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Capítulo 4

ผู้เขียน: Justa
Sob o sol escaldante, a temperatura continuou subindo.

Aos poucos, os estudantes deixaram de permanecer nas áreas externas do campus e correram de volta para os dormitórios.

O odor da decomposição começou a exalar do meu corpo, atraindo alguns gatos de rua que rondavam os terrenos da universidade.

Eu jazia ali, completamente indefesa, sem conseguir fugir ou pedir socorro. Só me restava assistir àqueles gatos rasgarem minha carne com os dentes, enquanto uma dor insuportável parecia atingir até minha alma.

Desesperada, minha alma flutuou em direção ao escritório da minha mãe, mas a encontrei conversando alegremente com Sharon.

Com os olhos arregalados de admiração e a inveja estampada no rosto, Sharon folheava um dos cadernos da minha mãe.

— Nossa, Sra. Cole, estas são todas as refeições nutritivas que a senhora preparou para Briana? — Perguntou ela, maravilhada.

— Cada prato traz o modo de preparo e os benefícios para a saúde. A senhora deve manter este caderno há muitos anos.

Assim que vi aquele caderno nas mãos dela, senti meus olhos arderem.

Minha mãe começou a escrevê-lo no dia em que nasci. Ela sempre dizia que, enquanto seguisse as receitas anotadas ali, eu cresceria saudável e forte.

Minha mãe fitou o caderno grosso, e seu olhar ficou distante por um instante. Ao contemplar as páginas amareladas, ela pareceu mergulhar nas lembranças do passado.

Depois de um longo silêncio, soltou um leve suspiro e acariciou os cabelos de Sharon.

— Se Briana fosse ao menos tão sensata quanto você...

Nesse momento, o reitor entrou apressado no escritório.

— Sra. Cole, sua filha não continua deitada lá fora? Está fazendo mais de trinta e dois graus, e ouvi dizer que ela tem a saúde frágil. Se tiver uma insolação, as consequências podem ser graves.

A mão da minha mãe, ainda pousada sobre a cabeça de Sharon, parou por um instante antes que ela respondesse com indiferença:

— Ela é mimada demais. Não há a menor chance de suportar ficar sob o sol só para levar essa encenação adiante. Reitor, conheço minha própria filha. Ela está apenas fazendo birra de propósito. Quanto mais atenção eu der, maior será o escândalo. Quando se cansar de ficar deitada, vai se levantar sozinha.

O reitor balançou a cabeça, impotente, soltou um suspiro e deixou o escritório.

Alguns minutos depois, bateram à porta.

Por um breve instante, minha mãe pareceu aliviada. No entanto, ao ver os alunos que entraram, um lampejo de decepção atravessou seu rosto.

Eu sabia que ela estava esperando por mim. Porém, nunca mais voltaria a me ver.

Os estudantes foram buscar os certificados referentes às bolsas de estudo e às premiações das competições.

Com um sorriso, minha mãe tirou os documentos da gaveta e os incentivou a continuar se esforçando no futuro.

Os alunos trocaram olhares constrangidos, com a culpa transparecendo em seus olhos.

— Sra. Cole, na verdade, nós é que deveríamos agradecer à Briana. — Disse um deles.

Outro estudante assentiu e acrescentou:

— Foi ela quem cedeu essas oportunidades para nós.

O sorriso no rosto da minha mãe congelou imediatamente, e até o ar pareceu ficar imóvel.

Ao vê-la enrijecer de repente, soltei uma risada amarga.

Ela sempre acreditou que evitar qualquer suspeita de favoritismo era sinônimo de justiça, mas agora todos conheciam a verdade.

Aquelas honrarias eram minhas, fui eu quem abriu mão delas.

Ainda assim, para preservar a própria imagem de imparcialidade, minha mãe se tornou alguém que roubou as conquistas da própria filha.

A expressão dela se fechou, e sua voz transbordou desprezo.

— Não precisam agradecer a Briana. Ela nunca mereceu o primeiro lugar. Antes da competição, mexeu escondida no meu computador. Foi assim que venceu. Vocês é que realmente mereceram esses prêmios. — Declarou minha mãe.

Visivelmente constrangidos, os alunos pegaram os certificados e saíram às pressas do escritório.

A sensação foi de uma faca atravessando meu coração.

Então, novas batidas ecoaram na porta.

Sharon imediatamente abriu um sorriso de satisfação.

— Sra. Cole, deve ser Briana vindo pedir desculpas.

Minha mãe pigarreou e endireitou as costas com a confiança de quem já se considerava vitoriosa.

— Não estava toda teimosa, deitada no chão mais cedo? Agora finalmente percebeu que estava errada? — Perguntou ela em tom altivo, antes mesmo de abrir a porta.

— Briana, se realmente reconhece seu erro, amanhã vai pedir desculpas publicamente a Sharon diante de toda a universidade. Depois, vai escrever uma redação de autocrítica sobre ter se fingido de morta e prejudicado a reputação do grupo e afixá-la no mural. Caso contrário, nunca mais me chame de mãe.

As batidas continuaram, cada vez mais rápidas e urgentes. Irritada, minha mãe se levantou e escancarou a porta com um puxão.

No instante em que viu quem estava do lado de fora, seu corpo inteiro ficou paralisado.

Dois policiais uniformizados estavam diante dela, ambos com expressões graves.

— A senhora é mãe de Briana?

Minha mãe hesitou por um instante, e um lampejo de irritação atravessou seu olhar.

— Sou. Em que confusão ela se meteu agora? Ainda está deitada no chão, recusando-se a levantar? Alguém chamou a polícia?

O policial à frente não respondeu às perguntas. Apenas a encarou com pesar antes de anunciar:

— Meus sentimentos. Briana Hayes faleceu.
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