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CAPÍTULO 53

Author: Euridce
last update publish date: 2026-09-18 23:38:04

A tempestade começou no fim da tarde.

Primeiro vieram algumas nuvens escuras sobre a cidade.

Depois, o vento.

As árvores começaram a se curvar, as pessoas aceleraram o passo nas ruas e os funcionários do hotel correram para fechar algumas áreas externas.

Beth estava em seu escritório, diante da janela, observando o céu transformar-se rapidamente.

Havia algo naquela tempestade que combinava perfeitamente com o que ela sentia.

Tudo parecia prestes a desabar.

Desde a ameaça recebid
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  • MARIDOS DE ALUGUEL    CAPÍTULO 76

    Beth não conseguiu dormir naquela noite. A fotografia continuava sobre a mesa. Marcelo. Adrian. André. Os três juntos. Os três homens que, de alguma maneira, estavam ligados aos acontecimentos que haviam transformado a vida das seis pessoas em um labirinto de segredos, ameaças e documentos antigos. Mas havia uma coisa que incomodava Beth mais do que tudo. Marcelo estava de volta. Não apenas como uma lembrança. Não apenas como o homem que um dia ela amou. Ele estava tentando entrar novamente em sua vida. E, dessa vez, ela não sabia o que ele queria. Às seis da manhã, Beth levantou-se. Foi até a janela e ficou observando a cidade acordar. Durante anos, acreditara que havia conseguido deixar Marcelo para trás. Acreditara que a dor do noivado terminado seria apenas uma cicatriz. Mas algumas feridas não desapareciam. Elas apenas aprendiam a ficar silenciosas. Beth fechou os olhos. Lembrou-se da noite em que descobrira a traição. Lembrou-se do vesti

  • MARIDOS DE ALUGUEL    CAPÍTULO 75

    Naquela tarde, os seis foram até o antigo terreno. Era um espaço vazio, cercado por muros. Beth ficou parada diante do portão. — Passei tantos anos vindo aqui. Igor ficou ao lado dela. — Você está bem? — Não sei. Ela olhou para o terreno. — Meu pai morreu acreditando que esse lugar era apenas uma lembrança. Lisa abriu a planta. — Tecnicamente, a sala deveria estar aqui. Ela caminhou alguns metros. — Aproximadamente nesta área. Max observava tudo. — Tem alguma coisa diferente no chão. Lisa se aproximou. — Sim. Ela ajoelhou-se. Passou a mão sobre a terra. — A compactação é diferente. Daniel perguntou: — Isso significa o quê? — Significa que alguém mexeu aqui. Igor pegou uma pequena ferramenta que havia trazido. — Devemos cavar? Lisa hesitou. — Não sem autorização. Beth respondeu: — O terreno é meu. Lisa olhou para ela. — Então vamos fazer isso corretamente. Depois de algumas horas, conseguiram autorização para uma pequena inv

  • MARIDOS DE ALUGUEL    CAPÍTULO 74

    Naquele momento, o telefone de Daniel tocou. Era Max. — Estamos indo para a casa de vocês — disse Max assim que Daniel atendeu. — Encontramos alguma coisa — respondeu Daniel. — Nós também. — A carta? Max ficou em silêncio. — Você sabe? — Lizzy contou. — Aquela mensagem dizendo para não confiar em ninguém? — Sim. Daniel olhou para Lisa. — Venham logo. Pouco depois, Max, Lizzy, Igor e Beth chegaram. Todos estavam tensos. Lizzy colocou a carta sobre a mesa. — Encontramos isso dentro da pasta que Alessandro nos entregou. Beth leu. Seu rosto mudou. — "Não confie em ninguém dos seis." Igor imediatamente perguntou: — Isso inclui nós? Ninguém respondeu. Daniel cruzou os braços. — Talvez seja exatamente isso que quem está por trás disso quer. — Criar desconfiança? — perguntou Beth. — Sim. Lisa colocou seus documentos sobre a mesa. — E talvez exista uma razão para isso. Max olhou para ela. — O que descobriu? Lisa mostrou os registr

  • MARIDOS DE ALUGUEL    CAPÍTULO 73

    Quando chegaram em casa, Lizzy abriu novamente a pasta. Entre os documentos havia uma carta antiga. Ela não havia percebido antes. O envelope tinha seu nome. Elizabeth Adams. Ela abriu. A carta começava com uma frase: "Se você está lendo isto, significa que o acordo entre nossas famílias finalmente foi quebrado." Lizzy congelou. Max aproximou-se. — O que diz? Ela continuou lendo. Seu rosto ficou cada vez mais pálido. Até chegar à última linha. Então levantou os olhos. — Max. — O quê? Ela entregou a carta. Ele leu. E ficou completamente imóvel. Porque a última frase dizia: "Não confie em ninguém dos seis." Max olhou para Lizzy. Pela primeira vez desde que se conheceram, uma dúvida atravessou os dois. Não sobre o amor. Mas sobre quem, entre aquelas pessoas, estava escondendo a verdade. E, naquela noite, o convite inesperado deixou de ser apenas uma porta para o passado. Tornou-se o começo de uma desconfiança que poderia colocar os seis uns contra os outros.**

  • MARIDOS DE ALUGUEL    CAPÍTULO 78

    Ele se aproximou. — Você está sendo influenciada por essas pessoas. Igor deu um passo à frente. — Cuidado. Beth tocou o braço dele. — Não. Ela queria responder sozinha. Olhou diretamente para Marcelo. — Você teve uma oportunidade. — Posso ter outra. — Não. — Beth... — Eu amei você. Marcelo ficou em silêncio. — Amei de verdade — continuou ela. — E talvez essa seja a parte mais dolorosa. Porque eu teria feito qualquer coisa por nós. Os olhos dela ficaram marejados. — Mas você escolheu outra pessoa. Marcelo abaixou a cabeça. — Eu errei. — Sim. — Posso consertar. — Não comigo. Marcelo aproximou-se mais. — Então vai escolher esse homem? Beth olhou para Igor. Ele não a pressionou. Não disse nada. Apenas estendeu a mão. Ela segurou. — Eu escolho a mim primeiro. Marcelo ficou surpreso. Beth continuou: — E escolho quem respeita a mulher que estou me tornando. Igor apertou sua mão. — Beth... Ela olhou para ele. — Não preci

  • MARIDOS DE ALUGUEL    CAPÍTULO 72

    Lizzy sentou-se. — Então vamos direto ao ponto. Alessandro gostou da atitude. — A senhora é exatamente como disseram. — Como disseram? — Direta. Max sentou-se ao lado dela. — Quem falou sobre ela? Alessandro não respondeu. Em vez disso, colocou uma pasta sobre a mesa. — Isto pertenceu ao seu avô. Lizzy ficou imóvel. — Meu avô? Ela abriu. Dentro havia documentos antigos. Fotografias. Cartas. Contratos. E uma imagem de um homem que ela reconheceu imediatamente. Seu avô. Mas havia outra pessoa na fotografia. Um homem jovem. Max aproximou-se. Seu rosto mudou. — Meu pai. Lizzy olhou para ele. — Seu pai conhecia meu avô? Max assentiu lentamente. — Parece que sim. Alessandro respondeu: — Eles não apenas se conheciam. Ele abriu um documento. — Eram sócios. Lizzy ficou chocada. — Isso é impossível. — Não é. — Minha família nunca falou sobre isso. — Porque houve uma razão para esconder. Max pegou o documento. — O que

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