MasukA queridinha de infância do meu marido, a doce e intocável Carla, sofreu queimaduras com água fervente. E, como castigo pelo que ele acreditava que eu tinha feito... Ele me trancou viva dentro de uma câmara de vapor, pequena demais pra eu sequer me mexer. Aumentou o fogo ao máximo. — A dor que a Carla sentiu, você vai sentir mil vezes pior! — Ele gritou, com os olhos cheios de ódio. Presa naquele espaço sufocante, o ar ficou pesado, quase impossível de respirar. O calor queimava por dentro, como se estivesse me cozinhando viva. Eu chorava, implorava por piedade: — Eu vou morrer! Por favor, me tira daqui! Mas ele... Ele apenas segurou Carla nos braços e saiu sem olhar pra trás. — Fica tranquila. Você não vai morrer... Mas só assim vai entender o que ela passou. Meus gritos de desespero ecoavam abafados dentro da câmara. A água borbulhava sob meus pés, lançando respingos ferventes contra minha pele. A dor era insuportável. Minha voz foi sumindo... Engolida pelo calor. Enquanto isso, ele curtia uma viagem internacional com Carla, sorrindo como se nada tivesse acontecido. Uma semana depois, ao voltar, lembrou de mim como quem se lembra de uma encomenda esquecida: — Aquela vagabunda já deve ter aprendido a lição. Podem soltá-la. O que ele não sabia... É que dentro daquela câmara abafada, onde a água já tinha secado e o vapor cessado, o que restava de mim... Já estava sendo devorado por vermes.
Lihat lebih banyakLeonardo foi preso.Não havia mais como negar.Meu corpo estava ali há dias, apodrecendo.Nem mesmo as toneladas de purificador de ar que ele borrifou conseguiram esconder o fedor que tomava conta da casa.Meu cadáver, enfim, pôde sair daquela câmara de vapor infernal.Mas, como Leonardo nunca tomou nenhum cuidado especial, quando os profissionais abriram a tampa e tentaram me retirar... Meu corpo já estava grudado no fundo do compartimento.Ao puxarem, pedaços grandes de carne podre vieram junto com a estrutura. Os peritos mantinham o profissionalismo, mas não conseguiam esconder o mal-estar.E, por isso... Me senti um pouco culpada.Afinal, morrer assim... Era brutal demais.Se isso causar trauma psicológico, talvez devessem considerar como acidente de trabalho.Carla e os empregados também foram resgatados.Somente ao ver o estado esquelético da Carla é que compreendi.Leonardo havia deixado passar um celular durante a revista que fez antes de jogá-los no porão.E foi justamente es
Leonardo jogou Carla no porão. Trancou ela junto com os empregados que sabiam demais sobre o que aconteceu com Dudu.Naquele ambiente úmido e escuro, homens e mulheres inconscientes se amontoavam como pedaços de carne sobre uma tábua de açougueiro.Ao ver Leonardo trancando a porta com frieza, senti um leve alívio.Ainda bem que ele não tinha o hábito de comer gente.Porque, se tivesse... Nem aqueles corpos desmaiados, nem o meu já cozido e apodrecido escapariam das mãos dele.Desde o dia em que desabou em lágrimas, Leonardo pareceu ativar um tipo de defesa psicológica: convenceu a si mesmo de que eu não morri. Que apenas fugi. Que estava lá fora, tentando me esconder dele.Obcecado, passou a usar todos os contatos possíveis para tentar encontrar o antigo mordomo.Lembrei do momento em que vi o mordomo embarcar naquele voo... E sorri por dentro. Ainda bem.Ele já tinha se dedicado demais a Leonardo por toda a vida. Não merecia passar por esse tipo de inferno na velhice.Desde que Carla
Nos dias que se seguiram, Leonardo expulsou todos os empregados da casa. Cada um deles.Ao redor da câmara de vapor, ele borrifou uma quantidade absurda de spray aromatizante, como se pudesse apagar o cheiro da morte.No rosto, carregava um sorriso satisfeito:— Acha que vai me enojar com mau cheiro e larvas? Impossível!Ao lado, as latas vazias de purificador de ar já se empilhavam como uma montanha. Chegava a me preocupar com a possibilidade de ele morrer intoxicado ali mesmo.Mas, pensando bem... Morrer assim seria um alívio muito grande pra ele.Quanto ao funcionário que ajudou a se livrar do corpo do Dudu? Leonardo o nocauteou e o jogou no porão.E Carla... Foi trancada dentro da própria mansão.Ele acariciava o rosto dela com uma expressão perturbadoramente doce:— Carol, não tenha medo. Assim que eu encontrar a Vitória, você será livre. Eu vou trazê-la até aqui, forçá-la a pedir perdão diante de você. Vou me divorciar dela. E depois... A gente se casa. Você vai me dar um filho i
Depois de tantos dias, meu corpo finalmente voltava à luz do dia. Já não permanecia escondido naquela câmara abafada e sufocante.Lá dentro, meu cadáver estava encolhido, os braços apertados contra o próprio corpo, como se tentar abraçar a si mesma fosse o único jeito de aliviar a dor.A pele havia se tornado pálida, quase branca, cozida até os ossos. O rosto ainda guardava vestígios de uma expressão de dor intensa, mas os olhos...Os olhos estavam ocos. Vagos. Consumidos pelas larvas.Centenas delas, talvez milhares, se contorciam nas narinas, nos ouvidos, como se tivessem sido perturbadas em sua festa silenciosa.Leonardo empalideceu na hora. Deu um passo para trás, apavorado, apertando com força o crucifixo pendurado no pescoço.Tonto, cambaleou, tentando se apoiar em algo... Mas sua mão caiu sobre uma gosma pegajosa.Era um aglomerado de larvas mortas.Como se tivesse levado um choque, ele começou a sacudir a mão em desespero, gritando com a voz tremendo:— Vitória! Você acha que e






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