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Capítulo 6

Autor: Sansa
Cheguei à porta do apartamento branco.

De repente, a porta do banheiro se abriu.

Levantei os olhos e vi Mateus usando apenas um roupão.

O cabelo ainda estava molhado, e gotas de água desciam pela testa, percorriam a clavícula e desapareciam pela abertura da roupa.

Nossos olhares se encontraram.

Os lábios dele pareciam mais vermelhos do que de costume, e havia um brilho indecifrável no fundo dos olhos.

— O que você veio fazer aqui?

Meu olhar parou na pele clara do peito dele, parcialmente à mostra, e meu coração disparou.

— Eu... trouxe uns lanches para você.

— Tá bom.

Mateus sentou no sofá.

O roupão estava folgado e meio aberto, mas ele não pareceu se importar.

Simplesmente começou a comer o que eu tinha comprado.

Eu evitava olhar para o peito dele, com medo de perder o controle e acabar fazendo alguma besteira.

Minha garganta ficou seca.

Peguei o primeiro copo que encontrei sobre a mesa e virei tudo de uma vez.

A expressão de Mateus mudou.

Ele levantou a mão para tentar impedir, mas já era tarde demais.

Passei a língua pelos lábios.

Tinha gosto de pêssego. Era doce e até bem gostoso.

Uma expressão de impotência surgiu nos olhos dele.

— O que você acabou de beber era álcool...

Arregalei os olhos.

— Álcool? Mas é tão gostoso. Tem mais?

— Não.

— Ah, que pena.

Pouco tempo depois, tudo diante de mim começou a ficar embaçado.

Mateus se levantou.

— Vou levar você de volta.

Meu olhar parou nos lábios avermelhados dele.

Dessa vez, nem tentei disfarçar.

Fiquei encarando sem o menor pudor.

Depois de todo aquele tempo, minha tentativa de conquistar Mateus ainda não tinha avançado em nada.

E, como o sistema continuava fora do ar, eu nem conseguia verificar o nível de afinidade dele comigo.

Será que ainda estava em zero?

Eu precisava acelerar as coisas.

O jogo durava apenas dois meses.

O prazo já estava quase no fim, e eu ainda não tinha conquistado ele.

Nesse ritmo, o jogo terminaria antes que eu pudesse ganhar o prêmio.

Não sei se foi o álcool que criou coragem dentro de mim ou se o garoto diante dos meus olhos era bonito demais.

Levantei cambaleando.

Quando quase perdi o equilíbrio, meu corpo tombou para o lado, e acabei caindo direto nos braços de Mateus, empurrando ele contra o sofá.

Fixei os olhos nos lábios dele e, completamente seduzida por aquela beleza, abaixei a cabeça e beijei.

Eu precisava acelerar. Caso contrário, não daria tempo.

As orelhas de Mateus ficaram vermelhas na mesma hora, e o corpo inteiro endureceu como pedra.

Com medo de que ele tentasse resistir, peguei a gravata e amarrei as mãos dele.

— O que você pretende fazer? — Perguntou.

Meu olhar estava turvo por causa da bebida, mas minha voz saiu firme:

— Eu vou... obrigar você a transar comigo!

Quando estava prestes a puxar a faixa amarrada na cintura dele, uma voz mecânica surgiu de repente junto ao meu ouvido: [Seu sistema voltou ao ar!]

Meu sistema finalmente tinha voltado!

No segundo seguinte, porém, a voz falou com urgência: [Emergência! Por causa de uma falha no programa, eu mandei você para o jogo errado. Isto aqui não é um jogo de romance interativo.]

[Aviso importante: o homem que você está provocando neste momento é justamente o chefão do jogo de terror.]

[Durante o dia, ele é apenas um NPC comum. Mas, todas as noites, às sete em ponto, ele assume a forma do chefão e massacra os jogadores. Infelizmente, faltam apenas três minutos para as sete.]

Foi como levar um raio em cheio.

O choque atravessou meu corpo inteiro, e até meus dedos começaram a tremer sem controle.

Eu tinha entrado no jogo errado?

Aquilo era um jogo de terror, e não um jogo de romance interativo?

Em poucos segundos, todas as coisas estranhas que tinham acontecido até então voltaram à minha mente.

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