INICIAR SESIÓNCapítulo 120: O Peso do SilêncioPOV: Gabriel MontenegroO estalar discreto da madeira na lareira acesa era o único som que cortava o silêncio da biblioteca da mansão passadas das dez da noite. A casa já estava recolhida. Helena dormia no berço após a mamada do início da noite, e dona Helena recolhera-se ao seu quarto depois de um jantar leve.Eu estava sentado na poltrona de couro marrom, com o paletó pendurado no encosto e a gravata frouxa no colarinho. Na mesa de centro, descansavam uma taça de uísque intocada e um exemplar com a capa dura do livro de Luna. Passei os dedos pela textura da lombada, relendo o nome estampado em letras prateadas: Luna Carvalho.O evento na livraria fora um sucesso absoluto. Os jornais do dia seguinte já preparavam matérias elogiando a maturidade da prosa e a voz autêntica da nova autora. Ver Luna no palco, respondendo com serenidade e altivez aos questionamentos dos jornalistas, trouxera-me uma sensação profunda de dever cumprido. Eu não a havia sa
Capítulo 119: A Primeira VozPOV: Luna CarvalhoO espaço cultural no segundo andar da tradicional Livraria da Vila, nos Jardins, estava preenchido por um murmúrio constante de conversas e o tilintar discreto de taças de champanhe. O ambiente fora decorado com elegância sóbria: arranjos de orquídeas brancas sobre os aparadores de madeira, luz quente e pilhas do meu livro organizadas em pequenas torres ao longo das mesas de destaque.Por se tratar da minha estreia como autora, a editora planejara um evento intimista — um coquetel de lançamento com bate-papo mediado por Camila, voltado para jornalistas do caderno de cultura, críticos literários e um grupo seletivo de convidados.Eu vestia um macacão alfaiataria em tom creme, com caimento impecável e linhas retas que me davam uma presença firme, porém acessível. Meus cabelos escuros estavam presos num coque baixo alinhado. Ajeitei o microfone de lapela preso ao decote reto da peça, sentindo um frio sutil na espinha enquanto observava
Capítulo 118: A Manhã do RecomeçoPOV: Luna CarvalhoA luz suave das sete da manhã atravessava as frestas da cortina da suíte, desenhando linhas douradas sobre o lençol de linho. Abri os olhos devagar, sentindo o corpo relaxado e uma sensação de leveza que há meses parecia inalcançável. Gabriel ainda dormia ao meu lado, de bruços, com o braço pesado e protetor repousado sobre a minha cintura. A respiração dele era profunda e cadenciada, mantendo o peitoral largo contra as minhas costas.Virei-me devagar dentro do abraço dele para não acordá-lo. O rosto de Gabriel, livre das linhas de tensão que costumavam marcar sua testa durante as tempestades corporativas e judiciais, parecia mais jovem e sereno. Levei os dedos aos cabelos escuros dele, tirando uma mecha da testa com um carinho calmo.O som suave do chorinho de Helena vindo do babá eletrônico na cabeceira quebrou o silêncio do quarto. No mesmo instante, os olhos verdes de Gabriel se abriram. Ele piscou algumas vezes, focando em
Capítulo 117: A Chama Acesa POV: Luna Carvalho O peso do corpo de Gabriel sobre o meu trazia uma sensação de preenchimento que minha pele clamava há meses. A urgência com que ele despia a própria camisa de algodão, expondo o peitoral largo e os músculos tensos da barriga, fez o meu ventre contrair num aperto quente de pura ansiedade. — Você não tem ideia do quanto eu desejei este momento, Carvalho... — Gabriel rosnou contra a minha boca, os olhos verdes pegando fogo na penumbra do quarto. — Então para de falar e me toca, Gabriel — exigi num arfar necessitado, puxando o rosto dele para o meu e envolvendo o seu pescoço com os braços. Ele soltou uma risada baixa e perigosa, descendo os beijos quentes pelo meu queixo, pescoço e tórax. Quando a mão grande dele alcançou a renda do meu sutiã, desabotoando a peça com agilidade, a boca de Gabriel envolveu o bico do meu seio sensível em uma sucção lenta e deliciosa. Um gemido alto escapou da minha garganta, e eu arqueei as costas
Capítulo 116: O Fogo da Espera POV: Gabriel MontenegroSeis semanas haviam se passado desde o nascimento de Helena Arthuria. A rotina na mansão finalmente encontrara um compasso suave: nossa filha dormia blocos de quatro horas no berço, forte e saudável, enquanto dona Helena e Lindalva assumiam com alegria os cuidados do final da tarde. Mas a verdadeira transformação estava diante de mim, a poucos passos da grande cama da nossa suíte.Luna estava de pé em frente à penteadeira, tirando os brincos de pérola após o jantar de comemoração do sucesso da pré-venda do seu livro. Ela usava um vestido de seda preta com alças finas que desenhava as curvas do seu corpo de forma tentadora. A gestação e a maternidade haviam deixado sua pele ainda mais vistosa, com um quadril levemente mais largo e seios fartos que me enlouqueciam a cada olhar discreto.Com a liberação médica confirmada no início da semana, a tensão acumulada de meses de abstinência e perigos velados cobrava o seu preço. Eu n
Capítulo 115: O Próprio NomePOV: Luna CarvalhoO SUV preto de Gabriel parou suavemente em frente ao suntuoso prédio espelhado da editora, no coração da Avenida Paulista. O movimento de pedestres e o ruído do trânsito do meio da tarde contrastavam com o silêncio confortável que mantínhamos dentro do carro. Marcos estacionou na vaga privativa da diretoria, enquanto Camila, que viera no banco do passageiro com a pasta de contratos, virou-se para nós no banco traseiro.— A equipe de imprensa já está reunida na sala de conferências do oitavo andar, Luna — Camila avisou, conferindo o relógio de pulso. — Temos quinze minutos antes do horário marcado.— Nós já subimos, Camila — Gabriel respondeu por mim, mantendo a mão firme entrelaçada à minha sobre o meu joelho. — Quero mostrar uma coisa para a Luna primeiro.Camila assentiu com um sorriso cúmplice, pegou as bolsas e saltou do veículo, deixando-nos a sós no interior do carro blindado.Girei o corpo no banco para encarar meu marido. G







