezes... ele começou a se esquivar. Na nonagésima nona vez, eles tiveram uma briga violenta. Ela saiu com as malas. Ele não correu atrás como antes. Ele disse: — A Lívia é mimada demais. Já fez esse escândalo tantas vezes. Quando foi que se divorciou de verdade? Espera só. Em alguns dias ela se acalma e volta sozinha. O que ele não sabia era que Lívia morreu naquela noite chuvosa em que saiu de casa. Quando abriu os olhos novamente, estava de volta ao dia em que descobriu que Heitor tinha um filho fora do casamento...
ดูเพิ่มเติมUm ano depois.Em outro país, um campo de refugiados na fronteira.Lívia limpava a câmera. Os movimentos eram precisos, quase automáticos.— Li… Lívia.A lona da tenda foi aberta. Cecília entrou com um copo de água nas mãos, visivelmente hesitante.— O que foi? — Lívia ergueu os olhos e sorriu de leve.— Eu queria te agradecer. — Cecília estendeu o copo, com gratidão no olhar. — Se você não tivesse me puxado hoje, eu teria sido atingida por aquele caminhão armado.— Não foi nada. — Lívia pegou a água. — Aqui a gente cuida um do outro. Nunca esquece, segurança vem primeiro. Notícia nenhuma vale mais do que a vida.Cecília ficou olhando para ela, os dedos se enroscando nervosos.— Lívia… você parece não ter medo de nada. Por que você veio pra cá?A mão de Lívia parou por um instante.Ela levantou o olhar e observou a jovem à sua frente. Aquele rosto ainda imaturo a fez lembrar de si mesma, anos atrás, a mesma dor de amor, a mesma tentativa de anestesiar um coração quebrado se jogando no
Cidade A. Último andar do Grupo Lopes, escritório do CEO.Do lado de fora das enormes janelas de vidro, a cidade brilhava. Por dentro, o escritório estava frio e vazio. Heitor permanecia de costas, parado diante da vista.No telão à sua frente, a cerimônia de Genebra passava ao vivo, sem som. Ele tinha desligado o áudio, como se quisesse apenas confirmar algo com os próprios olhos.Ele observava aquela mulher tão familiar e, ao mesmo tempo, tão distante. Via os passos seguros dela, lia cada palavra que saía de seus lábios, e sentia o coração ser apertado por uma mão invisível, lenta e cruel, até quase ficar dormente.Cinco anos.Ele não voltou a procurá-la, como se estivesse cumprindo a promessa de deixá-la ir.Ainda assim, usou todos os canais que tinha para acompanhar cada notícia dela. Sabia em quantas zonas de conflito mais perigosas ela tinha entrado. Sabia da foto premiada internacionalmente, que expôs o uso de crianças-soldado e quase lhe custou a vida. Sabia como ela tinha d
— Lídia, o que você está viajando aí? Vem logo ver, o Enzo trouxe coisa boa. — Um colega gritou da porta.Lívia voltou a si, enfiou o celular na bolsa e saiu sorrindo.No pátio, Enzo descarregava de um jipe várias caixas de pão fresco.Num lugar onde tudo era escasso, pão recém-assado valia mais que ouro.— Uau, melancia. Enzo, de onde você tirou isso?— Meu Deus, acho que faz quase um ano que eu não vejo uma melancia!Todo mundo começou a comemorar.Enzo sorriu, pegou a faca e abriu uma das melancias, revelando a polpa vermelha.— Um amigo local me deu. Tem pra todo mundo, venham pegar.Lívia também recebeu um pedaço.Deu uma mordida, e o suco gelado e doce explodiu na boca, adoçando até o peito.Ela olhou para os rostos ao redor, todos sorrindo por causa de um simples pedaço de melancia. Olhou também para Enzo, mais ao longe, brincando com as crianças locais. E, de repente, sentiu que a vida talvez não fosse tão ruim assim.É.Ela tinha perdido muita coisa.Mas também tinha ganhado m
Naquela noite, Heitor teve um sonho estranho.Sonhou que Lívia morria num acidente de carro.Sonhou que ela estava coberta de sangue, o corpo gelado, e ainda assim, com o último fôlego, dizia para ele:— Heitor, nós… vamos nos divorciar. Na próxima vida, eu não quero mais te encontrar.Ele acordou em sobressalto, o corpo inteiro encharcado de suor frio.Do lado de fora, a lua do País L estava grande e cheia, mas trazia um tom frio, melancólico.Heitor foi até a janela, pegou o binóculo e olhou para aquele pequeno ponto de luz, a base dos jornalistas ao longe.Ele sabia. Ela estava ali.Naquele mundo ao qual ele já não tinha mais acesso, vivendo com esforço, com liberdade.Solta.Solta isso. Uma voz sussurrou dentro dele.Você já destruiu metade da vida dela. Vai mesmo querer destruir também o futuro?Você não pode lhe dar a liberdade que ela quer, nem o respeito que ela merece.A única coisa que ainda pode fazer por ela é desaparecer da vida dela.Heitor baixou o binóculo devagar.Olha






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