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Capítulo 6

ผู้เขียน: Rosana Lyra
last update วันที่เผยแพร่: 2026-09-04 01:53:58

Seraphina franziu a testa. Confusa com a pergunta e o interesse dele nisso.

— Alguns. Por quê?

— E seu avô? Ele tinha alguma ligação com outras matilhas?

— Kaiden, meu avô morreu quando eu tinha seis anos.

— Eu sei. Estou perguntando sobre antes disso.

Seraphina afastou um pouco o corpo.

— Por que parece que está me interrogando?

Kaiden percebeu imediatamente o que estava fazendo.

— Não estou.

— Está.

— Só estou tentando entender algumas coisas.

— Que coisas?

Ele poderia contar. Ragnar surgiu imediatamente.

— “Conte agora.”

Kaiden olhou para Seraphina. Ela esperava.

— Kaiden?

Ele tocou seu rosto.

— Esquece.

Seraphina segurou seu pulso.

— Não faça isso comigo. Você aparece no meu quarto no meio da noite, começa a perguntar sobre minha família e depois manda esquecer?

— Esta noite não.

— Então quando?

— Depois da cerimônia.

Ela continuou olhando para ele, desconfiada. Kaiden aproximou-se.

— Amanhã vai ser um dia longo. Não quero passar esta noite falando sobre problemas.

— Mas existe um problema? — Ele não respondeu. Seraphina percebeu. — Existe.

Kaiden fechou os olhos.

— Sera, por favor.

Ela poderia insistir. Nymera queria que insistisse.

— “Faça ele falar.”

Mas Seraphina conhecia Kaiden. Sabia quando ele estava no limite. E, mais uma vez, escolheu confiar nele.

— Tudo bem.

Kaiden soltou o ar.

— Obrigado.

— Não agradeça ainda. Depois da cerimônia você vai me contar.

— Vou.

Ele a beijou.

O beijo começou devagar, quase como um pedido de desculpas por uma verdade que ele ainda não conseguia contar.

Seraphina segurou seu rosto e correspondeu. Toda a tensão que existia em Kaiden parecia desaparecer pouco a pouco enquanto ele a abraçava.

Quando se afastaram, Seraphina manteve os braços em volta do pescoço dele.

— Quero uma promessa.

Kaiden encostou a testa na dela.

— Qualquer uma.

— Amanhã, quando você colocar aquela coroa na cabeça, não deixe ela transformar você em alguém que eu não reconheça.

Kaiden ficou sério.

— E você promete não deixar de olhar para mim como está olhando agora?

Seraphina sorriu.

— Como?

Ele tocou a testa dela com os dedos.

— Como se eu ainda fosse simplesmente Kaiden.

— Para mim você sempre será.

Kaiden sorriu.

— Então amanhã eu escolho você diante de todos.

Ragnar quase rugiu de satisfação dentro dele.

— “Finalmente.”

Nymera, porém, continuava inquieta. Seraphina sentia. Mas naquela noite decidiu não ouvir o medo.

Kaiden não se afastou. A boca dele voltou à dela com a lentidão de quem finalmente pode reivindicar o que sempre soube que era seu. O beijo não tinha pressa. Tinha peso. Tinha a certeza intensa de um Alfa que reconhecia a própria Luna e não pretendia mais fingir distância.

Os lábios dele se moveram sobre os dela com carinho e fome ao mesmo tempo, como se cada segundo fosse uma marca deixada na pele e na alma.

As mãos grandes desceram pelas costas dela e a puxaram contra o peito largo, prendendo-a ali, sem espaço para recuo. O corpo dele a envolvia por inteiro. Quente. Firme. Possessivo.

— Minha — rosnou contra a boca dela, a voz baixa e rouca, com o rosnado contido. — Desde o primeiro instante. Antes mesmo de você saber.

Seraphina sentiu o coração bater descompassado. Confiança e desejo se misturavam até não haver diferença.

Ela entregou o corpo, o coração e todos os sonhos que havia construído desde o dia em que descobriu o laço.

Os dedos dela subiram pelo pescoço dele, sentindo a tensão sob a pele, o controle que ele ainda mantinha por ela.

Kaiden a deitou com cuidado, mas sem soltar. O peso dele sobre ela era proteção e reivindicação. Os beijos desceram pelo maxilar, pelo pescoço, parando no ponto onde o pulso batia forte.

Ele inalou o cheiro dela como quem gravava a essência da própria Luna na memória. Os lábios pressionaram ali, quentes, insistentes, deixando uma marca que não precisava de palavras.

— Ninguém mais — disse contra a pele dela. — Só eu. Só você. Destinados.

Ela arqueou o corpo em resposta, os braços envolvendo os ombros largos dele, aceitando o ritmo lento e intenso que ele ditava.

Não havia pressa. Havia a certeza de que, no dia seguinte, o mundo saberia. Eles não precisariam mais esconder o que sempre existiu entre os dois.

Mais tarde, a respiração dela já estava regular. Seraphina dormia abraçada a ele, o rosto encostado no peito largo, uma perna entrelaçada à dele como se o corpo também recusasse qualquer distância. Kaiden permaneceu acordado.

Os dedos longos passavam devagar pelos fios dos cabelos dela, de novo e de novo, num gesto quase inexistente e ao mesmo tempo possessivo. Ele observava o rosto relaxado, a boca entreaberta, o jeito como ela se aninhava contra ele mesmo no sono. Como se o instinto dela já soubesse a quem pertencia.

O Alfa dentro dele rugia baixo, satisfeito e vigilante. Ela estava ali. Segura. Dele.

Por alguns minutos, os documentos escondidos no escritório deixaram de existir. Não havia pack, não havia responsabilidade, não havia o peso do que ainda precisava ser resolvido. Havia apenas a Luna dormindo em seus braços e a certeza absoluta de que nada, e ninguém, a tiraria dali.

Ele inclinou a cabeça e deixou os lábios no alto da cabeça dela, um beijo lento, quase um juramento.

— Durma, minha futura Luna — sussurrou, a voz quase inaudível. — Eu fico. Sempre.

Então Ragnar apareceu.

— “Não vá à reunião com Malrik.”

Kaiden olhou para Seraphina.

— Preciso ir.

— “Fique aqui.”

— Amanhã vou assumir Blackthorn. Não posso ignorar o conselho na noite anterior à minha ascensão.

Ragnar ficou furioso.

— “Você pode ignorar Malrik.”

— Ele pode ter informações importantes.

— “E ela está aqui.”

Kaiden fechou os olhos.

— Vou voltar antes que acorde.

Ragnar permaneceu calado por alguns segundos. Quando falou novamente, sua voz estava estranhamente pesada.

— “Existem noites em que um homem escolhe uma reunião e perde uma vida inteira.”

Kaiden sentiu um arrepio.

— Está exagerando.

— “Espero que sim.”

Com cuidado, Kaiden saiu da cama. Vestiu a camisa, olhou para Seraphina uma última vez e escreveu algumas palavras em um pedaço de papel antes de sair pela mesma janela por onde havia entrado.

Ao amanhecer, Seraphina despertou sozinha.

Por alguns segundos, procurou Kaiden ao seu lado. Então encontrou o bilhete sobre a pequena mesa próxima da cama. Reconheceu a letra dele imediatamente e sorriu antes mesmo de terminar de ler.

— “Hoje você se torna minha Luna.”

Seraphina apertou o bilhete contra o peito, sem imaginar que, enquanto ela sorria, Kaiden estava sentado diante de Malrik ouvindo uma versão da verdade que mudaria tudo.

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