เข้าสู่ระบบAlthea ficou diante do guarda roupa por mais tempo do que pretendia. Fileiras de vestidos estavam penduradas com cuidado, a maioria do tipo que costumava usar em eventos formais ou reuniões importantes.Mas aquele dia parecia diferente.Ela não queria parecer formal demais, nem casual demais. Ela simplesmente... Queria estar bonita para o marido. Depois de tanto tempo enfrentando um problema difícil após o outro, finalmente podiam respirar um pouco melhor.Não completamente. Longe disso. Mas, pelo menos, as pessoas envolvidas no plano elaborado para derrubar as famílias Callister e Miller agora estavam sob custódia policial. Passavam por uma série de investigações sob o olhar das autoridades.E, como planejado, a assistência jurídica organizada para eles, especialmente para Selena e Harold, havia sido cuidadosamente estruturada. Cuidadosamente o bastante para que não tivessem muito espaço para se defender, manipular provas ou escapar das consequências que os aguardavam.Althea se
— Mesmo assim, ela precisava saber. — Disse Althea, com firmeza. — Teria sido pior se descobrisse por outra pessoa e começasse a tirar as próprias conclusões.Riana assentiu, concordando.— Onde estão Josh e Grace? — Perguntou Althea, olhando ao redor.Normalmente, os dois continuavam estudando naquela sala.— Grace está lá fora, no jardim. — Respondeu Riana. — Gia está com ela enquanto termina a tarefa. Quanto a Josh... Suspeito que ainda esteja lutando contra o livro de física.Althea soltou uma risada baixa.— Pedi aos funcionários que preparassem um mingau para Eli. Estou preocupada que ela possa ter febre por causa do choque.Riana olhou para ela com preocupação.— Como ela está agora?— Dormindo... — Disse Althea. — Completamente exausta.Riana estendeu a mão e apertou a da nora.— Obrigada por ficar com ela.Althea abriu um sorriso discreto, embora seu coração ainda estivesse pesado.— Ela é apenas uma criança inocente que quer pertencer a uma família inteira.A co
As lágrimas de Eli não pararam de imediato, mas aos poucos se transformaram em fungadas silenciosas. A tensão que antes enrijecia seu corpo deu lugar ao cansaço. Ela permaneceu sentada na beirada da cama, com a mala ainda aberta ao lado, enquanto Althea continuava por perto, sem apressá-la, sem se afastar, apenas oferecendo toques gentis de vez em quando.Cada pequeno gesto fazia Eli se sentir segura.— Obrigada... Por ficar comigo. — Disse Eli, suavemente.Ela enxugou as lágrimas restantes das bochechas, conseguindo abrir um sorriso fraco apesar do peso de decepção e tristeza que ainda permanecia em seus olhos.— Fico feliz que tenha conversado comigo hoje.Althea segurou o rosto de Eli com as mãos e a olhou com firmeza.— Da próxima vez, fale comigo antes. Me conte o que está sentindo.Eli jamais imaginara que um dia ficaria tão perto de Althea. Não como uma convidada deslocada, não como uma menina que precisava manter distância, mas como alguém acolhida e consolada sem condiç
Eli abriu um sorriso pequeno e frágil.— Porque eu não deveria estar aqui.As palavras foram baixas, mas atingiram como um golpe.— Quem disse isso a você?— Eu mesma.As lágrimas começaram a escorrer novamente por suas bochechas.— Eu não faço parte desta família. Não sou filha do papai Chase. Não sou neta biológica do vovô e da vovó.Althea deu um passo mais perto, mas Eli instintivamente recuou meio passo.— Eu entrei nesta casa com uma mentira. — Continuou ela, tropeçando nas próprias palavras. — Eu me apresentei com uma identidade que não era minha. Vivi dentro de uma história falsa.— Isso não foi culpa sua.— Mas eu ainda fiz parte dela! — A voz de Eli se elevou, trêmula, com toda a tristeza exposta nos olhos. — Eu defendi tudo o que minha mãe dizia. Acreditei em todas as histórias dela. Eu até... Senti orgulho. Senti como se merecesse pertencer a este lugar.Ela enxugou as lágrimas com força usando as costas da mão.— Sou como uma fraude que nem percebeu que estava
— Então... Vou me retirar. — Disse Eli, baixinho.Ela lançou um breve olhar para Riana e Nathan antes de se curvar com educação. Pouco antes de sair do escritório, acrescentou com uma voz pequena, mas firme:— E obrigada... Por me contarem a verdade.A porta se fechou suavemente atrás dela.Eli caminhou com a cabeça baixa, lutando para manter as lágrimas sob controle. Seus passos ficaram mais rápidos enquanto seguia pelo corredor silencioso, até desaparecer na curva que levava ao seu quarto.Riana permaneceu parada diante da porta por vários segundos, com os olhos fixos no corredor vazio. Havia tanta preocupação em seu olhar. Tanta ternura.Eli realmente era a verdadeira vítima em todo o drama que Selena havia armado.— Ela precisa de tempo. — Disse Nathan, com delicadeza, atrás dela, pousando uma mão reconfortante no ombro da esposa. — Dê tempo a ela. Tenho certeza de que logo estará pronta para conversar de novo.Riana assentiu.Pouco depois, Nathan saiu para o escritório. H
Riana e Nathan trocaram um olhar.A verdade sobre quem Eli realmente era, e sobre como ela havia ido parar sob os cuidados de Selena, era a parte mais pesada de todas. Não havia como contornar aquilo. Ela precisava saber.— Vovó? — Insistiu Eli, com os olhos fixos em Riana. — Ou... Existe mais alguma coisa que eu não sei? Algo que vocês ainda estão escondendo?Riana engoliu em seco. A dúvida passou por seu peito enquanto olhava para a menina, chorando, abalada, com a confiança despedaçada. Depois de tudo o que Eli acabara de suportar, outra verdade parecia quase cruel.— A senhora não quer me contar? — A voz de Eli falhou.Riana uniu as mãos outra vez.— Não é que não queiramos, Eli, querida. É só que...— Tudo bem, vovó.Eli forçou um sorriso fraco e amargo.— Conte tudo. Não esconda nada. Eu quero saber sobre mim, qualquer coisa que vocês saibam. Minha mãe mentiu para mim tantas vezes... Acho que posso confiar nas suas palavras.Nathan pigarreou discretamente.— Você está







