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CAPITULO 55

last update publish date: 2026-10-29 03:41:15

LUKE AMAROK

Acordo antes que as luzes acendam,o instinto do lobo não me dá trégua nem dormindo.

Viro a cabeça devagar no futon. Caim está deitado entre mim e Hunter, o rosto virado para o meu lado, os cabelos pretos espalhados pelas costas finas. A pele de oliva está corada de febre. A respiração, calma.

Então ele abre os olhos.

E eu paro de respirar.

Aquele olhar não é do Caim.

Caim desvia os olhos quando é pego olhando. Se encolhe. Pede desculpa com o corpo antes de abrir a boca. Já esse aqu
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  • Matriz Ômega   CAPITULO 57

    CAIM LEEJá se passaram quatro semanas desde que meu cio terminou e nós três finalmente deixamos de fingir que não sentíamos nada uns pelos outros. Às vezes, quando penso em tudo o que aconteceu desde que fui trazido para este lugar, tenho dificuldade em acreditar que ainda sou a mesma pessoa.Antes, eu tinha medo de dormir. Medo de acordar. Medo dos guardas, e principalmente, dos dois homens enormes com quem me obrigaram a dividir uma cela.Hoje, a ideia de acordar e não encontrar nenhum deles ao meu lado me assusta muito mais.É estranho pensar nisso. Estamos presos em um laboratório clandestino, cercados por pessoas que nos tratam como animais, e mesmo assim conseguimos construir alguma coisa que se parece com um lar. Um lar bastante miserável, é verdade.Temos paredes de concreto, uma privada que vive entupindo, comida que parece ter sido preparada por alguém que odeia a humanidade e dois futons velhos que juntamos para formar uma cama.Mas temos uns aos outros.E por enquanto, isso

  • Matriz Ômega   CAPITULO 56

    HUNTER Eu me sento com as costas na parede e fico olhando.A cela inteira cheira a eles, e meu pau, que não entendeu nada da situação, está duro e pulsando contra a minha barriga, mas o peito tem aquele aperto frio de sempre.Denali está sobre o Yīng Yuè. A boca no pescoço do ômega, os quadris se movendo devagar, e o Yīng Yuè embaixo, a garganta exposta, gemendo cada vez que o lobo morde.E então Denali vira a cabeça, me olhando nos olhos com aqueles olhos dourados de lobo, fazendo meu corpo estremecer.— Você também, leão — ele diz.— Quê?— Você me ouviu.— Tô de boa aqui — resmungo, e a minha própria voz me entrega.— Tá de boa com o pau melando a barriga? — ele ri, curto, pelo nariz.Ele se levanta deixando o ômega resmungando, e caminha em minha direção estendendo a mão, me puxando contra ele.O corpo dele é quente e duro contra o meu, e antes que eu processe qualquer coisa a boca do Denali está na minha.Não é beijo de Luke. O lobo me beija como quem tem pressa. Morde meu lábio

  • Matriz Ômega   CAPITULO 55

    LUKE AMAROKAcordo antes que as luzes acendam,o instinto do lobo não me dá trégua nem dormindo.Viro a cabeça devagar no futon. Caim está deitado entre mim e Hunter, o rosto virado para o meu lado, os cabelos pretos espalhados pelas costas finas. A pele de oliva está corada de febre. A respiração, calma.Então ele abre os olhos.E eu paro de respirar.Aquele olhar não é do Caim. Caim desvia os olhos quando é pego olhando. Se encolhe. Pede desculpa com o corpo antes de abrir a boca. Já esse aqui me olha de frente, sem piscar, com uma ousadia que faz o meu pau endurecer na hora — um sorriso pequeno e atrevido puxando o canto da boca.— Bom dia, alfa.A voz é a mesma. O timbre é o mesmo. O jeito é outro.— Você não é o Caim — eu digo.Ele se senta devagar, esticando os braços acima da cabeça como se a cela fosse a casa dele. Os olhos castanhos e estreitos passam por mim, me medindo dos pés à cabeça, sem nenhuma vergonha.— Você é o lobo dele — eu falo.O sorriso se abre de verdade.— Yī

  • Matriz Ômega   CAPITULO 54

    Não consigo responder. Hunter me puxa de volta pelo cabelo, tomando a minha boca outra vez, e agora ele não é mais devagar. Me beija com urgência, mordendo o meu lábio, sugando a minha língua, e as mãos descem pelo meu peito.Dou um grito pequeno quando sinto as mãos do Luke abrindo a minha bunda, os dedos grandes me separando, e depois a língua dele quente e molhada,encostando na minha entrada.O grito sai abafado pela boca de Hunter.Luke me lambe devagar. Passa a língua de baixo para cima, circula a entrada, volta a enfiar, e eu me desfaço. A entrada está tão molhada que a língua dele desliza sem esforço, e cada toque faz mais líquido escorrer. Inclino o quadril para trás, instintivo, querendo mais, enquanto agarro os ombros de Hunter para não cair.— Ah — escapa de mim. — Luke...Ele responde com um rosnado baixo contra a minha pele, e o som reverbera dentro de mim.Hunter não me dá trégua.Os dedos dele descem até os meus mamilos e brincam com eles, girando, apertando de leve, e

  • Matriz Ômega   CAPITULO 53

    CAIM LEENão sei o momento exato em que eu dormi. A última coisa que me lembro foi de Hunter contando um pouco do horror que é a história da vida dele— a mãe que ele mal chegou a conhecer, os choques no porão. Depois disso, o cansaço foi maior do que eu, e acabei caindo no sono.Quando abro os olhos, está tudo escuro.Tateio o futon ao meu lado sentindo o espaço vazio e frio . Não tem ninguém ali comigo. Estico a mão pro lado, procurando o calor dos alfas , mas não acho nada.— Onde vocês estão? — minha voz sai rouca, fina, engolida pela escuridão.Ninguém responde.Me sento com cuidado, e o movimento faz o teto girar por um segundo. Encosto a mão na parede até passar. O ar da cela está espesso, quente, grudento, e demora um instante até eu entender que aquele cheiro denso que impregna tudo é meu. É o meu próprio cio impregnado nas paredes, no tecido, na minha pele suada.A febre não passou. Piorou.E tem mais. Tem um vazio latejando no fundo da minha barriga, uma umidade escorrendo p

  • Matriz Ômega   CAPITULO 52

    HUNTEROs treinos começavam antes de acenderem as luzes e só terminavam muito depois do toque de recolher. E não era treino normal, não. Era no porão, lá no subsolo, um lugar escuro, manchado de sangue seco, que fedia a ferro e pólvora.Eu tinha doze anos quando me jogaram na arena pela primeira vez. Do outro lado, um garoto de dezoito. Instável, drogado, faminto por carne. Não me deram arma, não me deram instrução. Só abriram a porta e disseram: "Sobreviva ou morra."O garoto veio pra cima rosnando. E eu congelei. Lembro disso, de não conseguir mover um músculo. Ele me acertou primeiro com um soco na boca que abriu meu lábio e me jogou no chão. O gosto de sangue na língua... porra, eu lembro como se fosse ontem. Mas foi justamente esse gosto que acordou o leão dentro de mim.Alguma coisa estalou na minha cabeça. Foi instinto puro, animal, selvagem. Eu me transformei. Não inteiro, mas o suficiente. As garras saíram das pontas dos dedos, os dentes afiaram, os músculos incharam de adren

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