MasukA noite passou rápido e quando Rosana acordou viu Yuri sentado no outro banco olhando pela janela.
- Bom dia, dormi demais. Ela disse, ajeitando os cabelos.
- Você estava muito cansada, é normal, está com fome? Ele perguntou.
- Um pouco, o que você estava pensando. Ela reparou que ele tinha um olhar um pouco perdido quando ela o viu.
- Em muitas coisas, nada com que você deva se preocupar.
- Vamos tomar café? Logo chegaremos a cidade.
Ela assentiu e os dois foram tomar café no vagão que servia comida.
Já havia várias pessoas nas mesinhas.
- Como vai ser quando chegarmos? Ela perguntou a ele enquanto mordia um bolinho.
Ele parou a xicara de chá que ia levando à boca no meio do caminho.
- Não se preocupe, você ficará no palácio, estará segura lá, voltarei para a província pretendo fazer o que for possível para acabar com essa guerra, mas só sairei de lá quando seu governo for derrubado, não pretendo ficar com sua província, mas é importante que alguém que seja justo assuma a província.
O Trem parou na estação e os dois desceram caminhando pela estação e indo até um grande parque.
Ela ficou pensativa.
- O que há? Ele perguntou vendo-a calada.
-Isso pode ser perigoso!
- Não se preocupe, não pense muito sobre isso.
Ao chegar á cidade ele a levou para o palácio, ela estava resistente não queria ir.
- Posso ficar em outro lugar, com a senhora onde estive. Eu os ajudo ela foi muito boa para mim. Ela insistiu.
- Olhe, você estava lá e foi levada, estarei fora como posso me concentrar numa guerra sabendo que você está aqui correndo riscos? Ele disse impaciente.
- Quem garante que estarei segura em um lugar onde não sou bem-vinda? Me leve com você! Ela disse então, segurando o braço dele.
- Não posso fazer isso! É uma guerra, você entende, não é? Quanta coisa você já passou.
- Mas eu fico no destacamento posso ajudar cozinhando e cuidando dos feridos.
- Eu vou seguir não ficarei em um lugar, minha equipe vai avançar Raoni está solto e não sei onde anda, imagina se pegam você! Inexiste esta possibilidade, não se aflija falarei com meus pais. Seja paciente.
- Eu.. Ela queria questionar, mas ele não lhe deu chance, indo até o jipe colocando as bolsas no banco de trás.
- Mudemos de assunto, já está decidido. Ele disse abrindo a porta para ela.
Ela emburrou.
No trajeto não disse nada, apenas ficou calada olhando para o caminho, ela também não queria preocupa-lo, afinal ele ia enfrentar uma guerra e qualquer desatenção poderia custar-lhe a vida, ele já tinha problemas demais.
Quando chegaram, dois dos guardas do palácio arregalaram os olhos ao verem Rosana, não conseguiram disfarçar seu nervosismo diante dela e de Yuri que acabavam de chegar.
- Algum problema? Yuri perguntou ao vê-los com atitude estranha.
- Não senhor, só não esperávamos vê-lo hoje, não sabíamos que estava de volta á cidade.
- Hum, está bem.
Rosana não engoliu a história e ficou a observa-los, Yuri não disse nada, apenas dirigiu até a entrada.
Quando ele desceu do caro, Rosana insistiu. – Eu poderia ficar na senhora, por favor.
- Terei que castigá-la para deixar de ser tão teimosa? Está decidido.
- Yuri!!!
Ouviram uma voz estridente vindo do alto da escada era Xiaumi que os viu e veio correndo ao encontro de Yuri.
- Você demorou voltar, não aguentava mais Meilin, você poderia manda-la embora.
- Não seja mal-educada, diga olá para Rosana, você não a viu? Ele disse repreendendo a menina.
- Olá, você também veio, não tinha ido embora? A garota perguntou com mal gosto.
Rosana apenas olhou para Yuri com aquele olhar “está vendo não te disse”.
- Ora não seja malcriada, Rosana é minha convidada, espero que você a ajude, e se tornem amigas.
Ele disse pegando as bolsas na parte de trás do jipe.
Ele começou a subir as escadas da entrada, Rosana ficou parada, pensando em como iria enfrentar aquela situação.
Um tempo depois ele olhou para trás. – Você não vem?
Rosana subiu impaciente “não tenho escolha tenho”?
Quando Yuri entrou, encontrou Meilin vindo às pressas encontra-lo, ela havia ouvidos os gritos de euforia de Xiaumi.
- Yuri, você demorou senti sua falta. Ela disse com sua voz melosa, ao vê-lo, mas logo sua máscara caiu quando viu Rosana logo atrás dele. – Quem é essa? Ela perguntou a ele.
- Meilin , Rosana e Rosana Meilin. Ele disse não parando para dar ouvidos a ela.
- Vamos Rosana, você deve estar cansada. Ele queria evitar o primeiro encontro entre as mulheres, ele viu os olhos de Rosana ao ver Meilin falar-lhe com intimidade.
Ele se sentiu satisfeito pelo fato dela parecer ter ciúmes, mas também se preocupou, pois as duas ficariam sobre o mesmo teto e ainda tinha Xiaumi e sua mãe.
Neste momento começou a entender a preocupação de Rosana, mas ele não podia deixa-la sozinha.
Ele subiu na frente e Rosana calada o seguiu, ele colocou sua mala no quarto que ela ficava ao lado do seu, quando ele deixou a mala e olhou para Rosana ela parecia aborrecida e estava, ela não gostou da forma intima que Meilin o tratou, ele disse que ela era apenas uma convidada de sua mãe, mas não era isso que parecia.
- Não pense muito tome um banho e descanse, logo voltarei para comermos algo, quer que eu peça para tragam algo para você?
- Não há necessidade. Ela disse, indo para o banheiro.
Ele levou a mão na cabeça bagunçando seu cabelo, estava cansado e sem paciência, deixou as coisas dela saiu e foi para seu quarto tomar um banho para enfrentar sua mãe.
Rosana se trancou no banheiro até ouvi-lo sair, ela saiu e foi até a porta trancando-a.
Depois do banho Rosana deitou-se na cama e acabou adormecendo.
Yuri passou para falar com ela, mas a porta estava fechada então ele desceu sozinho para falar com seu pai.
- Ora menino fedido, então você voltou e não disse nada? não tem consideração pelo seu velho pai?
- Cheguei a pouco meu pai, como estão as coisas?
Os dias se passaram Yuri tinha muito trabalho, Rosana se dedicava a caridade, sempre viajavam para a província Leste para saber como estavam indo as coisas por lá. Sempre que os dois apareciam em público, as pessoas os cumprimentavam felizes e agradecendo tudo que o casal havia feito pela província. Depois Rosana já não podia acompanhar mais Yuri, pois já estava no finalzinho da gestação, ele também estava evitando viajar para longe queria estar ao lado dela quando seu filho nascesse, seu pai o ajudava, o imperador passou a levar a imperatriz com ele quando saia nas viagens de negócios, ela estava bem mais fácil de lidar. A avó de Yuri estava sempre perto de Rosana a ajudando, Yuri pediu para que fosse construída uma casa para eles na propriedade, para que ficassem perto deles. Yuri e Rosana estavam jantando em casa quando ela sentiu uma dor, vendo-a. – O que foi? Está bem? Yuri perguntou preocupado. - Acho que está na hora! Ela disse tentando se levantar com a mão em sua barriga
Numa certa manhã Rosana e Yuri tomavam café juntos, na casa de verão, raramente iam ao palácio, a não ser que tivesse algum evento, Rosana estava estudando, e ajudava algumas instituições de caridade representando Yuri, ele não tinha ocupado o trono estava adiando enrolando seu pai, mas já era ele que tomava praticamente todas as decisões. - Precisamos nos casar! Ele disse, de supetão. - Agora? Já estamos juntos, não precisamos disso. - Sim precisamos! Você merece uma festa linda! - Não gosto dessas coisas, você sabe! - Você é uma princesa, merece uma festa a sua altura! - Terei que ir ao estrangeiro para uma reunião entre líderes, quero que vá comigo, lá compraremos seu vestido. Ele disse se levantando da mesa. Antes de sair ele ainda acrescentou. – Faça uma lista do que você gostaria que tivesse na festa e quem você gostaria que estivesse presente. Antes que diga algo, não importa a distância, mandaremos trazer todos que você queira na nossa festa! Ele saiu e Rosana ficou pen
- Você não foi para seu quarto? Ela disse, segurando a toalha com força.- Este é meu quarto! Você quer que eu vá embora?- Não é isso é que...- Você está com vergonha de que saibam que dormimos jutos? Você é minha mulher, já estávamos prestes a se casar, por falar nisso faremos isso o quanto antes! Venha cá.Ela caminhou até ele devagar, seus cabelos estavam enrolados na toalha, e ela segurava a que estava envolta de seu corpo com firmeza, a sensação que sentia era indescritível, seu coração estava palpitando.- Vire-se ele pediu.Ela olhou-o nos olhos e não disse nada apenas obedeceu.Sentiu quando delicadamente ele passou a mão a sua frente e sentiu quando pousou em seu pescoço algo gelado. Ele segurou sua cintura a guiando até o espelho.- O que acha? Ele perguntou em seu ouvido.- É lindo. Ela disse tocando o colar com os dedos.- Não tanto quanto você! Ele disse abraçando-a de costas para ele, que tirou a toalha de seus cabelos e pegou as mãos dela para que soltasse a toalha qu
Os dois se amaram, a saudade não cabia em seus peitos, Yuri parecia insaciável.Na manhã seguinte os dois chegaram bem cedinho a pensão, nem perceberam haviam dormido fora, estavam preparando o café quando o imperador entrou na cozinha, os cumprimentou os três se sentaram e tomaram café juntos.- O senhor já está recuperado, vou leva-lo de volta. Disse Yuri, colocando um bolinho no prato de Rosana.- Oras você está me expulsando? O homem perguntou curioso.- Não é isso! Mas você precisa ir cuidar das suas coisas, não posso ficar lá, tenho meu trabalho aqui agora.- Você é herdeiro da Província Oeste, tem suas responsabilidades, além disso estou bem aqui e já estou velho preciso descansar.- Pai não comece, já discutimos isso...- Me leve a capital, mas a da Província Leste.- O que você quer fazer lá?Rosana com os olhos regalados observava a conversa dos dois, mas se ateve a ficar quietinha comendo sua comida.- Vamos conversar com o parlamento.- O que você quer conversar? Yuri perg
Mais dois dias se passaram, Yuri soube que os soldados estavam com Akira na mira ele desceu até a fronteira, queria participar da operação.Quando chegou a fronteira já passava da meia noite, estavam à espreita disseram que Akira tentaria fugir naquela noite pois tinham recebido informações que um pequeno avião o esperava no pais vizinho, se ele conseguisse cruzar a fronteira ficaria mais difícil, pegá-lo.Como Yuri era herdeiro da Província Oeste e era chefe do exército da Província Leste ele tinha jurisdição para pegar Akira em qualquer uma das duas províncias.Conforme as investigações iam avançando, descobria-se que Akira, embora tivesse uma boa aparência e parecia um nobre, ele era responsável pelo maior esquema de contrabandos de armas e drogas, além disso era bem provável que ele também estivesse envolvido com lavagem de dinheiro e tráfico de humanos.Estavam todos à espreita quando um caminhão suspeito passou na estrada, mais a frente um grupo tinha colocado uma barreira para
O médico examinou o imperador, ele havia sido atingido peito, mas não tinham acertado o coração, levaram-no para o hospital ele ia ter que passar por cirurgia. Rosana estava desolada dona Satoko e as pensionistas tentavam acalma-la. Quando percebeu a movimentação o imperador, que depois que conversou com o filho se sentou no fundo próximo da entrada onde seria a cerimonia, caminhou discretamente entre os carros e arvores e quando iam colocar Rosana no carro ele atirou com precisão atingindo o homem que a soltou, mas revidaram e acabou sendo atingido. Yuri e seus homens não perderam de vista os carros da gangue de Akira, seguindo-os de perto e trocando tiros. No caminho já encontraram alguns soldados da Província Leste que tinha vindo ajudar. - Avisem as fronteiras e portos. Yuri disse aos soldados da Província Leste. E ele continuou. - E vocês dois, vão para a Província Oeste e diga o que aconteceu, diga que estou ordenando que fechem as fronteiras e deem busca e apreensão em tod







