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Capítulo 5

Author: Peachy
O oficial de justiça escancarou as portas do tribunal, empurrando para dentro uma caixa de transporte para animais elegante e de aparência caríssima.

A caixa preta estava coberta de adesivos de viagens internacionais, passando uma imagem ao mesmo tempo profissional e misteriosa.

O tribunal inteiro prendeu a respiração. Câmeras dispararam, um frenesi de flashes cegantes. O chat da transmissão ao vivo rolava numa velocidade absurda:

— O que tem aí dentro?

— Evidências?

— A arma do crime?

— Que
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  • Negando a Culpa do Meu Filho   Capítulo 8

    Houve uma reviravolta no roteiro.Agora era a vez de Brenda e Tiffany entrarem em pânico.— Chantagem? — A voz de Brenda em um grito estridente. — Harper! Como você pode dizer isso? Nós somos as vítimas aqui!Ela tentava retomar o controle, mas a voz tremia.— Minha filha passou por tanto trauma, e agora você vai se voltar contra nós?Tiffany entrou imediatamente no jogo, forçando ainda mais lágrimas.— Eu já estou mal demais… eu realmente só cometi um erro… por favor, não me torturem mais…A voz dela tremia enquanto tentava voltar ao papel de vítima inocente.— Eu tenho TEPT… minha memória está toda confusa… não é culpa minha…Algumas pessoas do júri começaram a hesitar.— Talvez elas realmente tenham só cometido um erro…— Até parecem meio patéticas…Mas minha expressão era esculpida em gelo. Acariciei Cooper, que soltou um bocejo preguiçoso.— TEPT? — Repeti o termo. — Uma teoria interessante.Assenti em direção ao fundo do tribunal. Meu advogado, Marcus, um homem de me

  • Negando a Culpa do Meu Filho   Capítulo 7

    A tela grande ganhou vida. O primeiro documento apareceu. Era um certificado oficial ornamentado, em relevo, com o selo dourado da TICA — The International Cat Association, a associação internacional de gatos. O nome "Cooper Mitchell" estava impresso com clareza. Seu certificado de pedigree, ID do microchip, registros de vacinação e histórico de competições — estava tudo ali.Informações do proprietário: Harper Mitchell. Data de registro: dois anos atrás.Alguém no tribunal suspirou, em choque.— Isso… isso é real? — Sussurrou um jurado.Toquei na tela, trazendo a página seguinte. O perfil do Instagram de Cooper preencheu o telão. @CooperTheBengal — 52.000 seguidores. A foto de perfil era um retrato elegante de Cooper de lado, seus olhos âmbar cintilando para a câmera.— Eu escolhi não ter filhos. Não tenho filhos humanos. Mas eu tenho um filho. Meu filho-gato, Cooper, tem a própria conta nas redes sociais. — Disse calmamente. — Com cinquenta e dois mil seguidores.Comecei a

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    A acusação de Brenda caiu como uma bomba no tribunal. Alguns jurados começaram a cochichar entre si.— Ela tem razão. Como ela pode provar que esse gato é o Cooper que está sendo acusado?— Pode ser um substituto.— Talvez o verdadeiro criminoso esteja escondido.Observei aquelas mentes volúveis vacilarem, enquanto uma calma fria se instalava em mim. Gavin aproveitou a oportunidade. Levantou-se em um salto, a voz tremendo com um novo ímpeto.— Meritíssimo! A ré está zombando deste tribunal! Ela está tentando criar uma cortina de fumaça com isso… com esse animal!Ele apontou para Cooper nos meus braços.— Isso é um insulto à minha cliente e ao próprio conceito de justiça!Tiffany entrou imediatamente no jogo, levantando-se do banco das testemunhas com lágrimas renovadas.— Sim! Ela está protegendo o verdadeiro Cooper! O monstro que me machucou!A voz dela tremia.— O verdadeiro Cooper é uma pessoa! Um homem violento! Não esse gato!As expressões do júri começaram a vacilar.

  • Negando a Culpa do Meu Filho   Capítulo 5

    O oficial de justiça escancarou as portas do tribunal, empurrando para dentro uma caixa de transporte para animais elegante e de aparência caríssima. A caixa preta estava coberta de adesivos de viagens internacionais, passando uma imagem ao mesmo tempo profissional e misteriosa. O tribunal inteiro prendeu a respiração. Câmeras dispararam, um frenesi de flashes cegantes. O chat da transmissão ao vivo rolava numa velocidade absurda:— O que tem aí dentro?— Evidências?— A arma do crime?— Que tipo de jogo a Harper está jogando?Os jurados se endireitaram nas cadeiras, os olhos grudados na caixa. Os nós dos dedos de Tiffany ficaram brancos ao apertar a mão da mãe, os olhos arregalados de alarme. Brenda franziu a testa, uma linha profunda se formando entre as sobrancelhas. Ela estava completamente perdida. Gavin, o advogado da acusação, levantou-se em um salto.— Objeção! Meritíssimo, qual é o ponto dessa encenação?— Deixe-a continuar. — O juiz dispensou com um gesto.Caminhei le

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    — Prova de DNA! — murmúrios empolgados se espalharam pelo banco do júri.— Ela não tem mais nada a dizer agora!— A ciência não mente!— Harper, qual é a sua desculpa para isso?Gavin desfilou pelo centro do tribunal. Uma volta da vitória.— Meritíssimo, diante de uma prova tão conclusiva, exijo um julgamento imediato de cinco milhões de dólares em indenização civil!Ele apontou para mim, a voz ecoando com autoridade.— E vamos entrar com um pedido emergencial de ordem de restrição. Mantenham esse monstro a mil pés de distância da minha cliente o tempo todo!A plateia explodiu em aplausos.— Isso! Mantenham esse monstrinho longe dela!— Cinco milhões não é suficiente!— Ele deveria estar na cadeia!Olhei para o saco com os pelos dourados, e o canto da minha boca se ergueu num leve sorriso. Essa minha mínima mudança de expressão não passou despercebida.— Olhem para ela! — Brenda gritou do seu lugar. — A prova está bem na nossa frente, e ela está sorrindo! Essa mulher não tem a

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