LOGINAnnaAntes que eu pudesse formular qualquer frase sobre a distância, Matteo tomou a minha boca em um beijo lento, quente e profundo. As mãos dele desceram das minhas costas para a minha cintura, apertando-me contra o seu corpo com uma firmeza quase possessiva, como se quisesse apagar com toque qualquer quilômetro que ousasse se colocar entre nós.Quando nossos lábios finalmente se separaram, ele não me libertou. Deslizou a boca pela minha mandíbula, roçando os lábios no meu pescoço e descendo até o meu colo, onde depositou um beijo demorado sobre a minha pele arrepiada.— Tudo bem — murmurou ele contra o meu peito, a voz abafada e num tom surpreendentemente calmo. — Eu vou junto com você.Espantei-me tanto com a resposta dele que dei um leve empurrão em seus ombros para conseguir encará-lo de frente.— Você o quê?! — perguntei, franzindo a testa e soltando uma risada incrédula. — Matteo, você tem sua empresa para gerenciar aqui! Você não pode simplesmente largar tudo e ir para Nova Yo
AnnaAssim que a porta da frente se fechou e o estalo da tranca ressoou pelo corredor, fiquei parada no meio da sala por longos segundos, encarando o vazio com um sorriso abobalhado e completamente ridículo nos lábios.Passei as mãos pelo rosto, soltando um suspiro pesado enquanto a realidade batia à porta.Fodeu, pensei, sentindo o estômago dar um nó. Tudo foi absolutamente para as cucunhas.Aquele homem havia destruído, uma por uma, todas as barreiras emocionais que eu passei anos erguendo com tanto custo. E o pior de tudo era que ele encenava aquele papel de namorado com uma perfeição tão assustadora que eu já não fazia a menor ideia de onde terminava o nosso acordo e onde começava a vida real. Eu estava caminhando em um terreno minado, de olhos vendados, sabendo que a qualquer momento tudo poderia explodir na minha cara.Mas eu precisava retomar o controle. Tratei de balançar a cabeça, espantando aqueles pensamentos.— Chega, Anna — murmurei para a sala vazia, impondo firmeza a mi
AnnaAcordei na manhã seguinte com o som insistente e estridente do meu celular tocando sobre o criado-mudo. A claridade suave da manhã começava a invadir o quarto através das frestas da cortina, desenhando linhas douradas sobre o lençol bagunçado. Antes mesmo de abrir os olhos completamente, senti o peso morno e possessivo da perna de Matteo jogada por cima das minhas coxas. Estávamos completamente pelados, com a pele ainda quente e marcada pelo suor daquela noite insana, onde tínhamos nos devorado até a exaustão.O aparelho continuava a vibrar, quebrando o silêncio do ambiente. Estiquei o braço devagar, evitando fazer movimentos bruscos, e peguei o telefone com um aperto no peito, tomado pelo receio instantâneo de ver o nome de Mário ou de algum número desconhecido na tela. Quando finalmente virei o visor para o meu rosto, o ar voltou aos meus pulmões. Era Emma.Respirei fundo, pigarreei para disfarçar a rouquidão e atendi com a voz ainda embotada pelo sono.— Alô?...— Prima! Meu D
MatteoA tensão dentro daquele apartamento era algo quase físico, uma carga elétrica tão densa que pesava no ar e dificultava até o ato de respirar. Eu estava ali, parado na penumbra do hall de entrada, um homem de trinta e cinco anos habituado a comandar reuniões, a fechar acordos milionários e a manter o controle absoluto sobre cada aspecto da minha vida... praticamente implorando por sexo.Aquela mulher me enlouquecia de uma forma que desafiava a minha própria lógica. Por mais que ela tentasse impor barreiras, por mais que erguesse muros e resistisse com unhas e dentes, eu continuava me colocando naquela posição de vulnerabilidade, quase me humilhando por um punhado de atenção dela. A que ponto eu tinha chegado? Passei a vida inteira estabelecendo regras rígidas de convivência, mantendo distância emocional de qualquer relacionamento, e agora me pegava quebrando cada uma das minhas leis sagradas, implorando para que ela não me mandasse embora.E então, quando ela encarou a minha boc
AnnaO som do motor do carro se apagando na garagem subterrânea pareceu ecoar como um trovão no silêncio do prédio. Antes que eu pudesse sequer pensar em puxar a maçaneta, Matteo já estava do meu lado do veículo. Ele abriu a porta com uma elegância natural e estendeu a mão grande na minha direção, os olhos azuis brilhando com uma intensidade que fazia o ar no meu peito sumir.Segurei seus dedos para me apoiar. A pele dele estava quente, firme, e no segundo em que meus pés tocaram o concreto da garagem, uma onda de calor subiu direto pelas minhas pernas.— Matteo... isso é realmente necessário? — perguntei, tentando manter a voz firme enquanto soltava a mão dele, ajustando a alça da bolsa no ombro.O ar da garagem era gelado, mas o meu corpo parecia estar em chamas. Tentei culpar a taça de vinho branco do jantar, tentei me convencer de que era o cansaço do dia acumulado, mas a verdade nua e crua era uma só: a simples presença de Matteo Bianchi estava me deixando completamente louca.—
AnnaEntrelacei meus dedos nos dele sem protestar. A sensação da mão grande, quente e firme de Matteo envolvendo a minha trazia um contraste bizarro para o meu estado de espírito: por fora, eu tentava parecer composta; por dentro, ainda sentia os tremores residuais daquela mensagem tóxica de Mário. Mas caminhar ao lado dele, sentindo aquele toque seguro, fazia o mundo lá fora parecer um pouco menos assustador.Passamos pelos corredores movimentados da agência, e o burburinho ao redor parecia diminuir à medida que avançávamos. Algumas modelos e funcionários da produção viravam o rosto para nos olhar, cochichando baixinho. Matteo, no entanto, andava com a cabeça erguida e uma postura tão inabalável que parecia ignorar completamente o circo que havíamos criado.Dobramos a esquina em direção ao saguão principal quando a porta da sala de reuniões se abriu. Para a minha surpresa, Alberto e Jonas surgiram no corredor, carregando pastas de couro e conversando animadamente.Paralisei por uma f







