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Depois Que Me Tornei Obediente, A Família Inteira Enlouqueceu

Depois Que Me Tornei Obediente, A Família Inteira Enlouqueceu

Por:  Torta de OvoCompleto
Idioma: Portuguese
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Seis anos depois de ter sido expulsa da família rica sob a acusação de ser uma falsa herdeira, eu sobrevivia vendendo sangue. Assim que peguei o dinheiro e me preparava para entrar em contato com o médico para conseguir meus remédios, a parte de trás do meu joelho foi violentamente chutada por um guarda-costas. Ao mesmo tempo em que os meus joelhos bateram no chão, ouvi uma senhora da alta sociedade gritar descontroladamente. — O que você ainda está fazendo aqui? Ainda quer matar a minha Patrícia? Com um forte tapa no meu rosto, finalmente consegui enxergar que, diante de mim, estava a minha mãe, Helena, à procura de doadores de sangue para Patrícia. Ao lado, Sullivan observava a minha mãe em prantos e imediatamente ordenou que os guarda-costas me jogassem para fora. Ele me olhou de cima a baixo, encarando o dinheiro nas minhas mãos, e soltou um riso frio. — Parece que esses anos não suavizaram o seu temperamento. Por meras centenas de reais, você até vende sangue. — Em quinze dias, Patrícia vai se formar e viajar para o exterior para aprofundar os estudos, e você não poderá mais maltratá-la. — Até lá, explicarei a situação aos nossos pais e te levarei de volta para casa. Você continuará sendo a princesa da família. — Voltar para casa?... Princesa?... Eu murmurei para mim mesma e, por fim, balancei a cabeça e ri em voz alta. A progressão da esclerose lateral amiotrófica era rápida demais. Eu não conseguiria aguentar nem um mês. Além disso, desde o momento em que ele deliberadamente me acusou de ser uma herdeira falsa por causa de Patrícia, eu já não tinha mais uma casa.

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Capítulo 1

Capítulo 1

Meus dedos não tinham força, e o dinheiro que eu não conseguia segurar direito foi levado por uma lufada de vento.

Inconscientemente, arrastei as minhas duas pernas desobedientes e fui atrás do dinheiro como pude.

Todas as pessoas ao redor olhavam para mim como se eu fosse um monstro.

Mas eu não me importei nem um pouco.

Eu só sabia que, se aquele dinheiro sumisse, todo o meu plano de comprar os remédios que eu vinha tentando conseguir havia tanto tempo iria por água abaixo.

Toda a minha atenção estava voltada para aquela nota levada pelo vento, a ponto de nem ouvir os xingamentos cruéis dos transeuntes.

Aquelas vozes fizeram o rosto de Sullivan escurecer ao extremo.

Ele não aguentou ouvir mais aquilo e rugiu de raiva.

— Débora! Para me fazer sentir pena de você, você até perdeu a vergonha?

— Nós só expulsamos você de casa e a mandamos temporariamente para outra família. A família que a recebeu também tinha boas condições. Pra quem você está fazendo esse show nojento?

A voz familiar soou como um martelo batendo no meu coração, que tremeu violentamente.

Um acontecimento sem importância para ele era o inferno para o qual eu jamais desejaria voltar em toda a minha vida.

Uma amargura indescritível subiu pela minha garganta, mas, no fim, apenas parei, juntei as minhas forças e dei outro passo.

A minha maneira de andar era de fato bizarra. O rosto de Sullivan suavizou um pouco e ele finalmente percebeu que havia algo errado.

Ele caminhou apressadamente em minha direção com passos largos, mas, assim que ia abrir a boca para perguntar...

Patrícia apareceu de repente, cobrindo a boca com uma expressão de surpresa.

— Nossa, Débora! Não bastou pedir ao hospital um atestado falso de esclerose lateral amiotrófica, agora você até começou a fingir sintomas físicos?

Dizendo isso, ela entregou meu laudo para Sullivan e disse em voz chorosa:

— Sullivan, eu sei que a Débora está fazendo isso só para voltar para casa mais rápido. Fui eu quem afetou o relacionamento de vocês. Que tal me enviar para o exterior mais cedo?

Sullivan encarou a ficha médica.

Os seus punhos se cerraram cada vez mais e os seus dentes rangeram.

— Quase fui enganado por você. Débora, depois de tantos anos, a única coisa que você sabe fazer é mentir! Agora até aprendeu a fingir estar doente? Cuidado para não acabar morrendo de verdade com o seu fingimento antes mesmo de voltar para casa!

Ele jogou a ficha médica com força sobre mim e arrastou Patrícia para longe de forma implacável.

Foi apenas quando Patrícia olhou para trás e fez um sinal de vitória com os dedos que eu finalmente voltei a mim.

Dei um sorriso autodepreciativo. E daí que eu era sua irmã biológica?

Aconteça o que acontecer, desde que envolva Patrícia, a culpa é minha, sou eu quem estou mentindo.

Mas, agora, tudo isso já não importava mais. Eu só queria pegar o remédio o mais rápido possível e fazer o meu corpo se sentir um pouco melhor.

Recolhi o dinheiro e entrei no ônibus em direção ao hospital.

O trânsito já estava congestionado havia algum tempo. Havia uma longa fila de caminhões de carga.

Ao assistir a um vídeo no celular, descobri que se tratava de suprimentos médicos doados por Sullivan para a região montanhosa.

De repente, recebi uma ligação do médico. Do outro lado da linha, ele suspirou, cheio de pesar.

— Srta. Débora, não venha mais. O Sr. Sullivan deu ordens dizendo que você está fingindo a doença e que nenhum hospital deve prescrever remédios para você, para não desperdiçar medicamentos.

Mas o médico sabia muito bem que a minha doença era real e já tinha prometido reservar os remédios para mim.

No entanto, por mais que eu implorasse, o médico não cedeu e, no fim, desligou na minha cara.

Fiquei olhando atônita pela janela do ônibus para as faixas de ajuda penduradas nos caminhões. Aquilo parecia tão irônico.

No passado, quando Sullivan apoiava Patrícia financeiramente, ele nunca hesitava em gastar fortunas com ela.

Nas ações de resgate e apoio às regiões montanhosas, Sullivan sempre era o primeiro a se envolver todos os anos.

Mas o simples fato de eu usar o meu próprio dinheiro para comprar remédios era, aos olhos de Sullivan, um desperdício.
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