Home / Romance / Na Penumbra do Desejo / ​Capítulo 4: Fome Reprimida

Share

​Capítulo 4: Fome Reprimida

Author: Aurora Drich
last update Petsa ng paglalathala: 2026-08-19 01:10:42

O corredor do andar superior estava mergulhado em uma penumbra quase absoluta. As paredes forradas de veludo escuro abafavam qualquer som, criando um casulo de isolamento do resto do mundo.

​Assim que a porta pesada da suíte privativa se fechou atrás deles, o ar dentro do aposento pareceu rarefeito. Raul não acendeu nenhuma luz. Para ele, a escuridão era uma aliada necessária, o véu que protegia sua identidade e permitia que ele liberasse toda a brutalidade e a urgência que mantinha amarradas durante o dia.

​Ele empurrou o corpo dela com força até que as costas de Laura encontrassem a parede sólida de madeira. A batida foi firme, e o som da respiração descontrolada dos dois tomou o quarto.

​— Você fala demais lá fora... — o sussurro dele saiu como um rosnado rente ao ouvido dela, carregado de uma ironia áspera.

​— E você acha que manda em alguma coisa aqui dentro — Laura rebateu, erguendo o queixo debaixo da máscara de renda, desafiando-o no escuro.

​A resposta dela foi o estopim. Sem um pingo de paciência, a boca de Raul desabou sobre a dela num beijo faminto e agressivo. Os lábios carnudos de Laura foram prensados com um domínio que fez seu corpo inteiro pegar fogo. Ela não recuou. Abriu a boca, entregando-se ao beijo, enquanto suas mãos subiam para o peitoral dele, agarrando o tecido da camisa preta com força e puxando os botões com tanta fúria que dois deles voaram e bateram no chão de madeira.

​Raul soltou um grunhido de satisfação contra a boca dela. A mão grande e calejada dele subiu pela nuca de Laura, tateando a estrutura do coque alto. Quando ele ameaçou puxar os grampos para soltar o cabelo dela, Laura travou. O alarme do seu disfarce disparou.

​Com um movimento ágil, ela segurou os pulsos dele, cravando as unhas afiadas na pele quente do braço dele.

​— No meu cabelo não — ela ordenou arfando, encarando-o debaixo da máscara. — Se quiser continuar, jogue pelas minhas regras.

​— Eu não recebo ordens de você, garota — ele sibilou, a voz rouca vibrando contra o pescoço dela.

​Raul não cedeu. Em vez de recuar, ele usou o próprio peso para prensá-la ainda mais contra a parede, descendo a mão bruta pela cintura dela, agarrando o tecido macio do vestido de veludo e puxando-o para cima sem o menor cuidado, até a altura dos quadris. A palma quente e áspera dele encontrou a pele nua da coxa farta de Laura, apertando a carne macia com uma possessividade que arrancou um gemido agudo da boca dela.

​Mergulhada naquela onda de calor, Laura usou a força dos quadris e empurrou o peitoral dele. A colisão de corpos fez Raul dar dois passos em falso para trás até a borda da cama. Sem dar trégua, Laura avançou como uma leoa, empurrando-o pelos ombros com toda a sua massa até fazê-lo cair sentado no colchão.

​Ela montou sobre ele imediatamente. O vestido subiu de vez, e Laura encaixou o quadril sobre a calça dele, sentindo a rigidez e o volume impressionante do homem abaixo de si.

​— Você é um bruto — ela sussurrou, ajeitando as mãos no peitoral largo e bronzeado dele, empurrando a camisa rasgada para fora dos ombros musculosos.

​— E você tá louca por isso — Raul rebateu no mesmo segundo, desferindo uma apertada funda no quadril dela, puxando-a para baixo contra o seu corpo com uma força que quase a fez perder o ar.

​A disputa era feroz. Enquanto Laura tentava ditar o ritmo de cima, rebolando com lentidão e provocação sobre a dureza dele, Raul recusava-se a ser um mero espectador. Ele subiu as mãos pelas coxas grossas de Laura, erguendo o corpo dela ligeiramente para alinhar os corpos antes de prender a boca rosada dela em um beijo profundo, sugando a língua dela enquanto suas mãos contornavam a bunda grande e farta, apertando a carne com vontade, moldando-a ao seu toque.

​Laura cravou as unhas nas costas largas e musculosas dele, sentindo os relevos da musculatura rígida se contraindo a cada toque. O contraste da pele clara e macia dela contra a pegada bruta e calejada de Raul criava uma faísca insuportável.

​Ele a girou no colchão com um movimento rápido e firme, invertendo as posições de novo. Agora era ele por cima, prendendo as pernas fartas dela entre as suas, segurando os pulsos de Laura contra o travesseiro enquanto tirava o cinto e a própria calça com a mão livre, em uma urgência cega.

​— Tenta tomar o controle de novo — ele provocou, a voz grave falhando de puro desejo, roçando a boca no decote farto dos seios médios e firmes dela, abocanhando a pele quente antes de descer as mãos para livrar Laura do que restava de roupa.

​— Não precisa me desafiar... — Laura arfou, arqueando as costas, entregando-se à invasão dele, envolvendo a cintura larga dele com as pernas grossas e puxando-o para dentro de si com uma ferocidade que fez o próprio Raul soltar um rosnado animal no escuro.

​O sexo foi um confronto físico, sem trégua e sem espaço para delicadeza. A cama rangia sob a intensidade das investidas fundas e ritmadas dele, que segurava o quadril dela com força, deixando marcas vermelhas na pele clara. Laura correspondia a cada estocada arranhando os ombros e as costas dele, gemendo alto sem se importar em esconder o prazer devastador que aquele homem lhe proporcionava.

​Eles se devoravam no escuro, alternando momentos de pura força bruta com provocações no ouvido, um encaixe perfeito de dois corpos feitos para a mesma intensidade.

​Quando o ápice os atingiu, veio em uma explosão sufocante de prazer. Raul travou o corpo maciço sobre o dela, afundando o rosto na curva do pescoço de Laura enquanto soltava um rugido abafado. Laura agarrou-se aos braços fortes dele, o corpo estremecendo inteiro sob o peso e o calor escaldante daquele homem.

​Ficaram longos minutos deitados no escuro, o som das respirações entrecortadas preenchendo o quarto. O suor colava a pele dos dois, e o perfume de baunilha oriental dela estava completamente misturado ao cheiro amadeirado e viril dele.

​Raul foi o primeiro a se mexer. Sem dizer uma palavra, ​Raul vestiu as roupas na penumbra com movimentos rápidos e calculados, ajeitando a máscara de couro e passando os dedos pelo cabelo. Ele parou junto à porta por uma fração de segundo, o olhar fixo na silhueta dela sobre a cama na escuridão.

​— O mesmo lugar. Na próxima sexta — ele disse com a voz baixa, grave e rouca, sem se virar.

​Laura permaneceu entrelaçada nos lençóis, respirando fundo enquanto recuperava o fôlego. Ela ajustou a máscara de renda no rosto e o encarou através da penumbra com um olhar enigmático.

​— Se eu decidir voltar... você saberá — ela respondeu com tom suave, controlado e misterioso, sem entregar o controle da situação.

​Raul soltou uma respiração pesada pelo nariz, ajeitou a maçaneta e saiu sem dizer mais nada, deixando apenas a porta se fechar com um clique seco.

​Laura ficou a sós na imensidão escura do quarto. Sentia a pele queimando, o corpo moído pela intensidade do que acabara de acontecer e o cheiro de fumo e madeira dele impregnado em seus poros. Ela se ergueu devagar, ajeitando o vestido com a elegância impecável que lhe era natural, garantindo que nem um único detalhe do seu disfarce tivesse falhado.

​Naquela noite, ela tivera o alívio que procurava. Mas na segunda-feira de manhã, a trégua das sombras terminaria. E a guerra no mundo real estaria apenas começando.

Patuloy na basahin ang aklat na ito nang libre
I-scan ang code upang i-download ang App

Pinakabagong kabanata

  • Na Penumbra do Desejo   Capítulo 5: O Jogo do Sufoco

    ​A segunda-feira amanheceu sob um céu chuvoso e denso, cobrindo o vale com uma névoa fria que deixava o asfalto da rodovia estadual escorregadio. No centro administrativo da Associação dos Produtores Rurais, o clima não estava menos carregado.​Laura Diniz entrou no prédio de vidros espelhados a passos firmes. Vestia um conjunto de alfaiataria cinza-chumbo, ajustado ao corpo com perfeição, e seus longos cabelos pretos e lisos caíam soltos pelas costas, balançando a cada movimento decidido. A maquiagem era leve, polida e estritamente profissional, mas o olhar escuro trazia a frieza de quem passara o fim de semana inteiro desenhando um plano de ataque cirúrgico.​Ela trazia sob o braço uma pasta com a notificação prévia de embargo administrativo sobre a nascente do Rio Ouro, a principal fonte de irrigação da Gleba Sul. Se Raul Castelo se recusava a vender a terra pelo valor absurdo que a família Diniz oferecera, seria obrigado a negociar quando visse suas lavouras secarem no próximo cic

  • Na Penumbra do Desejo   ​Capítulo 4: Fome Reprimida

    O corredor do andar superior estava mergulhado em uma penumbra quase absoluta. As paredes forradas de veludo escuro abafavam qualquer som, criando um casulo de isolamento do resto do mundo.​Assim que a porta pesada da suíte privativa se fechou atrás deles, o ar dentro do aposento pareceu rarefeito. Raul não acendeu nenhuma luz. Para ele, a escuridão era uma aliada necessária, o véu que protegia sua identidade e permitia que ele liberasse toda a brutalidade e a urgência que mantinha amarradas durante o dia.​Ele empurrou o corpo dela com força até que as costas de Laura encontrassem a parede sólida de madeira. A batida foi firme, e o som da respiração descontrolada dos dois tomou o quarto.​— Você fala demais lá fora... — o sussurro dele saiu como um rosnado rente ao ouvido dela, carregado de uma ironia áspera.​— E você acha que manda em alguma coisa aqui dentro — Laura rebateu, erguendo o queixo debaixo da máscara de renda, desafiando-o no escuro.​A resposta dela foi o estopim. Sem

  • Na Penumbra do Desejo   Capítulo 3: Sob o Véu da Penumbra

    A névoa espessa da madrugada cobria a estrada de cascalho que levava ao casarão colonial isolado entre as colinas. Para quem olhava de fora, parecia apenas uma propriedade histórica esquecida pela vegetação densa. Por dentro, no entanto, funcionava um dos refúgios mais exclusivos e sombrios da alta sociedade regional.​Laura Diniz desligou o motor do carro alugado a cerca de quinhentos metros do portão principal, ocultando o veículo sob a copa de uma figueira centenária. Ela não podia correr o menor risco. Se alguém da imprensa, dos leilões ou do círculo social de seu pai a reconhecesse ali, o escândalo destruiria sua reputação executiva antes mesmo de ela conseguir assinar a primeira folha do contrato das terras.​No banco do passageiro, a iluminação fraca do painel refletia no espelho de mão. Laura encarou o próprio reflexo, garantindo que nem um único traço da "Diniz" do mundo corporativo estivesse visível.​Seus longos cabelos pretos, que de dia caíam lisos e soltos sobre os ombro

  • Na Penumbra do Desejo   ​Capítulo 2: Marcas no Sangue

    Raul Castelo arremessou a chave de fenda contra a bancada de madeira pesada da oficina, produzindo um estalo metálico que ecoou por todo o galpão.​O sol do fim de tarde já começava a tingir o céu de um tom alaranjado e denso, mas o calor retido no galpão de máquinas ainda era sufocante. Ele passou a mão grande pelo rosto, limpando a fuligem e o suor da testa, enquanto encarava a nuvem de poeira que o SUV de Laura Diniz havia levantado na estrada de terra meia hora atrás.​— Patricinha abusada — ele rosnou para o vazio, a voz grave vibrando no peito largo.​Ele já tinha visto todo tipo de negociante da capital. Caras engravatados com relógios que custavam o preço de um trator, advogados que tentavam o intimidar com termos difíceis e investidores que achavam que fazendeiro era homem simplório para ser passado para trás. Mas aquela mulher... aquela Diniz tinha uma audácia diferente.​Não era apenas a petulância do sobrenome famoso. Era o jeito como ela o encarara. Aqueles olhos escuros,

  • Na Penumbra do Desejo   Capítulo 1: O Preço da Mão de Ferro

    ​O salto agulha de Laura Diniz estalou contra as pedras da entrada da sede da Fazenda Castelo com a precisão de um martelo em um tribunal.​Ela ajustou o terno de corte impecável na cor verde-esmeralda, sentindo o tecido estruturado abraçar suas curvas. Laura sabia exatamente o impacto que causava. Tinha um metro e setenta de altura, corpo violão com coxas fartas e quadril bem delineado que costumavam fazer homens fracos tropeçarem nas próprias palavras. Mas ali, naquelas terras, ela não estava para ser admirada; estava para fechar o negócio que seu pai falhara em concluir por quase duas décadas.​A gleba sul da divisa — trezentos hectares de terra roxa, absurdamente fértil e com acesso exclusivo à nascente do rio principal — precisava ser dos Diniz. Era uma questão de estratégia, expansão e, acima de tudo, orgulho familiar.​O sol das duas da tarde batia forte contra o teto do SUV preto estacionado logo atrás. Laura passou os dedos longos pelos cabelos pretos e perfeitamente lisos qu

Higit pang Kabanata
Galugarin at basahin ang magagandang nobela
Libreng basahin ang magagandang nobela sa GoodNovel app. I-download ang mga librong gusto mo at basahin kahit saan at anumang oras.
Libreng basahin ang mga aklat sa app
I-scan ang code para mabasa sa App
DMCA.com Protection Status