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Capítulo 3

ผู้เขียน: Willow·hai
Por volta do meio-dia, bateram à minha porta.

Era Silas, o Beta de Pavel.

Dez guerreiros estavam atrás dele, cada um segurando uma gaiola, e em cada gaiola havia um pequeno filhote de Maltês.

— Ashlyn, nosso Alfa mandou trazer isso para você. Eles são exatamente iguais à Annie quando ela era filhote e são igualmente dóceis.

— Por favor, pare de dificultar as coisas. Nosso Alfa treinou pessoalmente cada um desses filhotes. Ele passou a noite inteira acordado preparando-os para você.

Minha mão apertou a maçaneta da porta.

Durante todos esses anos, sempre que Pavel me negligenciava por causa de Vivienne, ele encontrava alguma maneira de compensar isso depois.

E sempre evitava justamente a única coisa que eu realmente queria.

— Levem-nos de volta. Minha Annie não pode ser substituída.

Fechei a porta na cara deles.

Troquei de roupa e fui para a Academia dos Curandeiros com o soro experimental que havia desenvolvido.

Se o soro fosse aprovado e entrasse em produção em larga escala, os irmãos da minha mãe, envenenados no campo de batalha e privados da própria sanidade, finalmente poderiam ter uma chance de se recuperar.

Eu mal havia saído quando Pavel ligou.

— Ashlyn, surgiu um imprevisto e não consigo folgar. Não vou conseguir levar você até a academia.

— Tudo bem. Vou pegar um carro por aplicativo.

Sem aquela ligação, eu teria esquecido que ele havia prometido me levar.

Pavel ficou em silêncio por um momento.

— Mande uma mensagem quando estiver terminando. Vou buscar você.

— Hoje à noite, vamos àquele restaurante de churrasco que você adora. Vivienne está preocupada com você e quer se desculpar. Vocês duas precisam conversar.

Uma dor amarga surgiu em meu peito.

Essa era a maneira dele de fazer as pazes, e todas as outras vezes em que ele me ofereceu uma saída, eu a aceitei sem hesitar.

Mas Annie havia pagado com a própria vida para me mostrar que ele não valia a pena.

— Não, obrigada. Quero dormir cedo.

Desliguei antes que ele pudesse responder.

O carro por aplicativo me deixou no portão da academia. Quando eu estava prestes a entrar, alguma coisa bateu em mim com força suficiente para me derrubar.

Minha testa bateu nos degraus. O frasco em minha mão caiu no chão e se quebrou, e o líquido penetrou no pavimento.

Foi como ser atingida por um raio. Eu não conseguia me mexer.

Três anos e incontáveis experimentos, perdidos daquele jeito.

Passos se aproximaram atrás de mim.

Vivienne correu até mim, ofegante.

— Ashlyn, sinto muito.

Lágrimas escorreram pelas bochechas de Vivienne.

— Pavel disse que você recusou os filhotes que ele mandou, e fiquei preocupada porque achei que você ainda estivesse mal, então pensei em comprar um cachorro grande para você.

— Ele poderia proteger você e, por ser de outra raça, não faria você se lembrar da Annie como um maltês faria. Mas esse cachorro era forte demais para mim, e eu soltei a guia...

Peguei meu celular e falei friamente:

— Esse soro foi um grande avanço na pesquisa, ligado ao futuro de toda a alcateia. Você não está estudando para obter sua própria certificação de curandeira? Não entende o quanto esse soro era importante? Vou avisar à academia exatamente como ele foi destruído. Você vai responder pelo que fez.

As pupilas de Vivienne se contraíram. Claramente, ela não esperava que eu a responsabilizasse.

Ela avançou sobre mim para impedir a ligação.

— Não, você não pode contar a eles! Não posso perder minha chance de me tornar uma curandeira!

Ignorei-a e continuei discando.

Vivienne cerrou a mandíbula e se agachou para pegar os cacos de vidro.

— Eu posso ajudar você a fazer outro! Eu também sei fazer soros!

Um segundo depois, um caco abriu um corte na ponta de seu dedo, e o sangue começou a brotar.

Quando Pavel chegou, correu primeiro até onde eu ainda estava caída no chão.

Ele verificou se eu estava machucada.

— Como você pôde ser tão descuidada? Está doendo?

Observando-o se preocupar comigo, meus olhos arderam.

Por um instante nebuloso, lembrei-me de quando começamos a ficar juntos, quando Pavel não tinha olhos para ninguém além de mim.

Antes que eu pudesse dizer uma palavra, Vivienne chamou entre lágrimas:

— Pavel...

Ele se virou e viu o dedo cortado dela.

Era um corte minúsculo, mas ele atravessou a distância em poucos passos rápidos, com a voz carregada de repreensão e ternura ao mesmo tempo.

— Eu me distraio por um minuto e você faz isso.

— Eu quebrei o soro da Ashlyn. A culpa é toda minha. Foi sem querer.

Vivienne chorava tanto que tremia, agarrada ao braço dele.

Àquela altura, a comoção havia feito um funcionário sair da academia.

Ele me reconheceu como a curandeira que havia vindo apresentar um novo soro e viu os cacos de vidro no chão.

— Ashlyn, como o soro foi destruído?

— Se alguém o destruiu deliberadamente, você tem o direito de registrar uma reclamação formal. Mas, se você não conseguiu mantê-lo em segurança, perderá sua certificação de curandeira.

Eu estava prestes a contar a verdade quando outra voz se adiantou.

— Ashlyn foi descuidada. Foi culpa dela.

Pavel olhou para mim. Seu rosto estava dividido, mas suas palavras saíram firmes.

Tentei me defender desesperadamente.

— Não fui eu!

Seus olhos se encheram de decepção.

— Vivienne está machucada, e você ainda quer mais?

De repente, me senti ridícula.

Mesmo sabendo que assumir a culpa pelo soro poderia significar uma punição severa, o que isso importava agora?

Aos olhos de Pavel, a verdade não importava.

Tudo o que importava era impedir que Vivienne fosse punida.

Virei-me e comecei a caminhar em direção ao portão.

Mesmo sem o soro, eu queria apresentar meu caso com base na pesquisa por trás dele e lutar por uma última chance.

Pavel se aproximou de repente e segurou meu pulso.

— Você não tem o soro. Não há motivo para entrar.

Forcei as palavras a saírem por entre os dentes.

— Isso não é da sua conta.

Então, um baque soou atrás de nós.

Vivienne havia desmaiado.

Pavel correu até ela sem pensar duas vezes e a pegou nos braços.

— Vou levar Vivienne ao hospital. Você vem comigo.

— Eu não vou.

Virei-me para ir embora.

Ele colocou Vivienne no carro, voltou para me buscar, jogou-me sobre o ombro, colocou-me no banco e trancou as portas.

Bati na porta como uma louca.

— Pavel! Você sabe quantas pessoas dependem daquele soro para receber tratamento?!

Ele se sentou no banco do motorista, com a voz rouca.

— Eu sei que fiz mal a você. Mesmo que você perca sua certificação de curandeira, ainda pode ser minha Luna. Mas, se Vivienne perder a dela, não terá mais nada.

Com isso, ele parou de hesitar e ligou o carro.

Meu coração doeu até ficar dormente.

Era o quanto Vivienne importava para ele. Ele estava tão preocupado que eu contasse à academia a verdade sobre o soro que não iria embora sem me arrastar junto.

Para protegê-la, tudo pelo que eu havia trabalhado e tudo o que eu desejava não significava nada.

Quando chegamos ao hospital, uma mensagem apareceu no meu celular.

[Como a Curandeira Ashlyn Marlowe não compareceu a tempo e seu soro foi destruí. Se não apresentar provas à Academia dos Curandeiros para comprovar sua inocência dentro de três dias, sua certificação de farmacêutica será revogada.]

Afundei contra a janela do carro, com a mente em branco.

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