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Capítulo 4

Penulis: Vida em Alegria
Ele sempre soube que Juliana era uma mulher muito bonita e dona de um corpo escultural, o que tornava difícil se controlar nos momentos de intimidade. No entanto, a simples ideia de tocar outra pessoa o enchia de uma culpa enorme, como se estivesse traindo a mulher que ele realmente amava. Por causa disso, ele reprimiu as suas vontades durante todos esses anos. O problema era que Juliana era a sua esposa no papel, e a visão dela à noite se tornava uma tentação quase irresistível.

Juliana percebeu o olhar fixo do marido sobre ela, mas tinha plena consciência de que um homem que guardava o seu coração e a vontade de ter filhos apenas para o seu primeiro e verdadeiro amor, jamais sentiria um desejo real por ela. Sem demonstrar abalo, ela continuou a andar pelo quarto com a maior naturalidade e pegou o secador de cabelo.

Cláudio ficou paralisado no mesmo lugar, acompanhando cada movimento da esposa com os olhos. A visão da mulher de costas o hipnotizou, enquanto ela jogava a cascata de cabelos longos para um dos lados e deixava à mostra a pele branca e delicada da nuca. O ar do quarto parecia ter sido tomado por um perfume úmido e inebriante. O pomo de Adão do homem subiu e desceu enquanto ele engolia em seco.

De repente, uma mão quente e firme segurou a cintura de Juliana.

— Lembro que você sempre quis ter um bebê. — Murmurou Cláudio, desligando o secador que estava na mão dela para abraçá-la com força por trás.

Era verdade que Juliana nutria o sonho de construir uma família com o homem que amava, mas naquele exato momento, o toque dele só causou uma repulsa insuportável.

— Eu não quero mais. — Respondeu a mulher com a voz baixa e fria.

Cláudio franziu a testa, ergueu a mão e acariciou o queixo e o pescoço da esposa. A textura macia da pele dela era algo que ele não conseguia soltar, e o seu corpo começou a dar sinais claros de excitação. A surpresa fez com que Juliana arregalasse os olhos, assustada com a atitude do marido.

— Você deve estar exausta de trabalhar e cuidar da casa ao mesmo tempo nestes últimos dias, não é? Vamos ter um filho, e assim você pode ficar em casa tranquila, cuidando apenas de ser uma boa dona de casa. O que acha? — Propôs o homem com uma voz suave.

Nos últimos tempos, Juliana não apenas tinha parado de cozinhar para ele, como também se recusava a resolver os problemas da família Santos. Ela estava mudando, desenvolvendo ideias e atitudes que ele já não conseguia decifrar ou controlar. Isso não podia continuar daquele jeito. Ele precisava de uma esposa dedicada para cuidar dos afazeres domésticos, assim como a sua família precisava de uma nora obediente para resolver qualquer problema.

O plano de Cláudio era simples. Já que Juliana queria tanto ser mãe, dar um filho para ela não seria nenhum grande sacrifício e ainda serviria para prendê-la de vez dentro de casa. Afinal, qual era o sentido de se desgastar no trabalho por um salariozinho de quatro mil reais? Se os outros descobrissem, ele é quem passaria vergonha.

Os lábios de Cláudio estavam prestes a tocar os dela, mas Juliana virou o rosto e se esquivou do beijo. Os olhos do homem se estreitaram na mesma hora.

— O que você quer dizer com isso? — Questionou ele, já com o tom de voz alterado.

— Eu quis dizer que não quero mais ter filhos com você. — Cravou Juliana, encarando o reflexo do marido no espelho sem desviar o olhar.

A sensação de que a esposa estava escapando do seu controle se tornou palpável. Por mais educado que Cláudio costumasse ser no dia a dia, a sua expressão fechou de vez e a mão que segurava o queixo de Juliana apertou com brutalidade.

— Você passou quatro anos implorando por uma criança. Agora que eu estou disposto a dar o que você quer, você me diz que não quer mais? — A mente de Cláudio foi tomada por uma suspeita terrível, e o seu olhar ficou sombrio. — Você arrumou outro homem na rua?

Aquelas palavras cravaram no coração de Juliana como uma faca. Ela fixou um olhar gelado no marido, um olhar que parecia gritar: quem é que tem outra pessoa escondida?

Com um puxão brusco, ela se soltou das mãos dele e correu para o quarto, batendo a porta com força.

Quando foi que Juliana teve a audácia de fechar uma porta na cara dele? Desde o dia em que se conheceram até o casamento, ela sempre tinha sido submissa, abaixando a cabeça para tudo o que ele dizia e aceitando qualquer decisão. A rebeldia repentina era um golpe que o orgulho de Cláudio não podia suportar.

Tomado pela fúria, ele correu atrás dela, agarrou o braço da esposa com violência e a empurrou com toda a força contra a cama.

— Cláudio! O que você está fazendo? — Gritou ela, apavorada.

— Nós vamos ter um filho, porque eu estou dizendo que vamos! Você nunca me disse não, Juliana. Seja boazinha e obedeça.

Ignorando o desespero no rosto da mulher, o homem se jogou sobre ela, cobrindo o pescoço e a clavícula com beijos apressados e sufocantes. Uma mão forte e pesada prendeu a cintura de Juliana, enquanto a outra começou a invadir as suas roupas. Naquele instante de loucura, o marido que ela conhecia se transformou em um animal selvagem e assustador.

O pânico tomou conta de Juliana, que começou a se debater e empurrar o peito dele com as duas mãos.

— Eu já falei que não quero, Cláudio! Me solta, eu não quero mais!

— Não é você quem decide se vamos ter filhos ou não. — Rosnou o homem, interrompendo os beijos para agarrar os pulsos da esposa e prendê-los acima da cabeça dela com uma força esmagadora.

Imobilizada e sem forças para lutar, as primeiras lágrimas começaram a escorrer pelos cantos dos olhos de Juliana. O mesmo homem que tinha sido o retrato da gentileza por quatro longos anos, agora estava tentando forçá-la de um jeito cruel.

Os beijos voltaram a tomar a sua boca e o seu pescoço em um ataque furioso e asfixiante. No momento em que ele forçou as pernas dela para abri-las, o limite de Juliana chegou ao fim. Em um ato de puro instinto de sobrevivência, ela ergueu o joelho e o atingiu em cheio na barriga. Cláudio soltou um gemido de dor e afrouxou o aperto.

Aproveitando a brecha, a mulher se apoiou na cama, levantou o corpo e acertou um tapa estalado no rosto dele.

— Juliana! Você me bateu? — Berrou Cláudio, louco de raiva.

Ele ergueu a mão sem pensar duas vezes e a palma pesada atingiu o rosto da esposa com brutalidade. A bochecha de Juliana ficou vermelha e inchada no mesmo segundo, e as lágrimas que ela tentava segurar rolaram soltas.

A mão de Cláudio começou a tremer no ar. Era a primeira vez na vida que ele via a sua esposa chorar, um choro mudo, carregado de dor e decepção. Um silêncio mortal tomou conta do quarto.

— Meu amor... — Gaguejou o homem, encolhendo os dedos, sem coragem de encarar os olhos assustados da esposa, que o olhava como um bicho ferido.

Aproveitando o choque do marido, Juliana puxou um cobertor para se cobrir, disparou para fora do quarto, agarrou o celular que estava jogado no sofá e fugiu de casa.

No instante em que cruzou a porta da rua, uma única palavra ecoou com clareza na sua cabeça: Divórcio.

...

Com o rosto doendo e marcado pelo tapa, Juliana ficou parada na beira da calçada sem rumo. O primeiro pensamento foi voltar para o orfanato onde cresceu, mas o medo de ver o olhar de tristeza da velha diretora a fez recuar. A esposa do seu antigo professor morava no interior para descansar, então aquela também não era uma opção. Sem ter para onde ir, ela acabou entrando no primeiro hotel que viu pela frente.

Naquele exato momento, um carro de luxo super discreto parou na entrada do mesmo hotel. Um homem vestido com um terno muito elegante saiu do veículo com o rosto fechado.

A cabeça de uma jovem apareceu pela janela do carro, e disse:

— Bernardo, você não vai mesmo voltar para casa para dormir? Os nossos pais só estão cobrando você da boca para fora.

O homem não disse uma única palavra e caminhou em direção à entrada do prédio.

A garota balançou a cabeça e suspirou, rindo sozinha:

— Ai, ai... Pelo visto, nem o todo-poderoso chefão do Grupo Amorim consegue escapar da pressão para casar!

O carro de luxo partiu. O homem cruzou o saguão luxuoso e ouviu a recepcionista perguntar algo com bastante cautela por duas vezes seguidas:

— Senhora, tem certeza de que não precisa de nenhuma ajuda? Se precisar de qualquer coisa, é só ligar para a recepção.

— Muito obrigada. — Respondeu uma voz fraca e trêmula.

Aquele era um dos hotéis do Grupo Amorim, e se o próprio dono estava ali, a última coisa que ele queria era algum escândalo ou acidente. Bernardo Amorim ergueu os olhos frios para entender o que estava acontecendo.

Uma mulher descalça, enrolada em um cobertor grosso, caminhava arrastando os pés. Os cabelos bagunçados escondiam metade do rosto, mas conforme ela se aproximava, a marca vermelha de cinco dedos ficava bem visível na sua pele clara.

Os dois entraram no mesmo elevador, um atrás do outro.

A mulher parecia estar em estado de choque, como um zumbi. Os dedos trêmulos seguravam o cartão do quarto, mas não passava no leitor e nem apertava o botão do andar. De perfil, Bernardo pôde ver as lágrimas grossas que não paravam de cair do rosto dela.

Após um breve silêncio, ele tomou a iniciativa e perguntou com a voz grave:

— Qual é o seu andar?

A mulher pareceu voltar para o mundo real. Com a mão pálida e sem força, ela aproximou o cartão até ouvir o bip e apertou o botão do andar. Em seguida, usou as costas da mão para enxugar as lágrimas, ajeitou o cabelo para trás da orelha e deixou o rosto inteiro à mostra.

Os olhos e a ponta do nariz estavam bem vermelhos. Era a imagem de uma pessoa triste e destruída, mas que ainda mantinha uma teimosia de não querer que os outros sentissem pena. Ela virou o rosto para ele e agradeceu com educação:

— Obrigada.

A voz saiu rouca e dolorida. Bernardo fixou os olhos na marca de tapa no rosto dela por alguns segundos, mas não fez nenhuma pergunta.

Ding! O elevador chegou ao andar de Juliana. Ela balançou a cabeça em sinal de despedida para o homem e saiu a passos lentos. Bernardo acompanhou a silhueta frágil dela sumir pelo corredor até as portas de metal se fecharem. Em seguida, tirou o celular do bolso do terno e enviou uma mensagem.

Juliana mal tinha se sentado no sofá do quarto quando a campainha tocou.

Ao abrir a porta, deu de cara com o gerente do hotel.

— Boa noite, senhora. Imaginei que talvez a senhora precisasse de uma pomada para o rosto e de um par de chinelos mais macios para os pés.

O gerente mantinha um sorriso impecável no rosto. Para quem prestasse atenção, era possível notar um brilho de empolgação nos olhos dele, o que o fez falar até mais do que devia.

— A senhora não precisa se assustar, nós não temos nenhuma má intenção. Só ficamos preocupados com os nossos hóspedes. Garantir que todas as pessoas que ficam no nosso hotel tenham uma noite de paz é o nosso maior dever. Tenha um bom descanso.

Naquela noite escura, o marido com quem ela dividia a cama há quatro anos a tinha agredido, mas ela encontrou o calor da bondade nas mãos de estranhos. Juliana pegou a pomada e os chinelos, agradecendo do fundo do coração.

O gerente, que até então sorria de orelha a orelha, congelou quando bateu o olho na aliança de casamento no dedo anelar da mulher. Ele ficou tão chocado que apenas deu as costas e saiu andando apressado, sem saber o que pensar.

Juliana trancou a porta, limpou os pés, calçou os chinelos macios, lavou as mãos e passou a pomada com cuidado no rosto machucado. O celular largado em cima da mesa não parava de vibrar, com uma enxurrada de mensagens do "Marido" pipocando na tela.

Esse apelido no contato tinha sido o próprio Cláudio quem escolheu e salvou.

[Onde você se meteu?]

[Volta para casa, Juliana. Para de fazer birra.]

[Você sempre quis um filho e eu já disse que aceito. Amanhã mesmo você vai no Grupo Amorim pedir as contas do seu trabalho. Você vai ficar em casa se preparando para a gravidez.]

A postura arrogante de Cláudio fez Juliana se perguntar se o marido tinha mudado de verdade ou se aquela sempre foi a sua verdadeira face escondida atrás de uma máscara. Ela desligou a tela do celular. Pela primeira vez na vida, ignorou as mensagens dele e passou a noite inteira sem dar um sinal de vida.

Na manhã seguinte, Cláudio tentou ligar, mas ela não atendeu. Mais uma mensagem apareceu na barra de notificações.

[Meu amor, estou com dor de estômago porque não comi o café da manhã que você faz.]

A mão de Juliana apertou o celular com força. Olha só, era só na hora da fome que ele lembrava que tinha uma esposa. Um sorriso amargo e cheio de decepção surgiu nos seus lábios. Ela continuou sem responder.

Sentado no sofá de casa, Cláudio esperou por longos minutos, de olho na tela escura. Até mesmo a desculpa da dor de estômago não tinha funcionado? Ele franziu a testa, surpreso.

Naquele exato momento, o aparelho tocou. Ele olhou rápido para a tela e viu o nome de Melissa. Uma ponta de decepção passou rápido pelos seus olhos, mas assim que atendeu, a sua voz voltou a ter aquele tom carinhoso e gentil de sempre:

— Oi, Melissa. Aconteceu alguma coisa?

Houve um pequeno silêncio do outro lado da linha antes de dizer:

— Cláudio, eu já estou aqui na portaria do seu prédio. Onde você está?

Cláudio deu um pulo no sofá, percebendo que tinha esquecido do combinado de buscar e levar Melissa para o trabalho todos os dias. Ele tinha perdido a noção do tempo esperando uma resposta de Juliana.

Ela o estava ignorando por todo esse tempo? Tudo bem, era só uma crise de ciúmes boba. Juliana era louca por ele e jamais conseguiria viver sem a sua presença. A arrogância de Cláudio o cegava.

Ele pegou as chaves e dirigiu até a rua. Assim que Melissa entrou no banco do passageiro, a primeira coisa que viu foi o rosto inchado e marcado do homem. O tapa de Juliana na noite anterior tinha sido com vontade, e a marca dos dedos ainda gritava na pele dele.

— Cláudio, meu Deus! O que aconteceu com o seu rosto? — Perguntou Melissa, soltando o cinto de segurança e se inclinando para segurar o rosto dele com as duas mãos. Os olhos dela ficaram vermelhos de pena. — Quem foi que te bateu?

Cláudio odiava ver ela chorar e tentou disfarçar rápido:

— Não está doendo, não fica triste. Você já tomou café? Vamos parar na padaria para comer um pão na chapa e tomar um café com leite.

Percebendo que ele estava escondendo a verdade, Melissa perguntou com uma voz frágil e cheia de culpa:

— Vocês brigaram? Foi por minha causa, Cláudio? Me desculpa, de verdade.

— Não tem nada a ver com você. Eu nem sei qual é o problema dela, deve estar maluca. — Resmungou o homem, mudando de assunto. Ele se inclinou para prender o cinto de segurança dela e acelerou o carro rumo à padaria.

No balcão da padaria, Melissa observou o rosto distante dele. Percebendo que o homem estava com a cabeça em outro lugar, ela teve uma ideia rápida para chamar a atenção.

— Cláudio, o meu café com leite está muito quente. Você assopra para mim?

— Claro.

Ele puxou a xícara fumegante para perto e começou a mexer o café com a colher. De repente, lembrou de algo importante, parou de mexer, pegou o celular do bolso e começou a digitar uma mensagem.

— Para quem você está mandando mensagem, Cláudio? — Perguntou Melissa, com um olhar desconfiado.

O homem virou a tela do celular para baixo na mesa e respondeu:

— Para uma senhora mais velha.

A senhora em questão era Sofia Castro, a esposa do antigo professor de Juliana.

Ao saber que a aluna mais estimada e mais querida de seu marido estava incomunicável, e conhecendo o quanto ele se preocupava com ela, Sofia decidiu ir pessoalmente até a cidade. Ela insistiu no telefone até Juliana atender, descobriu o endereço do hotel e foi correndo para lá.

Ao abrir a porta e ver os cabelos brancos da senhora, Juliana ficou paralisada por um segundo e levantou a mão no reflexo para esconder as marcas no rosto.

— Pode parar de esconder, eu já vi tudo. — Cortou Sofia, entrando no quarto com o rosto fechado e passos firmes. — Foi o Cláudio quem bateu em você?

— Foi... — Confirmou Juliana com um balançar de cabeça. Ao abaixar os olhos, as lágrimas que tanto segurou voltaram a despencar.

— E você está chorando por que, menina? Se ele teve a coragem de levantar a mão para bater no seu rosto ontem, amanhã ele tem coragem de te enterrar viva.

Sofia nunca engoliu a ideia de Cláudio usar Juliana como uma empregada para servir a família inteira dele. A velha senhora não quis saber de desculpas e foi direto ao ponto.

— O que você vai fazer agora?

— Vou pedir o divórcio. — Respondeu Juliana, erguendo a cabeça e secando o rosto.

Um olhar de tristeza e pena brilhou nos olhos de Sofia, mas ela logo assumiu uma postura fria e decidida.

— Deixa comigo. Vou arrumar o melhor advogado para você.
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