LOGINEnquanto Roderick estava na sala de cirurgia, Alexa andava de um lado para o outro pelo corredor frio do hospital. Suas unhas já tinham ido embora há tempos. O estalar de uma porta chamou sua atenção: uma enfermeira saiu correndo de dentro do centro cirúrgico, com o semblante tenso. Alexa deu um passo à frente, o coração disparando.— O que aconteceu? Ele está bem?— Vamos precisar de uma transfusão de sangue de emergência! — a mulher respondeu rápido, sem parar de andar.Alexa sentiu o rosto empalidecer. Transfusão? Então era muito mais grave do que ela tinha imaginado. Com as mãos trêmulas, ela pegou o celular e buscou o número que precisava... o de sua mãe. Mas hesitou com o dedo parado sobre o botão de chamar.Fechou os olhos, imaginando imediatamente a expressão de decepção no rosto de sua mãe. Toda a verdade viria à tona. Ela conseguia prever cada questionamento, cada acusação que sofreria: “Por que você viajou escondida só com garotos?”, “Você é a culpada por ele ter sido e
Alexa viu a garota se afastar com um sorriso presunçoso no rosto e apenas bufou, entediada. Ela já conhecia garotas daquele tipo, tanto da época em que estudava na escola pública quanto depois que se transferiu para o colégio de elite, logo que sua mãe se casou com Franco. Eram todas iguais: competitivas, movidas a validação masculina e tentando se sobressair humilhando quem elas julgavam ser mais fraco.Alexa olhou para as chaves em sua mão, pensando que seria satisfatório ver alguém assim quebrando a cara. Na verdade, ela nem queria a moto e pouco se importava se a garota ficasse se insinuando para Roderick bem ali na sua frente. Para ela, aquilo só provava que estava certa: era o tipo de pessoa que não tinha nada para mostrar além do corpo. Mas, se ela queria um desafio, ok. Não que Alexa confiasse cem por cento em Roderick, mas existiam muitas variáveis que impediriam o plano daquela garota de dar certo.Roderick não era apenas louco por motos; ele era obcecado pela mecânica
Imediatamente, Alexa deu um pulo para trás, afastando-se de Romeo em um sobressalto.— Roderick! Não é o que você está pensando... É perfume... É só perfume...Romeo, no entanto, olhou para o irmão sem se abalar nem um pouco. Em um tom que beirava a provocação pura, ele comentou:— O cheiro do perfume do pescoço dela é especialmente delicioso. Principalmente quando ela fica muito... agitada.Roderick retorceu o nariz e curvou os lábios em um claro sinal de desagrado.— Alexa, preciso da sua ajuda com uma coisa. Você vem ou está... muito ocupada?— Não! Eu vou! Eu te ajudo! — Alexa respondeu rapidamente, correndo até Roderick. Ela se sentia extremamente aliviada por ter uma oportunidade de fugir daquele quarto. Sabia que só mais um segundo ali e tudo teria saído do controle mais uma vez....Roderick a levou até a garagem. Dentro do carro, onde estavam apenas os dois, um silêncio constrangedor se instalou enquanto ele batucava os dedos no volante de forma impaciente e constante
De volta à casa de praia, Alexa se viu sentada na cama. À sua frente estava a mala aberta e, ao lado, aquela sacolinha da farmácia — o rastro físico que não a deixava esquecer tudo o que tinha acontecido naquela manhã.Romeo estava na varanda do quarto. Usando apenas uma toalha enrolada na cintura, ele fumava enquanto olhava para baixo. Lá embaixo, a jacuzzi começava a encher. O dia já dava os primeiros sinais do entardecer e era claro que todos tinham planos para aquela noite. Todos, menos Alexa.Ela sentiu as bochechas esquentarem, pensando que talvez ficasse novamente sozinha com Romeo. Será que ele esperava que ela dividisse a jacuzzi com ele? E aquela promessa de que nada mais aconteceria entre eles, duraria para sempre?Alexa olhou para a silhueta do pacote de preservativos por cima da sacola da farmácia e balançou a cabeça, tentando de tudo para expulsar aqueles pensamentos da mente. Imediatamente, guardou a sacola em uma gaveta da mesa de cabeceira e voltou a mexer em sua
Algum tempo depois, Alexa desceu as escadas com Romeo a alguns passos atrás de si.A sala de estar estava impecavelmente arrumada; não havia mais nenhum vestígio das garrafas de cerveja ou da bagunça da noite anterior. O ambiente agora exalava um aroma perfumado de produto de limpeza, bem diferente daquele cheiro de local fechado que ela sentira ao chegar. Alexa estranhou a mudança rápida, até ver, em um canto do cômodo, uma senhora simpática acenando para ela. Foi então que se lembrou de que Romeo havia mencionado que contratou alguém para limpar a casa.Ela seguiu o som das vozes e chegou à cozinha, onde os rapazes conversavam entre risadas, brincando e provocando uns aos outros.— Finalmente vocês dois resolveram levantar! Parece até que saíram com a gente ontem à noite. Ou será que acharam uma diversão melhor?— um dos amigos brincou, assim que os viu entrar.Alexa abaixou a cabeça imediatamente, sentindo o rosto queimar de constrangimento. Uma onda de insegurança a atingiu; el
Alexa arfou, o corpo trêmulo e a razão se perdendo por completo na névoa do desejo. Quando assentiu, foi por puro impulso — apenas o seu corpo se deixando levar pelas ondas de luxúria.As coisas evoluíram rápido demais. Foi como se uma represa tivesse rompido e tudo desaguasse de uma vez, inundando e destruindo qualquer barreira pela frente.Romeo segurou seu quadril e a girou de supetão, fazendo-a ficar por cima dele. A mão dele apertava firme a sua cintura, guiando-a, fazendo-a se esfregar contra ele por cima do moletom.Ela tremia, mordendo o lábio enquanto se perdia nas sensações. Romeo observava cada detalhe de seu rosto corado, os olhos semicerrados e os gemidos baixos. Por um segundo, ele se perguntou o que estava fazendo, pois tudo estava indo rápido demais. Mas não havia como parar agora. Mesmo que quisesse, naquele momento ele não era o Romeo controlador; era apenas um homem se deixando levar pelo desejo absoluto.Ele segurou os pulsos dela e a puxou para baixo, fazendo-







