Masuk“Eu tinha chegado com medo de perdê-la. Agora, mal conseguia compreender o que ela me dizia.”
Nikolai Romanov
— Eu também preciso contar uma coisa.
Irina mantinha a mão sobre a minha, junto à sua cintura, mas alguma coisa havia mudado em seu rosto.
Afastei-me apenas o suficiente para
“Ele começou a descrever um lugar onde eu também havia estado.”Irina PetrovaNikolai ergueu o rosto.Sua mão continuava sob a minha, sobre minha barriga, mas seus dedos tinham parado de se mover.— Você conhece esse nome?Assenti, sentindo a garganta apertar.— Como você sabe?Ele olhou para nossas mãos antes de responder.— Sonhei com um menino em um campo de flores.Fiquei imóvel.— Ele correu na minha dir
“Eu tinha chegado com medo de perdê-la. Agora, mal conseguia compreender o que ela me dizia.”Nikolai Romanov— Eu também preciso contar uma coisa.Irina mantinha a mão sobre a minha, junto à sua cintura, mas alguma coisa havia mudado em seu rosto.Afastei-me apenas o suficiente para olhá-la.— Pode falar.Ela baixou os olhos para nossas mãos. Seus dedos se moveram sobre os meus, e esperei, embora aquela hesitação começasse a me preocupar.— Eu descobri enquanto você estava na Itália.Fiquei atento ao seu rosto.Irina respi
“Ainda havia dor entre nós, mas agora conseguíamos falar sobre ela.”Irina PetrovaNikolai baixou os olhos para nossos dedos.Durante um instante, sua mão permaneceu imóvel sob a minha. Depois ele a virou devagar e segurou meus dedos, sem me puxar para mais perto.Aquele cuidado fez minha garganta se apertar.Eu conhecia sua mão. A firmeza com que me conduzia pelo corredor, o polegar acariciando minha pele quando conversávamos, o calor que procurava durante a noite.Tinha sentido falta de tudo aquilo.Passei o polegar sobre seus dedos.&mdas
“Ao ouvi-lo falar do que vivemos, comecei a reconhecer o amor do qual tinha duvidado.”Ele passou a mão pelo rosto.— No começo, porque eu não entendia. Depois, porque achei que você perceberia pelo que eu fazia. Mas havia coisas que precisava ouvir de mim, e eu continuei guardando.A chuva batia na janela. Nikolai estava com o cabelo úmido, a gola da camisa molhada e os olhos presos nos meus.— Eu amo você, Irina. Amo a mulher que fui conhecendo depois daquele encontro. Seu jeito de me ouvir, a sinceridade com que fala comigo, a maneira como vai ficando menos tímida quando se sente à vontade. Gosto de perceber que está reunindo coragem para dizer alguma cois
“Eu precisava saber se ele reconhecia em mim a mulher que eu era.”Irina PetrovaNikolai não desviou os olhos.— Nunca, Irina.Apertei o lenço entre os dedos.— Nem depois que Katya confirmou?— Nem depois.Ele se inclinou na poltrona, mantendo as mãos sobre os joelhos.— Amei Francesca. Ela faz parte da minha história e sempre fará. Mas nunca olhei para você esperando encontrá-la.Baixei os olhos.
“Eu não podia escolher a resposta dela. Podia apenas deixar de esconder o que precisava dizer.”Nikolai RomanovIrina abriu a porta com os olhos vermelhos.Por um instante, esqueci a chuva, o caminho e tudo o que tinha pensado em dizer. Minha mão chegou a se mover, mas parei antes de tocá-la.Ela continuava segurando a maçaneta.— Você está molhado.Olhei brevemente para o casaco. A água escorria da barra e começava a marcar o chão do corredor.— Começou a chover na estrada.Irina observou meu ros







