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CAPÍTULO 8

Penulis: Joss Austen
last update Tanggal publikasi: 2025-10-21 03:43:03

Narrado por Henrique

Quando Anita entrou na sala do delegado, Ivan olhou para mim. Sabia que não era necessário eu acompanhá-la, mas ainda assim entrei.

Ao notar o olhar intenso e fascinado de Ivan para Anita, não me arrependi da minha decisão. Ele estava claramente encantado com sua meiguice, e eu sabia que só não tinha tentado algo com ela por estar em serviço e por acreditar que ela fosse menor — afinal, conhecia o garanhão que era meu parceiro.

Ele pediu que Anita se sentasse, e era pe
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  • MEU DELEGADO PROTETOR    CAPÍTULO 58

    Narrado por Yuri O aeroporto de Guarulhos era um caos de pessoas, malas e sons. Eu odiava isso. Odiava a imperfeição. Odiava o Brasil. Já tinha vindo aqui algumas vezes a trabalho, mas nunca permanecia mais que alguns dias. Era um país simplesmente insuportável. Mas estava aqui. Pela minha filha. Pela minha esposa. E eu as teria novamente. Afinal, agora podia dizer que Anita estava bem mais estável. Poderíamos finalmente ser uma família feliz. Já que ela tinha uma filha minha, inventaria qualquer coisa. Mas teria Anita novamente comigo, junto com minha filha. — Senhor Ryang — meu advogado, Dr. Park, apareceu ao meu lado. — A comitiva está pronta. Temos os documentos. Temos os contatos. Mas… — Mas o quê? — A situação é mais complicada do que pensávamos. Aquele delegado… ele é bem conectado. Contratou uma firma de advocacia muito poderosa. A Mendonça & Associados. Meu sangue ferveu. Mas minha expressão não mudou. — Mendonça. Nunca ouvi falar. — É uma firma brasileira, mas com fi

  • MEU DELEGADO PROTETOR    CAPÍTULO 57

    Narrado por Yuri Há duas semanas atrás… O escritório em Seul era um reflexo perfeito de quem eu era: mármore frio, linhas retas, nenhuma imperfeição. Assim como eu. Assim como tudo que eu construí. Meu celular vibrou sobre a mesa de vidro. O nome na tela era de um dos meus informantes no Brasil. — Fale. — Senhor Ryang, temos novidades. A situação mudou. Inclinei-me para frente na cadeira de couro. Meus dedos tamborilaram uma vez. Um único toque. Preciso. — Explique. — O avô dela, Ninho Jeong, está no Brasil. E… ele mudou de lado. Está apoiando Anita. E há um homem. Além disso.. há um delegado. Henrique Macedo. Ele está… envolvido com ela. Ambos estão tendo um caso. O silêncio que se seguiu foi absoluto. Não houve grito. Não houve explosão. Isso seria vulgar. Isso seria extremamente medíocre. Eu não era medíocre. Eu era Yuri Ryang. Um sorriso lento, gélido, curvou meus lábios. Não era um sorriso de alegria. Era um sorriso de cálculo. De um predador que acabou de identificar

  • MEU DELEGADO PROTETOR    CAPÍTULO 56

    Narrado por Henrique Saímos do galpão, mas infelizmente não podia seguir com a Anita como falei. Ainda tinha que resolver o problema com Madalena. E um outro problema que precisava ser resolvido o quanto antes. "Yuri." Peguei meu celular. Disquei um número que não gostava de discar, mas que estava virando uma constante, depois da entrada de Anita em minha vida. — Júlio. Sou eu. Silêncio do outro lado. — Henrique? — A voz da pessoa do outro lado estava carregada de surpresa. — Você está… bem? — Não. E preciso da sua firma para algo de extrema importância. — Minha firma? Para quê? — Para o caso mais importante da sua vida. Você vai me ouvir. E vai aceitar. — Fechei os olhos, sentindo o gosto amargo das palavras. — Ou eu entro com uma ação para reivindicar o que é meu. E os seus cinquenta por cento congelam. Você não pode comprar minha parte sem meu acordo. — Você está me chantageando? — A voz dele subiu de tom. — Seu… — Sim. Estou. — Minha voz não vacilou. — E não me importa o

  • MEU DELEGADO PROTETOR    CAPÍTULO 55

    Narrado por HenriqueA zona leste de São Paulo era um labirinto de galpões abandonados, ruas sem saída e becos escuros. O tipo de lugar onde o mundo esquecia que havia lei.O tipo de lugar que eu odiava, mas também era exatamente o tipo de lugar perfeito para encurralar ratos.— Alfa, posição — ordenei pelo rádio.— Alfa posicionado. Vista do galpão 47 desobstruída. Dois suspeitos na entrada.— Bravo?— Bravo na cobertura. Sem movimento nas laterais.— Snipers?— Sniper um, pronto.— Sniper dois, pronto.Respirei fundo. Sabia que não poderia estar usando a minha equipe para aquela ação pessoal, mas se não tivesse a chance de salvar a minha garota e sua filha, eu não era digno de ser um delegado. Era o que eu pensava naquele momento. Suspirei e olhei novamente para o galpão. A chuva havia voltado, uma garoa fina que transformava o chão em lama. Cada passo era um ato de vontade.— Santos, me dê o mapa.Ele estendeu o tablet. As amizades que eu havia construído com pessoas específicas me

  • MEU DELEGADO PROTETOR    CAPÍTULO 54

    Narrado por Henrique O carro cortava a noite da zona leste em alta velocidade, os pneus cantando no asfalto molhado pela chuva fina que teimava em cair. Ivan estava ao meu lado, verificando o mapa no tablet, enquanto eu mantinha os olhos fixos na estrada. — A emboscada foi limpa — ele disse, sua voz carregada de tensão. — Três mortos e dois feridos. Nenhum dos nossos. — Bom. — Minha voz saiu seca, metálica. Não havia espaço para emoção agora. Apenas cálculo. — E o Pivô? — Não estava lá. Era isca. Maldição. O galpão que havíamos invadido naquela noite tinha sido um banho de sangue. Quando chegamos com a E.I.E., já sabíamos que algo estava errado. Os homens que encontraram não eram traficantes de baixo escalão. Eram mercenários. Profissionais. E isso significava apenas uma coisa: alguém com muito dinheiro e muita influência estava por trás daquilo. A troca de tiros foi brutal. Eles atiraram primeiro, sem hesitação. Nós revidamos com a precisão que anos de treinamento nos de

  • MEU DELEGADO PROTETOR    CAPÍTULO 53

    Narrado por AnitaA manhã chegou cedo, e com ela, a partida de Henrique. Ele me beijou a testa antes de sair, seus olhos ainda carregados da ternura da noite anterior, mas já assumindo a frieza do delegado.— Vou para a delegacia. Ivan tem novidades sobre possíveis esconderijos do Pivô. Se conseguirmos chegar às pessoas ligadas a ele, podemos descobrir onde está.— Toma cuidado — eu disse, segurando a lapela do seu casaco. — E me avisa se não puder almoçar.— Vou avisar, coisinha pequena. Prometo.Ele saiu, e eu fiquei observando a porta se fechar, meu coração dividido entre o medo e o orgulho. Meu delegado. Meu protetor. Cuidadoso até nos silêncios.Eu, por outro lado, teria que ir para a comunidade. Ainda estava me arrumando e me preparando para levar Shun-he ao colégio quando meu celular vibrou. Era ele novamente.— Anita, não vou conseguir voltar para almoçar. Ivan e eu estamos seguindo uma pista. Um dos contatos do Pivô pode estar em um galpão na zona norte. Vamos verificar.— He

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