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CAPÍTULO 61

작가: Joss Austen
last update 게시일: 2026-11-03 18:15:41

Narrado por Anita

A carta chegou na manhã seguinte. Não pelo correio convencional, mas entregue por um motoboy que disse ter sido contratado por um "coreano" bem vestido que pagou generosamente pelo serviço. O envelope era branco, impecável, sem remetente. Dentro, um único papel dobrado com uma caligrafia coreana, fria e elegante.

"Cheguei, Anita. Para reivindicar meus direitos que por muito tempo você escondeu de mim. Shun-he é linda. Espero que entenda que não vai demorar a nos vermos. Beijos
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    Narrado por HenriqueA viagem de volta ao apartamento foi um borrão. Eu dirigia com os olhos fixos na estrada, mas minha mente estava em outro lugar. Os pulsos vermelhos de Anita, as marcas dos dedos daquele maldito professor em sua pele, a forma como ela tremia de raiva e medo contida. Se não fosse todo o meu treinamento, todo o controle que eu havia cultivado ao longo de anos, eu teria voltado e quebrado cada osso daquele homem.Quando chegamos, eu a conduzi diretamente para o sofá. Sentei-me e puxei-a para o meu colo, pegando o unguento que havia comprado a caminho, em uma farmácia do bairro, para passar nos pulsos dela.— Ai… devagar, Henrique — ela sussurrou, seu rosto contraindo-se de dor.— Desculpa, linda. Eu sei que dói. Mas vai passar.Ela me olhou com aqueles olhos castanhos que me desarmavam completamente.— Vai sim. Com você cuidando de mim assim, eu me sinto igual uma criancinha.Eu sorri, um sorriso pequeno e genuíno, e a beijei docemente. A pequena estava no quarto, es

  • MEU DELEGADO PROTETOR    CAPÍTULO 62

    Narrado por Henrique Eu havia saído mais cedo da delegacia, deixando Ivan no meu lugar. A manhã tinha sido produtiva, mas a verdadeira razão pela qual eu estava ansioso para terminar o expediente era simples: eu queria surpreender Anita. Levá-la para almoçar em um bom restaurante, longe da comunidade, longe das preocupações. Só nós dois. Estacionei o carro a uma quadra do colégio, verificando o relógio. Ela sairia em alguns minutos. Meus seguranças, discretos como sempre, estavam posicionados nas imediações. Eu estava relaxado pela primeira vez em dias. Foi quando um deles se aproximou, seu rosto tenso. — Senhor, algo está acontecendo no colégio. A professora Anita foi chamada a entrar na sala do diretor. Parece que houve uma confusão. Meu corpo reagiu antes que minha mente processasse completamente. Saí do carro e corri. Os seguranças me seguiram, mas eu não precisava deles. Eu conhecia o caminho de cor. Entrei no colégio como uma tempestade. Os alunos abriram caminho, seus rost

  • MEU DELEGADO PROTETOR    CAPÍTULO 61

    Narrado por AnitaA carta chegou na manhã seguinte. Não pelo correio convencional, mas entregue por um motoboy que disse ter sido contratado por um "coreano" bem vestido que pagou generosamente pelo serviço. O envelope era branco, impecável, sem remetente. Dentro, um único papel dobrado com uma caligrafia coreana, fria e elegante."Cheguei, Anita. Para reivindicar meus direitos que por muito tempo você escondeu de mim. Shun-he é linda. Espero que entenda que não vai demorar a nos vermos. Beijos para a pequena."Meu sangue congelou. Ele não apenas sabia onde eu estava. Ele sabia o endereço de Henrique. O apartamento que deveria ser nosso refúgio seguro. Yuri estava mostrando seu poder, sua capacidade de descobrir tudo, de chegar a qualquer lugar.Li o bilhete três vezes, meu cérebro se recusando a processar completamente. O medo que senti não era como o pânico que Pivô me causara. Aquele era um medo agudo, pontiagudo, de perigo físico iminente. Este era diferente. Era um medo profundo,

  • MEU DELEGADO PROTETOR    CAPÍTULO 60

    Narrado por Anita O rosto de Henrique não mudou, mas eu vi a tensão em seus ombros. — Eu sei. — Você sabe? — Estou monitorando. Desde que descobri que ele estava planejando vir. — Por que não me contou? — Porque não queria te assustar. — Ele se aproximou, sentando-se ao meu lado. — Mas agora que você sabe, precisamos conversar sobre o que fazer. — Henrique, ele vai tentar me processar. Vai tentar tirar a Shun-he de mim. Ele tem documentos falsos, laudos médicos que ele mesmo forjou. Na Coreia, ele tem poder. Tem influência. E eu… eu sou apenas uma nada diante dele. — Você não é "apenas" nada. — A voz dele era firme. — Você é a mãe dela. Você é a mulher que eu amo. E você não está sozinha. — Mas eu ainda sou casada com ele. Legalmente. Isso me enfraquece. — Não no Brasil. — Ele pegou minhas mãos. — Aqui, as leis são diferentes. Aqui, você tem direitos. E você terá advogados, os melhores que eu puder pagar. E você sempre terá a mim. — Eu sei. Mas tenho medo, Henriqu

  • MEU DELEGADO PROTETOR    CAPÍTULO 59

    Narrado por AnitaQuando Henrique entrou no apartamento, Shun-he já havia acordado do cochilo. Ela correu para ele, abraçando suas pernas com a força de quem não o via há semanas.— Tio Henrique! Você voltou!— Voltei, princesa. — Ele falou, beijando sua testa. — Como você está?— Estou bem! A mamãe fez bolinho de chuva!Ele olhou para mim, por cima da cabeça de Shun-he. Havia cansaço em seus olhos. Havia peso. Mas havia algo mais. Algo que me fez corar. Henrique sempre teve fome de mim – do meu corpo, dos meus lábios, dos meus gemidos. Mas não era só fome sexual. Era fome da minha presença. De estar comigo. E com tudo que eu amava.Tanto que Henrique havia criado uma amizade incrível com o povo da Madalena. Bom, com as pessoas que realmente eram cidadãos de bem. Ele só não tinha mais espaço porque era um delegado, e pelo risco de se tornar alvo fácil. Mas ele impunha sua presença de modo amigável. Sua proteção era Madalena. E com respeito à nossa família, Henrique simplesmente se tor

  • MEU DELEGADO PROTETOR    CAPÍTULO 58

    Narrado por Yuri O aeroporto de Guarulhos era um caos de pessoas, malas e sons. Eu odiava isso. Odiava a imperfeição. Odiava o Brasil. Já tinha vindo aqui algumas vezes a trabalho, mas nunca permanecia mais que alguns dias. Era um país simplesmente insuportável. Mas estava aqui. Pela minha filha. Pela minha esposa. E eu as teria novamente. Afinal, agora podia dizer que Anita estava bem mais estável. Poderíamos finalmente ser uma família feliz. Já que ela tinha uma filha minha, inventaria qualquer coisa. Mas teria Anita novamente comigo, junto com minha filha. — Senhor Ryang — meu advogado, Dr. Park, apareceu ao meu lado. — A comitiva está pronta. Temos os documentos. Temos os contatos. Mas… — Mas o quê? — A situação é mais complicada do que pensávamos. Aquele delegado… ele é bem conectado. Contratou uma firma de advocacia muito poderosa. A Mendonça & Associados. Meu sangue ferveu. Mas minha expressão não mudou. — Mendonça. Nunca ouvi falar. — É uma firma brasileira, mas com fi

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