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CAPÍTULO 13

Author: Ara Pereira
last update publish date: 2026-10-14 01:38:50

Dei uma risada curta, e fiquei me perguntando por que, depois de semanas tentando esquecer uma desconhecida, eu estava prestes a começar outra busca sem qualquer garantia de que encontraria alguma coisa.

Talvez eu simplesmente precisasse de uma distração.

Uma mulher bonita, uma conversa interessante e algumas horas agradáveis pareciam uma alternativa bastante razoável à minha atual obsessão, e eu não via motivo para transformar aquilo em algo mais complicado do que precisava ser.

Pelo menos foi
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  • MEU PADRASTO OBSESSIVO   CAPÍTULO 18

    Quando cheguei ao corredor que dava acesso aos banheiros, a encontrei perto de uma pequena porta lateral, aparentemente esperando por mim.Ela cruzou os braços e abriu aquele sorriso que eu já começava a reconhecer como um sinal de que minha paciência seria testada.— O que você faz aqui? Está me seguindo?Soltei uma risada curta.— Como eu seguiria alguém que nem sequer se deu ao trabalho de deixar o endereço depois de ter gemido no meu ouvido como se estivesse em um espetáculo?Ela inclinou a cabeça, sem demonstrar o menor constrangimento.— Você está magoado? Estava esperando um "bom dia, meu amor."A audácia daquela mulher era impressionante.— Não. Mas também não estava esperando encontrar você com outro homem três dias depois de ter passado a noite comigo.Kaila deu de ombros.— Eu falei que gostava de curtir a vida.— E eu também gosto. Tudo bem, aproveitei bastante esses três dias e pretendo continuar fazendo isso.Ela fechou a expressão.Foi rápido, mas percebi que minhas pal

  • MEU PADRASTO OBSESSIVO   CAPÍTULO 17

    Eu até tentei agir como um homem maduro e aceitar que havia encontrado uma versão feminina de mim mesmo, alguém que, assim como eu, gostava de aproveitar o momento sem criar expectativas. Kaila tinha deixado claro, mesmo sem precisar dizer muita coisa, que não estava interessada em prolongar nossa aventura, e eu deveria simplesmente aceitar aquilo, afinal, não tinha o direito de cobrar de uma mulher uma postura diferente daquela que eu mesmo costumava ter.Não iria me enfiar em outra obsessão descabida apenas porque meu ego não havia gostado de ser dispensado.Eu tinha trinta anos, uma carreira consolidada, dinheiro suficiente para aproveitar a vida e, principalmente, experiência bastante para saber que nem toda mulher que passava pela minha cama precisava permanecer na minha vida. Era uma regra que eu mesmo havia estabelecido havia muito tempo, então seria bastante hipócrita da minha parte reclamar quando alguém decidisse seguir o mesmo princípio comigo.Nos dias seguintes, fiz exata

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    Aquilo me chamou atenção porque não era exatamente o comportamento ao qual eu estava acostumado. As mulheres com quem eu costumava sair geralmente demonstravam interesse em prolongar a companhia, algumas procuravam uma desculpa para passar mais tempo comigo, outras mandavam mensagens assim que chegavam em casa e havia até aquelas que pareciam acreditar que uma noite agradável significava automaticamente a possibilidade de um relacionamento.Kaila não parecia interessada em nenhuma dessas coisas.E, curiosamente, aquilo me incomodou.Procurei algum bilhete sobre a mesa de cabeceira, no criado-mudo e perto das minhas roupas, porque, por algum motivo, lembrei imediatamente daquelas cenas de filmes românticos em que alguém deixa uma mensagem engraçada antes de desaparecer, mas não havia absolutamente nada. Nenhuma explicação, nenhuma despedida e nem mesmo um comentário sobre a noite anterior, era quase ofensivo, ou talvez eu estivesse simplesmente descobrindo que não gostava tanto quanto

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    Estar com uma mulher mais velha sempre tinha sido uma experiência interessante para mim, principalmente porque, geralmente, elas sabiam exatamente o que queriam e não tinham muita paciência para joguinhos desnecessários, mas Kaila parecia pertencer a uma categoria completamente diferente, porque sua experiência ultrapassava qualquer expectativa que eu pudesse ter criado antes daquela noite.Eu já tinha conhecido mulheres ousadas, mulheres que gostavam de tomar a iniciativa e outras que faziam questão de demonstrar que sabiam muito bem como conduzir uma noite, mas Kaila parecia determinada a transformar cada minuto em uma espécie de espetáculo particular. Havia uma criatividade quase acrobática em tudo o que fazia, e, em determinado momento, cheguei a me perguntar se estava realmente vivendo uma experiência íntima ou participando de uma competição na qual ninguém havia me explicado as regras. Eu nem sequer sabia que determinadas posições eram fisicamente possíveis, e confesso que houv

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    Talvez eu precisasse admitir que esquecer aquela garota era mais difícil do que imaginei. — Você sempre pede o número das mulheres dessa maneira? A mulher perguntou, me tirando dos pensamentos. Recuperei o sorriso e inclinei levemente a cabeça. — Só quando acho que vale a pena correr o risco de passar vergonha. Ela riu, e eu senti novamente aquela estranha familiaridade. — Pelo menos é sincero. — Tento ser. Facilita bastante quando a outra pessoa resolve me dar um fora. — E você está acostumado a levar foras? — Não o suficiente para desenvolver imunidade, infelizmente. Ela voltou a sorrir, e, dessa vez, não tentei disfarçar o quanto gostei de ver aquela expressão em seu rosto. Eu havia viajado milhares de quilômetros para esquecer uma mulher que não conseguia tirar da cabeça e, agora, estava diante de outra que, por algum motivo, fazia aquela lembrança parecer um pouco menos distante. Talvez fosse apenas coincidência. Talvez fosse somente atração. Mas, quando ela finalm

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    Dei uma risada curta, e fiquei me perguntando por que, depois de semanas tentando esquecer uma desconhecida, eu estava prestes a começar outra busca sem qualquer garantia de que encontraria alguma coisa.Talvez eu simplesmente precisasse de uma distração.Uma mulher bonita, uma conversa interessante e algumas horas agradáveis pareciam uma alternativa bastante razoável à minha atual obsessão, e eu não via motivo para transformar aquilo em algo mais complicado do que precisava ser.Pelo menos foi o que tentei acreditar.Comecei meus exercícios, mas minha concentração estava longe de ser exemplar, porque, a cada poucos minutos, meus olhos se desviavam para a entrada, esperando encontrar aquela figura que havia chamado minha atenção no dia anterior. Tentei me convencer de que estava apenas sendo paciente, embora até eu soubesse que aquilo não passava de uma maneira elegante de admitir que estava esperando por alguém.O tempo passou, e nada.Continuei treinando, aumentei a carga de alguns

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