LOGINPOV do Scott
— Nada, pai. Eu estava indo para o ateliê de arte, escorreguei e caí — disse Eliana. Cacete, ela é muito boa em mentir. O Jack correu até nós para ver se ela estava machucada. — Eliana, você precisa ser mais cuidadosa! E se você cai e b**e a cabeça ou algo assim? Você deveria... — Eu deveria parar de enfiar a cara no celular, eu sei, pai, eu sei. — Eliana completou a frase do Jack com um sorriso. Era obviamente algo que ele dizia a ela com frequência. Ver o vínculo entre eles, ver como meu amigo enxerga a Eliana como sua princesinha, me machuca ainda mais. — Vamos, Scott, por aqui, temos que levá-la para o quarto. Parece que ela machucou a cabeça e o tornozelo. — Jack me guiou em direção ao quarto da Eliana. Era bizarro segurar o corpo dela tão perto, depois de tudo o que tínhamos feito juntos. Olhando de relance para ela, a peguei me encarando, sorrindo. Ela desviou o olhar imediatamente quando me viu olhando. Jack parou em uma porta e a abriu. Era o quarto da Eliana. Tinha uma cara bem de menina — exatamente como o quarto de uma garota da idade dela deveria ser. Eu a carreguei até a cama. Ela escondeu algo rapidamente, mas não antes que eu visse o que era. Era uma foto minha. — Pai, você pode me ajudar a chamar a tia? Preciso de um daqueles chás de cura. — Claro. Volto num segundo. — Jack saiu correndo do quarto. Eu me virei para sair também, mas ela me segurou. — Fiz meu pai sair para ficarmos só nós dois — disse ela com um sorriso. Como se eu fizesse questão de ficar sozinho com ela. Ela é louca — louca na cama também. Senhor! Definitivamente havia algo de errado comigo. Quem eu estava enganando? Eu nunca mais conseguiria olhar para a Eli como aquela garotinha, mas sim como a mulher com quem tive uma foda selvagem... a mulher que eu ainda quero foder. Isso não estava certo, preciso manter distância. — Que pena, Eliana, a última coisa que eu quero fazer é passar um tempo sozinho com você — eu disse, me desvencilhando dela e continuando em direção à porta. — É porque você está com medo de não conseguir se controlar e acabar transando comigo de novo? — Não, eu nunca mais transaria com você, nunca. — Embora minhas palavras dissessem isso, meu corpo dizia algo diferente. Ela estava certa, eu não podia ficar perto dela nem por mais um minuto, eu poderia acabar fazendo algo de que nós dois nos arrependeríamos. — Você já transou, Sr. Scott, e me fodeu gostoso demais — disse ela, saindo da cama e caminhando em minha direção. — Estou vendo que você é muito boa no que faz — mentir. Já pensou em ganhar dinheiro com esse seu talento? — Ela parou imediatamente com o meu comentário. Ótimo, parece que ela esqueceu a própria mentira. — Você está com tanto medo de o meu pai descobrir sobre nós? — Eliana perguntou com a voz suave. — Sim — admiti sem vergonha. A verdade é que, se eu pudesse voltar no tempo, nunca teria falado com ela, muito menos transado com ela. Ela assentiu, demonstrando que entendia. — E se eu contar para ele sobre nós? Diante daquelas palavras, corri até ela, segurando seus braços com força e chacoalhando-a. Com sorte, colocaria um pouco de juízo na cabeça dela. — Você não ousaria! Está tentando me ameaçar? Isso era para ser uma ameaça, hein?! — Me solta, Scott, está machucando — disse ela, fraca. Eu a soltei imediatamente. Passando as mãos pelo cabelo, respirei fundo para me recompor. — É Sr. Scott para você, está me ouvindo? — Ela assentiu, concordando. Olhei para ela mais uma vez e saí do quarto. No meu caminho para fora, ouvi ela dizer: — Você não pode fugir de mim para sempre, Sr. Scott. — Talvez não para sempre, mas pelo tempo que for necessário para me livrar desses sentimentos. --- ### POV da Eliana Minha nova habilidade — mentir — continua quebrando o meu galho. Fiz meu pai e o Sr. Scott acreditarem que eu estava muito machucada. O Sr. Scott me carregou até o meu quarto, eu só queria que tivesse sido por um motivo completamente diferente. — Estou vendo que você é muito boa no que faz — mentir. Já pensou em ganhar dinheiro com esse seu talento? — Cada palavra dita com nojo. Eu cheguei a ficar feliz com minhas habilidades de mentira por um segundo, mas agora me sinto enojada. Tudo isso estava valendo a pena? Não posso desistir agora, não depois de provar a vitória. Não posso forçá-lo a aceitar isso entre nós, mas posso dar um empurrãozinho. Sorri enquanto o assistia me dar as costas e sair. — Você não pode fugir de mim para sempre, Sr. Scott. — Ele hesitou um pouco, mas continuou seu caminho. Mesmo que tentasse, ele nunca conseguiria ficar longe de mim, eu vou garantir isso. Tocar e me pressionar contra o Scott, "Sr. Scott", tinha me deixado com muito tesão. Eu tinha antecipado o sexo com ele, mas isso não seria possível. Só existe uma solução para isso — meus dedos, minha imaginação e talvez um vibrador. — Eliana, você está bem? Seu pai me disse... — Estou bem, tia. Só queria fazer o pai parar de se agitar por minha causa, então pedi para ele te buscar... desculpa — garanti a ela. Depois de se agitar por minha causa, garantindo que eu estava bem, ela me deixou sozinha. Fui para o banheiro e liguei a banheira. Depois de tirar a roupa, fiquei na frente do espelho. Um sorriso suave se espalhou pelos meus lábios. Massageei meus seios com as mãos, acariciando e apertando, desejando que fossem as mãos do Scott no meu peito. Ah, qual seria a sensação de tê-lo aqui comigo, me fodendo na frente do espelho enquanto nós dois assistíamos. Um gemido baixo escapou dos meus lábios. Caminhando até a banheira, entrei, deixando a água morna acariciar minha pele. O sabonete perfumado encheu meu nariz. Continuei meus movimentos nos seios com uma mão enquanto deslizava a outra para baixo, até que minhas mãos estivessem no meu clitóris. Massageei meu clitóris suavemente. Logo eu estava erguendo meus quadris, arqueando as costas devido ao prazer intenso que meus dedos estavam me dando. Fechei os olhos, imaginando que meus dedos eram os do Scott. Aumentei o movimento dos meus dedos, conseguia sentir o prazer aumentando. Para não enlouquecer de vez, enfiei dois dedos na minha boceta, bombeando devagar e depois aumentando o ritmo até estar gemendo sem o menor controle. Cada bombeada dos meus dedos na minha boceta me lembrava o pau do Scott socando dentro de mim. Meus gemidos ficaram mais altos, mais frequentes. Eu estava perto, tão perto. Tirando a outra mão dos meus seios, a levei para o meu clitóris, massageando mais rápido enquanto os dedos da outra mão bombeavam mais rápido dentro da minha boceta, até que fui envolvida pela intensidade do meu clímax. Convulsionei, enquanto um prazer tão grande corria pelo meu corpo, e eu gozei com um único nome nos meus lábios: — Scott.POV da ElianaOs eventos daquele dia, escolhi enterrar no fundo da minha mente. Não fiz perguntas sobre o assunto, esperando que nunca mais aconteça.O ditado “Você nunca sabe o que tem até perder” é totalmente verdadeiro.Embora eu não tenha perdido minha mãe, quase perdi. Senti vergonha de ter sido preciso que ela arriscasse a vida por mim para abrir meus olhos e ver seus esforços para estar presente na minha vida.— No que você está pensando, meu amor? — A voz do Scott me tirou dos meus pensamentos.— Nada…— Tem certeza? Todo mundo está esperando lá fora. Mas, — ele me puxou para mais perto, pressionando-me contra seu corpo firme, — não precisamos ir lá fora se você não quiser, — ele murmurou no meu ouvido, arrastando a língua pelo lado do meu pescoço.— Para, Scott. Podemos continuar isso mais tarde. — Virei-o em direção à porta, expulsando-o do quarto.O noivo não deveria ver a noiva antes do casamento, casado ou não.Meu pai tinha renunciado ao cargo de Prefeito, anunciando a v
POV do ScottLuzes fortes filtraram nos meus olhos, forçando-me a fechá-los. Uma coisa era certa: eu não estava mais sobre a mesa daquele galpão.Estava quieto, quieto demais. Lentamente, forcei meus olhos a se abrirem novamente. Encolhendo-me pelo desconforto, deixei que minha visão ganhasse foco. De fato, eu não estava mais na sala onde estivera da última vez em que fiquei consciente. Não havia dúvida de que eu estava em um hospital.O aviso de Susan ecoou na minha cabeça: “Don Esteban exige que você solte o irmão dele.”Esteban nunca fazia exigências ou pedidos sem impor consequências para o caso de descumprimento — não que isso fosse realmente necessário. Conhecendo o Jackson, eu sabia o quão teimoso ele podia ser.Girei minhas pernas para fora da cama, lutando contra a dor latente na minha cabeça. Eu tinha que garantir que Esteban não tentasse foder com a vida de todos nós.— Eu não aconselharia você a se levantar nesse estado… — Parei e olhei na direção de onde vinha a voz.— Ca
POV da Eliana— O que ele está fazendo aqui? — Minha voz era um sussurro sem fôlego. Tentei afastar as memórias horríveis do tordo que ameaçavam ressurgir.— Essa é uma pergunta para ele responder, — disse Esteban suavemente. Erguendo uma sobrancelha, perguntou: — Você o conhece?Eu não sabia como responder à pergunta. Quer dizer, nós não nos conhecíamos — não de verdade —, mas o pior de tudo: ele tinha tentado se forçar sobre mim.— Ele é um monstro, — soltei entre os dentes.— Sério? — Esteban deu alguns passos se aproximando de Ashton, agachou-se e inclinou-se para a frente. — O que você fez, Dexter? — Ele cuspiu o sobrenome com puro desgosto.Ashton se encolheu mais para trás para evitar o olhar penetrante do Don, com os lábios firmemente pressionados.Esteban moveu o braço rápido como um raio, seu punho acertando diretamente o maxilar de Ashton. O estalo ecoou alto pela sala — se é que se podia chamar aquele lugar de sala.— Quando eu faço uma pergunta, espero uma resposta imedia
POV da ElianaMinutos viraram horas. Cada batida do coração se tornava um lembrete barulhento do perigo — da desgraça — que nos aguardava. Cada segundo sem uma palavra ou notícia da Susie parecia a porra de um século.— Isso é lindo.Alguém exclamou atrás de mim.— De quem é essa pintura?Para uma exclamação como aquela, tinha que ser uma obra de arte esplêndida. Sorri, forçando-me a me virar, mas eu estava tensa demais para fazer qualquer coisa além de me preocupar.— Eliana, é a sua, — Paige arfou.De jeito nenhum. Quer dizer, eu não era ruim em pintura, mas…— Se você pudesse se virar só por um momento, — Paige sussurrou.— Essa é a pintura de Eliana Garcia. Ela está logo ali, — ouvi Xavier dizer. Eu não tinha percebido que ele havia chegado.Uma senhora idosa de cabelos prateados caminhou em minha direção com um grande sorriso no rosto. Ela parecia genuinamente feliz em me ver, seus olhos brilhando de alegria. Essa era exatamente a reação que uma artista reza para que seu trabalho
POV da ElianaA viagem de volta para o apartamento foi quieta — quieta demais. Algo tinha acontecido enquanto eu estava dentro da casa; algo sobre o qual ninguém queria conversar.Os homens estavam em silêncio, seus rostos desprovidos de expressão e emoção. Ainda assim, havia algo na maneira como eles continuavam checando atrás de nós, no jeito como olhavam para mim quando pensavam que eu não estava observando.O carro parou e a porta foi aberta para mim. Respirei fundo, grata por quão fresco, porém suave, o ar estava.— É impressão minha ou o ar está diferente? — perguntei, tentando puxar conversa.O olhar confuso que o homem de cabelo castanho — quase ruivo — me deu sugeria que ele levou aquilo a sério demais.— Onde?Antes que eu pudesse responder, fui empurrada para trás de um escudo humano, pronto para me defender. Exceto que não havia necessidade.— Não podemos ver o ar, podemos? E com certeza não podemos atirar nele, a menos que você queira desperdiçar balas.Ele abaixou a cabe
ELIANA Meu coração martelava no peito. O cômodo parecia ter sido esvaziado de oxigênio. O homem arrastou uma cadeira e se sentou, sem tirar os olhos do meu rosto. Era como se estivesse procurando alguma coisa. O que ele poderia encontrar no meu rosto? Meu Deus, era assim que eu ia morrer? Ele ainda não tinha feito nenhum movimento — nem precisava. Seria uma morte fácil. Não havia a menor chance de eu enfrentá-lo, muito menos vencê-lo. — Eu aprecio o silêncio, mas espero uma resposta quando faço uma pergunta. Meu Deus, esse dia ainda podia piorar? Eu nunca tinha ouvido tanta autoridade na voz de alguém. Sua voz era baixa, mas imponente. — Eu... As palavras me abandonaram. Meu olhar se fixou na cicatriz ao lado de seu rosto. Uma cicatriz fina e comprida, que parecia o resultado de um corte, começando perto demais da orelha e terminando no canto do olho. Olhos tão intensos quanto os de Scott, íris azul-acinzentadas. Pela primeira vez, agradeci por ter seguranças. Sem pensar duas v







