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Novos amigos

Author: Sah Flor
last update publish date: 2026-07-19 01:06:23

Enquanto íamos a caminho do clube, pude conhecer um pouco mais da turma.

Geórgia, a loira dos olhos azuis, era irmã de Daniel, o marrento que vimos no fliperama. Ele namorava Fanny, uma dessas garotas que parecem modelo. Ela, por sua vez, era irmã de Ivan, o cara mais legal do grupo. Tinha também Alana, uma garota calma e de sorriso largo, que só estava ali porque namorava Ben, um sujeito debochado e engraçado. E, por último, Carl, o caladão. Desde o fliperama, percebi que ele não tinha gostado
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  • Luna    Planos de um futuro

    Os dias com Luna sempre são estranhamente de um jeito bom.Eu e Luna mal nos desgrudávamos. Caminhávamos juntos para a escola, almoçávamos juntos, fazíamos as tarefas juntos e, quando não estávamos juntos, estávamos trocando mensagens. Parecia que o mundo tinha encolhido até caber só nós dois.Na manhã de sexta-feira, enquanto eu preparava o café, ouvi o som de uma caminhonete parando em frente à nossa casa. Rebeca foi até a porta e voltou com um sorriso largo.— Josh… tem alguém aqui pra te ver.Saí da cozinha e me deparei com meu tio Patrick, irmão do meu pai. Alto, cabelo grisalho nas laterais, o mesmo olhar vivo que meu pai tinha.— Tio? — falei, surpreso.Ele me puxou para um abraço forte.— Feliz aniversário atrasado, sobrinho. Vim passar uns dias. Rebeca me contou que você estava se adaptando… e que até tem uma namorada agora.Senti o rosto esquentar.— É… tenho...— Quero conhecer essa menina. Garota de sorte — disse ele.— Eu que tenho sorte em ter ela tio. Ela é incrível.—

  • Luna    Um novo sentido

    Acordei no dia seguinte com um sorriso no rosto.Pela primeira vez em muito tempo, não precisei de despertador. O sol entrava pela janela e, por alguns segundos, fiquei quieto, relembrando tudo.O aniversário, a festa.O “sim” de Luna.E o abraço de Rebeca...Peguei o celular. Já tinha uma mensagem dela que me fez esboçar um sorriso de orelha a orelha.Luna: Bom dia, namorado.Josh: Bom dia, namorada. Ainda acho estranho escrever isso.Luna: Estranho bom?Josh: Muito bom.Sorri sozinho.Fiquei conversando por um tempo com ela, planejando o dia, me despedi e logo segui para a cozinha. Rebeca já estava lá, preparando o café. Quando me viu, ergueu uma sobrancelha.— Olha só quem acordou sorrindo, e nenhum pouco atrasado.— Bom dia — respondi, tentando disfarçar.— Bom dia, meu filho de dezoito anos. Dormiu bem?— Dormi.Ela me entregou uma xícara de café e se apoiou na bancada.— Ontem foi… especial, não foi?Assenti.— Foi.— Eu gostei de te ver você assim. Mais leve. Mais… presente.F

  • Luna    Lembranças e Surpresas

    Acordei com o som do alarme, mas por alguns segundos fiquei parado, encarando o teto, tentando entender se tudo o que tinha acontecido com Luna era real.A lembrança veio em ondas. O toque, os olhares, o jeito como ela pronunciou meu nome.Meu peito apertou e uma sensação quente tomou conta de mim.Era como se o mundo tivesse mudado, e eu ainda estivesse aprendendo a viver dentro dele.Me levantei devagar, ainda com o corpo leve, mas a mente cheia.Cada movimento me trazia de volta aqueles momentos e o quanto eles significaram.Não era só desejo. Era algo maior, mais profundo.E, ao mesmo tempo, havia o medo.O medo de que ela se arrependesse.O medo de que eu tivesse ido longe demais.Olhei meu reflexo no espelho e suspirei.— O que você fez, Josh? — murmurei para mim mesmo, meio rindo, meio nervoso. Mil pensamentos me invadiam naquele momento.Será que ela também estava pensando em mim? Será que estava bem?Peguei o celular e abri o chat. Nenhuma mensagem.Escrevi um “bom dia” e ap

  • Luna    A sós

    No dia seguinte, como sempre, mal consegui me concentrar nas aulas. Cada segundo que passava, meu pensamento se voltava para Luna e para o encontro que tínhamos marcado mais tarde, na casa dela. Seus pais tiveram que viajar novamente com urgência para resolver um problema de família, então teríamos um tempo a sós, sem olhares curiosos ou fofoqueiros.Meu coração acelerava só de imaginar o que poderia acontecer quando estivéssemos sozinhos.Quando o sinal final tocou, meu passo era apressado, mas controlado, para não demonstrar a ansiedade que me consumia. Luna me esperava em frente à casa dela, sorrindo com aquele jeito tímido que sempre me deixava sem fôlego.— Oi, Josh. - Ela disse, —Vim mais cedo pra casa , para me organizar e fazer algum lanche pra nós.— Oi, Luna. - Respondi, tentando soar natural, mas sentindo que minhas mãos suavam.Entramos na casa e ela me conduziu até a sala, onde o ambiente estava aquecido pela luz suave do abajur e pelo cheiro de lavanda que tinha no ambie

  • Luna    Sem Pressa, Sem Regras

    O dia na escola passou rápido, mas meu coração ainda pulsava acelerado cada vez que eu lembrava da conversa com Luna. Ao final das aulas, combinei com ela de nos encontrarmos em um lugar tranquilo antes de voltarmos para casa.Ela me esperava em um pequeno parque próximo à praça central, sentada em um banco com os cabelos soltos e o olhar curioso. Quando me viu, sorriu levemente, e meu peito se aqueceu de imediato.— Oi, Josh — disse ela, levantando-se para me cumprimentar.— Oi, Luna — respondi, tentando parecer calmo, mas com o coração disparado.Caminhamos juntos pelos caminhos arborizados, deixando o parque quase vazio nos cercar com tranquilidade. Conversamos sobre coisas simples no começo como o livro que ela estava lendo, um filme que queria assistir, pequenas histórias do dia a dia. Mas, aos poucos, a conversa se tornou mais profunda, mais próxima.— Sabe, Josh… — ela começou, parando para olhar para o céu —, eu estava pensando sobre ontem, sobre nós.— E? — perguntei, ansios

  • Luna    Algo Novo

    Nos dias que se seguiram, o clima entre mim e Luna parecia mais leve, ainda que carregado de uma certa tensão. Começamos a passar mais tempo juntos, como ela sugeriu. No começo, nossas conversas eram como sempre tinham sido: sobre música, filmes, a escola e nossas famílias. Mas, aos poucos, havia algo novo se infiltrando entre as palavras, um misto de curiosidade e vulnerabilidade que ambos ainda estávamos aprendendo a navegar.Em um fim de tarde, depois da aula, decidimos caminhar juntos até um parque próximo. O sol estava se pondo, tingindo o céu de tons quentes de laranja e rosa, e a brisa fresca ajudava a aliviar o calor do dia. Sentamos em um banco sob uma árvore grande, o som das folhas ao vento preenchendo os momentos de silêncio entre nós.— Você vem aqui com frequência? - perguntei, observando como ela parecia confortável ali.— Não tanto quanto gostaria. - Ela sorriu, olhando para o horizonte. — Gosto do silêncio, sabe? Dá pra pensar melhor aqui.Assenti, sem dizer nada. Por

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