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109: O Rastro da Sombra

last update Fecha de publicación: 2026-10-15 22:22:41

​Capítulo 109: O Rastro da Sombra

​POV: Gabriel Montenegro

​A tarde no jardim da mansão Montenegro transcorria em uma calma ilusória. O céu sem nuvens e a brisa suave de outubro balançavam as orquídeas do pergolado, criando uma atmosfera de paz que há meses não experimentávamos. Minha mãe estava sentada na grande poltrona de vime sob a sombra da amendoeira, segurando Helena Arthuria no colo com um cuidado maternal tocante. A pequena dormia um sono profundo, embalada pelo balanço suave dos braço
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    Capítulo 120: O Peso do Silêncio​POV: Gabriel Montenegro​O estalar discreto da madeira na lareira acesa era o único som que cortava o silêncio da biblioteca da mansão passadas das dez da noite. A casa já estava recolhida. Helena dormia no berço após a mamada do início da noite, e dona Helena recolhera-se ao seu quarto depois de um jantar leve.​Eu estava sentado na poltrona de couro marrom, com o paletó pendurado no encosto e a gravata frouxa no colarinho. Na mesa de centro, descansavam uma taça de uísque intocada e um exemplar com a capa dura do livro de Luna. Passei os dedos pela textura da lombada, relendo o nome estampado em letras prateadas: Luna Carvalho.​O evento na livraria fora um sucesso absoluto. Os jornais do dia seguinte já preparavam matérias elogiando a maturidade da prosa e a voz autêntica da nova autora. Ver Luna no palco, respondendo com serenidade e altivez aos questionamentos dos jornalistas, trouxera-me uma sensação profunda de dever cumprido. Eu não a havia sa

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    Capítulo 118: A Manhã do Recomeço​POV: Luna Carvalho​A luz suave das sete da manhã atravessava as frestas da cortina da suíte, desenhando linhas douradas sobre o lençol de linho. Abri os olhos devagar, sentindo o corpo relaxado e uma sensação de leveza que há meses parecia inalcançável. Gabriel ainda dormia ao meu lado, de bruços, com o braço pesado e protetor repousado sobre a minha cintura. A respiração dele era profunda e cadenciada, mantendo o peitoral largo contra as minhas costas.​Virei-me devagar dentro do abraço dele para não acordá-lo. O rosto de Gabriel, livre das linhas de tensão que costumavam marcar sua testa durante as tempestades corporativas e judiciais, parecia mais jovem e sereno. Levei os dedos aos cabelos escuros dele, tirando uma mecha da testa com um carinho calmo.​O som suave do chorinho de Helena vindo do babá eletrônico na cabeceira quebrou o silêncio do quarto. No mesmo instante, os olhos verdes de Gabriel se abriram. Ele piscou algumas vezes, focando em

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    Capítulo 117: A Chama Acesa POV: Luna Carvalho ​O peso do corpo de Gabriel sobre o meu trazia uma sensação de preenchimento que minha pele clamava há meses. A urgência com que ele despia a própria camisa de algodão, expondo o peitoral largo e os músculos tensos da barriga, fez o meu ventre contrair num aperto quente de pura ansiedade. ​— Você não tem ideia do quanto eu desejei este momento, Carvalho... — Gabriel rosnou contra a minha boca, os olhos verdes pegando fogo na penumbra do quarto. ​— Então para de falar e me toca, Gabriel — exigi num arfar necessitado, puxando o rosto dele para o meu e envolvendo o seu pescoço com os braços. ​Ele soltou uma risada baixa e perigosa, descendo os beijos quentes pelo meu queixo, pescoço e tórax. Quando a mão grande dele alcançou a renda do meu sutiã, desabotoando a peça com agilidade, a boca de Gabriel envolveu o bico do meu seio sensível em uma sucção lenta e deliciosa. Um gemido alto escapou da minha garganta, e eu arqueei as costas

  • O Bebê do Bilionário por Engano    116: O Fogo da Espera

    Capítulo 116: O Fogo da Espera​ POV: Gabriel Montenegro​Seis semanas haviam se passado desde o nascimento de Helena Arthuria. A rotina na mansão finalmente encontrara um compasso suave: nossa filha dormia blocos de quatro horas no berço, forte e saudável, enquanto dona Helena e Lindalva assumiam com alegria os cuidados do final da tarde. Mas a verdadeira transformação estava diante de mim, a poucos passos da grande cama da nossa suíte.​Luna estava de pé em frente à penteadeira, tirando os brincos de pérola após o jantar de comemoração do sucesso da pré-venda do seu livro. Ela usava um vestido de seda preta com alças finas que desenhava as curvas do seu corpo de forma tentadora. A gestação e a maternidade haviam deixado sua pele ainda mais vistosa, com um quadril levemente mais largo e seios fartos que me enlouqueciam a cada olhar discreto.​Com a liberação médica confirmada no início da semana, a tensão acumulada de meses de abstinência e perigos velados cobrava o seu preço. Eu n

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    Capítulo 115: O Próprio Nome​POV: Luna Carvalho​O SUV preto de Gabriel parou suavemente em frente ao suntuoso prédio espelhado da editora, no coração da Avenida Paulista. O movimento de pedestres e o ruído do trânsito do meio da tarde contrastavam com o silêncio confortável que mantínhamos dentro do carro. Marcos estacionou na vaga privativa da diretoria, enquanto Camila, que viera no banco do passageiro com a pasta de contratos, virou-se para nós no banco traseiro.​— A equipe de imprensa já está reunida na sala de conferências do oitavo andar, Luna — Camila avisou, conferindo o relógio de pulso. — Temos quinze minutos antes do horário marcado.​— Nós já subimos, Camila — Gabriel respondeu por mim, mantendo a mão firme entrelaçada à minha sobre o meu joelho. — Quero mostrar uma coisa para a Luna primeiro.​Camila assentiu com um sorriso cúmplice, pegou as bolsas e saltou do veículo, deixando-nos a sós no interior do carro blindado.​Girei o corpo no banco para encarar meu marido. G

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