LOGINPOV Miguel
Eu a segurei, elevando-a ao ar, meus lábios grudados nos dela, a devorando enquanto Roberta gemia baixinho. Minha mente gritava para fugir, para não cometer aquela loucura com a mulher com quem eu estava casado, mas meu corpo não me obedeceu.
Abri os olhos e olhei para Roberta. Minha respiração falhou. Ela era tão bonita. Ela parecia tão feliz, sorrindo para mim enquanto suas covinhas apareciam. Ela se inclinou e me bei
POV MiguelSuspirei cansado quando pela décima vez Carol tentou convencer o conselho a me destituir do cargo justificando os escândalos da mídia envolvendo meu casamento com a Roberta. Ninguém na sala de reuniões concordava com ela.Eu batia a caneta sobre a mesa, meus olhos fixos em meus movimentos apenas ouvindo o que todos tinham a dizer a meu respeito. Eu não queria me defender e nem mesmo precisaria. Eu confiava em meu excelente trabalho como CEO. A empresa nunca esteve tão bem sob o meu comando, e eu sabia que as justificativas de Carol não se sustentariam.Percebendo que o tempo passava e eu tinha outros assuntos mais importantes para resolver, olhei as horas no relógio de pulso, ajeitei minha postura e me levantei.— Se você não tem um motivo específico para minha demissão, como por exemplo minha incompetência em gerir os negócios da fam&iac
POV MiguelAria se comportava diferente da mulher que chegou em minha casa furiosa porque eu, segundo ela, havia me casado com minha amante. Ela tomava as dores de Amanda agindo como a Amanda. A mulher ao meu lado sorria falando sobre assuntos aleatórios enquanto eu dirigia pelas ruas quase desertas da cidade.— Por que a Roberta precisa provar para mim que o casamento de vocês é real? — A mudança repentina de assunto me fez girar o pescoço e olhar para ela. — Eu acredito em você. Eu sei que o casamento é um meio para recuperar o seu filho. Eu prometo que vou ajudá-lo.Voltei meus olhos para a estrada sem vontade de prolongar aquele assunto. Senti que Aria esperava uma confissão do que de fato havia acontecido entre mim e Roberta na noite anterior. Ela queria que eu confessasse que a rejeitei mesmo dormindo no mesmo quarto.Mas isso não havia acontecido. Eu não havia resistido a Roberta.Eu me entreguei, e agora eu não sabia o que fazer com as lembranças que me atormentavam.Quando eu
RobertaO lado da cama estava vazio. Eu estiquei o braço conferindo se era real. O lençol bagunçado me fazendo lembrar da noite passada em cada detalhe. Um sorriso idiota brincou em meus lábios. Eu me encolhi agarrando o cobertor e abafei o grito de felicidade.Olhei outra vez para o lado. Por que ele não se despediu de mim? Por que fugiu sorrateiramente como se tivesse cometido um crime? Saltei da cama e fui ao banheiro. Nenhum sinal do Miguel. Peguei a blusa branca dele ainda jogada no chão e a levei até meu rosto, sugando seu cheiro. Meu coração disparando, a felicidade transbordando para fora de mim. Coloquei a camiseta dele; eu sempre me imaginei fazendo isso depois que eu casasse, o momento em que eu poderia vestir a roupa do meu marido depois de uma noite de amor.Abri a porta do quarto correndo pelo corredor descalça, meu coração ansioso por vê-lo, abraçá-lo e finalmente mostrar o que eu sentia sem medo de nada, nem mesmo do fantasma de Amanda.A casa estava vazia, apenas a em
POV MiguelEu a segurei, elevando-a ao ar, meus lábios grudados nos dela, a devorando enquanto Roberta gemia baixinho. Minha mente gritava para fugir, para não cometer aquela loucura com a mulher com quem eu estava casado, mas meu corpo não me obedeceu.Abri os olhos e olhei para Roberta. Minha respiração falhou. Ela era tão bonita. Ela parecia tão feliz, sorrindo para mim enquanto suas covinhas apareciam. Ela se inclinou e me beijou outra vez, prevendo que eu fugiria. Suas mãos deslizando pelos meus braços, pelas minhas costas. Eu a levei até a cama. Eu queria aquilo, meu corpo implorava por isso.Minhas mãos passeavam pelo seu corpo, Roberta implorando para que eu continuasse. O beijo dela estava longe de ser suave e doce, mas cheio de fome e obsessão. Eu a beijei com a mesma vontade. Minha língua entrou em seus lábios, provando cada milímetro dela. Instint
POV RobertaA carranca no rosto de Aria se intensificou. Ela tentou disfarçar o quanto minhas palavras a irritaram. No segundo seguinte, ela ajeitou a postura, sorriu e, olhando em meus olhos, disse:— Que estranho, o Miguel me garantiu que o casamento de vocês era só um acordo e que ele não amava você. Eu só estou dormindo no andar superior porque ele disse que você estava ocupando o quarto de hóspedes.As palavras dela se infiltraram em minhas veias como um veneno letal. Um amargor invadiu minha boca e meu estômago se contorceu mais uma vez. Eu olhei para o Miguel, o ódio me corroendo por dentro por ele ter contado algo tão íntimo para ela. A mandíbula de Miguel se apertou; o silêncio dele foi como um soco no meu estômago. Eu entrelacei meus dedos nos dele, esquecendo sua afronta. Não me importava o que aquela mulher dizia ou o que ela achava, eu n&a
— Tenho certeza de que o Miguel pretende manter as memórias da Amanda vivas — ela acariciou ainda mais as mãos dele, até que Miguel a afastou, recolhendo o braço para debaixo da mesa.Ela manteve o sorriso, enquanto meus traços se curvaram em um rosnado baixo de nojo. Senti raiva das palavras dela. Naquele momento, ficaram nítidas as intenções de Aria: ela não estava aqui apenas para questionar o Miguel sobre o nosso casamento. Ela queria arruinar o relacionamento que eu nem havia construído ainda com Miguel.— Vamos deixar as conversas para depois e vamos jantar — a voz de Miguel soou alta e impaciente.Ele deveria estar me defendendo, mas não era isso o que acontecia. Ele deixou essa mulher ficar em nossa casa, agir livremente, tocá-lo como se fosse íntima. Eu olhei para Miguel, que continuava mantendo o olhar dele longe do meu, e entendi que a presença de Aria quebrava todas as suas defesas.Ela era igual à Amanda, e isso era o ponto fraco dele.Os passos de Emília se aproximaram,







